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	<title>Miguel Diniz &#8220;Frey Tuck&#8221; &#8211; ONFIRE Surf | Portugal</title>
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		<title>5 dos mais improváveis wildcards na história do Championship Tour</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/exclusivos/5-dos-mais-improvaveis-wildcards-de-sempre-em-provas-do-championship-tour/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Feb 2023 13:40:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[À Porta do Olimpo]]></category>
		<category><![CDATA[Brendon “Margo” Margieson]]></category>
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					<description><![CDATA[Keneshiro, Burle, Mulller, Diniz, Margieson...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Todas as etapas do Championship Tour contemplam a presença de convidados, wildcards, surfistas locais ou não que poderão acrescentar interesse e qualidade de surf aos eventos. O sistema de dois tours da WSL, anteriormente ASP, existe desde 1992 e é justo assumir que ao longo dos anos tanto organizadores como a própria World Surf League terão dado “uns tiros ao lado”. A ONFIRE selecionou 5 surfistas que, mesmo tendo valor para participar em etapas do CT, foram escolhas invulgares&#8230;</p>
<p><strong>Isaac Keneshiro – Coke Classic – North Narrabeen – 1993</strong><br />
Hoje em dia é um facto quase esquecido que, depois de se tornar no surfista mais novo da história a conquistar um título (masculino) de campeão mundial da ASP, um feito que ainda hoje não foi superado, <strong>Kelly Slater</strong> teve o pior ano da sua carreira. Apesar de ter começado o ano com um 5º lugar em Bells Beach, o campeão em título só começou a mostrar algo semelhante ao que tinha feito no ano anterior perto do fim da temporada. A derrota para a “velha raposa” do tour, <strong>Barton Lynch</strong> nos quartos de final da primeira etapa foi seguida por outra, ainda mais cedo em Narrabeen, no round 2 para o<em> wildcard</em> <strong>Isaac Keneshiro</strong>. O que é curioso desta derrota, disputada em esquerdas de um metro com vento on-shore, é o facto de Isaac não ser, como é mais típico, um <em>wildcard</em> local ou patrocinado pelo <em>sponsor</em> do evento. Keneshiro é um surfista havaiano descendente de japoneses que na época corria o circuito QS apesar de nunca ter tido grande sucesso. É uma incógnita a razão que levou a organização do Coke Classic a escolher este surfista como <em>wildcard</em> e o que é certo é que, mesmo tendo eliminado o (que viria a se tornar) melhor surfista de todos os tempos, foi a sua primeira e última participação numa etapa do Championship Tour e apesar de ter competido durante mais algum tempo no circuito QS, nunca teve grande sucesso, caindo na obscuridade como surfista profissional.</p>
<p>(Um dos raros registos de Isaac no evento pode ser visto no filme da Hot Buttered – Surf Nastys – minuto 12:37)</p>
<p><iframe title="Surf Nastys" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/9087Zzu8unM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Carlos Burle e Pedro Muller – Quiksilver Pro G-Land – 1995</strong><br />
Em 1995 nove dos 44 tops do Championship Tour eram brasileiros, um número que já impunha respeito e colocava este país como uma das grandes potências do surf mundial. Não havia no entanto o respeito pelo surf brasileiro como há hoje em dia, sendo bem visível a falta de destaque que tinham nas revistas de surf e filmes norte-americanos e australianos, e a falta de apoio de marcas estrangeiras. Então como surgiram dois <em>wildcards</em> brasileiros num campeonato que é creditado como o evento que deu origem ao “dream tour”? É simples, para dar mais visibilidade a esta que seria a primeira etapa sem público na praia, a Quiksilver publicou um anunciou nas revistas de surf de quase todo o mundo, pedindo ao público para votarem nos seus surfistas favoritos para <em>wildcards</em>. E para surpresa do resto do mundo, o Brasil mostrou a sua dimensão, qualificando logo dois surfistas virtualmente desconhecidos fora do seu país, <strong>Carlos Burle</strong> e <strong>Pedro Muller</strong>. A eles juntaram-se o mítico <strong>Tom Carroll</strong>, conhecido não só pelos seus dois títulos mundiais mas também pelas suas performances em ondas pesadas como Pipeline, Sunset e G-Land, e o local <strong>Made Switra</strong>, mas foram os brasileiros quem mais avançaram. Muller, que actualmente vive em Portugal, bateu Taylor Knox e <strong>Piu Pereira</strong> no round 1, e Burle eliminou <strong>Taylor Knox</strong> no round 2, acabando ambos por ser eliminados na fase seguinte por <strong>Sunny Garcia</strong> e o eventual campeão da prova, Kelly Slater.</p>
<p><iframe title="G-Land Quiksilver Pro 1995 (Complete video)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/UDhKAwz3dPQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Miguel Diniz – Coca Cola Figueira Pro – 1996</strong><br />
O Coca Cola Figueira Pro foi um evento muito esperado pelo surf português, sendo a primeira vez que uma etapa do Championship Tour passou pelo nosso país. Até aí o acesso a figuras de topo como Kelly Slater, Sunny Garcia, <strong>Shane Powell</strong>, <strong>Kalani Robb</strong> e muitos outros existia apenas através dos filmes de surf ou para quem pudesse viajar até ao sudoeste de França durante o verão para acompanhar um das três etapas que aquele país recebia todos os anos. Até este evento nenhum surfista português tinha competido numa etapa do CT e o primeiro acabou por ser <strong>Miguel Diniz</strong> nesta etapa. Presentes nesta prova estiveram também <strong>João Antunes</strong>, <a href="https://www.onfiresurfmag.com/noticias/joao-antunes-o-primeiro-portugues-a-vencer-um-heat-no-wtwct/" target="_blank" rel="noopener">o primeiro a vencer um heat neste circuito</a>, <strong>Bruno Charneca</strong>, que <a href="https://www.onfiresurfmag.com/destaques/o-caricato-historial-competitivo-de-kelly-slater-em-portugal/" target="_blank" rel="noopener">eliminou Kelly Slater no round 2</a>, e ainda <strong>Rodrigo Herédia</strong>. Miguel, mais conhecido como Frey Tuck, tinha sido um dos grandes nomes do surf português no final dos anos 80 e início dos 90, tendo vencido inclusivamente uma etapa do circuito nacional no ano anterior, mas na época já não estava entre os 10 melhores portugueses, o que fez desta participação algo bastante invulgar. O que não quer dizer que não tenha feito boa figura, tendo surfado bem, mas acabou eliminado no round 2 por um inspirado Rob Machado.</p>
<p><iframe title="Kelly Slater knocked out by Portuguese surfer (WCT Figueira Pro 1996)" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/yVaxVPG0Dvk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Brendon “Margo” Margieson – Billabong Pro – 1997 e 1998</strong><br />
Antes de Dave Rastovich e muitos outros surfistas fazerem carreiras como <em>free surfers</em> profissionais, havia <strong>Brendon Margieson</strong>, o fiel companheiro de <strong>Mark Ochilupo</strong> em filmes como Bunyp Dreaming e The Green Iguana. “Margo”, como era mais conhecido, era o surfista não competidor mais conhecido dos anos 90 graças ao destaque que os filmes de surf tinham na altura. O que não é tão conhecido é que Margieson ainda tentou a sua sorte no QS durante um par de anos e recebeu <em>wildcards</em> em anos consecutivos da parte do seu patrocinador, a Billabong. A prova de 1997 foi realizada em Kirra e Brendon até venceu um heat mas a falta de sucesso no ano seguinte fez com que a Billabong &#8220;reformasse&#8221; o lado competitivo deste australiano, apostando mais na área onde tinha mais sucesso, o <em>free surf</em>.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Vintage Sessions - Margo Madness" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/jKD7SMF98w4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Menção honrosa<br />
Ricardo Toledo – Rio Surf Pro – 1996</strong><br />
<strong>Ricardinho Toledo</strong> hoje em dia é mais conhecido por ser o pai de “Filipinho”, pela sua t-shirt cor de rosa que usa em praticamente todas as etapas do CT e pelos assobios em código durante os heats do seu filho. Mas Toledo foi um dos grandes surfistas do seu país na sua época, conquistando dois títulos de campeão brasileiro profissional. Talvez por ter sido pai tão cedo ou por falta de patrocínios à altura, Ricardo não apostou no circuito mundial com a mesma intensidade que outros surfistas no mesmo escalão de talento da época, recebendo mesmo assim um <em>wildcard</em> para competir no Rio Surf Pro de 1996. Toledo acabou por ser eliminado cedo por <strong>Rob Machado</strong> mas décadas mais tarde tornou-se numa das personalidades mais conhecidas no <em>backstage</em> do tour.</p>
<p>Mais conteúdos da série <a href="https://www.onfiresurfmag.com/tag/a-porta-do-olimpo/" target="_blank" rel="noopener">“À Porta do Olimpo” AQUI</a>!</p>
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		<title>Curiosidades Surfisticas &#124; Os portugueses no Championship Tour da WSL “by the numbers”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Oct 2015 08:44:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[Anos 90]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades Surfisticas]]></category>
		<category><![CDATA[João Antunes]]></category>
		<category><![CDATA[Miguel Diniz "Frey Tuck"]]></category>
		<category><![CDATA[Os heats dos surfistas portugueses]]></category>
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					<description><![CDATA[Com a chegada do MOCHE Rip Curl Pro Portugal não só vais poder ver os melhores surfistas do mundo no nosso país como vais acompanhar a presença dos melhores portugueses entre eles. E para saberes mais sobre o historial dos surfistas nacionais nas etapas do Championship Tour (masculino) a ONFIRE responde-te a algumas perguntas sobre [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com a chegada do MOCHE Rip Curl Pro Portugal não só vais poder ver os melhores surfistas do mundo no nosso país como vais acompanhar a presença dos melhores portugueses entre eles.<span id="more-27890"></span></p>
<p>E para saberes mais sobre o historial dos surfistas nacionais nas etapas do Championship Tour (masculino) a ONFIRE responde-te a algumas perguntas sobre o tema.</p>
<p><strong>Quem foi o primeiro português a competir numa etapa do CT?</strong><br />
Miguel “Frey Tuck” Diniz, no heat 7 do round 1 do Coca-Cola Figueira Pro, em Outubro de 1996. Seguido de Bruno Charneca, Rodrigo Herédia e João Antunes que estavam nos heats 8, 9 e 10 do mesmo round.</p>
<p><strong>Quem foi o primeiro a passar um heat?</strong><br />
João Antunes, no <a href="https://www.onfiresurfmag.com/noticias/joao-antunes-o-primeiro-portugues-a-vencer-um-heat-no-wtwct/" target="_blank" rel="noopener">heat 10 do round 1 do Coca-Cola Figueira Pro</a>, em 1996. Antunes bateu John Shimooka e Luke Egan e passou directo para o round 3.</p>
<p><strong>Qual foi a etapa do CT com mais surfistas portugueses a competir?</strong><br />
O Figueira Pro de 1997, que contou com a presença de 5 surfistas nacionais. Foram eles Bruno Charneca, João Antunes, Ruben Gonzalez, David Luís e José Gregório, e foram todos eliminados no round 2.</p>
<p><strong>Quantos portugueses já competiram em etapas do CT?</strong><br />
12*, Bruno Charneca, João Antunes, Ruben Gonzalez, David Luís, José Gregório, Rodrigo Herédia, Miguel Diniz, Tiago Pires, Justin Mujica, Francisco Alves, Frederico Morais e Nicolau Von Rupp.</p>
<p>* Serão 13 com a presença de <a href="https://www.onfiresurfmag.com/destaques/vasco-ribeiro-garante-vaga-no-ct-de-peniche/" target="_blank" rel="noopener">Vasco Ribeiro no MOCHE Rip Curl Pro Portugal</a>. Também <a href="https://www.onfiresurfmag.com/noticias/marlon-lipke-ja-compete-por-portugal/" target="_blank" rel="noopener">Marlon Lipke</a> e Pedro Henrique competiram em etapas do CT mas na altura não representavam Portugal.</p>
<p><strong>Quantas etapas foram realizadas no nosso país?</strong><br />
11, quatro na Figueira da Foz, uma em Sintra, seis em Peniche. Teria havido mais uma mas a edição de 2001 do Figueira Pro foi cancelada devido aos atentados do 11 de Setembro. No ano seguinte a etapa não chegava ao fim, tendo ficado pelo round 4 por “falta de ondas”.</p>
<p><strong>Qual foi a melhor classificação de um surfista português a competir como wildcard?</strong><br />
Ruben Gonzalez, que terminou em 9º lugar no do Buondi Sintra Pro em 1997. Ruben teria como adversário no round 2 Shane Beschen mas este faltou ao evento, Kelly Slater no round 3 e foi eliminado pelo eventual vencedor da prova, Mick Campbell nos oitavos de final. A maior parte dos heats desta prova foram realizados num secret spot (que deixou de o ser), a Praia da Aguda, em Sintra.</p>
<p><strong>Quem são os surfistas portugueses com mais presenças em etapas do CT?</strong><br />
Tiago Pires participou em 75 etapas. Ruben Gonzalez, João Antunes, Justin Mujica e David Luís participaram em 3 etapas cada.</p>
<p><strong>Quantos surfistas portugueses derrotaram Kelly Slater? </strong><br />
4, foram eles Bruno Charneca no round 2 do Coca-Cola Figueira Pro em 1996, Ruben Gonzalez no round 3 do Buondi Sintra Pro em 1997, <a href="https://www.onfiresurfmag.com/onfire-tv/saca-vs-slater-quiksilver-pro-france-2009-um-heat-historico-para-o-surf-portugues/" target="_blank" rel="noopener">Tiago Pires (3x)</a> e<a href="https://www.onfiresurfmag.com/competicao/morais-bate-slater-o-video/" target="_blank" rel="noopener"> Frederico Morais no round 2 do MOCHE Rip Curl Pro Portugal de 2013</a>.</p>
<p><strong>Outros factos interessantes:</strong><br />
Tiago Pires recebeu 12 wildcards para competir no CT, alguns dos quais foram decididos através de trials. 2004 foi o único ano entre 1999 e 2014 que o melhor surfista português de todos os tempos não participou em qualquer etapa do Championship Tour. Os wildcards foram para etapas em locais como Anglet/Mundaka, Hossegor, Portugal, Jeffreys Bay e Pipeline.</p>
<p>Até meio do ano de 2010 o CT juntava os 44 melhores surfistas do mundo, mas entre as etapas de Teahupoo e Trestles (5º e 6º do ano) desse ano o número de surfistas foi reduzido para 32, uma medida que dura até aos dias de hoje!</p>
<p>1989 foi o primeiro ano em que houve uma etapa da ASP/WSL em Portugal, o <a href="https://www.onfiresurfmag.com/onfire-tv/o-buondi-oneill-pro-de-1990-o-wct-em-portugal/" target="_blank" rel="noopener">Buondi Instinct Pro</a>, realizado em Ribeira D&#8217;Ilhas. Foi antes da divisão entre CT e QS, e os surfistas portugueses mais bem classificados foram Bruno Charneca e Rodrigo Herédia, ambos terminando em 33º lugar.</p>
<p>Descobre mais conteúdos da série <a href="https://www.onfiresurfmag.com/tag/curiosidades-surfisticas/" target="_blank" rel="noopener">CURIOSIDADES SURFISTICAS aqui</a>!</p>
<p>Tens alguma pergunta sobre a presença dos portugueses nas etapas do CT? Faz-nos a tua questão na secção “Comentários” abaixo!</p>
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