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	<title>Martim Melo &#8211; ONFIRE Surf | Portugal</title>
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		<title>Raw Talent – Webisode 2 &#124; Martim Melo &#124;&#124; 1:26</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/cinema/raw-talent-webisode-2-martim-melo-126/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ONFIRE Surf]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Dec 2018 11:48:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[João "Flecha" Meneses]]></category>
		<category><![CDATA[Kalu Oliveira]]></category>
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					<description><![CDATA[Um wipeout pesado no Alentejo...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O mar não precisa de estar gigante para que as coisas corram mal. Que o diga <a href="https://www.onfiresurfmag.com/destaques/o-puto-by-joao-flecha-meneses/" target="_blank" rel="noopener">Martim Melo</a>, um surfista que recentemente descobriu o quão rápido uma surfada incrível se pode transformar num pesadelo. Quem estava por perto era o nosso colaborador <a href="https://www.onfiresurfmag.com/tag/joao-flecha-meneses/" target="_blank" rel="noopener">João &#8220;Flecha&#8221; Meneses</a>, também ele um surfista que gosta de ondas pesadas, que assistiu ao <em>wipeout</em> de muito perto. Felizmente tudo acabou bem&#8230;</p>
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		<title>&#8220;O Puto&#8221; &#124; By João “Flecha” Meneses</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Meneses]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Feb 2018 18:55:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[Caderneta de Mar]]></category>
		<category><![CDATA[João "Flecha" Meneses]]></category>
		<category><![CDATA[Martim Melo]]></category>
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					<description><![CDATA[Caderneta de Mar...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ambiente era de festa na Nazaré. Os melhores surfistas do mundo de ondas grandes estavam ali para nos ensinar que por vezes um <em>picnic </em>em terra pode ser tão produtivo para a aprendizagem como uma remada desafiante na água. Estávamos ali para ver! Havia iguarias e bebidas de várias partes do país e para todos os gostos, sem esquecer até os vegetarianos. As mantas e as cadeiras tornavam o ambiente ainda mais confortável. Estar entre amigos é por si só o sabor do conforto. Sabíamos disso.</p>
<p>Kai Lenny fazia a delícia das meninas do grupo, mas a claque estava organizada para apoiar os lusos. A democracia reinava e dava liberdade para momentos de admiração por todos os surfistas que acabavam de sair de uma luta desigual com a natureza.</p>
<p>No grupo havia um elemento mais calmo que observava o mar deitado sobre a vegetação. Reconheci-o de imediato. Era o puto de 17 anos a quem tínhamos dado boleia para uma onda no Alentejo. Sabia que fazia uns treinos de apneia como um guerreiro romano e que queria testar o seu pulmão em mares maiores e sair da sua zona de conforto. Olhei-o com admiração e apreciei o seu olhar atento ao campo de gladiadores. Lembrei-me do dia em que surfámos juntos. Avançou para o mar em silêncio, acompanhado de uma prancha emprestada com mais de 10kg e bem acima das medidas a que estava habituado. O mar não exibia toda a sua força mas os <em>sets</em> metiam respeito e lembravam-nos da nossa pequenez perante o azul em movimento. Temi que as coisas não corressem bem para o puto.</p>
<p>D<em>esces uma ou outra onda e embicas nas restantes</em>, pensei.</p>
<p>Era esperado que tal acontecesse. As ferramentas materiais e imateriais com que jogava eram diferentes das nossas. Uma prancha grande na qual os seus pés nunca tinham tocado e não sabiam onde se posicionar, uma onda desafiante com uma remada desgastante para chegar até ela, nervos para gerir e alguns olhares repletos de expectativas por ser o miúdo mais novo do grupo. Tinha tudo para dar errado. Mas deu tudo certo. Remou com maturidade e sem medo, <em>dropou</em> com firmeza e desenhou linhas até ao canal. E repetiu! Uma, duas, várias vezes. Fê-lo com naturalidade, com humildade e, sobretudo, com honestidade. Não se colocou em situações demasiado arriscadas mas também não se intimidou nos momentos decisivos. Em linguagem de surfista, <em>não puxou o bico</em>, <em>não amarelou, não vacilou.</em> Agarrou algumas <em>bombas </em>e saiu sem grandes festividades.</p>
<p>Na falésia da Nazaré perguntei-lhe se já tinha a sua <em>Gun</em> encomendada para voltar a surfar aquelas ondas. Disse-me que não. Tinha que trabalhar para a ter. O plano era dar umas aulas de surf no próximo verão para poder avançar com a compra.</p>
<p>Ali, naquele momento, desejei que o verão chegasse e passasse rápido. Se pudesse avançar o tempo, já seria Outono, as aulas de surf já teriam sido dadas, os trocos amealhados e nascia uma nova prancha de ondas grandes. Porque a vontade, essa impulsionadora de acções, já está bem viva dentro da cabeça do puto. Sim, desse puto que se chama Martim!</p>
<p><em>João “Flecha” Meneses</em></p>
<p>Para ler mais textos de João “Flecha” Menses vista o seu blog <a href="https://cadernetademarblog.wordpress.com/" target="_blank" rel="noopener">“Caderneta de Mar”</a>.</p>
<p><em>Sobre o Autor:<br />
João “Flecha” Meneses | Com quase três décadas de surf nos pés, “Flecha” enquadra dois adjectivos de respeito no surf, “underground” e “Soul” surfer. Originalmente local das ondas da Caparica, João tornou-se residente da Ericeira há mais de uma década e é um daqueles surfistas que não aceita insultos do “Sr. Medo”. Nos seus tempos livres é escritor de mão cheia e esta é mais uma grande colaboração com a ONFIRE.</em></p>
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