Terminou hoje um evento que juntou alguns dos mais icónicos surfistas da história de Jeffreys Bay, e foi Frederico Morais quem acabou no topo.

Ser convidado para um special event da WSL ao lado de nomes como Mark Occhilupo, Adriano de Souza, Josh Kerr e Matt Wilkinson já é um feito muito especial só por si, e o único europeu nesta prova não só representou bem, como dominou.

A prova começou com um round surfado de twin fin e, apesar de Frederico Morais não ser visto regularmente a surfar com esse estilo de prancha, o ex-top 10 do mundo provou que estava bem à vontade com duas quilhas, marcando uma das três melhores pontuações da fase.

E se no primeiro round de thruster não conseguiu uma nota muito alta, compensou na fase seguinte, o bonus round, compensou, fazendo uma onda muito bem surfada, garantindo 8.47 e uma vaga entre os quatro semi-finalistas. Enquanto que Michael February “despachou” Matt “Wilko” com facilidade na primeira meia final, Morais teve que se superar Josh Kerr que ainda este mês, mesmo aos 40 anos, foi vice-campeão num QS 5.000 em Nias, Indonésia. Com notas de 8.83 e 6.33, Kikas avançou para a final, onde teria a oportunidade de vencer no local onde se tornou no primeiro (e único até agora) português a fazer uma final no Championship Tour.

Na final Frederico Morais garantiu a vitória com um par de ondas bem compridas, deixando o estiloso Michael February em segundo lugar. Depois de um semestre no CT com alguns resultados abaixo do seu nível e com uma campanha no circuito Challenger Series que não começou bem, este resultado vem provar que o surf está lá e que ainda vamos ver este grande representante do surf nacional a continuar a dar que falar.

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