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	<title>Surf na Alemanha &#8211; ONFIRE Surf | Portugal</title>
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		<title>Respeito na água! Quem sabe o que isso é são&#8230; os surfistas do rio! &#124; By NB</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nuno Bandeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Dec 2012 11:26:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[Podes não acreditar mas não há melhor exemplo no mundo inteiro do que o dos surfistas do Rio Eisbach, Munique, Alemanha, para perceberes o que é ter respeito durante uma surfada! O conceito de apanhar ondas à vez está mais do que provado que não resulta nas praias e mentes dos surfistas do mundo inteiro. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Podes não acreditar mas não há melhor exemplo no mundo inteiro do que o dos surfistas do Rio Eisbach, Munique, Alemanha, para perceberes o que é ter respeito durante uma surfada!<span id="more-5928"></span> O conceito de apanhar ondas à vez está mais do que provado que não resulta nas praias e mentes dos surfistas do mundo inteiro. E isso é estúpido! A matemática é quase simples: se o surf fosse feito à vez, ao fim do dia todos os surfistas teriam apanhado mais ondas e certamente que o ambiente dentro de água seria exactamente o oposto do que se vive hoje. Óbvio que os surfistas mais &#8220;ricos&#8221; (leia-se que mais ondas apanham), apanhariam menos mas a restante classe &#8220;média&#8221; e &#8220;baixa&#8221; apanharia mais.</p>
<p>O importante mesmo é que, fosse qual fosse a &#8220;classe&#8221; do surfista, não haveria stress, não haveria &#8220;quando fores à minha praia também não vais apanhar nada&#8221;, não haveria desrespeito, porrada, gritos e, acredites ou não, frustrações num estilo de vida que existe para ser divertido.</p>
<p>Orgulhamo-nos de ser diferentes mas, verdade seja dita, somos iguais à sociedade que tanto criticamos. Sentes-te inútil por sentir que quase nada podes fazer em relação ao que se passa actualmente, ou seja, a classe média e baixa continua a sofrer fortes medidas de austeridade &#8211; o que se traduz como sabes em menos euros no bolso -, enquanto os ricos continuam a, se não ganhar mais, pelo menos não perder nada. E é triste perceber que no surf se passa o mesmo principalmente sabendo que aqui sim, (teoricamente) é fácil mudar estar forma de estar.</p>
<p>E pensa assim, lá por não ser a tua vez não significa que só possas apanhar ondas quando for a tua vez. O conceito é simples, como disse, e obriga mais uma vez a algo importantíssimo e hoje esquecido, comunicação. Vem uma onda, o surfista com prioridade não quer e transmite-o ao segundo da fila que, caso não a queira, o transmite ao terceiro e assim sucessivamente até alguém a querer.</p>
<p>O mais fácil é que é facílimo comprovares isto. Como? Quando fores surfar com os teus amigos experimenta fazê-lo entre vocês. Se tiverem a sorte de surfarem sozinhos, quando chegar alguém, pois chega sempre alguém, automaticamente absorvam-no no sistema (e nem precisam de lhe dizer nada para tal). Inicialmente ficará parvo por lhe estarem &#8220;a dar&#8221; ondas mas rapidamente compreenderá o conceito e vais ver que a surfada vai ser perfeita para todos.</p>
<p>Claro que poderás apanhar um Neanderthal mas o problema destes homens das cavernas é que infelizmente não são únicos. Se fossem então perceberiam que são uma espécie praticamente extinta e, se não quisessem desaparecer, mudavam. Como são muitos, fazem a força!</p>
<p>Há um sítio no mundo onde, acredites ou não, tudo isto acontece e é, para todos nós, um lição. Esse sítio é, não no mar, mas num rio! Sim, leste bem, num rio e onde há ondas. Provavelmente já o conheces e já viste fotos e filmagens dele aqui no site da ONFIRE.  O que se calhar não sabes é que é nas ondas do Rio Eisbach em Munique onde realmente se pratica o respeito no surf e, paradoxalmente, onde realmente se sento o que é o Surf!</p>
<p><a href="http://www.facebook.com/fabioinaciofotografia " target="_blank">Fábio Inácio</a>, fotógrafo, esteve neste rio e contou-nos o seguinte: &#8220;<em>Foi dos sítios que vi os surfistas respeitarem-se mesmo a sério, fazem fila dos dois lados do rio e entram a vez, em dois dias que lá tive a ver não vi nada de errado, todos se respeitam mesmo os que não sabem surfar têm tanto direito como os outros.</em>&#8221;</p>
<p>Claro que nem tudo é um mar de rosas e até mesmo neste sítio onde impera o respeito os seus &#8220;locais&#8221; fazem um &#8220;aviso&#8221; aos outsiders: &#8220;<em>Em conversa com um dos locais perguntei como é que era a relação deles com os surfistas estrangeiros que apareçam lá para surfar. Ele respondeu-me que têm de ter cuidado porque é perigoso e que se tiverem lá muitos locais eles não gostam porque demora muito a chegar á vez de cada um, disse que se alguém quiser ir para lá surfar deve escolher uma altura com pouca gente.</em>&#8220;, contou-nos o Fábio.</p>
<p>Como é óbvio um rio não produz a quantidade de dias de surf que uma costa inteira de um país como o nosso produz e facilmente se percebe que há um número limite de surfistas que aquele rio consegue suportar por dia e/ou hora. Mas numa costa onde há dezenas de praias com ondas a rebentar diariamente, esse número limite de surfistas ainda está longe de ser atingido. E acredita que se há dias em que isso não parece ser verdade é porque 99% dos que ali estão não sabem o que é respeito!</p>
<p>A esses, aconselho uma surftrip a Munique para virarem, literalmente, surfistas de água doce!</p>
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