Chegou ao fim a primeira etapa do circuito Challenger Series de 2026, com mais um resultado histórico para Portugal.

O Ballito Pro parecia ser uma prova onde uma nova “onda” de surfistas mais novas, como Eden Walla, de 16 anos, Sierra Kerr, Ellie Harrison, e companhia iriam começar uma caminhada rumo ao CT. E apesar de muitas delas terem mostrado bom surf, acabou por ser uma etapa dominada pelas surfistas portuguesas. É inegável que o surf feminino tem representado o nosso país de uma forma que o masculino não tem conseguido acompanhar, com duas surfistas actualmente na elite do surf mundial, duas no topo do ranking CS e mais uns quantos “prospects” a caminho.

O penúltimo dia de prova teve poucos heats, na categoria feminina se realizaram as meias finais, onde Francisca Veselko e Teresa Bonvalot eliminaram Ariane Ocha e Sol Aguirre respectivamente, para se encontrarem na final no dia seguinte.

Este resultado teria significados diferentes para estas surfistas, para Veselko, que está no CT mas precisa de alguns resultados muito fortes para conseguir a qualificação através deste circuito, seria uma forma de se manter na elite, ganhando assim mais tempo para se adaptar à competitividade do mais alto nível. Para Bonvalot seria mais uma história de “redemption”, depois de um ano muito duro, em que batalhou mais contra uma lesão do que contra as suas adversárias, vendo as suas hipóteses de juntar à primeira vaga de qualificadas lusas para o CT escapar-lhe entre os dedos.

Esta final, que seria uma repetição de muitas finais da Liga MEO Surf, acabou por ser de Teresa Bonvalot, que usou o seu forte backside, que mesmo não sendo o seu ponto forte tem mostrado muita eficácia, para deixar a sua amiga Francisca Veselko a precisar de uma nota de 5.66 pontos para dar a volta ao resultado, algo que acabou por se provar difícil nas fracas condições deste dia, acabando a surfista de Cascais com a sua segunda vitória no circuito Challenger Series.

A final masculina foi um confronto de surf progressivos entre “big guys”. De um lado vinha o irmão mais “chubby” do ex-top do CT, Wiggolly Dantas, Weslley Dantas, que venceu todos os heats até à final apenas com aéreos. Do outro vinha um surfista com duas vitórias no Championship Tour, Cole Houshmand, com um repertório mais completo mas que conseguiu ganhar ao seu adversário no seu próprio jogo, vencendo a final com um aéreo gigante de frontside.

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