Ribeira d’Ilhas voltou a ser palco de algumas das decisões mais importantes da temporada de qualificação para o Championship Tour. Entre condições difíceis, baterias intensas e uma reta final decisiva, o norte-americano Crosby Colapinto e a costa-riquenha Brisa Hennessy foram os grandes vencedores. Teresa Bonvalot foi a melhor representante portuguesa, terminando num importante 9º lugar.
O EDP Ericeira Pro Presented by Xacobeo chegou ao fim esta segunda-feira, 12 de outubro, depois de vários dias em que a falta de ondas e as condições inconsistentes obrigaram a WSL a “espremer” o melhor de cada dia em Ribeira d’Ilhas, terminando a prova aproveitaram com as melhores condições de todo o período de espera.
A prova terminou com um formato adaptado, com baterias de quatro surfistas nas fases decisivas, permitindo concluir a competição dentro do período de espera. No final, Crosby Colapinto e Brisa Hennessy foram os nomes que mais se destacaram. Na competição masculina, Crosby Colapinto foi o grande vencedor de uma final que juntou quatro surfistas de quatro nações. O norte-americano terminou com 14,10 pontos, deixando o australiano Joel Vaughan na segunda posição, com 12,17, o francês Justin Becret em terceiro, com 10,20, e o peruano Alonso Correa em quarto, com 9,70.
Outro nome que merece destaque é Kanoa Igarashi. O japonês que cresceu na Califórnia e tem residência em Portugal também competiu na Ericeira e chegou às meias-finais, terminando a etapa na quinta posição. Uma prestação interessante numa prova que serviu igualmente de preparação para os compromissos seguintes do circuito mundial.
Na categoria feminina, Brisa Hennessy foi a grande vencedora, com uma prestação que teve tanto de qualidade como de significado pessoal. A costa-riquenha somou 13,17 pontos na final, superando a australiana Lucy Darragh, que terminou com 10,30, e a compatriota australiana Sierra Kerr, terceira classificada com 9,07 pontos. A francesa Vahine Fierro fechou a bateria no quarto lugar, com 8,83.
Sierra Kerr foi outra das grandes figuras da etapa. Para além do terceiro lugar, a australiana garantiu matematicamente a qualificação para o Championship Tour de 2027, enquanto que o brasileiro Ryan Kanalo repetiu o feito na categoria masculina.
Entre os surfistas portugueses, Teresa Bonvalot foi quem chegou mais longe. A surfista de Cascais somou 10,50 pontos, com ondas de 6,00 e 4,50 pontos. Não foi suficiente para superar a australiana India Robinson, que venceu com 12,66, e a norte-americana Alyssa Spencer, segunda com 11,90. A norte-americana Kirra Pinkerton terminou em quarto, com 10,33 pontos. Apesar da eliminação, o resultado teve um impacto positivo na classificação geral. Teresa somou 3.320 pontos, melhorando a pontuação válida no ranking para 19.955 pontos e reforçando o terceiro lugar nas Challenger Series.
Com apenas uma etapa por disputar, a portuguesa mantém-se numa posição privilegiada na corrida à qualificação para o Championship Tour de 2027. E, numa altura em que cada resultado conta, este nono lugar pode revelar-se bastante importante.
Na prova masculina, Frederico Morais e Guilherme Ribeiro foram os portugueses que conseguiram avançar mais longe. Ambos chegaram à ronda de 32, terminando a competição na 25ª posição.
A representação nacional contou ainda com Francisca Veselko, Maria Salgado, Carina Duarte, Jaime Veselko e Tomás Fernandes, que procuraram aproveitar a oportunidade de competir em casa numa das etapas mais importantes do calendário internacional. Francisca Veselko, uma das principais candidatas portuguesas à qualificação para o CT de 2027, não conseguiu avançar na sua bateria da segunda ronda. A vice-líder do ranking feminino antes da etapa acabou por sair da competição mais cedo do que desejava, num resultado que não apaga a excelente temporada que tem vindo a realizar. Maria Salgado, campeã nacional, também se despediu cedo, depois de terminar a sua bateria da primeira ronda com 8,83 pontos. Carina Duarte, que garantiu a entrada na prova através dos trials do Ericeira Surf Clube, não conseguiu ultrapassar a ronda inaugural.
No quadro masculino, Jaime Veselko, que entrou como wildcard, foi eliminado na primeira ronda, apesar de ter ficado perto de garantir a passagem. Tomás Fernandes, vencedor dos trials masculinos, também não conseguiu avançar, terminando a sua bateria inaugural na quarta posição.
O EDP Ericeira Pro 2026 termina com dois novos vencedores, uma corrida à qualificação cada vez mais apertada e vários nomes a reforçarem as suas ambições para a próxima temporada do Championship Tour.
Para Portugal, as atenções viram-se agora para a última etapa das Challenger Series, em Newcastle, na Austrália, agendada para 1 a 7 de março de 2027. Teresa Bonvalot e Francisca Veselko continuam na luta pela qualificação feminina, enquanto no masculino a disputa pelas últimas vagas permanece em aberto.












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