Guilherme Ribeiro e Érica Máximo venceram hoje o Allianz Ericeira Pro, terceira de cinco etapas da Liga MEO Surf 2026. Um triunfo que teve o condão de colocar ambos na vice-liderança dos rankings e de ter reaberto as contas da corrida ao título nacional, onde Francisco Ordonhas e Maria Salgado continuam na posse da licra amarela Go Chill, embora com a concorrência mais próxima.

A ação do dia final iniciou-se a meio da manhã com os quartos-de-final masculinos. João Maria Mendonça venceu o primeiro duelo da jornada, após superar Francisco Almeida. Na bateria seguinte houve embate entre os últimos dois campeões nacionais, com Guilherme Ribeiro a vencer Francisco Ordonhas, num desfecho que ditou a primeira eliminação da temporada para o campeão nacional em título. Martim Nunes surpreendeu Afonso Antunes e venceu o heat 3, com a ronda a fechar com o triunfo de Arran Strong frente a Luís Perloiro.

Nas meias-finais femininas, Érica Máximo venceu o duelo frente a Teresa Pereira e na bateria seguinte foi Lua Escudeiro a ser mais forte que Mafalda Lopes. Um cenário que determinou, desde logo, uma vencedora inédita em etapas da Liga MEO Surf.

No lado masculino, Guilherme Ribeiro acabou com o equilíbrio da ronda anterior e venceu João Mendonça de forma folgada, com 12,75 pontos, contra 7,65. Na segunda semifinal, houve emoções fortes até final, com Martim Nunes a liderar durante grande parte da bateria, mas a ver Arran Strong a operar a reviravolta na última onda, para garantir a primeira final da carreia na Liga MEO Surf.

Antes das finais foi para a água o Quiksilver Heritage Heat, que colocou frente a frente lendas do surf nacional que venceram esta etapa no passado. João Antunes, com 13,35 pontos, foi o mais forte e levou a melhor frente a José Gregório, Justin Mujica e Paulo “do Bairro” Rodrigues.

Na final masculina Guilherme Ribeiro teve uma entrada mais forte na bateria e fechou o duelo com chave de ouro, com uma onda de 8,50 pontos. Com um total de 15,75 pontos, o campeão nacional de 2022 e 2024 não só conseguiu repetir o triunfo que já tinha obtido na Ericeira em 2024 como ainda garantiu o melhor score de todo o evento.

“É um regresso às vitórias na Liga MEO Surf, o que é especial”, afirmou Guilherme Ribeiro após a final. “Esta é a minha segunda vitória em Ribeira d’Ilhas, numa onda que conheço desde pequeno e que foi muito importante para o meu progresso profissional. Fico feliz por ter fechado o campeonato com a melhor onda que fiz e com uma manobra que tenho praticado imenso”, rematou o novo vice-líder do ranking masculino, que está, agora, a 350 pontos da liderança de Francisco Ordonhas.

Na final feminina, Érica Máximo e Lua Escudeiro tiveram uma disputa muito equilibrada, com a incerteza a manter-se até à troca de ondas final. Foram somente 0,40 pontos a decidir a campeã do Allianz Ericeira Pro, com Érica Máximo a conseguir o primeiro triunfo da carreira em etapa das Liga MEO Surf, aos 20 anos.

“Estou feliz, pois tem um grande significado para mim, após um ano em que estive lesionada”, começou por dizer a jovem surfista de Carcavelos após a final. “Regressar e perceber que os anos todos que surfei não foram em vão e que aos poucos me vão deixando mais forte, deixa-me muito contente”, frisou a nova vice-líder do ranking feminina, que fica a 270 pontos de distância de Maria Salgado e com uma vantagem de 120 para Lua Escudeiro, que fecha o top 3 feminino da Liga MEO Surf.

A Liga MEO Surf regressa já de 12 a 14 de junho, com os Açores a receberem a quarta e antepenúltima etapa da Liga MEO Surf 2026. Além de ser importante para as contas dos títulos nacionais, o Allianz Ribeira Grande Pro também vai decidir os vencedores do troféu Allianz Triple Crown, cujos líderes são Lua Escudeiro e Guilherme Ribeiro.

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