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	<title>Coca Cola Figueira Pro &#8211; ONFIRE Surf | Portugal</title>
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		<title>O caricato historial competitivo de Kelly Slater em Portugal</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/destaques/o-caricato-historial-competitivo-de-kelly-slater-em-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Nov 2025 18:01:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[À Porta do Olimpo]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Charneca]]></category>
		<category><![CDATA[Buondi Sintra Pro]]></category>
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					<description><![CDATA[12 provas, uma vitória...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Kelly Slater é claramente o melhor surfista de todos os tempos, sendo inclusivamente o “dono” de muitos recordes na World Surf League. No entanto, por alguma razão, o seu historial competitivo no nosso país não reflecte o domínio no resto do tour. Para ter uma perspectiva mais realista do seus resultados a ONFIRE analisou cada uma das suas participações em prova realizadas em Portugal&#8230;</p>
<p><strong>Outubro de 1996 – Coca Cola Figueira Pro – 33º lugar</strong></p>
<p>A esta altura Kelly Slater já tinha conquistado 4 títulos mundiais mas Portugal nunca tinha recebido uma etapa do CT o que fez com que o surfista da Flórida nunca tivesse passado pelo nosso país. Até que se realizou o Coca Cola Figueira Pro e Slater veio, mas tarde. Aparentemente Kelly esperou até ao último momento para viajar e depois perdeu o seu passaporte. A prova começou sem ele mas também o seu único adversário na disputa pelo título mundial desse ano, Shane Beschen, não apareceu. A ASP deixou o heat de repescagem com o português Bruno Charneca para o fim, dando a Slater tempo para chegar, uma bateria que se realizou no fim do segundo dia. Kelly Slater simplesmente não conseguiu fazer o seu melhor surf, sendo eliminado por um inspirado “Bubas” mas saiu da água com mais um título mundial. No dia seguinte Kelly ainda fez uma sessão de free surf no Cabedelo e pouco depois voltou para casa.</p>
<p><strong>Setembro de 1997 – Buondi Sintra Pro – 17º lugar</strong></p>
<p>Esta prova, que foi a única etapa do Championship Tour realizada em Sintra, teve um arranque difícil. A ondulação era fraca e os fundos não ajudavam na Praia Grande, que por norma tem ondas o ano todo. O primeiro round ainda foi realizado na PG e Slater venceu com facilidade, deixando Mick Campbell em segundo e Ruben Gonzalez em terceiro. Entretanto a prova foi avançando a conta gotas, realizando apenas algumas baterias no pico da maré vazia. Até que um dos membros do (na altura) top44, Chris Gallagher, abordou/pressionou Renato Hickel para mudar a prova para outro pico onde dava para surfar todas as marés, a Aguda. No dia seguinte a prova passou para esse “ex-secret sport” mas <strong>Ruben Gonzalez</strong>, wildcard da prova juntamente com David Luís, Brad Gerlach e Didier Piter, não teve adversário no round 2 já que Shane Beschen, o número 2 do tour na época, pelo segundo ano consecutivo não apareceu para competir em Portugal. Isso significou que Ruben passou directamente para a fase seguinte, onde iria enfrentar o seed número 1, Kelly Slater. O dia da bateria começou com o boato de que Slater tinha andado bem soltinho pela noite lisboeta, algo pouco característico. De tal modo que chegou a hora do heat e Ruben remou para o <em>line up</em> sozinho e só minutos depois da bateria começa é que campeão mundial apareceu. Na altura ainda só com 4 títulos, Kelly desceu a correr as dezenas de escadas do acesso a essa praia e não parou pelo beach marshall, competindo sem fato e sem lycra. Gonzalez, que na altura tinha apenas 19 anos, não tinha feito qualquer onda de consequência mas assim que viu o melhor surfista do mundo a chegar ao pico começou a surfar ao seu melhor nível, com um<em> backside</em> tão afiado que, apesar de Slater também ter feito boas ondas, foi o suficiente para vencer a bateria. Ruben acabaria por ser eliminado pelo eventual vencedor da prova <strong>Mick Campbell</strong> e a disputa pelo título era adiada para a prova seguinte, na Figueira da Foz. No entanto, o 9º lugar que conquistou nesta etapa manteve-se como melhor resultado de um surfista português no CT <a href="https://www.onfiresurfmag.com/exclusivos/12-heats-marcantes-de-tiago-pires-no-wct-parte-1/" target="_blank" rel="noopener">até Agosto de 2008</a>.</p>
<p><strong>Setembro/Outubro de 1997 – Figueira Pro – 17º lugar</strong></p>
<p>Dias depois de terminar o Sintra Pro, o circuito seguiu para a Figueira da Foz neste que seria o único ano em que Portugal recebia duas provas do Championship Tour masculino. Slater competiu contra <strong>José Gregório</strong> e Peterson Rosa no round 1 e foi o brasileiro que surpreendentemente levou a melhor, vencendo a bateria e passando directamente para o round 3. Kelly e Gregório, que na altura faziam parte da mesma equipa, encontraram-se novamente no round 2 e desta vez o americano fez questão de não repetir erros do passado e não ser eliminado por mais um português. Gregório não se intimidou com a maior estrela do nosso desporto mas Slater estava na sua melhor forma e venceu com larga vantagem, eliminando pela primeira vez um surfista português. Na fase seguinte era surpreendo por um <strong>Danny Wills</strong> em grande ascensão mas a prova não acabava sem conquistar o seu quinto título mundial, algo que aconteceu quando Occy foi eliminado nos quartos de final.</p>
<p><strong>Outubro de 2009 – Rip Curl Pro Search – 17º lugar</strong></p>
<p>Passaram-se 12 anos desde a última passagem por Portugal de Kelly Slater. Já com 9 títulos mundiais, Kelly regressou quando se realizou o Rip Curl Pro Search em Peniche. Esta etapa começou no Molhe Leste, passou pelo Lagide e realizou-se em grande parte no Pico da Mota, antes de voltar para Supertubos onde se realizaram os últimos dois dias de prova. O round 1 foi de “morte súbita” para os menos bem rankeadas, o que fez com que Kelly apenas tenha competido no round 2 contra um <em>red hot wildcard</em> chamado <strong>Owen Wright</strong>, que venceu a bateria por muito pouco.</p>
<p><strong>Outubro de 2010 – Rip Curl Pro Portugal – 1º lugar</strong></p>
<p>Slater estava na disputa pelo seu 10º título mundial quando foi derrotado por Tom Whitaker no round 1, algo que não surpreendeu ninguém tendo em conta o seu historial no nosso país. No entanto a partir do round 2 o líder do ranking esteve imparável, vencendo todas as baterias até à final, onde derrotou <strong>Jordy Smith </strong>nos Supertubos. Semanas mais tarde vencia mais um título mundial no Rip Curl Pro Search de Porto Rico.</p>
<p><strong>Outubro de 2011 – Rip Curl Pro Portugal – 2º lugar</strong></p>
<p>Depois da vitória no ano anterior, Kelly parecia ter claramente deixado a maldição para trás vencendo todas as baterias com destaque até à final no que acabaria o melhor ano da história do evento. <strong>Adriano de Souza</strong> surpreendeu tudo e todos ao vencer a final, mas Slater na etapa seguinte conquistou o seu 11º e último título mundial.</p>
<p><strong>Outubro de 2012 – Rip Curl Pro Portugal – 13º lugar</strong></p>
<p>Depois de vencer o round 1 em Supertubos, contra Dillon Perillo e Damien Hobgood, Slater voltou a competir em condições marginais nos Supertubos, sendo eliminado por <strong>Raoni Monteiro</strong> numa bateria em que nenhum dos dois chegou aos 10 pontos de média. Mais tarde o veterano do tour comentou que se tivesse chegado mais cedo à praia teria abordado a WSL para não avançar com o evento nesse dia.</p>
<p><strong>Outubro de 2013 – Rip Curl Pro Portugal – 25º lugar</strong></p>
<p>Em 2013 Slater “conquistou” o seu pior resultado do ano ao seu derrotado pelo <em>wildcard</em> <strong>Jacob Willcox</strong> no round 1 e pelo (também <em>wildcard</em>) português <em>Frederico Morais</em>, no round 2 da prova. Os dois competiram em ondas de meio metro nos Supertubos e Morais foi claramente superior, acertando inclusivamente um bom aéreo reverse para acabar na frente, algo que muitos consideram ter-lhe custou o título mundial.</p>
<p><strong>Outubro de 2014 – MOCHE Rip Curl Pro Portugal – 13º lugar</strong></p>
<p>Depois de ter batido Matt Wilkinson e Nicolau Von Rupp no round 1, Slater foi superado por <strong>Aritz Aranburu</strong> no round 3, terminando mais uma vez em 13º lugar.</p>
<p><strong>Outubro de 2015 – MOCHE Rip Curl Pro Portugal – 13º lugar</strong></p>
<p>Pelo segundo ano consecutivo, KS venceu no round 1 e perdeu no round 3. Desta vez o seu carrasco foi <strong>Brett Simpson</strong>, que conseguiu aproveitar melhor as condições pouco tubulares dos Supertubos.</p>
<p><strong>Outubro de 2016 – MEO Rip Curl Pro Portugal – 13º lugar</strong></p>
<p>E como não há duas sem três, Kelly Slater voltou a vencer no round 1 e perder no round 3. Em 2016 <strong>foi Miguel</strong> Pupo que o eliminou em esquerdas divertidas no Point Fabril.</p>
<p><strong>Outubro de 2019 – MEO Rip Curl Pro Portugal – 9º lugar</strong></p>
<p>Depois de dois anos de ausência por se ter lesionado, Kelly voltou para melhorar ligeiramente o seu recorde. Depois de ter passado o round 1 em segundo lugar e de ter eliminado Sebastian Zietz no terceiro, foi surpreendido por um dos surfistas em maior ascensão da actualidade<strong>, Kanoa Igarashi</strong>, terminando pelo primeira vez em 9º lugar.</p>
<p><strong>Março de 2022 – MEO Pro Portugal – 9º lugar</strong></p>
<p>Já com o tour na normalidade depois dos confinamentos, o tour voltou a Portugal e com ele o GOAT. Depois de um round 1 muito fraco, KS bateu Connor O&#8217;Leary e Afonso Antunes em condições difíceis no round 2, e Caio Ibelli no round 3, sendo eventualmente eliminado pelo eventual campeão do evento, Griffin Colapinto, nos oitavos de final.</p>
<p><strong>Março de 2023 – MEO Rip Curl Pro Portugal – 17º lugar</strong></p>
<p>Sempre na eminência de não aparecer, algo que faria no ano seguinte, Slater teve na sua última passagem por Portugal como membro do CT um dos seus piores resultados de sempre. Mais uma vez o norte-americano foi eliminado pelo eventual vencedor da prova, João Chianca, depois de eliminar Frederico Morais para escapar ao round 2.</p>
<p><iframe title="Kanoa Igarashi vs. Kelly Slater - Round of 16, Heat 4 - MEO Rip Curl Pro Portugal 2019" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/xOAEodwKMfg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Os três campeonatos mais importantes na história do surf português&#8230;</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/exclusivos/os-tres-campeonatos-mais-importantes-na-historia-do-surf-portugues/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Jan 2021 19:07:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[Coca Cola Figueira Pro]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades Surfisticas]]></category>
		<category><![CDATA[Instinct Buondi Pro]]></category>
		<category><![CDATA[Rip Curl Pro Search]]></category>
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					<description><![CDATA[Na opinião do staff da ONFIRE...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal é um país com uma forte tradição de eventos de surf que vem dos anos 70 e culminou numa atualidade com um dos melhores circuitos nacionais de surf do mundo, grandes provas QS, um CT, e muitos outros campeonatos de diferentes dimensões. E, entre todos os campeonatos, quais terão sido os mais importantes para fazer do nosso país um destino de referência para competidores e <em>free surfers</em> de todo o mundo?</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_58962" style="width: 738px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-58962" class="wp-image-58962 size-full" src="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/01/Instincct.jpg" alt="" width="728" height="476" srcset="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/01/Instincct.jpg 728w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/01/Instincct-269x176.jpg 269w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/01/Instincct-655x428.jpg 655w" sizes="(max-width: 728px) 100vw, 728px" /><p id="caption-attachment-58962" class="wp-caption-text">Um dos primeiros dias de prova do Instinct Buondi Pro | Arquivo de Rui Oliveira</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Instinct Buondi Pro &#8211; Ericeira</strong></p>
<p>Foi em Setembro de 1989 que a ASP (atual WSL) passou pela primeira vez no nosso país, para o Instinct Buondi Pro, prova de pontuação 1A em Ribeira D’Ilhas, Ericeira. Foi a primeira vez que o público português teve acesso a surfistas como Gary Elkerton, Brad Gerlach, Cheyne Horan, Barton Lynch, Nicky Wood, Damien Hardman e os finalistas, Glenn Winton (2º classificado) e<strong> Rob Bain</strong> (vencedor). Destaque também para a presença de <strong>Jason Buttenshaw</strong>, uma das estrelas do filme <a href="https://www.onfiresurfmag.com/exclusivos/os-6-filmes-favoritos-de-surf-de-paulo-do-bairro/" target="_blank" rel="noopener">“Surf Into Summer” da Billabong</a>, que passou despercebido e perdeu cedo no evento, e para o <em>coach</em> de Frederico Morais, <strong>Richard “Dog” Marsh</strong>, que terminou em 5º lugar. Os melhores portugueses em prova foram os <em>wildcards</em> Bruno Charneca e <strong>Rodrigo Herédia</strong>, que estrearam e perderam já na fase man-on-man contra Justin Strong e Flávio Padaratz respetivamente. As ondas estiveram sempre boas, a rondar o metro e meio nos primeiros dias, baixando para um metro “clean” nas fases finais. Foi uma prova muito bem sucedida em praticamente todos os parâmetros, colocando o nosso país no mapa do circuito mundial com ótimas referências para o futuro.</p>
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<p>https://youtu.be/iEiPrA3gEys</p>
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<p><strong>Coca-Cola Figueira Pro – Figueira da Foz</strong></p>
<p>Entre o Instinct Buondi Pro de 89 e o Coca-Cola Figueira Pro de 1996 a ASP passou por Portugal mais de uma dezena de vezes, mas foi esta prova, na Figueira da Foz, que trouxe novamente a elite do surf mundial ao nosso país. O tour tinha começado a divisão entre Championship Tour e circuito de qualificação em 1992 e, desde aí, raríssimos surfistas de destaque passaram por Portugal. Esta prova trouxe-nos o surfista que todos os portugueses queriam ver, <strong>Kelly Slater</strong>, pela primeira vez, apesar de ter sido uma “visita” muito breve. Slater faltou ao primeiro heat e, mesmo tendo sido derrotado por <strong>Bruno Charneca</strong> no round 2, garantiu o seu 4º título mundial. O público ainda teve direito a uma sessão de<em> free surf</em> antes do “King” seguir viagem. Foi também a primeira vez que surfistas portugueses participaram numa etapa do Championship Tour e tiveram algum sucesso já que tanto “Bubas” como <strong>João Antunes</strong> chegaram ao round 3, mostrando algum potencial no surf nacional, potencial esse que só seria concretizado no mais alto nível na geração seguinte. O primeiro Figueira Pro foi um momento muito especial para todos os surfistas portugueses, mantendo-se no tour durante mais alguns anos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_58963" style="width: 738px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-58963" class="size-full wp-image-58963" src="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/01/20141014_4987.jpg" alt="" width="728" height="484" srcset="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/01/20141014_4987.jpg 728w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/01/20141014_4987-265x176.jpg 265w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/01/20141014_4987-644x428.jpg 644w" sizes="(max-width: 728px) 100vw, 728px" /><p id="caption-attachment-58963" class="wp-caption-text">Photo by Pedro Mestre</p></div>
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<p><strong>Rip Curl Pro Search &#8211; Peniche</strong></p>
<p>Depois de perdermos a nossa etapa do Championship Tour no final de 2002, o regresso não parecia iminente. A Europa já tinha provas em França e em Mundaka e não havia planos para acrescentar mais uma licença nesta região. Felizmente a Rip Curl tinha uma licença móvel e depois de passar na Ilha Reunião, México, Chile e Indonésia, seguiu para Portugal. A prova realizou-se em Outubro de 2009 e teve o pior arranque que se podia desejar, uma tempestade na noite anterior ao primeiro dia de espera arrasou com o palanque, causando muitos estragos. Além disso as ondas não colaboraram nos primeiros dias, obrigando a alguns <em>lay days</em>, e a um primeiro round, ou parte dele, realizado em ondas muito fracas no Molhe Leste. Mais ainda, a prova adotou um formato sem repescagens e <strong>Tiago Pires</strong>, o primeiro surfista português a competir como membro do CT, foi eliminado na sua bateria de estreia. A prova ainda passou no Lagide, uma onda pouco digna de uma etapa desta nível. Mas daí em frente não podia ter corrido melhor, com várias fases a serem realizadas em ondas incríveis no Pico da Mota, onde um público de milhares de fãs não arredou o pé durante dias. A cereja no topo do bolo foi o regresso à base da prova, os Supertubos, para um longo dia de ondas pesadas em épicas, um espetáculo de surf como nunca tinha sido visto no nosso país. A prova terminou no dia seguinte com a vitória de <strong>Mick Fanning</strong> e o evento permaneceu em Peniche até à atualidade. O sucesso ajudou o país a posicionar-se mais a sério como um dos melhores destinos de surf do mundo, um &#8220;crescendo&#8221; que continua até hoje&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Rip Curl Pro Search Flashback: Portugal 2009" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/HW1EodFsy8o?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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