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	<title>Vetea David &#8211; ONFIRE Surf | Portugal</title>
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		<title>Será o Japão a próxima &#8220;grande potência&#8221; do surf mundial?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ONFIRE Surf]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jan 2020 00:42:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Um país em ascensão...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante décadas o surf profissional foi dominado por atletas de poucas nações. Os EUA (continental e Havai) e a Austrália estiveram no topo desde o início, juntamente com a África do Sul e, um pouco mais tarde, o Brasil. Ao longo dos anos foram se juntando surfistas de países, como o Tahiti, com <strong>Vetea David</strong> nos primórdios do Championship Tour (e mais tarde Michel Bourez) e, ao longo dos tempos foram aparecendo surfistas europeus, inicialmente com <strong>Russell Winter</strong> da Inglaterra (se excluirmos Martin Potter, que cresceu na África do Sul e mais tarde emigrou para a Austrália mas representou o Reino Unido no tour), vários franceses, dois portugueses, um espanhol/basco, um alemão e um italiano. Esta lista é completa com mais uma mão cheia de países, como a Nova Zelândia, e no tour feminino o Peru, a Costa Rica e&#8230; o Japão.</p>
<p>O Japão tem um historial curioso no <em>tour</em>, tendo estado nos anos 90 muito à frente do surf europeu. Em épocas tão distantes como 1993, surfistas japoneses marcavam presenças em finais de provas QS mas seguiram-se anos de estagnação. O circuito doméstico deste país é a razão que muitos deram para a ausência de surfistas japoneses no top do circuito de qualificação enquanto que a Europa começou a marcar uma posição cada vez mais sólida. <strong>Masatoshi Ohno</strong> foi a esperança deste país durante alguns anos mas, mais tarde, pareceu mais uma aposta de marketing da marca que o patrocinava que um verdadeiro candidato ao Championship Tour. Depois surgiu <strong>Hiroto Ohhara</strong>, que <a href="https://www.onfiresurfmag.com/competicao/ohhara-e-defay-vencem-us-open-dia-7/" target="_blank" rel="noopener">venceu o US Open de 2015 </a>e se colocou numa excelente posição para entrar no CT, acabando por &#8220;bater na trave&#8221; e repetir a tendência nos anos que se seguiram.</p>
<p>Tudo mudou em 2018, quando <strong>Kanoa Igarashi</strong> <a href="https://www.onfiresurfmag.com/destaques/japao-ganha-surfista-no-championship-tour/" target="_blank" rel="noopener">passou a competir pelo Japão no Championship Tour</a>. Igarashi tinha se qualificado pelos EUA, país onde nasceu e cresceu, mas a influência nipónica dos seus país e as oportunidades que surgiram pelo facto deste país estar em vias de inaugurar o surf como modalidade olímpica fizeram com que se tornasse no primeiro japonês no tour, garantindo no ano seguinte a primeira vitória numa etapa do Championship Tour. A partir daí o Japão começou a ganhar <em>momentum</em> como potência de surf. No fim de 2019 <strong>Amaro Tsuzuki</strong> garantiu uma vaga no tour feminino e venceu o título mundial júnior feminino. Outro nome que surgiu da terra do sol nascente recentemente foi <strong>Shun Murakami</strong>, um surfista que venceu a sua primeira prova do circuito QS aos 16 e que no ano passado se destacou nos World Surfing Games realizado no Japão, onde fez a <a href="https://www.onfiresurfmag.com/competicao/italo-ferreira-vence-isa-wsg-portugal-termina-em-11o-lugar/" target="_blank" rel="noopener">final juntamente com Ítalo Ferreira, Gabriel Medina e Kolohe Andino</a>. Shun provou no <a href="https://www.onfiresurfmag.com/competicao/brisa-hennessy-shun-murakami-vencem-o-corona-open-china/" target="_blank" rel="noopener">Corona Open China</a> que uma vaga no Championship Tour é uma questão de tempo, vencendo a etapa e passando para a liderança do circuito QS.</p>
<p>E, ao que tudo indica, isto é apenas o começo de uma forte presença japonesa no mais importante circuito de surf do planeta&#8230;</p>
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