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	<title>Editor Picks &#8211; ONFIRE Surf | Portugal</title>
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		<title>Os melhores resultados dos portugueses no Championship Tour</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/exclusivos/os-melhores-resultados-dos-portugueses-no-championship-tour/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Oct 2025 06:44:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Editor Picks]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[À Porta do Olimpo]]></category>
		<category><![CDATA[As vitórias de Frederico Morais no Championship Tour]]></category>
		<category><![CDATA[Buondi Sintra Pro]]></category>
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					<description><![CDATA[Yo, Kikas, Vasco, Saca &#038; Ruben...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O historial de bons resultados por surfistas portugueses no Championship Tour é relativamente recente mas, ano após ano, vai aumentando. Fica com um apanhado dos melhores resultados da história do surf português no mais importante circuito de surf do planeta&#8230;</p>
<p><strong>Frederico Morais – 3º lugar no Rip Curl Narrabeen Classic &#8211; 2021<br />
</strong>A caminho da primeira presença lusa de um português no top10 no ranking final, Frederico começou por bater John John Florence e Alex Ribeiro no round 1, Michel Bourez no round 3 e depois Filipe Toledo e Ethan Ewing, sendo apenas eliminado por um inspirado Gabriel Medina, que acabou por vencer a prova.</p>
<p><strong>Frederico Morais – 3º lugar no Oi Rio Pro &#8211; 2019</strong><br />
Mesmo como <em>alternate</em>, Morais mostrou o quão perigoso é, batendo Sebastian Zietz, Ítalo Ferreira, Michael Rodrigues e Julian Wilson, sendo eliminado apenas pelo eventual campeão, Filipe Toledo.</p>
<p><strong>Frederico Morais – 2º lugar no Corona Open J-Bay – 2017</strong><br />
No seu ano de estreia Kikas provou que merecia estar na elite do surf mundial e conseguiu a única presença na final até agora por um surfista português. Frederico bateu Jadson André, Ian Gouveia, Connor O’Leary, John John Florence (2x), Mick Fanning e Gabriel Medina, perdendo apenas para Filipe Toledo no derradeiro heat da prova.</p>
<p><strong>Vasco Ribeiro – 3º lugar no MOCHE Rip Curl Pro Portugal – 2015</strong><br />
A primeira presença de Vasco Ribeiro no Championsip Tour foi a sua melhor até à data e também a melhor posição de sempre como<em> wildcard</em> por um surfista português. O ex-campeão mundial júnior derrotou Michel Bourez (2x), Owen Wright, Adriano de Souza, Keanu Asing e Jeremy Flores, sendo eliminado por Ítalo Ferreira nas meias finais.</p>
<p><strong>Tiago Pires – 3º lugar no Quiksilver Pro Gold Coast – 2011</strong><br />
Com o seu novo contrato com a Quiksilver ainda a cheirar a tinta, Tiago Pires fez algo que nunca mais foi repetido por um surfista português, ocupou a 3º posição no ranking do Championship Tour. A caminho de mais um resultado histórico, Saca derrotou Jadson André (2x), Damien Hobgood, Michel Bourez e Matt Wilkinson, sendo eliminado pelo eventual vencedor da prova, Kelly Slater.</p>
<p><strong>Tiago Pires – 3º lugar no Quiksilver Pro France – 2009</strong><br />
No seu segundo ano no tour Tiago Pires começou a ganhar consistência e a tirar resultados em etapas que teoricamente não o favoreciam. Foi o caso do Quik Pro France, onde Saca bateu surfistas como Kekoa Bacalso, Damien Hobgood, Tim Boal, e Kelly Slater nos quartos de final, no que seria não só um dos melhores heats da sua carreira como da história do surf europeu. Tiago foi eliminado na fase seguinte por Mick Fanning, que venceu a prova.</p>
<p><strong>Tiago Pires – 3º lugar no Rip Curl Pro Search – 2008</strong><br />
O 3º lugar de Tiago Pires em Bali foi a prova de que o surfista da Ericeira estava ao nível dos melhores surfistas do planeta. Até aí nenhum membro do Championship Tour tinha conseguido eliminar Kelly Slater em 2008 mas Saca, depois de bater Adriano de Souza e Pancho Sullivan, despachou Slater numa bateria muito disputada em Uluwatu. Pelo caminho ficaram ainda Dayyan Neve e Kieren Perrow, até que Fred Pattachia conseguiu parar o luso nas meias finais.</p>
<p><strong>Menções honrosas</strong><br />
<strong> Ruben Gonzalez – 9º lugar no Buondi Sintra Pro &#8211; 1997</strong><br />
Mesmo tendo apenas vencido uma bateria, o 9º lugar de Ruben só foi superado por outro português mais de 10 anos mais tarde, quando Tiago Pires passou do round 3 no Rip Curl Pro Search de Bali. O seu adversário no round 2 era Shane Beschen mas o californiano não pôs os pés em Portugal em 97 e Gonzalez avançou para se encontrar com Kelly Slater na fase seguinte. Foi na Praia da Aguda, em Sintra, que o confronto se realizou e Ruben, com uma das melhores prestações da sua carreira eliminou um ligeiramente “ressacado” Slater, sendo superado na fase seguinte pelo eventual vencedor da prova, Mick Campbell.</p>
<p><strong>Yolanda Hopkins</strong> &#8211; <strong>5º lugar no MEO Rip Curl Pro Portugal &#8211; 2023</strong><br />
Na sua primeira presença numa etapa do Championship Tour, como <em>wildcard</em>, Yolanda Hopkins conquistou o melhor resultado feminino da era moderna do CT, um 5º lugar. A Algarvia teve que superar a 5x campeão mundial, Carissa Moore, acabando por perder na fase seguinte para uma super inspirada Macy Callaghan. Um marco do surf nacional que ainda não foi ultrapassado.</p>
<p>Mais conteúdos da série <a href="https://www.onfiresurfmag.com/tag/a-porta-do-olimpo/" target="_blank" rel="noopener">“À Porta do Olimpo” AQUI</a>!</p>
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		<title>10 marcas lançadas por Kelly Slater</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/destaques/10-marcas-lancadas-por-kelly-slater/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Aug 2025 21:50:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Editor Picks]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades Surfisticas]]></category>
		<category><![CDATA[ENDORFINS KS1]]></category>
		<category><![CDATA[Freaks of Nature]]></category>
		<category><![CDATA[K-Grip]]></category>
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					<description><![CDATA[10 marcas, 50% de sucesso...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Kelly Slater é considerado como o melhor surfista de todos os tempos, um estatuto que poucos discordam graças aos seus 11 títulos mundiais, aos outros recordes que ainda detém e a facto de aos 50 anos ainda ter dado cartas no Championship Tour! Ao longo das suas várias décadas no tour, Kelly lançou várias marcas, com níveis de sucesso bastante diferentes. Fica a saber mais os projectos de KS&#8230;</p>



<p><strong>K-Grip (anos 90)</strong><br>A primeira marca que Slater lançou era de acessórios, mais especificamente pads, leashes, capas e skates. Durante alguns anos a marca teve bastante sucesso, e além de si próprio, a K-Grip patrocinava Kalani Robb e Bobby Martinez. No entanto, menos de 10 anos depois de ter começado, a marca foi desaparecendo apesar de, de vez em quando, ainda se ver pads <a href="https://www.boardexchange.pt/detalhe-prancha?recordId=recePiF2NTcGIW82m" data-type="link" data-id="https://www.boardexchange.pt/detalhe-prancha?recordId=recePiF2NTcGIW82m" target="_blank" rel="noreferrer noopener">em pranchas relativamente recentes</a>.</p>



<p><strong>VSTR (década de 00)</strong><br>O <em>golden boy</em> da Quiksilver sempre teve interesse em projectos alternativos e juntamente com a marca que o patrocinou durante quase toda a sua carreira lançou a VSTR. A marca era para se chamar Visitor mas esse nome já tinha dono e alguém na Quik achou que conseguia contornar a situação com as letras VSTR em vez de pagar para ficar com o nome. O resultado foi um processo, que a Quiksilver perdeu e acabou por pagar bastante mais pela marca. Em 2013 quando a crise intensificou, a Quiksilver fez uma série de<a href="https://www.onfiresurfmag.com/noticias/fundador-da-quiksilver-faz-novo-ponto-da-situacao-on-the-record/" data-type="link" data-id="https://www.onfiresurfmag.com/noticias/fundador-da-quiksilver-faz-novo-ponto-da-situacao-on-the-record/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> decisões drásticas</a> para tentar sobreviver e uma delas foi acabar com a marca de Kelly.</p>



<p><strong>Komunity Project</strong> <strong><strong>(2007)</strong></strong><br>Como a K-Grip, a Komunity Project, que surgiu em 2007 tinha pads, leashes, capas e, <a href="https://www.onfiresurfmag.com/noticias/slater-sai-da-fcs-e-comeca-a-desenvolver-novos-modelos-de-quilhas-com-a-komunity-project/" data-type="link" data-id="https://www.onfiresurfmag.com/noticias/slater-sai-da-fcs-e-comeca-a-desenvolver-novos-modelos-de-quilhas-com-a-komunity-project/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">em vez de skates, quilhas</a>. A KP teve muito sucesso, patrocinou surfistas como Clay Marzo, Mark Occhilupo, Adriano de Souza e tinha a força e o &#8220;canal&#8221; da Quiksilver por detrás pois, apesar de não fazer parte do portfólio desse gigante da nossa indústria, a marca estava disponível nas suas lojas e tinha acesso aos distribuidores da Quik pelo mundo fora. Quando <a href="https://www.onfiresurfmag.com/noticias/slater-fora-da-quiksilver-verdade-ou-brincadeira/" data-type="link" data-id="https://www.onfiresurfmag.com/noticias/slater-fora-da-quiksilver-verdade-ou-brincadeira/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Slater saiu da Quiksilver</a>, a marca perdeu esse apoio e aos poucos foi desaparecendo.</p>



<p><strong>Purps (2014)</strong><br>Juntamente com Pat Tenore, fundador da RVCA e recentemente da Tenore, Kelly lançou a Purps, uma espécie de bebida energética saudável. O conceito tinha potencial mas o mercado é muito competitivo e a marca parece ter &#8220;falecido&#8221; algures em 2023.</p>



<p><strong>Outerknown (2015)</strong><br>Logo que anunciou a saída da Quiksilver, no <a href="https://www.onfiresurfmag.com/noticias/slater-fora-da-quiksilver-verdade-ou-brincadeira/" data-type="link" data-id="https://www.onfiresurfmag.com/noticias/slater-fora-da-quiksilver-verdade-ou-brincadeira/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">dia das mentiras de 2014</a>, Kelly comunicou também que ia lançar um projecto de roupa juntamente com o Kering Group, que na altura tinha marcas como Gucci, Brioni, Sergio Rossi e ainda Volcom, Electric e Puma no seu portfólio. Em 2015 a Outerknown entrou no mercado com um approach focado na sustentabilidade e um preço a condizer. Apesar de não ter conseguido alcançar o mercado do surf, a marca parece ter encontrado o seu nicho e <a href="https://www.onfiresurfmag.com/industria/outerknown-de-kelly-slater-junta-se-a-atlantic-west-distribution-para-o-mercado-portugues/" data-type="link" data-id="https://www.onfiresurfmag.com/industria/outerknown-de-kelly-slater-junta-se-a-atlantic-west-distribution-para-o-mercado-portugues/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">continua a existir com algum sucesso</a>.</p>



<p><strong>Kelly Slater Wave Company (2015)</strong><br>No dia a seguir a Adriano de Souza conquistar o título mundial, Kelly monopolizou a internet com as primeiras ondas surfadas na Kelly Slater Wave Pool e o<em> landscape</em> das piscinas de ondas nunca mais seria o mesmo. Kelly e os seus amigos estavam a desenvolver este projecto há muitos anos e mais tarde entidades como a WSL juntaram-se, fazendo deste modelo o mais bem sucedido (depois da Wave Garden).</p>



<p><strong>Slater Designs</strong> <strong>(2016)</strong><br>Depois de uma vida a surfar de Channel Islands, Kelly, que raramente usava outra marca, decidiu lançar o seu projecto de pranchas de surf, a Slater Designs. Mesmo sem shapear pranchas, Slater é o idealizador de muitos dos modelos da marca, usando shapers como Tomo, Taylor Jenson e &#8220;Rob Machado&#8221; para desenvolverem os modelos. Eventualmente Slater adquiriu a FireWire e juntou as marcas, apesar de manterem identidades diferentes para fins comerciais. Ambas as marcas continuam fortes e são distribuídas em Portugal pela <a href="https://www.surfcloud.pt/en/" data-type="link" data-id="https://www.surfcloud.pt/en/">SurfCloud</a>.</p>



<p><strong>Endorfins (2021)</strong><br>Através da FireWire que Kelly lançou a, ENDORFINS KS1, uma marca, como o nome indica, de quilhas. Aparentemente a marca ainda existe mas não parece ser um grande player no mundo das quilhas, caindo no esquecimento algures no site da FireWire.</p>



<p><strong>Klly (2023)</strong><br>Um dos projectos mais recentes de Kelly Slater é também o mais simples do seu portfólio, chinelos. Baseados em tartarugas e na lua e produzido com algas, Klly parece estar a ter algum sucesso, apesar de ser a marca mais<em> low profile </em>do 11x campeão mundial.</p>



<p><strong>Freaks of Nature (2024)</strong><br>Grande crítico de protectores solares, Slater lançou a sua versão de Skin Care juntamente com o actor Jonah Hill e mais um investidor. Pensado também a pensar na pegada ecológica, Freaks of Nature procura &#8220;proteger&#8221; não só surfistas mas todo o tipo de desportistas de outdoors. É uma marca que parece estar a crescer, mas ainda não dá para perceber se será mais um flop ou um projecto vencedor do melhor surfista de todos os tempos.</p>



<p>Qual será o próximo projecto de Kelly Slater?</p>
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		<title>A última revista de surf (core) em Portugal&#8230;</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/exclusivos/faz-hoje-4-anos-desde-que-saiu-a-ultima-revista-de-surf-core-em-portugal/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2020 14:51:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Editor Picks]]></category>
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		<category><![CDATA[ONFIRE 78]]></category>
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					<description><![CDATA[Artigo de 30 de Abril de 2020...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>No dia 30 de Maio de 2016 tinhas uma boa razão para sair de casa e passar na tua papelaria mais próxima, ou quiosque, pois ias encontrar a ONFIRE #78 à venda. Seria também a última vez, pelo menos até à data, que seria lançada uma revista de surf portuguesa dentro dos moldes “clássicos”* e com periodicidade regular.</p>



<p>Foi uma edição bem recebida pelo público, até porque já tinham passado mais de 2 meses desde que a última ONFIRE tinha sido lançada e cerca de 4 ou 5 desde que a última SurfPortugal tinha passado pelas bancas. E tal como na última edição da concorrência, esta não foi projectada como uma edição de despedida. A revista apresentava um conceito novo, “The Water Issue”, um lançamento em grande parte focado em imagens captadas dentro de água, onde o próprio logótipo aparecia com pouco destaque, e mais alguns conceitos estavam já &#8220;na gaveta&#8221; para as próximas.</p>



<p>E porque não houve a próxima? Houve muitos factores mas o principal foi a componente comercial/financeira. A viabilidade de um projecto editorial de nicho num país pequeno como o nosso nunca poderia depender apenas da vendas de revistas, incidindo muito na publicidade, algo que tinha baixado drasticamente nos últimos anos. Para esta última edição estávamos reduzidos a apenas 4 marcas, apesar de uma delas ter feito vários anúncios. Contas feitas, com uma perspectiva de venda em banca bastante optimista, o orçamento da edição #78 foi o suficiente para pagar a impressão na gráfica, colaboradores de fotografia e texto e designer. À primeira vista parece que temos um<em> break even</em> mas na verdade ficavam de fora todas as despesas que uma empresa tem mensalmente, como renda, contabilidade, funcionários e outras pequenas contas. Mas até aí tudo bem, já estava previsto há alguns anos que o papel estava a perder expressão e o núcleo duro da empresa começou a desenvolver outras áreas ligadas ao surf, como o vídeo e a produção de conteúdo, de modo a sustentar a &#8220;máquina&#8221;. Mais ainda, este grupo de trabalho estava preparado para continuar a produzir a revista, mesmo que esta não trouxesse qualquer retorno financeiro, apenas pela ligação emocional ao projecto, carolice ou sentido de obrigação de continuar a contribuir para o surf português.</p>



<p>No entanto surgiu uma “variante” que foi tanto um <em>deal breaker</em> como tudo o resto, a ascensão das redes sociais e, principalmente, do instagram. Uma das principais razões para comprar revistas de surf era, para além de ler bons textos, ver as melhores fotografias de surf algo que, de repente, banalizou. Muitos dos melhores surfistas portugueses começaram a publicar nas suas redes sociais imagens que tinham qualidade para ter destaque nas páginas da revista e mesmo em anúncios e capas, quebrando o impacto que teriam mais tarde. A equipa decidiu ter como política não usar imagens que já tinham sido usadas nas redes sociais e nas últimas edições chegámos ao ponto de ter a revista paginada e ter que procurar nos <em>feeds</em> dos surfistas e marcas para confirmar se já tinham sido utilizadas as fotos escolhidas, sendo essas muitas vezes substituídas. Lembro-me também de haver trocas de emails com fotógrafos que submetiam as suas imagens e quando descobriam que não seriam publicadas na edição seguinte simplesmente as ofereciam aos surfistas para as utilizarem no instagram.</p>



<p>O <em>feedback</em> da edição 78 foi muito positivo também dentro da indústria mas quando começamos a avançar com a edição seguinte estávamos reduzidos, em termos de anunciantes, a apenas uma empresa. Ficou decidido procurar mais anunciantes mas, com passar dos meses, ficou claro que o investimento simplesmente já não existia com a coerência e cadência necessária para continuar. Nunca ficou fora de questão voltar a publicar a ONFIRE noutro tipo de formato mas o que é certo é que se passaram 4 anos e as perspectivas de um regresso a um produto com as características com que este projecto fez sucesso durante muitos anos não se materializaram. E assim chegou ao fim uma era&#8230;</p>



<p>Muito mudou no nosso mercado desde esta última edição e o surf cresceu como nunca antes, mas a conjuntura continua a não ser propícia ao lançamento de uma revista de surf “core”. Será que alguma vez regressa?</p>



<p>*em Junho de 2019 saiu uma edição da revista Visão Surf, um projecto liderado por Rodrigo Pimentão e João Valente. Apesar da inegável qualidade dessa revista, foi um projecto editorial desenvolvido para um público mais abrangente e não tão virada para o surfista “core”.</p>
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