Mais de uma semana depois de começar, o Lexus Pipe Challenger, penúltima etapa do circuito Challenger Series a contar para a qualificação para o Championship Tour de 2026, voltou com a categoria feminina.

No primeiro dia do período de espera, a prova feminina avançou e Teresa Bonvalot foi a única surfista lusa a surfar, avançando para a fase seguinte. O campeonato parou no primeiro heat do round de 32. Isso significou que Yolanda Hopkins, que estava no segundo heat da fase, teve que esperar cerca de 8 dias para se estrear nesta etapa onde teria como adversárias Tya Zebrowski, Anat Leilor e Vahine Fierro. Tya e Anat capitalizaram cedo e no fim Hopkins precisava de uma nota de 6.5. Muito característico seu, a algarvia não baixou os braços e quase deu a volta ao resultado na última onda, encaixando um tubo e um snap. Infelizmente a onda não ofereceu o suficiente para fazer o requisito, e foi eliminada.

Horas mais tarde foi a vez de Teresa Bonvalot e Francisca Veselko defrontarem Erin Brooks e Anon Matsuoka. Cedo se percebeu que Anon seria uma “carta fora do baralho” neste heat e que Erin iria garantir uma das vagas de qualificação. Isto porque a japonesa quase não se mexeu para apanhar ondas e a canadiana do Championship Tour, não só mostrou um grande à vontade de estar a surfar aqui sem pressão como as notas saíam “fácil”, com destaque para a melhor nota de heat, 4 pontos num snap que não pareceu tão crítico assim mas acabou por lhe garantir a vitória. Teresa começou com uma esquerda com algumas manobras mas faltou-lhe uma segunda nota. Francisca apostou nas direitas mas parecia estar à procura de mais tubos do que havia na altura. A dois minutos do fim Bonvalot precisava de pouco mais de um ponto para ficar com o segundo lugar, algo que fez mas nos últimos segundos, com um bom snap, Kika fez o que precisava, a voltou ao segundo lugar, recebendo a nota já depois do heat acabar. O resultado colocou as portuguesas em dois extremos, Teresa baixou bastante as suas hipótese de entrar no CT e Francisca aumentou bastante, substituindo uma pontuação de 650 pontos por, pelo menos, 3.120, colocando assim mais de 1.500 pontos entre si e as suas adversárias mais próximas.

A prova continuou e um pouco mais tarde Francisca estava novamente na água, com ondas já um pouco maiores. Desta vez as suas adversárias eram Gabriela Bryan, Sophie McCulloch e Sierra Kerr, no terceiro heat dos quartos de final. Kika abriu com uma onda em que fez três tubos, garantindo logo uma nota de 6.67 pontos. Foi um heat de poucas ondas boas, o que favoreceu a portuguesa por ter começado tão bem. Entretanto Bryan e McCulloch fizeram notas medianas e chegaram perto de Veselko, que tinha um back up fraco de 2.83 pontos. Com mais uma onda da havaiana, a portuguesa caiu para segundo lugar, ficando a precisar de 2.9 pontos para voltar à liderança. A situação não mudou e Francisca avançou para as meias finais.

O requisito de Kika começa a baixar drasticamente à medida que vai avançando. No início da prova a WSL comunicou que precisava de vencer a prova para garantir a qualificação, baixando entretanto para o segundo lugar ser suficiente. Algumas das suas adversárias mais próximas já foram eliminadas e os 24.510 pontos que já juntou devem ser mais do que suficientes para garantir uma vaga na elite, algo que só saberemos mais tarde neste evento ou mesmo na próxima prova.

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