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	<title>Antonio Nielsen &#8211; ONFIRE Surf | Portugal</title>
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		<title>ONFIRE #12 &#124; O regresso às Maldivas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 20:51:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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					<description><![CDATA[Novembro/Dezembro de 2004]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Na capa:</strong><br><strong>Nuno Telmo nas Maldivas, fotografado por Carlos Pinto.</strong><br>Viagens às Maldivas seria uma constante ao longo dos anos e das edições, e regularmente incluíam Nuno Telmo. O surfista da Poça na época era dos mais fotogénicos surfistas do nosso país e regularmente trazia não só a melhor imagem da viagem, como as 3 ou 4 melhores. Desta vez foi este &#8220;deep barrel&#8221;.<br></p>



<p><strong>Artigos em destaque:</strong><br><strong>Surftrip nas Maldivas</strong>. Juntou-se o team Lightning Bolt, que na altura incluía Nuno Telmo, David Raimundo, Rodrigo Champalimaud, Francisco Rodrigues e Vasco Spínola e o fotógrafo Carlos Pinto e não tinha como dar um artigo incrível. <br><strong>Surftrip na Noruega</strong>. Foi o primeiro dos destinos invulgares a aparecer na ONFIRE, desta vez uma mini trip com Marlon Lipke e Tim Boal.<br><strong>Vidas com Bruno Charneca. </strong>Um dos grandes nomes do surf nacional dos anos 90. A entrevista de Bubas juntou imagens de várias gerações de fotógrafos, um artigo sólido numa das revistas mais bem estruturadas da ONFIRE até aí.</p>



<p><strong>Data de lançamento:</strong><br>Novembro/Dezembro de 2004<br><strong>Marcas que estiveram presentes: </strong><br>Billabong, Quiksilver, Volcom, Reef, Rip Curl, Lightning Bolt, TMN, Ericeira Surf Shop, O&#8217;Neill, BoardCulture, Tuflite e Globe.<br><strong>Surfistas que apareceram:</strong><br>Nuno Telmo, João Guedes, Zé Seabra, Cory Lopez, Tiago Pires, Francisco Rodrigues, David Raimundo, Rodrigo Champalimaud, Vasco Spínola, Tim Boal, Marlon Lipke, Kalu, Bethany Hamilton, Joana Rocha, Joana Andrade, Megan Abubo, Bruno Charneca &#8220;Bubas&#8221;, João Mealha, Francisco Canelas, Pedro Monteiro, Ruben Gonzalez, Frederico Morais, CJ Hobgood, Joel Parkinson, Bruce Irons, Kelly Slater, Andy Irons, Luke Egan, </p>
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		<title>O primeiro português a vencer um heat no Championship Tour</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/destaques/o-primeiro-portugues-a-vencer-um-heat-no-championship-tour/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 08:31:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Charneca]]></category>
		<category><![CDATA[Coca-Cola Figueira Pro]]></category>
		<category><![CDATA[João Antunes]]></category>
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					<description><![CDATA[Coca-Cola Figueira Pro]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Foi durante o Coca-Cola Figueira Pro em 1996, a primeira etapa do WCT realizada em Portugal desde a transição para duas divisões (WQS e WCT) em 1992, que João Antunes conquistou o feito único de ser o primeiro português a vencer um heat na elite do surf mundial.</p>



<p>Antunes era <em>wildcard</em> junto com <a href="https://www.onfiresurfmag.com/exclusivos/5-dos-mais-improvaveis-wildcards-de-sempre-em-provas-do-championship-tour/" data-type="link" data-id="https://www.onfiresurfmag.com/exclusivos/5-dos-mais-improvaveis-wildcards-de-sempre-em-provas-do-championship-tour/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Miguel Diniz (Frey Tuck)</a>, <a href="https://www.onfiresurfmag.com/halloffame/hall-of-fame-bruno-charneca/" data-type="link" data-id="https://www.onfiresurfmag.com/halloffame/hall-of-fame-bruno-charneca/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Bruno Charneca</a> e <a href="https://www.onfiresurfmag.com/halloffame/hall-of-fame-rodrigo-heredia/" data-type="link" data-id="https://www.onfiresurfmag.com/halloffame/hall-of-fame-rodrigo-heredia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Rodrigo Herédia</a>, que foram os quatro primeiros surfistas portugueses a competir entre a “elite”. Bruno Charneca foi o primeiro a competir, contra Barton Lynch apenas, pois Kelly Slater ainda não tinha chegado a Portugal.</p>



<p><strong>Miguel Diniz</strong> competiu com Rob Machado e Jake Paterson enquanto que <strong>Rodrigo Herédia</strong> foi com Sunny Garcia e Nathan Webster. No entanto, dos quatro, apenas o último a entrar, <strong>João Antunes</strong>, venceu o seu heat. Em boas ondas de um metro no Cabedelo, o mais internacional surfista da sua geração, Antunes, conseguiu superar John Shimooka e Luke Egan e assim tornou-se no primeiro português a vencer um heat na elite do surf mundial.</p>



<p>Este incrível feito de Antunes foi ofuscado no dia seguinte, quando <strong>Bruno Charneca</strong> eliminou Kelly Slater. O (na altura) tri-campeão mundial da ASP, Slater, tinha perdido voos consecutivos devido a problemas de “logística”, faltando ao seu heat da primeira fase.</p>



<p>Nessa altura o único surfista que tinha hipóteses de passar Slater no ranking era Shane Beschen, mas precisava de um pequeno “milagre” para o fazer. Acusando a pressão, Shane não competiu neste etapa e Kelly só precisou de entrar na água, no round 2, para garantir o seu quarto título mundial.</p>



<p>E foi o que aconteceu, mas não sem ter sido derrotado por Bruno Charneca, que surfou muito bem e soube gerir o heat. Assim, mesmo com a eliminação de Rodrigo Herédia e Miguel Diniz, face e Luke Egan e Rob Machado, dois portugueses qualificaram-se para o round 3.</p>



<p>Antunes e Charneca foram eliminados de seguida por Sunny Garcia e Luke Egan, acabando ambos em 17º lugar, mas fizeram da primeira “passagem” portuguesa pelo WCT um grande sucesso!</p>



<p>Cerca de 25 anos depois foi a vez do filho de João, Afonso Antunes, se <a href="https://www.onfiresurfmag.com/competicao/vasco-ribeiro-e-afonso-antunes-recebem-wildcards-para-o-meo-pro-portugal/" data-type="link" data-id="https://www.onfiresurfmag.com/competicao/vasco-ribeiro-e-afonso-antunes-recebem-wildcards-para-o-meo-pro-portugal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estrear no Championship Tour como <em>wildcard</em></a>. O resultado não foi o esperado mas Afonso, com apenas 20 anos, ainda poderá ter outras oportunidades de superar o resultado do seu pai&#8230;</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Kelly Slater knocked out by Portuguese surfer (WCT Figueira Pro 1996)" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/yVaxVPG0Dvk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<item>
		<title>ONFIRE #7, a primeira capa digital de surf em Portugal</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/exclusivos/onfire-7-a-primeira-capa-digital-de-surf-em-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 10:10:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[2004]]></category>
		<category><![CDATA[Analógico VS Digital]]></category>
		<category><![CDATA[ONFIRE 7]]></category>
		<category><![CDATA[revista]]></category>
		<category><![CDATA[Sérgio Rosário]]></category>
		<category><![CDATA[Tiago Pires]]></category>
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					<description><![CDATA[Janeiro/Fevereiro de 2004...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Na capa:</strong><br />
Tiago Pires, fotografado por Sérgio Rosário.</p>
<p><strong>Data de lançamento:</strong><br />
Janeiro/Fevereiro de 2004<br />
<strong>Marcas que estiveram presentes: </strong><br />
Billabong, Quiksilver, Volcom, Reef, Lightning Bolt, BoardCulture, O’Neill, Roxy e Globe.<br />
<strong>Surfistas que apareceram:</strong><br />
Tiago Pires, Marcos Anastácio, Nuno Telmo, Justin Mujica, José Gregório, Gony Zubizarreta, Luís Costa, André Gautier, Mark Ochhilupo, Joel Parkinson, Tim Curran, Andy Irons, Kelly Slater, Ricardo Vaz, Aécio Flávio, João Maria Girão, Eric Rebiere, Joana Rocha, Vanessa Monteiro, Patrícia Lopes, Joana Andrade, Paulo do Bairro, João Guedes, Guga Gouveia, David Luís, Diego Rosa, Neco Padaratz, Kalani Chapman, Bruce Irons, Alexandre Grilo, Vasco Spínola, Xaninho, Henrique Moniz, Pedro Barbudo, João Mealha, Freddy e Jó Bento.</p>
<p>Entre 2003 e 2016, anos em que as 78 revistas ONFIRE foram publicadas, surgiram várias evoluções a nível técnico que mudariam muito o processo de produção de publicações impressas e talvez a mais impactante tenha sido a &#8220;guerra&#8221; entre a fotografia analógica VS digital.</p>
<p>Em Janeiro de 2003, quando saiu a primeira ONFIRE já se usavam imagens em formato digital mas apenas para pequenas fotografias sem ser de acção de surf propriamente dita, como era o caso do popular artigo &#8220;Hot Nights&#8221;. Já as fotos de surf eram captadas em formato analógico, com rolos de slide que permitiam 36 &#8220;shots&#8221;, antes de se ter que mudar de rolo. Para uma surf trip os nossos fotógrafos chegavam a levar 50 rolos, que numa boa viagem poderiam não ser suficientes. Depois havia a revelação e mais tarde, quando feita a escolha, a digitalização, fazendo deste processo por vezes quase tão dispendioso quanto os restantes custos da viagem.</p>
<p>Mas aos poucos começaram a surgir máquinas digitais com mais qualidade e, por consequência, as primeiras imagens de surf nesse formato foram chegando à redacção da ONFIRE. A primeira página inteira de surf fotografada em formato digital nas nossas páginas foi uma fotografia de um snap de <strong>Alexandre Ferreira &#8220;Xaninho&#8221;</strong> na <a href="_wp_link_placeholder" data-wplink-edit="true">ONFIRE #3</a>, captada por <strong>Ricardo Bravo</strong> num dia de luz perfeita. No entanto era visível que faltava alguma coisa, no mínimo profundidade, no máximo havia um receio de quebrar com algo tão tradicional desta profissão desde a sua existência.</p>
<p>Entre a ONFIRE e a concorrência disputava-se muita coisa, mas não havia pressa de nenhum lado para dar o salto para o digital. No entanto, no final do primeiro ano da revista apareceu uma imagem do nosso colaborador residente na Ericeira, <strong>Sérgio Rosário</strong>, que tinha um acesso privilegiado para a época ao nosso melhor surfista, <strong>Tiago Pires</strong>, que por sua vez ainda não tinha feito capa na ONFIRE. Nessa edição fizemos a primeira entrevista ao &#8220;Portuguese Tiger&#8221;, apesar de ser dividida com o único &#8220;Europeu&#8221; a conseguir a qualificação para o CT de 2004, o franco-brasileiro <strong>Eric Rebiere</strong>. O &#8220;shot&#8221; era perfeito, uma paulada de <em>backside</em> vertical, com vários elementos que destacavam a imagem, como o fato amarelo e preto e o facto de não ser o momento marca regista do Saca, e, mesmo faltando a tal profundidade, era um &#8220;<em>no brainer</em>&#8220;, a primeira capa digital do surf português estava escolhida.</p>
<p>Foi uma edição bem aceite, comprovando a teoria de que ter o maior nome do surf português ajudava nas vendas em banca. Não foi feita qualquer menção dentro da revista sobre o facto de ser uma imagem digital e o que é certo é que pelo que sabemos, e tirando os fotógrafos, ninguém reparou. Nas edições seguintes o digital foi ganhando espaço ao analógico até ao formato praticamente desaparecer. O próprio processo de digitalização de slides começou a cair em desuso e anos mais tarde quando surgiu uma imagem em slide com todas as características para fazer uma capa já não se conseguia retirar a qualidade exigida na digitalização, acabando no interior da revista. Essa imagem acabou por ser a despedida da fotografia analógica na ONFIRE, aparecendo pontualmente mais à frente mas sempre dentro de um contexto &#8220;retro&#8221; e de pouca expressão. É algo a geração que cresceu com a internet e com o digital já praticamente não reconhece, considerando-o algo do passado, como as cassetes de fita magnética que fizeram parte das nossas vidas durante muito tempo&#8230;</p>
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		<title>ONFIRE #4 &#124; A edição que quase acabou com a revista no seu primeiro ano</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/destaques/a-edicao-que-quase-acabou-com-a-onfire-no-seu-primeiro-ano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Apr 2026 18:33:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[2003]]></category>
		<category><![CDATA[Miguel Ceitil]]></category>
		<category><![CDATA[nuno telmo]]></category>
		<category><![CDATA[ONFIRE 4]]></category>
		<category><![CDATA[revista]]></category>
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					<description><![CDATA[Julho/Agosto de 2003]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Já com três revistas &#8220;cá fora&#8221; antes desta e com novos desafios sempre a aparecer, a edição #4 veio com uma das maiores &#8220;rasteiras&#8221; que apanhámos durante os anos de existência da ONFIRE.</p>
<p>Este primeiro ano foi claramente o mais difícil, por diversas razões. Se por um lado a ONFIRE rapidamente encontrou o seu lugar no mercado, por outro ainda não estava claro se o projecto era viável de um ponto de vista financeiro. A periodicidade, bimestral, tinha sido pensada para garantir a qualidade do produto, mas fazia com que gerasse receita apenas a cada dois meses e muitas despesas fixas eram mensais. Para sobreviver nos primeiros anos os sócios fundadores/trabalhadores não foram pagos, entrando num ciclo onde praticamente se teve que pagar para trabalhar. Da parte dos anunciantes via-se uma boa adesão mas, mesmo cortando nos “escravos de serviço”, ainda era “resvés campo de Ourique” todos os meses para pagar as contas.</p>
<p>Mais complexo ainda eram os problemas que se viviam nos bastidores, entre o staff. Havia uma divisão entre os 4 membros, com opiniões a divergir na direcção editorial do projecto, uma fase vivida com grandes discussões e um mau ambiente que ultrapassou o mundo profissional e para sempre prejudicou amizades de muitos anos. Na fase final desta edição a grande discussão era a capa, com um membro a fazer um duríssimo lobby para uma imagem de João Alexandre “Dapin”, que acabou por entrar em destaque dentro da revista, e a sequência de Nuno Telmo, fotografada por Miguel Ceitil, que acabou por vencer esta disputa por ter sido aprovada pelos outros três membros. Alguma má vontade fez com que a capa ficasse aquém do seu verdadeiro potencial, mas não houve cedências. Estas disputas chegariam ao fim na edição seguinte.</p>
<p>As situações acima mencionadas fizeram com que o projecto parecesse estar sempre a sobreviver por um fio, que poderia quebrar a qualquer momento. Foi aí que aconteceu um dos pontos mais baixos da história da revista. Devido às discussões referidas no parágrafo acima, a revista foi entregue tarde na gráfica, entrando num<em> timing</em> de muito “tráfego” na mesma, o que fez com que a entrasse numa fila de vários dias para começar a ser impressa. Quando finalmente passou essa fase, entrou no acabamento mas, além de também ter várias publicações à frente, grande parte dos trabalhadores desse departamento estavam de férias. Cedendo à nossa pressão, os responsáveis da gráfica subcontrataram outra empresa o trabalho de montar e colar a revista e esses, por sua vez, por problemas de calibração, não colaram bem as páginas.</p>
<p>Resultado, 99% das revistas depois de abertas soltavam as páginas. Este problema ficou bem visível quando os primeiros exemplares chegaram ao nosso maior anunciante, que ficou com as páginas dos seus anúncios nas mãos na primeira folheada. De repente começou a chegar o feedback de amigos, familiares e leitores que o problema era geral e nessa fase já não havia nada a fazer. Parecia ser o fim do projecto, tudo nessa edição cuja semana de lançamento coincidiu com uma das maiores ondas de calor dos últimos anos. Vários membros do staff passaram noites de pouco sono, cada vez com mais dúvidas se o sonho de viver deste projecto seria possível. Foram semanas duras, mas em vez de aceitar a derrota, decidimos enfrentar as criticas e lançar mais edições, para apagar a má memória da “edição” destacável.</p>
<p>E o que é certo é que o desafio foi superado e sobrevivemos para lutar mais uns anos&#8230;</p>
<p><strong>Capa:</strong><br />
Nuno Telmo fotografado por Miguel Ceitil<br />
<strong>Data de lançamento:</strong><br />
Julho/Agosto de 2003<br />
<strong>Marcas que estiveram presentes: </strong><br />
Billabong, Quiksilver, DVS, Matix, Rip Curl, Lightning Bolt, Von Zipper, Oakley, Eastpak, O&#8217;Neill, Sanuk, BoardCulture, Globe e O’Neill.<br />
<strong>Surfistas que apareceram:</strong><br />
Nuno Telmo, Dapin, Bizuka, Kepa Acero, Gony Zubizarreta, Pablo Guiterrez, &#8220;Gui&#8221; Pimentão, Sérgio Leote, Heath Walker, Mick Campbell, Vitor Ribas, Pedro Soares, José Gregório, Mica Lourenço, Serena Brooks, Melanie Bartels, Sofia Mulanovich, Rochelle Ballard, Heather Clark, Vanessa Monteiro, Zé Seabra, Rodrigo Herédia, Guga Gouveia, David Luís, Nuno Silva, Ruben Gonzalez, Rasta, Jorge Cação, Kelly Slater, Taj Burrow, Andy Irons, Luke Stedman e Cory Lopez.</p>
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		<title>Algumas pérolas da ONFIRE Surf #1</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/exclusivos/algumas-perolas-da-onfire-surf-1/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 09:03:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[2003]]></category>
		<category><![CDATA[As previsões do mestre Vi D’Enth]]></category>
		<category><![CDATA[Cruzadex]]></category>
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		<category><![CDATA[ONFIRE 01]]></category>
		<category><![CDATA[revista]]></category>
		<category><![CDATA[Vidas]]></category>
		<category><![CDATA[Xpression]]></category>
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					<description><![CDATA[Janeiro de 2003...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A primeira edição da ONFIRE, lançada em Janeiro de 2003, surgiu como uma autêntica lufada de ar fresco no mercado português, uma revista que apresentava uma visão mais moderna a um público que, na sua grande maioria, recebeu muito bem o novo projeto.</p>
<p>Era, no entanto, produto de uma equipa com pouca experiência no mundo editorial, mas que tentava compensar com muito “sal nas veias”. Altamente influenciada por revistas como a Transworld Surf, a ONFIRE tinha como principal objetivo entreter os seus leitores com uma boa dose de artigos de leitura fácil, com alto valor de entretenimento.</p>
<p>Olhando para trás o que é certo é que a primeira revista foi quase uma edição de teste, onde lançamos várias rubricas diferentes e colhemos <em>feedback</em> do público para perceber a sua aceitação e a direção a seguir. Algumas tiveram sucesso, outras não tanto. Fica a conhecer (ou relembra) alguns dos artigos da ONFIRE #1 que mais sucesso tiveram entre os leitores&#8230;</p>
<p><strong>Xpression</strong></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-59070" src="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/02/1.jpg" alt="" width="728" height="971" srcset="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/02/1.jpg 728w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/02/1-132x176.jpg 132w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/02/1-321x428.jpg 321w" sizes="(max-width: 728px) 100vw, 728px" /></p>
<p>Várias páginas duplas de ação e pouca conversa receberam os leitores da primeira à última edição da ONFIRE. O feedback foi sempre positivo já que juntava muitas das melhores imagens de toda a revista com um design muito simples.</p>
<p><strong>Cruzadex</strong></p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-59071" src="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/02/2.jpg" alt="" width="728" height="952" srcset="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/02/2.jpg 728w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/02/2-135x176.jpg 135w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/02/2-327x428.jpg 327w" sizes="(max-width: 728px) 100vw, 728px" /></p>
<p>Palavras cruzadas de surf. A única queixa que recebemos deste artigo foi o fato de ser de dificuldade elevada. As soluções, invertidas no fim da página, não tinham as respostas, apenas debochavam com o público mas foi uma rúbrica muito bem sucedida que teve lugar durante várias edições.</p>
<p><strong>Oráculo – As previsões do mestre Vi D’Enth</strong></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-59072" src="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/02/3.jpg" alt="" width="728" height="954" srcset="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/02/3.jpg 728w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/02/3-134x176.jpg 134w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/02/3-327x428.jpg 327w" sizes="auto, (max-width: 728px) 100vw, 728px" /> <img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-59073" src="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/02/3a.jpg" alt="" width="728" height="447" srcset="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/02/3a.jpg 728w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/02/3a-287x176.jpg 287w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/02/3a-697x428.jpg 697w" sizes="auto, (max-width: 728px) 100vw, 728px" /></p>
<p>Talvez o artigo mais bem sucedido da primeira edição. As previsões deste grande mestre mantiveram-se fixas durante vários anos e por uma boa razão. Vi D’Enth não era o típico astrólogo e quase ninguém estava a salvo das suas duras previsões&#8230;</p>
<p><strong>Vidas</strong></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-59074" src="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/02/4.jpg" alt="" width="728" height="470" srcset="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/02/4.jpg 728w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/02/4-273x176.jpg 273w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/02/4-663x428.jpg 663w" sizes="auto, (max-width: 728px) 100vw, 728px" /></p>
<p>Vidas, para os surfistas com mais historial, e Spotlight, para quem estava em ascensão ou no topo da sua carreira como surfista profissional, foi o artigo de fundo que não falhou da primeira à última edição. Para começar entrevistamos um relutante André Pedroso, um dos maiores talentos de uma geração que tinha abandonado o surf profissional muito cedo. Apesar da direção um pouco “lamechas” que o staff da ONFIRE deu a este artigo, o feedback foi muito positivo.</p>
<p><strong>HotNights</strong></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-59075" src="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/02/5.jpg" alt="" width="728" height="951" srcset="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/02/5.jpg 728w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/02/5-135x176.jpg 135w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/02/5-328x428.jpg 328w" sizes="auto, (max-width: 728px) 100vw, 728px" /></p>
<p>Um artigo que tinha tudo a ver com o estilo da revista, tornando-se de imediato obrigatório. Numa época em que festas não faltavam no meio do surf, a ONFIRE estava sempre presente e durante vários anos este artigo não falhava. Mais tarde houve ameaças de processos em tribunal devido a este artigo, o que acabou por o afastar permanentemente das páginas da revista.</p>
<p>Surfista da capa &#8211; Marcelino Barros &#8220;Bizuka&#8221;<br />
Fotógrafo &#8211; Hugo Valente (co-fundador da ONFIRE)<br />
Local &#8211; Carcavelos<br />
Data de lançamento &#8211; Janeiro/Fevereiro de 2003</p>
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		<title>8 acontecimentos chocantes da década passada</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/exclusivos/8-acontecimentos-chocantes-da-decada-passada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Feb 2026 15:37:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[Andy Irons]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades Surfisticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ilha Reunião]]></category>
		<category><![CDATA[kelly slater]]></category>
		<category><![CDATA[Nike]]></category>
		<category><![CDATA[Quiksilver]]></category>
		<category><![CDATA[ricardo dos santos]]></category>
		<category><![CDATA[Shark]]></category>
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					<description><![CDATA[Curiosidades surfisticas...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por ordem&#8230;</p>
<p><strong>Novembro de 2010<br />
A morte de Andy Irons&#8230;</strong><br />
AI não foi o primeiro surfista profissional a falecer mas foi certamente o mais conhecido e o que mais perto estava do seu auge. Caiu como uma &#8220;bomba&#8221; a notícia que o 3x campeão mundial tinha partido sozinho num quarto de hotel em Dallas, Texas, a semanas do nascimento do seu filho Axel. A sua morte marcou para sempre a comunidade do surf e a sua história completa foi contada no documentário “Kissed by God”.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="LOST.TV - BEST OF ANDY IRONS" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/8nz-XX2qpRw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Novembro de 2012<br />
Nike abandona a indústria do surf&#8230;</strong><br />
O gigante do calçado norte-americano, Nike, entrou no surf em grande com o patrocínio de eventos e de uma equipa fortíssima. Tanto no surf feminino como masculino, a Nike andava atrás dos melhores e patrocinou muitos deles, alguns com calçado e outros a 100%. Até que, algures em 2012, se chegou à conclusão que o investimento não estava a ter os resultados esperados e de um momento para a outro a marca abandonou o surf. Felizmente o grupo tinha no portefólio a Hurley e tratou de transferir a equipa para essa marca, que automaticamente ficou com o melhor <em>team</em> do planeta. Entretanto o número de patrocinados foi diminuindo gradualmente mas a verdadeira consequência desta saída foi a mensagem que uma das maiores marcas do planeta tinha deixado de ver potencial no surf. Outras a seguiram, como a Analog, no ano seguinte e depois a FOX, ambas marcas que continuam no mercado mas abanaram por completo o meio do surf.</p>
<p>Podes ler mais sobre este tema <a href="https://www.onfiresurfmag.com/noticias/nike-reduz-presenca-no-surf-hurley-herda-super-team-de-surf/" target="_blank" rel="noopener">AQUI</a>.</p>
<p><strong>Fevereiro de 2013<br />
Grandes marcas começam a diminuir as suas equipas&#8230;</strong><br />
Este acontecimento foi gradual para quase todas as marcas que, ao longo dos anos, começaram a distribuir os orçamentos de modo diferente e a diminuir o número de patrocinados. Mas houve um momento em que a maior delas, a Quiksilver, <a href="https://www.onfiresurfmag.com/noticias/fundador-da-quiksilver-faz-novo-ponto-da-situacao-on-the-record/" target="_blank" rel="noopener">comunicou esta que viria a ser uma nova tendência no mercado</a>. Numa comunicação à shop-eat-surf, o CEO da Quiksilver anunciou uma série de medidas, algumas que acabaram por ser temporárias, outras para sempre. Cerca de 6 anos mais tarde é visível que há menos surfistas patrocinados apesar dos melhores ganharem ordenados como nunca se tinha visto antes neste deporto.</p>
<p>Podes ler mais sobre este tema <a href="https://www.onfiresurfmag.com/noticias/fundador-da-quiksilver-faz-novo-ponto-da-situacao-on-the-record/" target="_blank" rel="noopener">AQUI</a>.</p>
<p><strong>Julho de 2013<br />
Ilha Reunião tornou numa “no surf zone”&#8230;</strong><br />
Mais um processo que foi gradual mas chegou um dia em que as autoridades locais foram obrigadas a proibir a prática do surf. Um mau planeamento local provocou um desequilibro no ecossistema e a consequência foi um número recorde de ataques de tubarão, muitos deles fatais. Décadas antes a Reunião recebia provas do Championship Tour, QS, EPSA e Pro Junior, recebendo surfistas de todo o mundo para surfar as míticas esquerdas de Saint Leu, ondas essas que agora quase sempre quebram sozinhas já que poucos arriscam a vida para as surfar. Hoje em dia o surf deixou de estar proibido na ilha, mas o risco de ataque continua real.</p>
<p>Podes ler mais sobre este tema <a href="https://www.onfiresurfmag.com/noticias/surf-proibido-na-ilha-reuniao-devido-a-ataques-de-tubarao/" target="_blank" rel="noopener">AQUI</a>.</p>
<p><strong>Abril de 2014<br />
Kelly sai da Quiksilver&#8230;</strong><br />
Hoje em dia quando se vê uma imagem de Kelly Slater com o logótipo da Quiksilver na prancha é natural ter pensamentos nostálgicos mas, durante duas décadas, Kelly e Quik eram quase um sinónimo um do outro. A “parceria” entre os dois tinha começado no ano anterior ao seu primeiro título e durou cerca de 21 anos até que, no dia das mentiras de 2014, o 11x campeão anunciou a sua saída da marca. Slater podia ter esperado pelo dia seguinte e não ter deixado meio mundo a pensar que se tratava de uma brincadeira de 1 de Abril mas, com o passar do tempo, ficou patente que era verdade. Nunca se revelaram grandes detalhes sobre a sua saída mas nos anos que se seguiram outros dois &#8220;cabeças de cartaz&#8221; da marca, Dane Reynolds e Craig Anderson, também abandonavam o barco. Apesar de se falar muito no meio sobre outras contratações, a marca não conseguiu voltar a &#8220;capturar&#8221; uma estrela ao mesmo nível, sendo que neste momento o japonês Kanoa Igarashi e o californiano Griffin Colapinto dividem o protagonismo no topo da Quiksilver.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Quiksilver: Goodbye Kelly" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/eo8MS1PqTps?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong><br />
Janeiro de 2015<br />
Faleceu Ricardo dos Santos&#8230;</strong><br />
Com a comunidade surfista ainda a recuperar da perda de AI, uns anos antes, aconteceu a morte do<em> free surfer</em> brasileiro Ricardo dos Santos de modo ainda mais dramático. Ricardo foi baleado por um polícia fora de serviço, depois de uma pequena discussão na rua, e acabou por falecer no dia seguinte devido aos seus ferimentos com apenas 25 anos.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Remember Ricardo: The Story Behind The Murder Of Professional Surfer Ricardo Dos Santos" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/4ARAlerxnfU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Julho de 2015<br />
Mick Fanning é atacado por um tubarão&#8230;</strong><br />
Muitos surfistas já foram atacados por tubarões mas nunca um campeão do mundo, muito menos em directo durante uma das mais importantes provas do ano. Foi durante a final do JBay Open de 2015 que Mick teve este pequeno confronto com um tubarão, mas defendeu-se bem e sobreviveu sem um arranhão. Este campeonato não foi terminado mas regressou no ano seguinte e, quase em modo de “justiça poética”, Fanning foi o vencedor.</p>
<p><strong>Abril de 2018<br />
Margaret River cancelado por excesso de tubarões na área&#8230;</strong><br />
A zona de Margaret River, no Oeste da Austrália, sempre foi conhecida por ser bastante “sharky”, mas em 2018 estava no limite do que se considera seguro. Tudo começou quando a prova teve que ser parada devido à presença de um tubarão no pico e no dia seguinte, um <em>lay day</em>, duas pessoas foram atacadas em locais diferentes mas bastante próximas da zona do evento. A WSL não arriscou e cancelou o evento, que acabou por se realizar meses mais tarde em Uluwatu, Bali. Mas este não foi o fim do Championship Tour em Margaret River pois o circuito regressou logo em 2019 mas mais tarde no ano para não coincidir com a época de maior &#8220;acção&#8221; na água.</p>
<p>Podes ler mais sobre este tema <a href="https://www.onfiresurfmag.com/competicao/margaret-river-pro-cancelado-por-razoes-de-seguranca/" target="_blank" rel="noopener">AQUI</a>.</p>
<p><strong><br />
De 2012 até à actualidade<br />
Número de revistas de surf diminui drasticamente&#8230;</strong><br />
Em outros tempos as revistas de surf eram “o” meio de comunicação de referência mas, com a evolução da tecnologia e criação de novas plataformas de comunicação, foram perdendo espaço e a grande maioria deixou de existir. Quando grandes títulos, como a <a href="https://www.onfiresurfmag.com/noticias/versao-impressa-da-transworld-surf-sai-do-mercado/" target="_blank" rel="noopener">Transworld Surf</a>, Surfing e Fluir, caíram, ficou claro que mesmo as que sobrassem acabariam por ser apenas uma sombra do que já foram. Em Portugal a última revista de surf a ser publicada foi a <a href="https://www.onfiresurfmag.com/destaques/onfire-78-nas-bancas/" target="_blank" rel="noopener">ONFIRE #78</a>, que saiu em Maio de 2016. No entanto ainda sobrevivem alguns títulos, como a primeira revista de surf no mercado, a <a href="https://www.onfiresurfmag.com/destaques/miguel-blanco-na-capa-da-surfer-mag/" target="_blank" rel="noopener">SURFER</a>, e outros casos pontuais espalhados pelo mundo.</p>
<p>Mais conteúdos da série Curiosidades Surfisticas <a href="https://www.onfiresurfmag.com/tag/curiosidades-surfisticas/" target="_blank" rel="noopener">AQUI</a>!</p>
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		<title>O dia em que Slater deu o nome a uma manobra que nunca completou&#8230;</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/exclusivos/o-dia-em-que-kelly-slater-deu-o-nome-a-uma-manobra-que-nunca-completou/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Feb 2026 15:43:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades Surfisticas]]></category>
		<category><![CDATA[kelly slater]]></category>
		<category><![CDATA[Moutain Dew Pipe Masters]]></category>
		<category><![CDATA[Rodeo Clown]]></category>
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					<description><![CDATA[Rodeo Clown ou JOB flip?]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Há regras não escritas no nosso desporto que por norma são &#8220;lei&#8221;, mas há excepções. </p>



<p>O primeiro surfista a fazer uma onda num pico nunca antes descoberto ou a acertar uma variação de um aéreo que seja muito diferente dos já conhecidos terá direito a dar nome ao mesmo. Foi mais ou menos o que aconteceu em 1999, durante o Mountain Dew Pipe Masters.</p>



<p>Na época <strong>Kelly Slater</strong> estava na sua primeira reforma do Championship Tour e<strong> Mark Occhilupo</strong> aproveitou para conseguir o seu muito desejado título mundial, algo que aconteceu graças às três etapas realizadas em esquerdas tubulares, Mundaka, Fiji e Teahupoo, que venceu. Occy nunca tinha batido Slater no CT e nas meias finais deste evento sofreu mais uma derrota, a mais dura do ano.</p>



<p>Mas o grande momento do evento foi quando Slater apanhou uma onda de cerca de dois metros e meio e tentou uma rotação no ar que nunca tinha ficado tão perto de acertar. Por várias vezes KS tinha tentado algumas rotações “impossíveis” mas nunca ficava perto de completar. Desta vez, e apesar de estar a surfar de 6’10”, tudo bateu certo, conseguindo rodar 360 graus num ângulo horizontal e também num eixo vertical. No entanto, depois de fazer a parte mais difícil, Slater parece não ter acreditado que iria completar a manobra e caiu, já na base da onda.</p>



<p>A manobra teve um impacto tão grande, por ter sido tentada em pleno Pipe Masters que, depois de questionado, deu-lhe o nome de “<strong>Rodeo Clown</strong>”, em homenagem ao seu grande amigo <strong>Jack Johnson</strong>, cuja música do mesmo nome tinha chegado ao topo dos “charts” um pouco por todo o mundo algum tempo antes.</p>



<p>A amizade entre Kelly e Jack já tinha muitos anos nesta altura e vinha desde tempos em que títulos mundiais e concertos lotados pelo mundo fora eram um sonho. Ambos faziam parte do team Quiksilver no início dos anos 90 e Jack competia na Vans Triple Crown of Surfing com regularidade, tendo inclusive chegado à final dos trials de Pipe. Um “episódio” ficou muito conhecido na época quando Slater “picou” Johnson para arrancar numa onda pesada em Backdoor que o jovem havaiano não recusou e acabou por bater com a cara no fundo e partir alguns dentes e a cabeça. Depois disso Slater nunca mais picou Jack, mas ficaram amigos até hoje e o campeão do mundo inclusivamente participou em algumas músicas dos seus primeiros álbuns.</p>



<p>27 anos depois de primeiro ter sido tentada pela primeira vez a manobra é mais conhecida por “Rodeo Flip”. Slater nunca completou a manobra mas outros, como <strong>Jamie O’Brien</strong> e mais tarde Dane Reynolds e Jordy Smith começaram a incluir o “Rodeo” nas suas secções de vídeo. Na WSL foi acertada apenas 4 vezes até, por <strong>Pat Gudauskas</strong> no WQS, <strong>Heitor Alves </strong>no CT de Trestles, <strong>Matt Wilkinson</strong> num WCT em Portugal e por <strong>John John Florence</strong> no Oi Rio Pro de 2015. </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="How to do a Rodeo Flip with Jamie O’Brien" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/XptsjBHvnIs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<item>
		<title>O dia em que dois surfistas saíram da água a comemorar o mesmo título de campeão nacional…</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/destaques/o-dia-em-que-dois-surfistas-sairam-da-agua-a-comemorar-o-mesmo-titulo-de-campeao-nacional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Feb 2026 17:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[Anos 90]]></category>
		<category><![CDATA[João Antunes]]></category>
		<category><![CDATA[José Gregório]]></category>
		<category><![CDATA[Polémica]]></category>
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					<description><![CDATA[Histórias do surf português...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O último dia da última etapa do circuito nacional de 1998 foi, para o surf português, o equivalente ao que o 25 de Abril de 1974 representa para o país: o início de uma revolução que iria mudar tudo&#8230;</p>



<p>O circuito nacional de surf era algo muito importante para os surfistas portugueses dos anos 90, sendo apenas superado pelo circuito europeu, o EPSA, já que o WQS ainda estava longe de se tornar algo acessível aos surfistas nacionais em termos de resultados — realidade que só viria a mudar anos mais tarde, com Tiago Pires.</p>



<p>Numa fase inicial, este circuito nacional foi organizado, pela primeira vez de forma estruturada, pela empresa privada &#8220;Adrenalina&#8221;, acabando, alguns anos mais tarde, por passar para a responsabilidade da Federação Portuguesa de Surf. Apesar de relativamente bem organizado e (inicialmente) com bons prize moneys, o circuito não acompanhava as ambições dos surfistas, e muitos sentiam que faltava transparência na aplicação das verbas atribuídas e imparcialidade no julgamento.</p>



<p>Para tentar fazer frente a esse descontentamento, durante a prova de Aveiro de 1997 foi criada a Associação Nacional de Surfistas, um grupo que representava a grande maioria dos competidores portugueses e que prometia exercer alguma pressão junto da federação para que o circuito estivesse mais alinhado com as expectativas da maioria.</p>



<p>Consta que as primeiras reuniões correram bem e que o núcleo duro da FPS estava disponível para implementar algumas mudanças, mas, com o decorrer do tempo, a relação entre os representantes dos surfistas e a federação “azedou”. Um dos temas discutidos nas reuniões da ANS era a redução dos pontos atribuídos à última etapa do ano, que oferecia o dobro dos pontos e do prize money. A ideia dos surfistas era manter o prize money elevado na última etapa, mas diminuir a discrepância pontual, pois isso podia influenciar demasiado o ranking.</p>



<p>Os detalhes estão hoje um pouco esquecidos, mas é um facto que o calendário de sete provas apresentado no início do ano de 1998 não contemplava a diminuição de pontos que tinha sido proposta, mantendo a última etapa com o dobro da pontuação. O circuito arrancou e José Gregório, o campeão nacional em título, abriu a época com uma vitória na Ericeira, seguido de João Antunes, em Aljezur. Houve ainda uma prova sem vencedor, em Espinho. <strong>João Alexandre &#8220;Dapin&#8221;</strong> venceu na Praia Grande e na Costa da Caparica, enquanto Gregório triunfou na Figueira da Foz.</p>



<p>O circuito chegou à última etapa, em Carcavelos, com <strong>três candidatos ao título</strong>: José Gregório e Dapin, que tinham vencido duas etapas cada, e João Antunes, que tinha vencido apenas uma, mas que tinha alcançado mais finais e, assim, liderava o ranking.</p>



<p>Dapin, caracteristicamente seu, foi o primeiro a cair, sendo eliminado no seu heat de estreia.</p>



<p>No entanto, havia um detalhe importante que acabaria por gerar uma enorme polémica. Dias antes do início da prova, a FPS enviou um fax a alterar as regras, introduzindo a mudança que não tinha aceite inicialmente quanto à pontuação. Cada etapa valia 1.000 pontos para o vencedor, exceto a última, que valia 2.000 pontos. A sugestão da ANS era baixar essa pontuação para 1.200 pontos, mas, através de fax — numa época em que a internet era praticamente inexistente — a federação comunicou que a etapa passaria a valer apenas 1.000 pontos.</p>



<p>Esta alteração acabava por prejudicar principalmente um surfista: Gregório, que, em vez de precisar “apenas” de ficar à frente de João Antunes para se sagrar campeão, ficava com um requisito mais exigente. Não existe uma explicação oficial para esta alteração, mas muitos especularam que poderia ter sido uma forma de prejudicar José Gregório, um dos representantes mais vocais da ANS, que exercia forte pressão sobre um organismo frequentemente criticado pela falta de transparência. Uma ANS mais profissional teria tentado clarificar imediatamente a situação, algo que não aconteceu, e a prova foi avançando.</p>



<p>À final, disputada em ondas tubulares de dois metros, chegaram Tiago Pires, <strong>Rodrigo Herédia</strong> e os dois candidatos ao título, João Antunes e José Gregório. Cada um dos dois interpretou o regulamento da forma que mais os favorecia: Gregório com base nas regras iniciais e Antunes com base na alteração recente. Nas contas &#8220;pós-fax&#8221; João apenas precisava que o seu rival não vencesse ou, caso este ganhasse, bastava-lhe terminar em terceiro lugar para conquistar o título. Já nas contras &#8220;pré-fax&#8221; Gregório precisava de terminar duas posições à frente de Antunes para ser campeão.</p>



<p>A final acabou por ser o <strong>“Tiago Pires Show”.</strong> Saca já começava a destacar-se no circuito WQS e surgiu na etapa de Carcavelos apenas por ter disponibilidade, uma vez que já tinha deixado o circuito nacional para trás. Ainda assim, venceu a etapa sem grandes dificuldades, deixando Gregório em segundo lugar, Herédia em terceiro e Antunes em quarto.</p>



<p>O resultado era o pior cenário possível para a Federação, pois, consoante a interpretação do regulamento, existia um campeão num cenário e outro campeão no cenário alternativo. Tanto <strong>José Gregório</strong> como <strong>João Antunes</strong> saíram da água a celebrar o título com a sua família e amigos.</p>



<p>Na área de competidores instalou-se uma discussão entre o “team Grego”, o “team Antunes” e até entre os próprios dirigentes da federação. Há quem diga que foi alcançado um acordo para analisar a situação com maior detalhe. Certo é que, durante a cerimónia de entrega de prémios — na qual Gregório não esteve presente, em sinal de protesto — o título não foi atribuído a nenhum dos surfistas.</p>



<p>No entanto, alguns dias depois, a FPS anunciou João Antunes como campeão nacional, decisão que José Gregório contestou, chegando mesmo a avançar com um processo judicial. Para a história, o título ficou com João Antunes, mas quem verdadeiramente saiu prejudicada foi a federação, que nunca mais voltaria a organizar uma etapa do circuito nacional com sucesso já que os melhores surfistas do país tomaram uma posição forte depois esta épica &#8220;barracada&#8221;.</p>



<p></p>



<p>Em breve, a revolução que surgiu após esta etapa…</p>



<p>Nota Importante:<br>Tanto o corpo técnico como a direção da Federação Portuguesa de Surf e da Associação Nacional de Surfistas foram completamente reestruturados há mais de duas décadas e pertencem hoje a uma geração dirigente que nada tem a ver com os episódios e decisões que marcaram aquele momento conturbado.</p>
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		<title>5 surfistas que abandonaram o Championship Tour</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/destaques/5-surfistas-que-abandonaram-o-championship-tour/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Feb 2026 00:02:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[Chris Brown]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades Surfisticas]]></category>
		<category><![CDATA[Dave Macauley]]></category>
		<category><![CDATA[Fábio Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Martin Potter]]></category>
		<category><![CDATA[Neco Padaratz]]></category>
		<category><![CDATA[Richie Lovett]]></category>
		<category><![CDATA[Shane Whener]]></category>
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					<description><![CDATA[Brown, Padaratz, Silva, Lovett, Whener...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Se chegar ao CT é o sonho de todos os surfistas profissionais, não seria de esperar que estes agarrassem a oportunidade de lá permanecer com “unhas e dentes”? A resposta para 98% dos casos é sim, mas a ONFIRE descobriu os 2% que simplesmente desistiram das suas vagas no tour!</p>



<p><strong>Chris Brown | EUA</strong></p>



<p>Durante os anos 80 surgiram duas notáveis promessas no surf norte-americano, Kelly Slater, da Flórida, e Chris Brown, da Califórnia. E dos dois foi Brown quem cumpriu a maior parte dos objectivos esperados destes talentos antes de se tornarem profissionais. Em 1988 venceu o mundial júnior e no início dos anos 90 era uma das estrelas do mítico, Bud Tour, uma espécie de circuito nacional norte-americano mas realizado em etapas do WQS. Em 1993 estava no CT e fez a final do Marui Pro, no Japão, sendo batido por Slater que conseguiu aí a sua única vitória do ano. Tudo indicava uma subida rápida no ranking mas os seus resultados na primeira divisão simplesmente não apareceram mais. Em 95 perdeu no primeiro round em quase todas as etapas e optou por não competir nas últimas duas (Brasil e Pipe) e não voltar ao circuito. No entanto no QS Chris era uma máquina e até 2014, quase 20 anos depois de se reformar, ainda se encontrava entre os 5 surfistas com mais vitórias de todos os tempos no circuito de qualificação, um marco notável. A sua última vitória foi em Ribeira D’Ilhas, no O’Neill/Buondi Pro, e poderia ter-se mantido na elite por muitos anos, garantindo-se pelo QS mas optou por não voltar a competir a esse nível, citando na altura razões familiares. Anos mais tarde voltou a ter algum destaque quando enfrentou ondas como Mavericks, apesar de não ter tido tanto sucesso como alguns “especialistas” de ondas grandes da época. Curiosamente o seu grande “legado” no surf surgiu na Austrália já que muitos dos melhores surfistas desse país ainda hoje chamam a uma variação do cutback roundhouse o “Chris Brown Wrap Around”, um tributo invulgar para esse tipo de manobras. Chris acabou por falecer em 2019, deixando a <a href="https://www.onfiresurfmag.com/destaques/faleceu-chris-brown-um-dos-grandes-nomes-da-geracao-de-kelly-slater/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">comunidade do surf de luta com a perda</a>…</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Eternal Stoke - The Chris Brown Legacy - trailer" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/vqTAhUaR9t4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p><strong>Neco Padaratz | Brasil</strong></p>



<p>O irmão caçula de um dos nomes mais importantes da história do surf brasileiro, Percy “Neco” Padaratz, irmão de Teco, foi talvez o primeiro da seu país a ser apontado como potencial campeão mundial da WSL (ASP na altura). A primeira vez que mostrou a sua força ao mundo foi no ISA de 1996, terminando em 3º lugar apesar de ter sido o melhor surfista em prova. O seu estilo pouco ortodoxo pouco importava já que o seu surf esbanjava agressividade em toda e qualquer secção de onda que encontrasse pela frente. 1997 foi o seu primeiro ano no CT e terminou num excelente 13º lugar do ranking. Era previsível que continuasse a subir mas esse acabou por ser o seu melhor ano no tour. No ano seguinte, mesmo depois de ter conseguido bons resultados na primeira metade do ano, abdicou da sua vaga antes da perna europeia. Foi uma decisão que chocou uma nação e não foram dadas grandes explicações, excepto alguns problemas pessoais. Dois anos depois estava de volta ao CT e apesar de ter vencido duas etapas e de ter feito finais consecutivas contra Andy Irons, nunca conseguiu voltar ao top16. Neco esteve 8 anos (e meio) no WCT e venceu 10 etapas do WQS. Actualmente vive em San Clemente, na Califórnia e esteve ligado aos treinos do bicampeão mundial, Filipe Toledo.</p>



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<p></p>



<p><strong>Fábio Silva | Brasil</strong></p>



<p>Fábio era mais um super talento de uma zona pobre do Brasil, a favela do Titanzinho, no Ceará. O seu “approach” era como nada que se tinha visto até aí pois surfava com muita velocidade, tinha a capacidade de bater forte em qualquer secção, fazia reverses e aéreos <em>on demand</em> e recuperava de qualquer manobra, independentemente do risco. No entanto o seu surf de rail não existia, o que não impediu de vencer no QS, e qualificou-se para o CT de 1998. Mas quando chegou ao tour, este ainda era o “Dream tour” e maior parte das provas eram em locais onde não tinha qualquer experiência e não falava a língua. O início do ano no foi muito fraco com derrotas no round 2 nas três primeiras etapas. No Japão, onde havia duas provas, conseguiu passar alguns heats o que deu alguma esperança de se manter no circuito. Mas, quando o tour chegou a Jeffreys Bay, a etapa seguinte, Fábio já estava fora. Aparentemente, mesmo sem consultar as pessoas mais próximas, notificou a ASP que abdicava da sua vaga, e de imediato o australiano Luke Hitchings entrou como substituto. Silva sentia-se como “peixe fora de água” no tour, e alegou saudades da família e amigos como causa de desistência. Quando se apercebeu do seu erro era tarde demais, e de imediato voltou ao QS. Em 2000 venceu o ISA World Surfing Games, mas nunca mais voltou a ficar sequer perto da qualificação para o CT e entra na história por ter feito umas das piores decisões no surf profissional.</p>



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<p></p>



<p><strong>Richie Lovett | Austrália</strong></p>



<p>Se Fábio Silva saiu do CT a meio de uma temporada sem uma boa razão para fazer, Richie Lovett foi o extremo oposto. Na transição de júnior para sénior o australiano era apenas mais um surfista com talento e nos primeiros anos como profissional era difícil de perceber se tinha realmente potencial para entrar no CT. Em 1994 a sua carreira e vida poderiam ter chegado ao fim durante uma surf trip a G-Land, (Java, Indonésia) quando, durante a noite, o surf camp foi destruído por um tsunami. Foi um pequeno milagre mas todos os seis surfistas profissionais da viagem sobreviveram, apesar de Richie ter ficado gravemente lesionado. Em 1995 estava de volta ao QS fez a final do O’Neill Buondi Pro, em Ribeira D’Ilhas, na Ericeira, mas chegou ao Havai a precisar de um resultado excelente, 3º lugar (pelo menos) para se qualificar. E logo na primeira etapa da Vans Triple Crown of Surfing, conseguiu o que precisava, não só chegou à final como venceu, batendo Ross Williams, Luke Egan e Munga Barry e assim garantindo uma vaga no CT. Apesar de se ter qualificado quase sempre pelo QS sua carreira foi longa no CT e o ponto alto foi em 2002, quando venceu a etapa de Trestles. No fim de 2005 descobriu que tinha um tipo raro de cancro na anca e teve que colocar uma prótese, o que garantiu que nunca mais voltaria a competir ao mais alto nível. Assim acabou a sua carreira no CT mas até hoje trabalha na indústria do surf.</p>



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<p><strong>Shane Whener | Austrália</strong></p>



<p>Shane Whener era um daqueles nomes que não mostrava grande potencial de se tornar surfista profissional mas acabou chegar mais longe que muitos dos mais celebrados talentos da sua geração. A sua carreira como júnior não foi muito impressionante e o seu surf inicialmente não “enchia o olho”, excepto em ondas pesadas. Mas isso não o impediu de perseguir o seu sonho e depois de alguns resultados sólidos no circuito australiano atirou-se de cabeça para o QS. Foram vários anos de trabalho duro nas “trincheiras” mas o poderoso <em>goofy</em> conseguiu evoluir muito ao longo dos tempos e com algumas finais em 1998 qualificou-se para o tour do ano seguinte. Já no CT Shane mostrou bom surf mas o seu <em>seeding</em> não o favoreceu, perdendo em heats de notas altas contra grandes destaques do tour como Andy Irons em Bells,  Shane Beschen em Manly, Luke Egan em Teahupoo, Kalani Robb em Hossegor, entre outros. Perto do fim do ano já precisava de um pequeno milagre para se manter no circuito por isso, quando um dos seus patrocinadores lhe ofereceu uma vaga na empresa, optou por seguir essa direcção em vez de se mandar novamente para a dura vida no QS. Mas o milagre quase aconteceu e Whener fez a final do Mountain Dew Pipe Masters contra Kelly Slater. O segundo lugar não lhe deu a qualificação para o ano seguinte mas ficou tão perto que devido a uma desistência surgiu uma vaga que seria sua. Mas Shane já estava com outra “formatação” na cabeça e abdicou da vaga, resumindo a sua carreira no WCT a apenas um ano.</p>



<p><strong>Menções honrosas:</strong><br><strong>Martin Potter &amp; Dave Macauley | Austrália</strong></p>



<p>Quantos surfistas largaram o tour no top10? Em 1994, foram dois, Martin Potter e Dave Macauley. Ambos ainda tinham competitividade para “espremer” as suas carreiras mais alguns anos mas optaram por sair enquanto estavam no topo, Dave tinha 31 anos e Martin tinha 29. Macauley, um cristão devoto, dedicou-se a várias actividades, incluindo a de shaper de pranchas. Já Potter ocupou várias posições, incluindo a de treinador e team managar e esteve para regressar ao tour via wildcard da ASP. No entanto, enquanto treinava para o seu possível “comeback”, sofreu um acidente com a sua prancha que deixou os seus intestinos de fora e a recuperação foi dura e longa, o que fez com que perdesse a oportunidade. Ambos estão de alguma maneira presentes na indústria do surf, Potter é comentador nos eventos da WSL enquanto que Dave hoje em dia é mais referenciado pela sua filha, Bronte, uma das melhores surfistas da sua geração e compete regularmente no Championship Tour feminino.</p>
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		<title>4 marcas que &#8220;abandonaram&#8221; as suas equipas de surf&#8230;</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/destaques/4-marcas-que-abandonaram-as-suas-equipas-de-surf/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jan 2026 13:58:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[Analog]]></category>
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		<category><![CDATA[FOX]]></category>
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					<description><![CDATA[Fox, Oakley, Analog &#038; Cult...]]></description>
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<p>Um surfista que queira ser bem sucedido como profissional precisa obrigatoriamente de bons patrocinadores mas, por vezes, as oportunidades desaparecem inesperadamente. Fica a conhecer 4 marcas que se retiraram do surf e deixaram os seus patrocinados “em maus lençóis”.</p>



<p><strong>FOX</strong></p>



<p>Conta a lenda que a FOX se interessou no surf através de <strong>Kalani Robb</strong>, que acabou por ser a primeira grande contratação no nosso desporto. Nos anos que se seguiram, apesar da parceria com Robb ter acabado mal, a marca foi construindo uma grande equipa que incluiu <strong>Bede Durbidge</strong>, <strong>Damien Hobgood</strong>, <strong>Chippa Wilson</strong>, <strong>Keanu Asing</strong>, <strong>Bruce Irons</strong> e na Europa <strong>Eneko Acero</strong> e <strong>Pedro Boonman</strong>, entre outros. Algures entre 2016 e 2017 os donos da marca decidiram que o surf não era um bom negócio para eles e voltaram a focar todos os seus recursos nas áreas que dominavam melhor e onde ainda hoje estão com uma presença sólida. Curiosamente o português Boonman foi o último surfista a contratado pela marca a ser despedido, já em 2018.</p>



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<iframe loading="lazy" title="Retratum - Oakley Surf" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/oZR6_URT5vE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<p><strong>Oakley</strong> (surf wear)</p>



<p>A Oakley nunca desaparecerá totalmente do surf, continuando até aos dias a patrocinar grandes surfistas na parte de <em>eyewear</em>. Mas até há certa altura vestiu muitos dos melhores surfistas do mundo da cabeça aos pés. Desde os sul africanos <strong>David Weare</strong> e <strong>Royden Bryson</strong>, aos norte-americanos Damien Hobgood e <strong>Bobby Martinez</strong>, aos australianos <strong>Dean Morrison</strong> e <strong>Tom Whitaker</strong>, não esquecendo os havaianos <strong>Dustin Barca</strong> e <strong>Sebastian Zietz</strong> e claro,<strong> Danilo Costa, Jadson André</strong>,<strong> Miguel Pupo</strong> e<strong> Caio Ibelli</strong>, além de dois dos três campeões mundiais brasileiros da WSL, <strong>Adriano de Souza</strong> e <strong>Ítalo Ferreira</strong>, a equipa chegou a ser das mais fortes do Championship Tour durante vários anos. Até que o investimento na parte de <em>surf wear</em> caiu e consigo o team. Os últimos a cair foram Caio e Sebastian, que se mantiveram mais alguns anos como patrocinados de <em>eyewear</em>.</p>



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<iframe loading="lazy" title="NOW : le film" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/cudQxwgRRdc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<p><strong>Analog</strong></p>



<p>A Analog foi a marca que a Burton, um gigante na área da neve, criou para conquistar uma fatia do outrora muito apetecível mercado do surf. Aos poucos foi “roubando” patrocinados das maiores marcas de surf, nomes como Chippa Wilson, <strong>Nathan Fletcher</strong>, <strong>Koby Abberton</strong>, <strong>Benji Weatherly</strong> e <strong>Kamalei Alexander</strong>, entre muitos outros, e em Portugal contou com a presença de <strong>Paulo Almeida</strong> e <strong>Tomás Valente</strong> durante alguns anos. Mas tal como na FOX, a dada altura a direcção deixou de acreditar no surf e cortou o seu investimento, deixando todos os seus patrocinados à procura de outras marcas num mercado cada vez mais difícil.</p>



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<iframe loading="lazy" title="Cult Froth" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/LK01eh6NLUA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<p><strong>Cult Industries</strong></p>



<p>A marca australiana Cult Industries surgiu em 2006 pela mão de Doug Spong, um empresário que teve papéis de destaque entre os anos 70 e 90 em marcas como a Rip Curl e Billabong. Depois de vender a sua licença de produção acessórios de volta à Billabong, o australiano comprou um par de marcas pequenas e criou a Cult, que rapidamente passou a ser representada por todo o mundo. O destaque desta equipa era <strong>Mick Lowe</strong>, uma das grandes estrelas da Billabong, que chegou a liderar o Championship Tour em 2004 a representar o seu novo patrocinador, e outros <em>aussies</em> como <strong>Dayyan Neve</strong>, <strong>Kirk Flintoff</strong> e <strong>Jay Thompson</strong>. Apesar de estar “bem lançada”, a marca não sobreviveu à crise que se viveu a nível global a partir de 2008 e fechou as portas para sempre em 2009.</p>
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