Chegou ao fim a prova portuguesa do circuito Challenger Series, o EDP Ericeira Pro, realizada em Ribeira D’Ilhas, o “berço” do surf competitivo português. E apesar de não se ter quebrado o jejum de vitórias nacionais nesta prova, saiu desta prova um resultado muito importante a caminho de mais uma conquista histórica para uma surfista portuguesa.
O dia começou com o confronto entre Yolanda Hopkins e a norte-americana Alyssa Spencer, a vencedora desta prova em 2023. Spencer tinha uma estratégia preparada mas não estava a contar que Hopkins fosse apanhar a melhor onda que entrou durante todo o heat, transformando-a numa nota de 7.33 pontos. A algarvia não parou de atacar e foi construindo uma liderança que Alyssa simplesmente não conseguiu alcançar.
A próxima adversária de Yolanda Hopkins foi India Robinson, e a estratégia de estar sempre a apanhar ondas e a atacar secções manteve-se. No entanto, neste que seria o último heat da manhã devido à maré estar a encher muito, a australiana acabou por ser recompensada pela sua paciência e apanhou a maior onda do heat, transformando-a numa nota de 7.33, para juntar ao 5.50 que já tinha. Isso deixou Hopkins a precisar de uma onda de 6 pontos mas não apareceu mais nada com potencial até ao fim do heat. Mesmo derrotada, Yolanda conquistou mais um resultado histórico, um 3º lugar a juntar aos dois 5ºs e ao segundo lugar em Ballito.
Entretanto, mais à tarde, a líder do ranking Tya Zebrowski, batia India para garantir a sua primeira vitória neste circuito e “disparar” na liderança, enquanto que Kauli Vaast derrotou George Pittar num confronto muito equilibrado para fazer uma dobradinha franco-tahitiana em Ribeira D’Ilhas.
Contas feitas, Yolanda Hopkins, com 23.375 pontos já está com um pé dentro do Championship Tour de 2026. Ainda não há um número oficial mas Yo tem três etapas para juntar mais um resultado sólido e garantir a sua vaga. Muito próxima também está Francisca Veselko, que subiu uma posição no ranking nesta etapa, passando assim para 4º lugar. Com uma vitória e o descarte mais baixo do top14, uma pontuação de 650 pontos, a surfista de Carcavelos está também numa boa posição mas terá que fazer dois resultados muito bons nas próximas provas. Para terminar Teresa Bonvalot, que está a “lutar” contra uma lesão, não se deu bem nesta prova e caiu para oitava do ranking. Bonvalot está também ao alcance de uma vaga no CT mas precisa de mais alguns resultados acima do 9º lugar para dar esse salto.
O circuito segue agora para o Rio de Janeiro, Brasil, onde se realiza o Banco do Brasil Saquarema Pro, entre 11 e 19 de Outubro.













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