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	<title>Figueira Pro &#8211; ONFIRE Surf | Portugal</title>
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		<title>O caricato historial competitivo de Kelly Slater em Portugal</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/destaques/o-caricato-historial-competitivo-de-kelly-slater-em-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Nov 2025 18:01:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[À Porta do Olimpo]]></category>
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					<description><![CDATA[12 provas, uma vitória...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Kelly Slater é claramente o melhor surfista de todos os tempos, sendo inclusivamente o “dono” de muitos recordes na World Surf League. No entanto, por alguma razão, o seu historial competitivo no nosso país não reflecte o domínio no resto do tour. Para ter uma perspectiva mais realista do seus resultados a ONFIRE analisou cada uma das suas participações em prova realizadas em Portugal&#8230;</p>
<p><strong>Outubro de 1996 – Coca Cola Figueira Pro – 33º lugar</strong></p>
<p>A esta altura Kelly Slater já tinha conquistado 4 títulos mundiais mas Portugal nunca tinha recebido uma etapa do CT o que fez com que o surfista da Flórida nunca tivesse passado pelo nosso país. Até que se realizou o Coca Cola Figueira Pro e Slater veio, mas tarde. Aparentemente Kelly esperou até ao último momento para viajar e depois perdeu o seu passaporte. A prova começou sem ele mas também o seu único adversário na disputa pelo título mundial desse ano, Shane Beschen, não apareceu. A ASP deixou o heat de repescagem com o português Bruno Charneca para o fim, dando a Slater tempo para chegar, uma bateria que se realizou no fim do segundo dia. Kelly Slater simplesmente não conseguiu fazer o seu melhor surf, sendo eliminado por um inspirado “Bubas” mas saiu da água com mais um título mundial. No dia seguinte Kelly ainda fez uma sessão de free surf no Cabedelo e pouco depois voltou para casa.</p>
<p><strong>Setembro de 1997 – Buondi Sintra Pro – 17º lugar</strong></p>
<p>Esta prova, que foi a única etapa do Championship Tour realizada em Sintra, teve um arranque difícil. A ondulação era fraca e os fundos não ajudavam na Praia Grande, que por norma tem ondas o ano todo. O primeiro round ainda foi realizado na PG e Slater venceu com facilidade, deixando Mick Campbell em segundo e Ruben Gonzalez em terceiro. Entretanto a prova foi avançando a conta gotas, realizando apenas algumas baterias no pico da maré vazia. Até que um dos membros do (na altura) top44, Chris Gallagher, abordou/pressionou Renato Hickel para mudar a prova para outro pico onde dava para surfar todas as marés, a Aguda. No dia seguinte a prova passou para esse “ex-secret sport” mas <strong>Ruben Gonzalez</strong>, wildcard da prova juntamente com David Luís, Brad Gerlach e Didier Piter, não teve adversário no round 2 já que Shane Beschen, o número 2 do tour na época, pelo segundo ano consecutivo não apareceu para competir em Portugal. Isso significou que Ruben passou directamente para a fase seguinte, onde iria enfrentar o seed número 1, Kelly Slater. O dia da bateria começou com o boato de que Slater tinha andado bem soltinho pela noite lisboeta, algo pouco característico. De tal modo que chegou a hora do heat e Ruben remou para o <em>line up</em> sozinho e só minutos depois da bateria começa é que campeão mundial apareceu. Na altura ainda só com 4 títulos, Kelly desceu a correr as dezenas de escadas do acesso a essa praia e não parou pelo beach marshall, competindo sem fato e sem lycra. Gonzalez, que na altura tinha apenas 19 anos, não tinha feito qualquer onda de consequência mas assim que viu o melhor surfista do mundo a chegar ao pico começou a surfar ao seu melhor nível, com um<em> backside</em> tão afiado que, apesar de Slater também ter feito boas ondas, foi o suficiente para vencer a bateria. Ruben acabaria por ser eliminado pelo eventual vencedor da prova <strong>Mick Campbell</strong> e a disputa pelo título era adiada para a prova seguinte, na Figueira da Foz. No entanto, o 9º lugar que conquistou nesta etapa manteve-se como melhor resultado de um surfista português no CT <a href="https://www.onfiresurfmag.com/exclusivos/12-heats-marcantes-de-tiago-pires-no-wct-parte-1/" target="_blank" rel="noopener">até Agosto de 2008</a>.</p>
<p><strong>Setembro/Outubro de 1997 – Figueira Pro – 17º lugar</strong></p>
<p>Dias depois de terminar o Sintra Pro, o circuito seguiu para a Figueira da Foz neste que seria o único ano em que Portugal recebia duas provas do Championship Tour masculino. Slater competiu contra <strong>José Gregório</strong> e Peterson Rosa no round 1 e foi o brasileiro que surpreendentemente levou a melhor, vencendo a bateria e passando directamente para o round 3. Kelly e Gregório, que na altura faziam parte da mesma equipa, encontraram-se novamente no round 2 e desta vez o americano fez questão de não repetir erros do passado e não ser eliminado por mais um português. Gregório não se intimidou com a maior estrela do nosso desporto mas Slater estava na sua melhor forma e venceu com larga vantagem, eliminando pela primeira vez um surfista português. Na fase seguinte era surpreendo por um <strong>Danny Wills</strong> em grande ascensão mas a prova não acabava sem conquistar o seu quinto título mundial, algo que aconteceu quando Occy foi eliminado nos quartos de final.</p>
<p><strong>Outubro de 2009 – Rip Curl Pro Search – 17º lugar</strong></p>
<p>Passaram-se 12 anos desde a última passagem por Portugal de Kelly Slater. Já com 9 títulos mundiais, Kelly regressou quando se realizou o Rip Curl Pro Search em Peniche. Esta etapa começou no Molhe Leste, passou pelo Lagide e realizou-se em grande parte no Pico da Mota, antes de voltar para Supertubos onde se realizaram os últimos dois dias de prova. O round 1 foi de “morte súbita” para os menos bem rankeadas, o que fez com que Kelly apenas tenha competido no round 2 contra um <em>red hot wildcard</em> chamado <strong>Owen Wright</strong>, que venceu a bateria por muito pouco.</p>
<p><strong>Outubro de 2010 – Rip Curl Pro Portugal – 1º lugar</strong></p>
<p>Slater estava na disputa pelo seu 10º título mundial quando foi derrotado por Tom Whitaker no round 1, algo que não surpreendeu ninguém tendo em conta o seu historial no nosso país. No entanto a partir do round 2 o líder do ranking esteve imparável, vencendo todas as baterias até à final, onde derrotou <strong>Jordy Smith </strong>nos Supertubos. Semanas mais tarde vencia mais um título mundial no Rip Curl Pro Search de Porto Rico.</p>
<p><strong>Outubro de 2011 – Rip Curl Pro Portugal – 2º lugar</strong></p>
<p>Depois da vitória no ano anterior, Kelly parecia ter claramente deixado a maldição para trás vencendo todas as baterias com destaque até à final no que acabaria o melhor ano da história do evento. <strong>Adriano de Souza</strong> surpreendeu tudo e todos ao vencer a final, mas Slater na etapa seguinte conquistou o seu 11º e último título mundial.</p>
<p><strong>Outubro de 2012 – Rip Curl Pro Portugal – 13º lugar</strong></p>
<p>Depois de vencer o round 1 em Supertubos, contra Dillon Perillo e Damien Hobgood, Slater voltou a competir em condições marginais nos Supertubos, sendo eliminado por <strong>Raoni Monteiro</strong> numa bateria em que nenhum dos dois chegou aos 10 pontos de média. Mais tarde o veterano do tour comentou que se tivesse chegado mais cedo à praia teria abordado a WSL para não avançar com o evento nesse dia.</p>
<p><strong>Outubro de 2013 – Rip Curl Pro Portugal – 25º lugar</strong></p>
<p>Em 2013 Slater “conquistou” o seu pior resultado do ano ao seu derrotado pelo <em>wildcard</em> <strong>Jacob Willcox</strong> no round 1 e pelo (também <em>wildcard</em>) português <em>Frederico Morais</em>, no round 2 da prova. Os dois competiram em ondas de meio metro nos Supertubos e Morais foi claramente superior, acertando inclusivamente um bom aéreo reverse para acabar na frente, algo que muitos consideram ter-lhe custou o título mundial.</p>
<p><strong>Outubro de 2014 – MOCHE Rip Curl Pro Portugal – 13º lugar</strong></p>
<p>Depois de ter batido Matt Wilkinson e Nicolau Von Rupp no round 1, Slater foi superado por <strong>Aritz Aranburu</strong> no round 3, terminando mais uma vez em 13º lugar.</p>
<p><strong>Outubro de 2015 – MOCHE Rip Curl Pro Portugal – 13º lugar</strong></p>
<p>Pelo segundo ano consecutivo, KS venceu no round 1 e perdeu no round 3. Desta vez o seu carrasco foi <strong>Brett Simpson</strong>, que conseguiu aproveitar melhor as condições pouco tubulares dos Supertubos.</p>
<p><strong>Outubro de 2016 – MEO Rip Curl Pro Portugal – 13º lugar</strong></p>
<p>E como não há duas sem três, Kelly Slater voltou a vencer no round 1 e perder no round 3. Em 2016 <strong>foi Miguel</strong> Pupo que o eliminou em esquerdas divertidas no Point Fabril.</p>
<p><strong>Outubro de 2019 – MEO Rip Curl Pro Portugal – 9º lugar</strong></p>
<p>Depois de dois anos de ausência por se ter lesionado, Kelly voltou para melhorar ligeiramente o seu recorde. Depois de ter passado o round 1 em segundo lugar e de ter eliminado Sebastian Zietz no terceiro, foi surpreendido por um dos surfistas em maior ascensão da actualidade<strong>, Kanoa Igarashi</strong>, terminando pelo primeira vez em 9º lugar.</p>
<p><strong>Março de 2022 – MEO Pro Portugal – 9º lugar</strong></p>
<p>Já com o tour na normalidade depois dos confinamentos, o tour voltou a Portugal e com ele o GOAT. Depois de um round 1 muito fraco, KS bateu Connor O&#8217;Leary e Afonso Antunes em condições difíceis no round 2, e Caio Ibelli no round 3, sendo eventualmente eliminado pelo eventual campeão do evento, Griffin Colapinto, nos oitavos de final.</p>
<p><strong>Março de 2023 – MEO Rip Curl Pro Portugal – 17º lugar</strong></p>
<p>Sempre na eminência de não aparecer, algo que faria no ano seguinte, Slater teve na sua última passagem por Portugal como membro do CT um dos seus piores resultados de sempre. Mais uma vez o norte-americano foi eliminado pelo eventual vencedor da prova, João Chianca, depois de eliminar Frederico Morais para escapar ao round 2.</p>
<p><iframe title="Kanoa Igarashi vs. Kelly Slater - Round of 16, Heat 4 - MEO Rip Curl Pro Portugal 2019" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/xOAEodwKMfg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Curiosidades Surfisticas &#124; 4 etapas do CT que não chegaram ao fim</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/exclusivos/curiosidades-surfistiscas-4-etapas-do-ct-que-nao-chegaram-ao-fim/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Aug 2019 22:02:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades Surfisticas]]></category>
		<category><![CDATA[Figueira Pro]]></category>
		<category><![CDATA[Lacanau Pro]]></category>
		<category><![CDATA[Quiksilver SurfMasters]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando a natureza manda mais que a organização...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A WSL dos dias de hoje é uma entidade com um nível de organização muito elevado, mas no passado a ASP não tinha o mesmo controle sobre o tour, dando muitas vezes prioridade a interesses comerciais dos seus patrocinadores. O resultado era que muitas provas acabavam por se realizar não nas melhores épocas em termos de ondas, mas sim de publico.</p>
<p>Um bom exemplo eram as três provas do Championship Tour realizadas no verão em França, muitas delas com a praia cheia mas ondas muito pequenas. Fica a conhecer a história das 4 etapas do tour que não tiveram vencedores&#8230;</p>
<p><strong>Quiksilver SurfMasters &#8211; Biarritz, França &#8211; 1992</strong></p>
<p>No primeiro ano da divisão Championship Tour/Qualifying Series dois nomes da nova geração, <strong>Kelly Slater</strong> e <strong>Shane Herring</strong>, disputavam a <em>pole position</em> do circuito. Depois de um segundo e um primeiro lugar consecutivos de Slater nas outras provas francesas, Herring já começava a &#8220;derrapar&#8221; seriamente nesta disputa e em Biarritz voltou a perder terreno. As ondas estiveram muito pequenas ao longo dos dias de prova e Shane perdeu nos oitavos de final para<strong> Luke Egan</strong> enquanto que Slater parecia estar a caminho de mais um grande resultado quando as ondas desapareceram por completo e os 8 competidores ainda em prova foram obrigados a dividir pontos. No entanto esta disputa nem chegava ao Havai já que Slater garantiu o seu primeiro título mundial na penúltima etapa do ano, o Alternativa Surf International, realizada na Barra da Tijuca, Brasil.</p>
<p><strong>KanaBeach Lacanau Pro &#8211; Lacanau, França &#8211; 1998</strong></p>
<p>Esta prova começou com ondas incríveis mas a partir daí foi sempre a piorar. No terceiro dia as ondas já estavam tão pequenas que a prova avançou pouco e a partir do quarto dia de um período de total de apenas seis dias as ondas não voltaram a quebrar. Este foi o ano em que <strong>Kelly Slater</strong> esteve mais perto de perder o título mundial antes da sua primeira reforma, tendo passado o ano todo a <a href="https://www.onfiresurfmag.com/exclusivos/5-surfistas-que-ja-lideraram-o-circuito-mundial-mas-entretanto-cairam-no-esquecimento-parte-2/" target="_blank" rel="noopener">correr atrás de <strong>Danny Wills</strong> e <strong>Mick Campbell</strong></a>. Os três estavam em prova nos oitavos de final, fase em que o campeonato parou, e a disputa manteve-se igual até à prova seguinte, quando Campbell passou para a frente com uma final no Brasil. Mas, claro, no final foi Slater que garantiu mais um título mundial, o seu 6º.</p>
<p><strong>Figueira Pro &#8211; Figueira da Foz, Portugal &#8211; 2002</strong></p>
<p>Depois de dois <em>lay days</em> a prova a avançou com dois dias de condições decentes. O round 3 já aconteceu em condições críticas no Molhe Norte, até ficar demasiado pequeno para avançar. Esta seria a última vez que uma prova do CT não terminava por falta de ondas e foi também a última vez que a Figueira da Foz efectivamente recebeu uma prova deste gabarito. No ano anterior a Figueira ainda estava no calendário mas, devido aos atentados de 11 de Setembro, os surfistas norte-americanos optaram por não viajar para a Europa e a consequência de mais um ano desastroso para este evento foi ter desaparecido do tour, deixando o nosso país sem presença dos melhores surfistas do planeta até <a href="https://www.onfiresurfmag.com/destaques/meo-rip-curl-pro-portugal-comemora-10-anos/" target="_blank" rel="noopener">2009</a>.</p>
<p><strong>J-Bay Open &#8211; Jeffreys Bay, África do Sul &#8211; 2015</strong></p>
<p>Diversas provas ao longo dos anos foram temporariamente suspensas devido à presença de tubarões no <em>line up</em> mas em 2015, durante uma final entre <strong>Mick Fanning</strong> e <strong>Julian Wilson</strong>, o 3x campeão mundial parecia estar em vias de ser abocanhado por um enorme tubarão branco. Mick escapou sem qualquer ferimento mas era impossível voltar a meter a prova na água depois de tamanho susto. No entanto, para surpresa de muitos, o evento voltou no ano seguinte e justiça foi feita, Fanning venceu a prova.</p>
<p><strong>Menção Honrosa</strong><br />
<strong>Drug Aware Pro &#8211; Margaret River, Austrália &#8211; 2018</strong></p>
<p>Desta vez nenhum surfista do tour esteve em perigo de ser atacado mas, durante um <em>lay day</em>, dois <em>free surfers</em> foram atacados em praias próximas de Margaret. Optando, muito bem, por salvaguardar os competidores, a prova não avançou mais no Oeste da Austrália, <a href="https://www.onfiresurfmag.com/competicao/ct-de-margaret-river-termina-em-uluwatu/" target="_blank" rel="noopener">sendo terminada uns meses mais tarde em Uluwatu</a>, Bali, Indonésia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mais conteúdos da série Curiosidades Surfisticas <a href="https://www.onfiresurfmag.com/tag/curiosidades-surfisticas/" target="_blank" rel="noopener">AQUI</a>!</p>
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		<title>O historial dos surfistas portugueses no circuito QS &#124; Anos 90</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/destaques/o-historial-dos-surfistas-portugueses-no-circuito-qs-anos-90/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Feb 2019 14:26:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[À Porta do Olimpo]]></category>
		<category><![CDATA[Anos 90]]></category>
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		<category><![CDATA[Viana do Castelo]]></category>
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					<description><![CDATA[De 1992 a 1999, o início da #portuguesestorm?]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Se na actualidade é bastante vulgar ver surfistas portugueses a dar cartas em provas QS e mesmo CT, nos anos 90 o circuito mundial estava num patamar ainda muito distante, mesmo para os maiores talentos do país. O ano de 1992 foi quando a ASP (actual WSL) instituiu as duas divisões do tour, o circuito de qualificação e o Championship Tour. Fica a conhecer o percurso do surf português* desde o início dos anos 90 até à actualidade.</p>
<p><strong>1992</strong><br />
<strong>Eventos realizados em Portugal:</strong> Zero<br />
<strong>Destaques portugueses:</strong> Zero<br />
<strong>Melhores posições portuguesas no ranking QS:</strong><br />
João Alexandre “Dapin” – 223º<br />
Rodrigo Herédia – 353º<br />
João Antunes – 431º<br />
Durante o ano de transição para os dois <em>tours</em> os surfistas portugueses estavam, e estariam quase até ao fim da década, mais focados nos circuitos europeu (EPSA) e nacional. Alguns tentaram a sua sorte nas provas mais próximas de casa, com pouco sucesso.</p>
<p><strong>1993</strong><br />
<strong>Eventos realizados em Portugal: </strong><br />
Staroup Pro | Viana do Castelo | 4 estrelas | Vencedor &#8211; Mike Parsons<br />
Buondi O’Neill Pro | Ribeira D’Ilhas | 3 estrelas | Vencedor &#8211; Barton Lynch<br />
<strong>Destaques portugueses: </strong><br />
<strong>João Alexandre “Dapin”</strong> &#8211; 17º lugar no Pukas Pro<br />
<strong>Marcos Anastácio</strong> &#8211; 25º lugar no Staroup Pro<br />
<strong>Melhores posições portuguesas no ranking QS:</strong><br />
Rodrigo Herédia – 207º<br />
Marcos Anastácio – 224º<br />
João Alexandre “Dapin” – 318º<br />
Com a oportunidade de competir em águas portuguesas foram vários os profissionais do nosso país que competiram entre os melhores do mundo. Em destaque estiveram tanto João Alexandre “Dapin” como Marcos Anastácio, que conseguiram chegar aos oitavos de final de uma prova.</p>
<p><strong>1994</strong><br />
<strong>Eventos realizados em Portugal: </strong><br />
Buondi O’Neill Pro | Ribeira D’Ilhas | 3 estrelas | Vencedor – Fábio Gouveia<br />
<strong>Destaques portugueses: </strong><br />
<strong>Rodrigo Herédia</strong> – 13º lugar no Costa Rica Challenge<br />
<strong>Nuno Matta</strong> – 9º lugar no Pantin Surf Classic<br />
<strong>João Antunes</strong> – 17º lugar no Buondi O’Neill Pro<br />
<strong>Melhores posições portuguesas no ranking QS:</strong><br />
Rodrigo Herédia – 176º<br />
1994 foi um ano que várias barreiras foram quebradas. Rodrigo Herédia “furou” o top200 e começou uma boa tradição de surfistas portugueses que venciam o título nacional e no ano seguinte apostavam no QS. Rodrigo tornou-se no primeiro luso a chegar aos quartos de final numa prova da ASP, um feito que foi repetido uns meses mais tarde por Nuno Matta. Mas foi a performance que melhor representou o surf português neste circuito foi a de João Antunes no Buondi O’Neill Pro.</p>
<p><strong>1995</strong><br />
<strong>Eventos realizados em Portugal:</strong><br />
O’Neill Buondi Pro | Ribeira D’Ilhas | 4 estrelas | Vencedor – Chris Brown<br />
Buondi Yoggi | Miramar | 3 estrelas | Vencedor – Renan Rocha<br />
Figueira Pro | Figueira da Foz | 3 estrelas | Vencedor – Pat O’Connell<br />
<strong>Destaques portugueses:</strong> Zero<br />
<strong>Melhores posições portuguesas no ranking QS:</strong><br />
João Antunes – 169º<br />
Rodrigo Herédia – 274º<br />
Marcos Anastácio – 376º<br />
Nem sempre a evolução dos portugueses no circuito QS se traduziu em resultados. 1995 foi um ano em que os lusos se foram aproximando do nível geral do circuito, ainda sem momentos expressivos.</p>
<p><strong>1996</strong><br />
<strong>Eventos realizados em Portugal:</strong><br />
O’Neil Buondi Pro | Ribeira D’Ilhas | 5 estrelas | Vencedor – Chris Gallagher<br />
Boundi Pro | Miramar | 3 estrelas | Vencedor – Mick Lowe<br />
Pepsi Buondi Pro | Praia Grande | 3 estrelas | Vencedor – Jake Patterson<br />
<strong>Destaques portugueses: </strong><br />
<strong>João Antunes</strong> – 13º lugar no Quiksilver Pantin Surf Classic.<br />
<strong>Melhores posições portuguesas no ranking QS:</strong><br />
João Antunes – 301º<br />
José Araujo – 399º<br />
Bruno Charneca – 444º<br />
Um ano semelhante ao anterior em que os lusos estavam mais dedicados aos circuitos nacionais e europeus.</p>
<p><strong>1997</strong><br />
<strong>Eventos realizados em Portugal:</strong><br />
RTP Buondi Pro | Miramar | 3 estrelas | Vencedor – Chris Davidson<br />
<strong>Destaques portugueses:</strong> Zero<br />
<strong>Melhores posições portuguesas no ranking QS:</strong><br />
João Antunes – 137º<br />
Bruno Rodrigues – 632º<br />
Ruben Silva – 632º<br />
Novamente um ano de poucos destaques excepto para os resultados de João Antunes, que tinha terminado no top4 do circuito europeu no ano anterior, o que lhe garantiu entrada em fases avançadas de todas as provas QS na Europa, culminando na melhor classificação de um português no ranking até à data.</p>
<p><strong>1998</strong><br />
<strong>Eventos realizados em Portugal: </strong><br />
Buondi Sintra Pro | Praia Grande | 5 estrelas | Vencedor – CJ Hobgood<br />
Scorpion Bay Buondi Pro | Salgueiros | 3 estrelas | Vencedor – Sean Holmes<br />
<strong>Destaques portugueses:</strong><br />
<strong>João Antunes</strong> – 13º lugar no Quiksilver Pantin Surf Classic.<br />
<strong>Melhores posições portuguesas no ranking QS:</strong><br />
Rodrigo Herédia – 162º<br />
João Antunes – 275º<br />
José Gregório – 307º<br />
Tiago Pires – 318º<br />
Tal como Antunes no ano anterior, também Rodrigo Herédia terminou no top4 da Europa e teve acesso a fases avançadas das provas, fazendo aí a que foi a última incursão ao QS da sua geração. Mas foi um muito jovem Tiago Pires quem realmente começou a dar que falar, passando várias baterias em diversas provas europeias. O plano já estava traçado, Saca iria vencer o circuito nacional aos 18 anos e o ano seguinte seria para apostar no circuito QS mas&#8230;</p>
<p><strong>1999</strong><br />
<strong>Eventos realizados em Portugal:</strong><br />
Scorpion Bay Buondi Pro | Gaia | 3 estrelas | Vencedor – Shane Powell<br />
O&#8217;Neill Buondi Pro | Ribeira D’Ilhas | 5 estrelas | Vencedor – Pat O’Connell<br />
<strong>Destaques portugueses:</strong><br />
Tiago Pires – 9º lugar no O&#8217;Neill Buondi Pro (5 estrelas), 13º lugar no Headworx Ballentines Classic (4 estrelas), 17º lugar no Hang Loose Pro Contest (3 estrelas), 25º lugar no Maresia Surf Floripa (6 estrelas)<br />
<strong>Melhores posições portuguesas no ranking QS:</strong><br />
Tiago Pires – 76º<br />
Marcos Anastácio – 222º<br />
Ruben Gonzalez – 369º<br />
Ao contrário do que se esperava, Tiago Pires não conseguiu vencer o circuito nacional de 1998 mas não fez o erro de ficar à espera de o conquistar para mais tarde se atirar de cabeça ao circuito mundial. Saca reunia uma série de características nunca antes vistas num só surfista em Portugal e logo no seu primeiro ano tirou vários resultados expressivos e entrou no top100. Mas isso seria apenas o começo&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*É de lembrar que<strong> Patrícia Lopes</strong> deixou a sua marca no circuito feminino muito antes de todos os surfistas da categoria masculina, tendo inclusive terminado em 17º do ranking final em 1993 e acabando por competir na ASP por mais de uma década.</p>
<p>Mais conteúdos <a href="https://www.onfiresurfmag.com/tag/a-porta-do-olimpo/" target="_blank" rel="noopener">“À Porta do Olimpo” AQUI</a>!</p>
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