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	<title>Anos 80 &#8211; ONFIRE Surf | Portugal</title>
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		<title>4 acessórios de surf que caíram em desuso</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/destaques/4-acessorios-de-surf-que-cairam-em-desuso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jun 2025 09:32:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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					<description><![CDATA[Há acessórios de surf que deveriam, e, alguns casos, já foram, quase obrigatórios. O exemplo é o shop/leash, que no início, quando surgiu no mercado, foi recebido com alguma resistência mas eventualmente passou a ser considerado essencial. Outros apareceram e desapareceram do line up e do mercado. Fica a conhecer 4 acessórios de surf que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há acessórios de surf que deveriam, e, alguns casos, já foram, quase obrigatórios. O exemplo é o<em> shop/leash</em>, que no início, quando surgiu no mercado, foi recebido com alguma resistência mas eventualmente passou a ser considerado essencial.</p>
<p>Outros apareceram e desapareceram do<em> line up</em> e do mercado. Fica a conhecer 4 acessórios de surf que já fizeram parte do dia a dia de todos os surfistas, mas caíram em desuso&#8230;</p>
<p><strong>Nose Guard</strong><br />
Até ao fim dos anos 90, comprar uma prancha nova era sinónimo de comprar também um <em>deck</em>, <em>shop</em>, <em>wax</em> e, claro, <em>nose guard</em>. Era raro, e mal visto, ter uma prancha na água sem este “protector de borracha”, que não só salvaguardava o dono da prancha, como os outros no <em>line up</em>, como a própria prancha. Mais perto do fim da década começaram a aparecer outras opções, como o Diamond Tip, que era esteticamente mais apelativo mas mais dispendioso. Infelizmente, por uma questão de estética e de custos, os surfistas foram deixando de usar o<em> nose guard</em> e hoje em dia é muito raro ver uma prancha na água com um. Para compensar, os shapers deixaram de fazer o <em>nose</em> da prancha tão bicudo mas nem assim os acidentes graves são evitados.</p>
<p><strong>Luvas</strong> (de dedos palmados)<br />
Usam-se luvas de neoprene quando a água está muito fria mas no passado usou-se luvas de dedos espalmados, também conhecidas como <em>webbed</em> (gloves). Eram feitas de neoprene pouco espesso mas o facto de terem continuação entre os dedos ajudava na remada. Apesar de não terem tido a mesma saída de outros acessórios, era bastante vulgar ver surfistas no <em>line up</em> com estas luvas nos anos 80 e 90. Até surfistas profissionais, entre os quais se destaca Richie Collins, usavam regularmente este acessório mas foi um produto que não sobreviveu aos anos 90.</p>
<p><strong>Capacete</strong><br />
Tal como as luvas acima mencionadas, o capacete não fazia parte da lista de acessórios de qualquer surfista. Apesar disso na mesma época era relativamente vulgar ver capacetes no <em>line up</em>, quase sempre da marca Gath. Surfistas como Tom Carroll, Dave Macauley e Liam McNamara, surfavam sempre de capacete em Pipeline, que, no caso de Liam, podiam ter uma viseira. Em reef breaks como Pipeline e Teahupoo os surfistas do CT têm usado capacete, o que deixa a esperança que se torne popular novamente já que é um acessório que pode salvar vidas.</p>
<p><strong>Full Deck</strong><br />
Este produto fez um certo <a href="https://www.onfiresurfmag.com/destaques/o-regresso-do-full-deck/" target="_blank" rel="noopener"><em>comeback</em> recentemente</a>, apesar de não ser tão vulgar no <em>line up</em> como se esperava. Nos 90 praticamente todas as marcas de <em>decks</em> tinham esta continuação para o pé da frente, mas foi caindo ao longo dos tempos. Alguns líderes de opinião começaram a usar este produto nos últimos 3/4 anos, e muitas marcas voltaram a colocar nas suas gamas, mas mesmo assim é algo que o surfista comum raramente utiliza.</p>
<p><strong>Menção honrosa:<br />
Filmes de surf (em cassete VHS ou DVD)</strong><br />
Filmes de surf não deveriam ser considerados como acessórios, mas antes dos treinadores e vídeos no youtube, muitos surfistas usavam os filmes para “estudar” a técnica dos melhores do mundo. Na época dos filmes em VHS, este era um grande negócio para os seus produtos e mesmo quando se fez a transição para DVD esta indústria parecia estar a ter continuidade até que a distribuição dos mesmos na internet banalizou este produto e hoje em dia praticamente acabou a distribuição de filmes de surf em qualquer formato que não seja gratuito.</p>
<p><iframe title="Sarges Surfing Scrapbook 6" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/Vg7Mlh3bWD8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Mais conteúdos da série Curiosidades Surfisticas <a href="https://www.onfiresurfmag.com/tag/curiosidades-surfisticas/" target="_blank" rel="noopener">AQUI</a>!</p>
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		<title>Rui Vasco Cruz “Ratos” &#8211; Um Senhor dos Tubos &#124; Por João “Flecha” Meneses</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/destaques/rui-vasco-cruz-ratos-um-senhor-dos-tubos-por-joao-flecha-meneses/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Meneses]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Dec 2021 12:55:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[Caderneta de Mar]]></category>
		<category><![CDATA[Calhau]]></category>
		<category><![CDATA[João "Flecha" Meneses]]></category>
		<category><![CDATA[Ratos]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma referência da Praia de Carcavelos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“Quem faz surf descobre o ouro. Não precisas de ser bom, ganhas uma alegria que só depende ti.”</p>
<p>É impossível falar da Praia de Carcavelos sem falar na mítica onda do Calhau. E para falarmos dessa onda temos de falar de tubos. E para falarmos de tubos temos de falar do Rui Cruz, o Ratos. Arriscaria dizer que nas próximas linhas vão ficar a conhecer melhor o surfista que mais minutos passou naqueles salões mágicos. Uma lenda viva do surf português, com 54 anos de idade e mais de 40 dentro de água.</p>
<p><strong>De onde vem a alcunha Ratos? </strong><br />
Aconteceu por causa de uma música do Sérgio Godinho: &#8220;Tem ratos, tem ratos nos  sapatos&#8230; “ ao qual o grandíssimo surfista do Calhau já falecido, Lítri, começa a cantar &#8220;Tem ratos, tem ratos nos sapatos do Rui Vasco” e começa assim&#8230;</p>
<p><strong>Tempo de surf?</strong><br />
A minha primeira prancha foi em 1979 e desde aí foi dentro de água todo o dia até 2000/2005. Vivi só para o mar, de manhã à noite. O mais importante era ser um acérrimo defensor dos valores do Calhau: uma grande exclusividade, um espaço que era teu e um culto real desta atitude que nós tão bem conhecemos. Lembro-me de ir para a praia com 12,13 anos fazer surf, com 10, 20 amigos que se iam juntando só no caminho para a praia e em que no início havia uma ou duas pranchas para todos.</p>
<p><strong>Ondas preferidas</strong><strong>?</strong><br />
Esquerda Calhau /Outside Santo Amaro e todas as outras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-63204 alignleft" src="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/cartao.jpg" alt="" width="1500" height="963" srcset="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/cartao.jpg 1500w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/cartao-274x176.jpg 274w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/cartao-768x493.jpg 768w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/cartao-667x428.jpg 667w" sizes="(max-width: 1500px) 100vw, 1500px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Melhor memória de um tubo</strong><strong>?</strong><br />
1983.Melhor dia de surf da minha vida. final de dia em Carcavelos, 2,5/3 metros  offshore /glass, maré vazia, grande, perfeito, single-fin Gordon &amp; Smith branca, linda com um pin-line azul. Dentro de água estava o Kiko Rocha, o maior surfista de ondas grandes de Carcavelos. Aquele dia fica gravado na minha vida como um dia único. Na minha primeira onda&#8230; Calhau, mesmo Calhau, já mais perto do Moinho, drop, bottom e deslizar com os braços para trás até entrar num “túnel” durante metros e metros até decidir mergulhar&#8230;onda atrás de onda. Nunca na vida senti algo assim. Quando saí perguntei-me sem parar, <em>o que é que me aconteceu?</em><br />
Algo se passou. Foi provavelmente o dia mais especial no que ao surf diz respeito e o surf tem muitos dias. Estava enorme e eu lidava com a força do mar com uma naturalidade que procurei e continuo a procurar passados estes anos todos. Como aquele dia nunca mais vivi, mas acredito que tamanha revelação pode sempre acontecer, mas é difícil.</p>
<p><strong>Cheguei a ver-te a no Calhau a entubar, tinhas um estilo em total sintonia com a onda. Até hoje elogiam a tua habilidade para os tubos. Queres falar de alguns surfistas que te inspiravam ao nível internacional?</strong><br />
O estilo do Mark Richards, os tubos do Shaun Tomson e do Gerry Lopez, Qual é a diferença entre um grande tubo dessa altura e agora? É apenas nas pranchas, que se comportam de forma diferente.<br />
O tubo é um espaço no tempo, tu paras no tempo. Eu comecei-me a aperceber que dentro do tubo não levava porrada nenhuma. Eu na prática cultivei o oposto do Dapin. Passei anos a cair e a adorar. A treinar a técnica de cair. O meu culto era o da linha, cortar e ficar dentro do tubo. Eu entrava no Calhau e quanto mais <em>close out</em> mais eu gostava.</p>
<p><strong>Que pranchas usavas?</strong><br />
Surfei muitos anos de single fin. Também me lembro de dias incríveis de twin fin. Os primeiros 6 anos andei com pranchas portuguesas feitas pelo João Lopes, as I&amp;L (Inocentes e Lopes), depois mais tarde as Semente e as Star Model, entre outras, como as Gordon &amp; Smith e as Town &amp; Country.</p>
<p><strong>É verdade que o Rodrigo Herédia aprendeu a entubar com a tua influência?</strong><br />
Penso que ele disse isso numa revista. Já muitos anos tinham passado e apareceu a geração do Rodrigo. Com dedicação transformou-se num super surfista com power e mentalidade forte. O Rodrigo é um bom homem, cresceu no estatuto mas é um gajo fixe!</p>
<p><strong>E memórias de momentos com grandes surfistas estrangeiros que apareceram em Carcavelos?</strong><br />
O primeiro campeonato em Carcavelos que terminou na Praia da Torre com a vitória do Nigel Semmens, na altura campeão inglês. Ainda tive a prancha dele, amarela single-fin. A vinda do Team Safari, com manobras de outro mundo e bicos de pato? Bicos de pato que ninguém fazia&#8230;<br />
A chegada do Rory Russell à praia com outro excelente goofy &#8211; Peter McCabe. O Rory era tubo atrás de tubo. Também me lembro de um brasileiro filho de um Cônsul, Eraldo Gueiros e o seu surf super evoluído. O grandíssimo Picuruta Salazar e o irmão Almir que foi campeão em 1991 e causou alguma polémica junto dos surfistas portugueses.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-63206 alignleft" src="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/onda.jpg" alt="" width="1500" height="1049" srcset="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/onda.jpg 1500w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/onda-252x176.jpg 252w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/onda-768x537.jpg 768w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/onda-612x428.jpg 612w" sizes="(max-width: 1500px) 100vw, 1500px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Descreve-me a mítica onda do Calhau&#8230;</strong><br />
A Nazaré tem a “Big Mama”. Essa onda no Calhau é em frente do Bar dos Gémeos, com swell de noroeste, linda na formação e tubular com secções atrás de secções até em frente ao Narciso. A Maior onda da praia de Carcavelos enviada pelo Cachopo Sul (baixio existente em frente á praia do Moinho a cerca de 2 Km para Sul), directamente para a praia do Moinho que pela profundidade na entrada da foz do rio, faz com que as maiores esquerdas comecem aí e depois com vários picos, Calhau, Narciso, Windsurf Café, e por último o Veleiro, façam parte da mesma onda.</p>
<p><strong>Quem eram os surfistas que dominavam o pico?</strong><br />
A fotografia da memória é situada num dia de 1980: primeira e segunda gerações na água, o domínio é uma palavra forte. Os maiores e nomes mais fortes e que dominavam pelo arrojo e coragem e depois pela perícia, são os Rocha com o Kiko Rocha à cabeça, o Topê e o João Rocha, O Paulo Inocentes, os irmãos Portas, o Chori, o Tó Banheiro, o Peixe (embaixador do surf que recebia centenas de australianos e ingleses que aportaram por estas bandas) o Asterix, o Paulinho do Baleal e, num surf de evolução o genial Luís Narciso. Volto a frisar, domínio é uma palavra forte, na altura não se disputavam ondas mas coragem.</p>
<p><strong>Alguma vez pensaste em dedicar-te ao surf de uma forma profissional?</strong><br />
O meu culto era o free surf, até me assustava só de ouvir o nome no altifalante. Cheguei a dar dois ou três nomes possíveis que conseguimos formar com o nosso nome só para ouvir diferente. Quase que era negativo falares num campeonato, em suma, sempre na paródia! E perguntas, e se? E eu respondo: o tempo falou e na altura o meu foco era mesmo o anti-herói, como continua a ser.</p>
<p><strong>Se tivesses 20 anos imaginavas-te a ter uma carreira de free surfer?</strong><br />
Sem dúvida, quem não?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-63211 alignleft" src="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/carrapateira.jpg" alt="" width="1500" height="1000" srcset="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/carrapateira.jpg 1500w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/carrapateira-264x176.jpg 264w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/carrapateira-768x512.jpg 768w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/carrapateira-642x428.jpg 642w" sizes="auto, (max-width: 1500px) 100vw, 1500px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Fala-me do triângulo mágico&#8230;</strong><br />
Triângulo mágico é São Julião da Barra é Santo Amaro de Oeiras, Praia da Torre e Carcavelos. Estas são as três praias que constituem este espaço, com realidades distintas e bem definidas pela geografia natural deste promontório que alberga o maior forte setecentista, o Forte de São Julião da Barra, que separa o mar do rio.</p>
<p><strong>Fala de localismo&#8230;</strong><br />
Da tua casa ao Calhau é um caminho que é teu, os campos são teus e a praia é tua. Era assim. Eu lembro-me de entrar e as pessoas afastarem-se. E eu pensava, deixa-me cá tirar partido disto, mas se fosse preciso seria a primeira pessoa a ajudar-te na água. Nunca fui agressivo. Era normal baterem-me à porta. E às vezes era o gajo que tinha sido roubado e lá ia eu fazer a ponte, tentar resolver o problema.</p>
<p><strong>Mas havia cavalaria na praia?</strong><br />
Havia cavalaria, havia infantaria, havia brigada de minas e armadilhas e eu tirava partido dessa má imagem de alguns dos meus amigos. O bairro da Medrosa mandava no Calhau, de uma forma natural.</p>
<p><strong>E para além das ondas, havia festas na praia à “Big Wednesday”?</strong><br />
Passei anos a acabar os dias na praia a tocar congas. Fogueira e chouriço, que noites alucinantes. Tudo a dançar e a cantar. O surf foi um meio social fortíssimo.</p>
<p><strong>Aventuras fora do triângulo.</strong><br />
Uma vez na Praia azul estávamos a surfar e assistimos à queda de uma avioneta. Eu, o Pinóquio, o Canelas e mais um bodyboarder da zona resgatámos os tripulantes. Houve uma senhora que morreu no embate. Mais tarde saiu um anúncio no jornal à procura das pessoas que tinham feito o salvamento e fomos à Câmara Municipal de Torres Vedras receber uma medalha de mérito, com um salão nobre cheio de Vereadores, Presidente, etc.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-63205" src="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/Backside-com-prancha-semente.jpg" alt="" width="1500" height="1082" srcset="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/Backside-com-prancha-semente.jpg 1500w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/Backside-com-prancha-semente-244x176.jpg 244w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/Backside-com-prancha-semente-768x554.jpg 768w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/Backside-com-prancha-semente-593x428.jpg 593w" sizes="auto, (max-width: 1500px) 100vw, 1500px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Durante a nossa conversa o Ratos contou-me tantas histórias, que o difícil mesmo foi ter que escolher as que ficavam nesta entrevista. Os Verões em Peniche onde foi nadador salvador no meio da baía, entre 1988 e 1990, as temporadas no sul em Vale da Telha, surfando as ondas da região, Amoreira, Monte Clérigo, Arrifana.</p>
<p>Faltava-me uma pergunta e fi-la de uma forma rápida.</p>
<p><strong>E hoje, ainda vais ao mar?</strong><br />
Neste momento não tenho muito tempo, mas quando vou ao mar levo um Malibu. Mas mandei fazer uma prancha ao Lacrau, exactamente como eu queria, amarela e vermelhinha com um pin line, tri fin 6.7, só que o surf é <em>paddling</em> e não tenho tido actividade suficiente para estar lá com ela. O surf é o momento em que tu tens braços para remar à velocidade da onda e tens o momento em que te pões em pé e que te permite dropar. Se não tens esse momento estás sempre a cair.</p>
<p>Impossível não ter a sensação de que esta lenda do surf português tem uma sensibilidade rara e está sempre pronto para um elogio ao próximo. Encontra facilmente adjectivos que engrandecem os homenageados. Foi para o Dapin, para o Saca, para o Narciso, para o Paulo Inocentes, para o Peixe, para os Rocha e até para o Pecas, que apelidou carinhosamente de “Pequinhas”. Foi preciso dizer-lhe, constantemente, que eu estava ali para escrever sobre ele, pois o seu discurso era um elogio permanente aos outros surfistas.</p>
<p>Fiquei, ainda, com a certeza de que estava perante um soul surfer mas também de um filósofo.</p>
<p>O Surf somos nós e estas histórias, não são só as marcas e estes interesses (também são, mas depois das pessoas).</p>
<p>O surf muda a vida de uma pessoa.</p>
<p>O surf é como o relógio estar parado. É como se fosse sempre a primeira vez.</p>
<p>Quem faz surf descobre o ouro. Não precisas de ser bom, ganhas uma alegria que só depende ti.</p>
<p>Aloha Rui!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-63207" src="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/IMG_20211221_100243-1.jpg" alt="" width="1500" height="1010" srcset="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/IMG_20211221_100243-1.jpg 1500w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/IMG_20211221_100243-1-261x176.jpg 261w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/IMG_20211221_100243-1-768x517.jpg 768w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/IMG_20211221_100243-1-636x428.jpg 636w" sizes="auto, (max-width: 1500px) 100vw, 1500px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Trabalha esse paddling, pois queremos ver-te de novo nos tubos de Carcavelos!</p>
<p>Para ler mais textos de João “Flecha” Meneses visita o seu blog “Caderneta de Mar”.</p>
<p>Sobre o Autor:<br />
João “Flecha” Meneses | Com cerca de três décadas de surf nos pés, “Flecha” enquadra dois adjectivos de respeito no surf, “underground” e “Soul” surfer. Originalmente local das ondas da Caparica, João tornou-se residente da Ericeira há mais de uma década e é um daqueles surfistas que não aceita insultos do “Sr. Medo”. Nos seus tempos livres é escritor de mão cheia e esta é mais uma grande colaboração com a ONFIRE.</p>
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		<title>Sarges Surfing Scrapbooks &#124; O melhor retrato do tour nos anos 80 &#038; 90</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/cinema/sarges-surfing-scrapbooks-o-melhor-retrato-do-tour-nos-anos-80-90/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ONFIRE Surf]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2020 15:39:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Anos 80]]></category>
		<category><![CDATA[Anos 90]]></category>
		<category><![CDATA[ASP]]></category>
		<category><![CDATA[Sarges Surfing Scrapbook]]></category>
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					<description><![CDATA[Antes da WSL se tornar no que é hoje em dia o circuito mundial passou por diversas fases. Nos anos 80 e início dos 90 a entidade, ASP, ainda era bastante amadora em muitos aspectos e uma das áreas em que falhou foi a manter registos das provas da época. Felizmente o fotógrafo Paul Sargent [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Antes da WSL se tornar no que é hoje em dia o circuito mundial passou por diversas fases. Nos anos 80 e início dos 90 a entidade, ASP, ainda era bastante amadora em muitos aspectos e uma das áreas em que falhou foi a manter registos das provas da época. Felizmente o fotógrafo Paul Sargent teve a ideia de captar muito do que se passava dentro e fora de água e lançar as produções em VHS com o nome &#8220;Sarge&#8217;s Surfing Scrapbook&#8221;. O projecto voltou em 2000 por um ano e voltou a desaparecer mas entretanto Sarge colocou o conteúdo todo no youtube&#8230;</p>
<p>Sarges Surfing Scrapbook 1</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Sarges Surfing Scrapbook 1" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/-Ahib-u66uA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sarges Surfing Scrapbook 2</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Sarges Surfing Scrapbook 2" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/q1q5JnUWjQU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sarges Surfing Scrapbook 3</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Sarges Surfing Scrapbook 3" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/fu0FtiItUB0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sarges Surfing Scrapbook 5</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Sarges Surfing Scrapbook 5" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/4WJsq1L52B0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sarges Surfing Scrapbook 6</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Sarges Surfing Scrapbook 6" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/Vg7Mlh3bWD8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sarges Surfing Scrapbook 7</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Sarges Surfing Scrapbook 7" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/LkwYjXW3Tmw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sarges Surfing Scrapbook 8</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Sarges Surfing Scrapbook 8" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/kXSq0GG43pw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sarges Surfing Scrapbook 9</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Sarges Surfing Scrapbook 9" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/Z71Nqi1LJIQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Martin Potter &#124; Strange Desires &#124; 1989 &#124;&#124; 23:20</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/cinema/martin-potter-strange-desires-1989-2320/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ONFIRE Surf]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Oct 2018 10:58:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Anos 80]]></category>
		<category><![CDATA[Martin Potter]]></category>
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					<description><![CDATA[Um filme de assinatura...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ano de 1989 foi provavelmente o mais marcante da vida de Martin Potter. Foi aí que este foi um dos mais progressivos surfistas da sua geração conquistou o seu título mundial. No mesmo ano Pottz, que já <a href="https://www.onfiresurfmag.com/noticias/martin-potter-lanca-pottz-surfboards-com-mattashapes/" target="_blank" rel="noopener">surfava com modelos de pranchas semelhantes aos que está actualmente a produzir com a marca Matta Shapes</a>, visitou o muro de Berlim, meses antes deste ser derrubado. A experiência marcou este surfista, que destacou essa viagem no seu filme de assinatura&#8230;</p>
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		<title>A vitória de Occy no Pipe Masters de 1985 &#124;&#124; 9:03</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/cinema/a-vitoria-de-occy-no-pipe-masters-de-1985-903/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ONFIRE Surf]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Nov 2016 16:38:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Anos 80]]></category>
		<category><![CDATA[Billabong]]></category>
		<category><![CDATA[Billabong Pipe Masters]]></category>
		<category><![CDATA[Mark Occhilupo]]></category>
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					<description><![CDATA[São vários os detalhes impressionantes neste vídeo do Pipe Masters de 1985. O mar estava gigante, no limite do que é possível surfar naquela praia. Contavam 6 ondas para a vitória na final, um feito incrível de conseguir em ondas gigantes. E, mais marcante que tudo o resto, o facto de Mark Occhilupo ter apenas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>São vários os detalhes impressionantes neste vídeo do Pipe Masters de 1985. <span id="more-35086"></span>O mar estava gigante, no limite do que é possível surfar naquela praia. Contavam 6 ondas para a vitória na final, um feito incrível de conseguir em ondas gigantes. E, mais marcante que tudo o resto, o facto de Mark Occhilupo ter apenas 16 quando venceu esta prova! Legend!!</p>
<p>https://www.youtube.com/watch?v=ZKxWzxAuJD4&#038;t=180s</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Surf into Summer (1987) &#124; Um clássico da Billabong &#124;&#124; 53:45</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/cinema/surf-into-summer-1987-um-classico-da-billabong-5345/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ONFIRE Surf]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Oct 2016 08:14:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Anos 80]]></category>
		<category><![CDATA[Billabong]]></category>
		<category><![CDATA[Surf Into Summer]]></category>
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					<description><![CDATA[Surf into Summer foi o primeiro grande filme de surf da Billabong. Antes de contratar Jack McCoy para produzir alguns dos mais icónicos filmes de surf de sempre como Bunyp Dreaming e The Green Iguana, a Billabong fez este filme e ainda outro clássico, Pump. Esta produção de 1987 ainda estava longe da qualidade que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Surf into Summer foi o primeiro grande filme de surf da Billabong. Antes de contratar Jack McCoy para produzir alguns dos mais icónicos filmes de surf de sempre como Bunyp Dreaming e The Green Iguana, a Billabong fez este filme e ainda outro clássico, Pump. Esta produção de 1987 ainda estava longe da qualidade que as produções seguintes teriam mas foi um vídeo muito marcante para a época&#8230;</p>
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		<title>Nasceu o primeiro Museu do surf português</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/industria/nasceu-o-primeiro-museu-do-surf-portugues/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ONFIRE Surf]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Mar 2016 10:16:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria]]></category>
		<category><![CDATA[Anos 80]]></category>
		<category><![CDATA[Museu]]></category>
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					<description><![CDATA[No passado dia 28 de Janeiro de 2016 foi constituída a Associação da História e do Museu do Surf (AHMS), associação sem fins lucrativos, com sede na Avenida General Humberto Delgado, n.o 47, Loja i (na parte de superior da Loja do Lufi), Galerias do Hotel Costa de Caparica, 2825-337 Costa de Caparica, sendo a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No passado dia 28 de Janeiro de 2016 foi constituída a Associação da História e do Museu do Surf<span id="more-30362"></span> (AHMS), associação sem fins lucrativos, com sede na Avenida General Humberto Delgado, n.o 47, Loja i (na parte de superior da Loja do Lufi), Galerias do Hotel Costa de Caparica, 2825-337 Costa de Caparica, sendo a sua página oficial <a href="http://www.ahms.pt" target="_blank">www.ahms.pt</a>.</p>
<p>Press release:</p>
<p>&#8220;A recém criada associação tem como missão principal a divulgação, documentação e preservação da história do Surf em Portugal e no mundo e o objectivo de fundar o primeiro Museu do Surf em Portugal.</p>
<p>O acervo do Museu do Surf será formado por material técnico, objectos, imagens e/ou informação de todo o tipo, relacionados com o Surf e modalidades afins.</p>
<p>Esse material, nomeadamente pranchas, poderá ser propriedade da Associação ou fazer parte de colecções particulares, sendo cedido por empréstimo, bastando para o efeito contactar a AHMS através do endereço de correio electrónico: ahmsurf@gmail.com.</p>
<p>A documentação e investigação será uma constante da Associação, através da autenticação e complementação histórica do espólio existente, procura de itens de interesse e troca de informação ou peças com museus estrangeiros.</p>
<p>A AHMS promete animar as praias, de forma autónoma ou em parceria com os diversos Clubes de Surf, organizando eventos de carácter revivalista que fomentem o contacto entre surfistas de diversas gerações, com recurso a réplicas e/ou material técnico antigo.</p>
<p>O Museu do Surf tem inauguração marcada para o dia 26 de Março de 2016, integrada no Festival Caparica Primavera Surf Fest, e funcionará no piso superior da Loja do Lufi (localizada ao lado do Hotel da Costa de Caparica), com entrada gratuita ao público.</p>
<p>O projecto associativo reúne nomes como João Boavida, João Moraes Rocha, Luís Filipe Bento (Lufi), João Ferreira, Filipe Baptista, Artur Alves, Nuno Alves, Ricardo Cruz Pita, Pedro Silva, Miguel Pedreira, Vera Azevedo, Marc Correia, entre outros, e visa, a médio prazo, a obtenção de um espaço físico maior, que permita acompanhar o crescimento do espólio do Museu do Surf. A AHMS conta com o apoio da Câmara Municipal de Almada, da Junta de Freguesia da Costa de Caparica, Federação Portuguesa de Surf e da Red Bull.&#8221;</p>
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		<title>O regresso do Full Deck?</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/destaques/o-regresso-do-full-deck/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Feb 2016 12:30:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[Anos 80]]></category>
		<category><![CDATA[Anos 90]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades Surfisticas]]></category>
		<category><![CDATA[Full Deck]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais de 90% dos surfistas usam “decks&#8221;,em vez de wax, como modo de tracção do pé de trás nas suas pranchas. Há quem use wax de ponta a ponta e nos anos 80 e 90 não era invulgar usar-se “full decks”, um deck mais comprido que dava para toda a prancha. Grandes surfistas da época, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de 90% dos surfistas usam “decks&#8221;,em vez de wax, como modo de tracção do pé de trás nas suas pranchas. <span id="more-30095"></span>Há quem use wax de ponta a ponta e nos anos 80 e 90 não era invulgar usar-se “full decks”, um deck mais comprido que dava para toda a prancha.</p>
<p>Grandes surfistas da época, como os campeões do mundo da ASP (actual WSL) <a href="https://www.onfiresurfmag.com/tag/damien-hardman/" target="_blank">Damien Hardman</a> e Barton Lynch, tinham “Pro Models” com os seus patrocinadores que incluíam full decks e mesmo nomes fora do espectro competitivo como o &#8220;rebelde sem causa&#8221; da época, <a href="https://www.onfiresurfmag.com/onfire-tv/christian-fletcher-wave-warriors-iv-344/" target="_blank">Christian Fletcher</a>, usava deck à frente e tinha um modelo próprio na marca do seu pai, a mítica “Astrodeck” e até a versão pirata da marca, que existia no Brasil (e era também exportada para Portugal) tinha vários modelos “full”.</p>
<p><a href="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2016/02/full-deck.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-30098" src="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2016/02/full-deck.jpg" alt="full-deck" width="728" height="428" srcset="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2016/02/full-deck.jpg 728w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2016/02/full-deck-300x176.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 728px) 100vw, 728px" /></a></p>
<p>A sua utilização tinha alguma lógica já que poupava o trabalho de ter wax sempre em condições independentemente da temperatura da água. Um full deck custava (+ ou -) o dobro de um deck normal, o que fazia dele uma opção mais dispendiosa dependendo do tempo que prancha durava.</p>
<p>Mas o fim do full deck não foi uma questão financeira mas sim de imagem. Tal como o nose guard, outro produto da mesma época que quase todos os surfistas usavam, ter deck à frente deixou de ser “cool” e caiu em desuso. As marcas deixaram de ter decks completos nas suas gamas, excepto em casos pontuais e principalmente para SUP e longboards.</p>
<p>Até que, recentemente, o full deck começou a ser avistado novamente. Julian Wilson lançou um vídeo a surfar de full e em certas zonas da Califórnia já se começa a ver cada vez mais pranchas com esses decks. Tanto que a marca Octopus fez recentemente um vídeo a promover o seu modelo de full deck, com surfistas como Bobby Martinez, Dylan Graves e muitos outros a usar o mesmo.</p>
<p>Será um revival do full deck?</p>
<p><iframe loading="lazy" title="OCTOPUS SCRAMBLE" src="https://player.vimeo.com/video/155460120?dnt=1&amp;app_id=122963" width="500" height="281" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write"></iframe></p>
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		<title>5 grandes marcas de surf que desapareceram do line up &#124; Parte 2</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/exclusivos/5-grandes-marcas-de-surf-que-desapareceram-do-line-up-parte-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Dec 2014 14:29:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[5 grandes marcas de surf que desapareceram do line up]]></category>
		<category><![CDATA[Anos 80]]></category>
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		<category><![CDATA[Gotcha]]></category>
		<category><![CDATA[Instinct]]></category>
		<category><![CDATA[MIA]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Tomson]]></category>
		<category><![CDATA[Shaun Tomson]]></category>
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					<description><![CDATA[Como em qualquer indústria, também no surf grandes marcas chegam a dominar o mercado e eventualmente dasaparecem do “mapa” alguns anos depois. Fica a conhecer a história de algumas delas&#8230; Gotcha Apesar de ter perdido destaque ao longo dos anos, a marca Gotcha era “A” marca de surfwear dos anos 80 e 90. Nascida no [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Como em qualquer indústria, também no surf grandes marcas chegam a dominar o mercado e eventualmente dasaparecem do “mapa” alguns anos depois.</p>
<p>Fica a conhecer a história de algumas delas&#8230;</p>
<p><strong>Gotcha</strong></p>
<p>Apesar de ter perdido destaque ao longo dos anos, a marca Gotcha era “A” marca de surfwear dos anos 80 e 90. Nascida no final dos anos 70, pela mão de um dos melhores surfistas da época, o sul-africano Michael Tomson, esta marca dominou o mercado durante duas décadas, sendo pioneira em várias frentes. Foi esta marca que praticamente inventou os fatos de banho que usas hoje, que até aí eram muito mais curtos e pouco confortáveis para surfar (e pouco simpáticos para as “jóias da família”).</p>
<p>Muito à frente do seu tempo a Gotcha patrocinou muito dos melhores surfistas de todos os tempos, incluindo Martin Potter, Matt Archibold, Dino Andino e uma grande “fatia” dos fora de série da época. Tão irreverentes como a roupa e o team eram as suas campanhas publicitárias, sempre polémicas e mediáticas. No mercado português a marca foi tão expressiva como a nível mundial, patrocinando grandes surfistas dos anos 90 como Nuno Matta, João Alexandre “Dapin”, Marcos Anastácio, Jorge Leote e, mais tarde, Pedro Monteiro “Pecas” e Ruben Gonzalez.</p>
<p>Há quem diga que a Gotcha saiu de moda e o que é certo é que Tomson foi perdendo o controle da empresa ao longo dos anos, ao mesmo tempo que a imagem da marca foi caindo “a pique” enquanto que outras marcas ganharam o seu espaço nas lojas. Em 2005, depois de “trocar de mãos” várias vezes, a marca foi vendida ao grupo Perry Ellis International mas é improvável que volte a ocupar o espaço que em tempos ocupou.</p>
<p>Quando começou a ser afastado da direcção da Gotcha, Tomson “entreteve-se” a criar outra marca dentro da empresa a More Core Division. E, durante vários anos, a MCD, o “lado core da Gotcha” caminhava em direcção ao sucesso, também apostando em grandes campanhas e surfistas fora de série. Matt Archibold passou então da Gotcha para a MCD e mais tarde o grande nome da marca seria Andy Irons, enquanto que em Portugal a grande aposta era um dos mais promissores surfista de uma geração, Hugo Zagalo. No entanto a MCD teria o mesmo futuro que a Gotcha, tendo praticamente desaparecido do meio do surf com excepção de alguns mercados específicos, <a href="https://www.mcdbrasil.net/" target="_blank" rel="noopener">como o Brasil, onde permanece com grande expressã</a>o!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Instinct</strong></p>
<p>A Instinct foi a outra marca com origens sul-africanas que se tornou num gigante da indústria do surf a partir dos anos 80. O campeão mundial de 1977, Shaun Tomson, era primo de Michael e criou a Instinct e ainda a marca de pranchas Shaun Tomson no fim dos anos 70. As suas campanhas publicitárias eram também bastante invulgares para os parâmetros da época, tal como tudo o que envolvia a marca.</p>
<p>Em 1989 era a terceira maior marca de surf do mundo, sendo batida apenas pela Gotcha e Quiksilver. Tomson, além de representar a sua marca também dentro de água, tinha uma equipa sólida de surfistas como os ex-campeões mundiais Tom Carroll e Barton Lynch. Mas o mercado começou a mudar e a marca não se adaptou, caindo ano após ano até desaparecer.</p>
<p>Em 2006 houve uma tentativa de relançamento, o que acabou por não acontecer e este “ex-gigante” da indústria desapareceu por completo.</p>
<p>Fica a saber a história de outras grandes marcas que desapareceram do <em>line up</em> <a href="https://www.onfiresurfmag.com/tag/5-grandes-marcas-de-surf-que-desapareceram-do-line-up/" target="_blank" rel="noopener">AQUI</a>!</p>
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