O MEO Rip Curl Pro Portugal 2026 chegou ao fim com tubos de luxo, milhares de pessoas na praia e uma final masculina daquelas que ficam na memória. Os surfistas brasileiros era maioria no dia final, mas o grande protagonista acabou por ser Griffin Colapinto, que conquistou a sua terceira vitória em Supertubos.

Supertubos voltou a mostrar porque é uma das ondas mais respeitadas do Championship Tour. Entre dias de condições complicadas e sessões de tubos pesados, a etapa portuguesa terminou em grande, com um último dia de competição que fez valer a espera.

Do lado português, destaque para Teresa Bonvalot e Guilherme Ribeiro, que aproveitaram o fator casa para surpreender e avançar no campeonato. Teresa eliminou a líder mundial Gabriela Bryan, enquanto Guilherme bateu George Pittar e Kanoa Igarashi, mostrando que os surfistas nacionais têm capacidade para discutir heats com a elite mundial. Francisca Veselko e Frederico Morais também estiveram em destaque, embora sem conseguirem chegar às fases finais e mesmo Yolanda Hopkins, a única representante nacional neste evento que não precisou de um wildcard, foi eliminada cedo mas não sem ter feito a melhor nota entre todos os portugueses, um tubo que lhe valeu 9 pontos.

Na prova feminina, Molly Picklum levou a melhor sobre Caitlin Simmers, por 13,33 contra 12,84 pontos. A australiana, campeã mundial em título, conquistou assim a sua primeira vitória da temporada e assumiu a liderança do ranking mundial, numa altura decisiva da luta pelo título.

Mas foi a final masculina que roubou verdadeiramente o espetáculo. Griffin Colapinto contra Gabriel Medina com direito a tubos profundos e uma troca de ondas que manteve tudo em aberto até aos últimos minutos. Medina parecia ter a vantagem depois de encontrar um tubo incrível, levando o público ao rubro. Colapinto respondeu com uma onda ainda mais impressionante, saiu de um tubo profundo junto à areia e recebeu um excelente 9,43. Medina ainda tentou responder com um aéreo impressionante, mas não conseguiu completar a aterragem. O resultado final, 17,60 contra 16,77, deu a vitória ao norte-americano numa das melhores finais masculinas dos últimos anos em Supertubos.

Com esta vitória, Colapinto tornou-se o primeiro surfista a conquistar três títulos na etapa portuguesa, depois dos triunfos de 2022 e 2024. Medina saiu com um segundo lugar importante, mas foi Molly Picklum quem deu o maior salto na corrida ao título feminino, assumindo a liderança mundial.

Peniche voltou a cumprir a promessa: ondas pesadas, surfistas no limite e um espetáculo à altura de uma das etapas mais emblemáticas do circuito mundial. E se a final masculina foi um aperitivo do que aí vem, a reta final da temporada promete ainda mais emoção.

Comentários