Ao fim de 4 etapas, quatro surfistas brasileiros ocupam as primeiras posições do ranking masculino do Championship Tour da WSL e parece altamente improvável que o campeão mundial deste ano não fale português.
Tudo começou com uma surpreendente vitória de Miguel Pupo em Bells, e mesmo com dois australianos a vencerem as etapas seguintes, George Pittar em Margaret e Ethan Ewing na Gold Coast, Italo Ferreira fechou a perna “australásiana” com um primeiro lugar que lhe garantiu também a lycra amarela. Neste momento Ferreira lidera o circuito, seguido de Pupo, Gabriel Medina e Yago Dora. Ainda dentro do top10 estão Samuel Pupo em 7º e Filipe Toledo em 10º, ambos a mostrar surf para subir no ranking.
Será um ano com 12 etapas, mas pela consistência tudo indica que o Brasil vai acumular mais um título. E com John John Florence a passear de barco pelo mundo, são poucos os surfistas que mostram potencial de superar a brazilian storm. Em 5º no ranking está Pittar, que apesar de ter surpreendido tudo e todos em Margaret River, não mostra potencial ou experiência para disputar um título mundial nesta fase da sua carreira. O mesmo se pode dizer do italiano Leonardo Fioravanti, que está a ter mais um excelente início de ano mas não tem um bom historial a nível de consistência ao longo do ano.
Há ainda Ethan Ewing, que já conta com uma vitória e um 5º lugar, mas que precisa de ter uma postura mais agressiva se quiser furar o “bloco brasileiro”, algo que não é impossível mas que também não é provável. Sobra Griffin Colapinto, que é um “dark horse” nesta conversa, e que já leva dois 3ºs lugares em quatro etapas. Colapinto é um dos surfistas mais completos do tour e se há alguém que tem potencial de superar os brasileiros é este surfista, mas terá pouca margem de erro se quiser ser um sério candidato ao título.
Mas ao que tudo indica, a disputa será entre Ítalo, Yago e Gabriel…










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