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	<title>Shaper Talk &#8211; ONFIRE Surf | Portugal</title>
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		<title>Shaper Talk &#124; Britt Merrick fala sobre Portugal, Stab in the Dark e mais&#8230;</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/destaques/shaper-talk-britt-merrick-fala-sobre-portugal-stab-in-the-dark-e-mais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ONFIRE Surf]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jan 2026 14:38:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[Britt Merrick]]></category>
		<category><![CDATA[Channel Islands]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Shaper Talk]]></category>
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					<description><![CDATA[Master shaper de segunda geração...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A marca que muitos conheceram como &#8220;Al Merrick&#8221;, mas que hoje em dia já responde mais pelo nome de Channel Islands, o seu verdadeiro nome, é liderada há mais de uma década não por Al, que já se reformou, mas pelo seu filho Britt. Este ser humano de quase dois metros herdou alguns dos &#8220;sapatos mais difíceis de preencher&#8221; de toda a indústria do surf, já que as pranchas do seu pai dominaram o circuito mundial durante décadas através de surfistas como Tom Curren, Kelly Slater, Rob Machado e muitos outros. Hoje podemos assumir que Britt Merrick não só correspondeu às expectativas como as superou. Apesar de lhe faltar um título mundial no curriculum, Merrick venceu algo que poderá ter praticamente o mesmo valor, o teste de pranchas mais conhecido da indústria do surf, Stab in the Dark. Britt não só venceu, como venceu três vezes, sendo o recordista de vitórias do SITD, e está na disputa neste momento por mais um. Curiosamente, este shaper não só já tinha estado em Portugal como já tinha shapeado no nosso país, uma história caricata mas especial que partilhou com a ONFIRE numa das suas passagens recentes pelo nosso país.</p>



<p><strong>Sabemos que já tinhas estado em Portugal e que inclusive tinhas feito algumas pranchas por cá há algumas décadas…</strong><br>Sim, nos anos 90 eu estava em França e o Tom Curren e ele convidou-me para ir com ele a Portugal e Espanha porque ele ia competir em algumas provas. Na altura ele estava a surfar de Maurice Cole mas teve um heat muito mau numa delas e, quando saiu do heat, em vez de dar autógrafos deu as pranchas a uns miúdos e disse que agora eu tinha que lhe fazer uma prancha. Encontrou-me uma sala de shape algures em Peniche num celeiro. Nem era uma sala de shape mas tinha umas ferramentas e <em>racks</em> então fiz-lhe uma prancha lá e ele adorou e usou-a o ano todo. Encontrei-o recentemente em Peniche e ele disse-me que gostava de ainda ter essa prancha. Eu era muito jovem quando isso aconteceu por isso foi algo especial para mim, estar cá com ele, fazer aquela prancha que ele gostou. Faz de Portugal um sítio especial para mim.</p>



<p><strong>O quão importante é um evento como o (teste de pranchas) Stab in The Dark para uma marca? É algo que se transforma em vendas ou apenas mais notoriedade?</strong><br>Não é assim tão importante para a marca a nível de vendas, não gera um aumento relevante, mas é importante para nós como pessoas. E quando digo nós, quero dizer toda a gente na Channel Islands que trabalha nas pranchas, design, fibragem, lixa, meter as quilhas. Para nós uma uma validação sobre o bom trabalho que fazemos, e a paixão que temos pelo que fazemos. Para mim, como shaper, vencer o Stab in The Dark é o equivalente a vencer um título mundial mas tem muito mais valor a nível pessoal que em termos de negócio.</p>



<p><strong>Qual é o modelo mais popular da actualidade para a CI?</strong><br>O nosso <em>best seller</em> dos últimos anos tem sido o Happy Every Day. É uma prancha fácil de surfar, que funciona bem em muitos tipos de ondas, para a maior parte dos surfistas, na maior parte das condições. Também temos a CI 2. Pro e a CI Pro que são o topo de alta performance dentro da nossa marca. É o que a maior parte da equipa está a usar, e a dumpster diver 2.0, que fizemos com o Dane Reynolds, é um modelo que tem tido sucesso.</p>



<p><strong>O que os surfistas do team CI estão a usar é muito diferente do que o que o surfista “vulgar” está a encontrar nas lojas?</strong><br>Os surfistas de topo estão a usar coisas bastante “únicas”, altamente refinado para o que lhes fazem. É o que devia ser. Na formula 1 os pilotos não estão a usar carros que qualquer pessoa conseguiria guiar. Tudo o que se aprende nessas pranchas para os surfistas de topo é adaptada para o surfista normal. Aprendemos muito sobre rocker, curvas, rail, foil, e aproveitamos tudo o que aprendemos nesse nível de &#8220;formula 1&#8221; e aplica-se a tudo o que fazemos nos modelos que produzimos. Não será igual ao que eles estão a usar, mas terá os “ingredientes mágicos” que retiramos da experiência que os melhores surfistas têm com as nossas pranchas.</p>



<p><strong>Sendo o filho e sucessor do que é possivelmente o melhor shaper da história, quando foi o momento que sentiste que estavas realmente a dar continuidade ao trabalho que já vinha detrás na Channel Islands?</strong><br>Eu acho que me vou sempre sentir um pouco na sombra do meu pai. Penso que nunca haverá outro Al Merrick, não sei se alguma vez alguém irá vencer mais títulos que ele ou inovar como ele. Mas para mim o momento que me senti digno de dar continuidade ao trabalho dele foi quando venci o Stab in the Dark, três vezes. Foi uma grande validação do meu trabalho, foi com designs que eu desenvolvi.</p>



<p><strong>Para terminar, o que achas que pode ser a próxima grande mudança no mundo do shape? Já foi tudo inventado e agora é só uma questão de refinar ou ainda poderá acontecer algo drástico?</strong><br>Já me fazem esta pergunta desde 1990 e o que é certo é que pouco mudou desde aí. Na realidade pouca coisa mudou desde 1955 até hoje. Ainda estamos a usar os mesmos materiais que usávamos nessa altura. Epoxy não é uma coisa nova. E em 1955 estávamos a usar PU com stringer de madeira, como resina poliéster. É a mesma coisa. Houve apenas algumas grandes alterações. De longboard para shortboard, de single para twin fin e depois para trifin. A partir daí foi só refinar. Eu adorava dizer, sim, sim vai haver uma enorme mudança na tecnologia ou design, mas muito honestamente, não acredito. Não há dinheiro na produção de pranchas de surf. Ninguém tem um milhão para desenvolver um foam novo, um fibra nova ou resina. Vamos apenas refinar o que tem sido feito.</p>



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<iframe title="Happy Everyday - Britt Breakdown" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/soxdn5xci6A?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Shaper Talk &#124; Paulo do Bairro fala sobre a viagem que faz dele um dos shapers com mais conhecimento a nível Europeu&#8230;</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/exclusivos/paulo-do-bairro-fala-sobre-a-viagem-que-faz-dele-um-dos-shapers-com-mais-conhecimento-a-nivel-europeu/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ONFIRE Surf]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Feb 2023 16:37:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Jon Pyzel]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo do Bairro]]></category>
		<category><![CDATA[Polen]]></category>
		<category><![CDATA[Shaper Talk]]></category>
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					<description><![CDATA[PB &#038; Pyzel na Waialua Suger Mill]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Havaí não é apenas o “ultimate proving ground” para surfistas profissionais, é também onde estão baseados muitos dos melhores shapers do mundo. Uma figura de topo entre os shapers baseados no Havaí é Jon Pyzel, shaper da marca Pyzel Surfboards, fabricante das pranchas do surfista que a grande maioria considera como o melhor da actualidade, John John Florence.</p>



<p>Paulo do Bairro, shaper da Polen Surfboards, marca que produz as pranchas Pyzel Surfboards para a Europa, esteve recentemente na famosa Waialua Suger Mill com Jon Pyzel. O objectivo era desenvolver um trabalho em conjunto para o mercado Europeu, tornando-se num dos shapers Europeus com mais conhecimento na área, o que já se reflecte nas pranchas que são produzidas na fábrica da Polen e na performance dos atletas na água.</p>



<p><strong>Depois de várias passagens pelo North Shore como surfista, qual foi o objectivo da tua mais recente viagem?</strong><br>O objectivo era o mesmo que nas outras viagens, receber informação de um dos nossos parceiros e aumentar o meu conhecimento como shaper.</p>



<p><strong>Como era o contacto com o Pyzel anteriormente a esta viagem, e o que mudou?</strong><br>Devido ao covid houve um interregno de partilha de informação presencial. Tem havido partilha sim, por exemplo informação de todos os modelos novos, como o <a href="https://www.polensurfboards.com/surfboards/details/9163/pyzel/highline" data-type="URL" data-id="https://www.polensurfboards.com/surfboards/details/9163/pyzel/highline" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Highline</a>, <a href="https://www.polensurfboards.com/surfboards/details/12560/pyzel/mini-ghost" data-type="URL" data-id="https://www.polensurfboards.com/surfboards/details/12560/pyzel/mini-ghost" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mini Ghost </a>e <a href="https://www.polensurfboards.com/surfboards/details/15131/pyzel/wildcat" data-type="URL" data-id="https://www.polensurfboards.com/surfboards/details/15131/pyzel/wildcat" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Wildcat</a>, entre outros.</p>



<p><strong>Como foi a troca de conhecimentos?</strong><br>Foi muito a nível de shape e detalhes, e não tanto design ou tempo passado ao computador. O Jon tem uma capacidade muito boa de falar com as pessoas e de as deixar à vontade. É uma pessoa também bastante ocupada por isso muitas vezes as coisas são feitas em passo acelerado. Muitas vezes tirei notas ou fiz vídeos dele a falar, porque era a melhor maneira que eu tinha de captar mais informação.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="728" height="382" src="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2023/02/PYZEL_2-copy-728x382.jpg" alt="" class="wp-image-69325" srcset="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2023/02/PYZEL_2-copy-728x382.jpg 728w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2023/02/PYZEL_2-copy-300x157.jpg 300w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2023/02/PYZEL_2-copy-768x403.jpg 768w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2023/02/PYZEL_2-copy.jpg 1140w" sizes="(max-width: 728px) 100vw, 728px" /></figure>



<p><strong>Como tem sido o teu contacto com os modelos da Pyzel Surfboards, e quais são os que mais se destacam para ti?</strong><br>Os meus modelos preferidos sempre foram a <a href="https://www.polensurfboards.com/surfboards/details/316/pyzel/pyzalien" data-type="URL" data-id="https://www.polensurfboards.com/surfboards/details/316/pyzel/pyzalien" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pyzalian</a>, a <a href="https://www.polensurfboards.com/surfboards/details/1106/pyzel/padillac" data-type="URL" data-id="https://www.polensurfboards.com/surfboards/details/1106/pyzel/padillac" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Padillac</a> e a <a href="https://www.polensurfboards.com/surfboards/details/3952/pyzel/radius" data-type="URL" data-id="https://www.polensurfboards.com/surfboards/details/3952/pyzel/radius" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Radius</a>, porque se encaixam bem nas minhas características como surfista. Mas lá tive a oportunidade de surfar com a <a href="https://www.polensurfboards.com/surfboards/details/1175/pyzel/ghost" data-type="URL" data-id="https://www.polensurfboards.com/surfboards/details/1175/pyzel/ghost" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ghost</a> e adorei. É uma prancha mais refinada no tail e que eu pensei que fosse ficar um bocado mais debaixo de água mas que tem uma viragem de rail para rail muito boa. Talvez por estar no Havaí, e as ondas terem um bocadinho mais de força, encaixou-se bem. Mas a maior surpresa talvez tenha sido a <a href="https://www.polensurfboards.com/surfboards/details/9163/pyzel/highline" data-type="URL" data-id="https://www.polensurfboards.com/surfboards/details/9163/pyzel/highline" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Highline</a>. Usei uma prancha um bocado maior do que aquilo que eu uso no dia a dia, de stock, mais larga e mais grossa, e provou ter uma viragem fácil de rail para rail incrível.</p>



<p><strong>Quais foram as áreas em que sentes que mais te desenvolveste?</strong><br>O Pyzel dá-nos bastante informação. Fornece-nos os designs todos, feitos por tamanhos, marcação das quilhas, tudo para podermos ter esse guia quando fazemos as pranchas. Nesta viagem ele passou-me informação do porquê que ele gosta assim, a lógica e funcionalidade por detrás de alguns detalhes.</p>



<p><strong>Havia algo mais específico dos shapes do Pyzel que querias muito receber informação?</strong><br>Sim, o que eu tinha mais curiosidade era sobre as <a href="https://www.polensurfboards.com/surfboards/details/1106/pyzel/padillac" data-type="URL" data-id="https://www.polensurfboards.com/surfboards/details/1106/pyzel/padillac" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Padillac</a>, que é a prancha que eu mais aprecio entre os modelos do Pyzel. É uma prancha de ondas grandes e que as linhas são lindas e perfeitas. Basta dizer que, no North Shore, sejas quem tu fores, independentemente do teu patrocínio de pranchas, toda a gente tem uma <a href="https://www.polensurfboards.com/surfboards/details/1106/pyzel/padillac" data-type="URL" data-id="https://www.polensurfboards.com/surfboards/details/1106/pyzel/padillac" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Paddilac</a> no seu quiver para surfar ondas grandes.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="728" height="382" src="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2023/02/PYZEL_1-copy-728x382.jpg" alt="" class="wp-image-69326" srcset="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2023/02/PYZEL_1-copy-728x382.jpg 728w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2023/02/PYZEL_1-copy-300x157.jpg 300w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2023/02/PYZEL_1-copy-768x403.jpg 768w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2023/02/PYZEL_1-copy.jpg 1140w" sizes="(max-width: 728px) 100vw, 728px" /></figure>



<p><strong>Como foi conviver com ele durante estes dias?</strong><br>O Pyzel é muito diferente do que encontrei até agora em outros shapers. Tudo na vida dele revolve à volta de fazer surf. Ele vê o surf sempre de manhã e o forecast, planeia a surfada dele, e tudo à volta encaixa-se nisso. O que achei bastante interessante é que, normalmente os shapers são sempre muito ocupados, estão sempre na sala de shape, mas ele faz as coisas de maneira diferente do que eu tinha visto até agora. Só tenho a agradecer ao Jon pela forma como me recebeu, e pela partilha de informação e conhecimento.</p>



<p><strong>Para terminar, tiveste a oportunidade acompanhar a ligação dele com o John John Florence…</strong><br>Tive alguns momentos em que foi possível ver essa ligação. Ele falava-me das pranchas do John John e houve vezes em que eu estive na sala de shape com ele quando shapeava pranchas para o John John e dizia-me o que estava a fazer, o que.o levou a fazer essa prancha. Uma das coisas que ele me disse é que o John John é uma pessoa muito meticulosa, muito “self aware”. Ele sente pequenos detalhes e pormenores nas pranchas, basta haver 1/16 a mais de grossura que era o suficiente para ele ligar a perguntar se tinha engrossado as pranchas dele. Porque ele é assim tão sensível.</p>



<p></p>



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<p></p>



<p></p>
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		<item>
		<title>Shaper Talk &#124; Entrevista com Johnny Cabianca, shaper do surfista número 1 do mundo</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/destaques/entrevista-com-johnny-cabianca-shaper-do-surfista-numero-1-do-mundo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Dec 2021 18:21:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Johnny Cabianca]]></category>
		<category><![CDATA[Shaper Talk]]></category>
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					<description><![CDATA[Cabianca Surfboards]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando se fala em Cabianca, muitas vezes fala-se em Medina, o tri-campeão mundial que usa as suas pranchas quase exclusivamente. Mas, muito antes de Gabriel Medina sequer se ter iniciado no surf já Johnny trabalhava na área, evoluindo prancha a prancha até aos seus caminhos se cruzarem e, em conjunto, fazerem história. Fica a conhecer a história de Johnny Cabianca, um shaper de personalidade humilde e um talento fora de série nas mãos&#8230;</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Como começou o seu percurso como surfista?</strong><br />
Eu sou de uma família da cidade de São Paulo que frequentava muito o litoral, Guarujá e Santos, aquela área da costa de São Paulo. E claro, o surf começou ainda em criança e com 12 ou 13 anos já surfava com pranchas de fibra. Pouco depois, com 14 ou 15 anos, já fazia os remendos na prancha do meu irmão, e depois nas dos nossos amigos.</p>
<p><strong>Quando começou a trabalhar com pranchas?</strong><br />
Em 1980 um amigo meu de São Paulo, também apaixonado pelo surf, criou uma marca chamada Summer Birds e começámos a fazer pranchas. O que mais fazíamos era remendos mas, depois, fizemos uma prancha inteira e, claro, a primeira foi para o meu irmão. Mais tarde, entre 82 e 84, a coisa começou a crescer e mudámo-nos para um espaço maior para aumentar a produção. Ainda me lembro que, quando fizemos pela primeira vez 9 pranchas num mês comemoramos muito. Foi uma época boa, de muito aprendizado, no Brasil não se encontrava nenhum tipo de informação de como fazer e naquela época não existia google. Era chegar a uma loja e comprar resina “cristal”, nem se dizia poliéster, a fibra de vidro era o que vinha, só descobrimos o que eram onças mais tarde, e o bloco de PU da época, que eram da Clark Foam expandidos no Brasil. Fazíamos pranchas com polimento, quilhas fixas, pigmento ou pinturas de airbrush, fazíamos o que víamos nas revistas e aprendíamos com os erros.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-63228" src="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/Medina_G_21Finals_Heff_TYH0536.jpg" alt="" width="1140" height="760" srcset="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/Medina_G_21Finals_Heff_TYH0536.jpg 1140w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/Medina_G_21Finals_Heff_TYH0536-264x176.jpg 264w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/Medina_G_21Finals_Heff_TYH0536-768x512.jpg 768w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/Medina_G_21Finals_Heff_TYH0536-642x428.jpg 642w" sizes="auto, (max-width: 1140px) 100vw, 1140px" /></p>
<p><strong>Como foi o percurso a partir daí?</strong><br />
Em 1990 o meu sócio na Summer Birds decidiu seguir outro caminho e eu continuei, a fazer as pranchas e a shapear. Até aí tinha sido laminador apenas, mas peguei na plaina e comecei a fazer pranchas para o meu irmão e os nossos amigos. Nessa altura frequentava a Praia de Maresias e aí consegui ter uma expressão maior, dentro dessa comunidade. Tinha ali o meu grupo de amigos e fazia pranchas para eles em meu nome. Foi quando um grande amigo meu, o Dr. Luciano Leão, o inventor da máquina DSD, me chamou para trabalhar com ele, em 1993. O plano era ele afastar-se da fábrica que ele tinha, a Surface, e eu ia ficar como a pessoa responsável por ela porque ele teria que desenvolver o software e a máquina. Em 95 a máquina já estava pronta e foi feita a primeira venda, para o Jeff Bushman no Havai. E assim começou tudo, comecei a aprender informática e o programa DSD e assim passei a ter contacto com vários shapers e fabricantes de pranchas de fora do Brasil, pois eles vinham atrás dessa tecnologia. Foi quando surgiu o primeiro convite para ir conhecer a Europa. Eu vim parar à fábrica da Full&amp;Cas, em 2000, depois fui para a Pukas, onde estive três semanas a montar a máquina, e de seguida fui para Portugal, montar a máquina da SPO com o Hugo Cartaxana em Santa Cruz. O Hugo, é um grande amigo e uma grande pessoa e estive por lá até 2002. Em junho de 2002 apareceu o Jeff Bushman, que tinha estado a trabalhar na fábrica da WatSay em Sopelana, e passou em Santa Cruz à minha procura para me fazer um convite para ir para o Havai. Em julho de 2002 mudei-me para lá.  Trabalhei no Havai até julho de 2003 que foi quando o Ignacio, o gerente da Pukas, me convidou para voltar à Europa e dar uma ajuda nos cortes e também trabalhar como shaper e back shaper, então eu voltei para a Europa.</p>
<p><strong>Esteve quanto tempo na Pukas?</strong><br />
Foram 11 anos, em San Sebastian, foi um tempo de crescimento, a ver como funcionam grandes produções, a conviver com grandes nomes que passaram pela fábrica, onde eu ajudava a desenhar e na adaptação ao sistema DSD. Fiz o meu trabalho, sempre muito conectado com toda a produção a tentar melhorar sempre durante a minha passagem pela Pukas. Passaram também muitos atletas, foi uma época muito boa onde eu trabalhei com o falecido Leo Neves, e atrás dele já veio o Sunny Garcia, o que me trouxe muita exposição no meio dos surfistas.</p>
<p><strong>E como surgiu a ligação com Gabriel Medina?</strong><br />
Como sou praticamente de Maresias, tenho um grande amigo meu que fazia parte da minha “quadrilha”, o Charles, que é o padrasto do Gabriel Medina. A gente sempre estava junto quando eu voltava ao Brasil e eu fui vendo ele crescer, a evolução dele no surf, nas competições de base no Brasil e ele foi sempre muito diferenciado, muito bom. Quando, com 15 anos, ganhou um campeonato 6 estrelas na Praia Mole, em Santa Catarina, ele seguiu para a Europa e ficou na minha casa, em Setembro de 2009. Foi uma época “divisora de águas”, na minha vida, na vida do Gabriel, no surf em geral, foi o ano em que ele veio e conquistou muito, fez <a href="https://www.onfiresurfmag.com/noticias/king-of-the-groms-2009-o-debut-internacional-de-gabriel-medina/" target="_blank" rel="noopener">aquela apresentação no King of the groms</a>, 5 notas 10 durante o campeonato, duas na final e o nome dele começou a aparecer no cenário mundial. A partir de 2009 até 2014 foram anos de muito trabalho com o Gabriel até ao título mundial. Nesse ano, depois de uma série de divergências com a Pukas, vi-me obrigado a sair, quis voltar para o Brasil com a minha esposa e o meu filho recém nascido, algo que considero positivo pelo meu filho, por ele ter estado perto da minha família, mas negativo por eu ter voltado ao Brasil. É um país muito complicado, muito difícil, tinha passado muito tempo aqui pela Europa. Mesmo tendo um atleta campeão do mundo apanhei muito e vi-me forçado a voltar para a Europa já com a ideia de querer montar um negócio meu, ter uma fábrica minha e, claro, Zarautz foi uma opção boa, é onde estou até hoje.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Quiksilver - King of the Groms 2009 - France" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/z8rya5HccCA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Na altura em que começaram a trabalhar já tinha a percepção que o Gabriel tinha potencial de se transformar num dos melhores surfistas de todos os tempos?</strong><br />
Sempre vi muitos atletas do Brasil a aparecerem e desaparecerem. Eu achava que era mais um “garoto” que estava vindo de São Paulo com um potencial grande, mas não se sabia o que ia acontecer no futuro. Claro, ele vinha com atitude para ganhar, ele entrava sempre com uma postura muito diferenciada em cima de qualquer atleta que fosse com ele numa bateria. E o que acontecia é que ele ganhava, sempre. Se vamos falar do trabalho com o Gabriel, claro, foi um começo tímido da minha parte, e foi uma coisa que eu, mesmo duvidando, passei a acreditar e ver que o meu trabalho estava a dar um efeito positivo. A principio eu achava que ele devia usar outras pranchas (de outros shapers). A cada lugar que ele ia, por eu ter contacto com outros shapers, tanto na Austrália como na América, eu sempre deixava preparada alguma prancha para ele, uma Lost ou uma DHD ou Tokoro. Mas o <em>feedback</em> era sempre que as minhas pranchas funcionavam melhor. Fomos trabalhando em cima disso, e a partir daí ficou quase exclusivamente comigo. Eu fui acompanhando a evolução do corpo dele, fui diferenciando os meus desenhos e mantive algumas linhas antigas como eu tenho até hoje. Tenho modelos dele como o <a href="https://cabiancasurfboards.com/surfboards/dfk/" target="_blank" rel="noopener">DFK, The Freak Kid</a>, que tem esse nome porque o Martim Potter estava a fazer de speaker no King of groms, ficou assombrado com a apresentação e quando ele entrava na bateria dizia, “look, the freak kid”. Então eu tive que fazer um modelo que existe desde essa época até hoje, o DFK, e quando encontro o Potter a gente dá muita risada disso.</p>
<p><strong>Como tem sido trabalhar com um surfista deste calibre ao longo dos anos? </strong><br />
O Gabriel é uma pessoa que, além de um grande amigo, é um atleta que botou o meu nome dentro do cenário mundial. Apesar de todos os problemas pessoais, acabei virando um confidente, tentando entender a situação também que ele passa. Mas é uma pessoa que a gente quando está junto dá muita risada, sempre celebrando todas as vitórias, eu acho que ele está na metade da sua carreira, vai ganhar muita coisa ainda.</p>
<p><strong>Quantas pranchas o Gabriel Medina encomenda por ano?</strong><br />
O Gabriel sempre foi uma pessoa muito correcta com as pranchas, ele nunca pediu a mais do que ele necessita. Na época da Pukas ele era um atleta que usava poucas pranchas, acho que ele chegava a fazer só 25 por ano, usava uma prancha em três campeonatos, nunca foi exagerado nesse sentido. A partir de 2014 tivemos um acerto, muitas marcas apareceram oferecendo mundos e fundos para ele, empresas grandes do meio da fabricação de pranchas mas ele decidiu continuar comigo. Falou comigo, e disse, “Johnny, preciso de pranchas para treino, para pré-temporada, preciso de variação de modelos, de curvas, para ondas grandes e ondas pequenas”. Eu “botei” um número, são 10 etapas por ano, se fizermos 10 por etapa seriam 100 pranchas num ano, mais pré-temporada e treino, 100 a 120 pranchas, e a gente manteve isso até antes da pandemia. Agora no ano da pandemia não teve campeonatos, foram pouquíssimas as pranchas que eu fiz, e para 2021 também, não foram muitas pranchas e veio o 3º título. Mas ele sempre foi muito tranquilo, nunca se preocupou com o que ele tinha, estava sempre bem confortável, bem atendido. Graças a Deus, tudo funcionando, e estamos aí, até hoje.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-63229" src="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/gabrielmedina_by_kaiquephoto.jpg" alt="" width="1500" height="985" srcset="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/gabrielmedina_by_kaiquephoto.jpg 1500w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/gabrielmedina_by_kaiquephoto-268x176.jpg 268w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/gabrielmedina_by_kaiquephoto-768x504.jpg 768w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/12/gabrielmedina_by_kaiquephoto-652x428.jpg 652w" sizes="auto, (max-width: 1500px) 100vw, 1500px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Que modelos de prancha ele usa mais?</strong><br />
Ele não gosta de confusão, tem o modelo dele DFK, algumas <a href="https://cabiancasurfboards.com/surfboards/the-medina/" target="_blank" rel="noopener">The Medina</a>, que é uma prancha mais reta, com menos concave que dá para dias piores.</p>
<p><strong>Sente que os shapers brasileiros não são tão bem aceites a nível mundial como os australianos ou norte-americanos? </strong><br />
Não são muitos os shapers brasileiros com reconhecimento a nível mundial, podemos considerar como nomes de ponta o Xanadu, o Márcio Zouvi, eu e algum outro. Alguns bons shapers ainda estão escondidos por detrás de nomes de marcas, ou de outros shapers. Mas o mercado, para ser bem sincero, é um mercado complicado, tanto no Brasil como na Europa. O mercado pertence a americanos e australianos, hoje em dia você tem uma marca que nem a Channel Islands, que não tem shaper, teve na época o Al Merrick, e segue vendendo um montão. Líderes de mercado hoje, com produções massivas, são marcas australianas e americanas. A gente vai seguindo o fluxo, seguindo o que conseguimos vender, é difícil a gente se manter no mercado. Hoje você vê o Márcio Zouvi até bem posicionado a nível mundial, a fazer um bom trabalho, e, claro está há mais de 40 anos na América, praticamente ele é considerado um nome americano.</p>
<p><strong>Como tem sido a implementação da Cabianca Surfboards pelo mundo?</strong><br />
Eu, com a minha imagem de brasileiro e com um atleta número 1 do mundo, brasileiro, é mais difícil, tem uma aceitação mínima. Estamos bem, estamos a vender um número bom de pranchas, eu tenho muito a agradecer à perseverança do Pedro Gonçalves da Dr. Ding, porque abraçou a minha ideia e tem “botado” as minhas pranchas aí no mercado português, um mercado que é um termómetro Europeu muito forte, a costa portuguesa é muito procurada pelo mundo inteiro. Ele tem feito um trabalho excelente, o Pedro é um grande amigo, desde a época ainda da SPO, uma pessoa super positiva, dinâmica, “o bicho é fera”. Agora, é uma batalha, dia e noite, não se pode descansar nem um minuto, a minha aceitação depende muito da gente tentar inventar alguma maneira de conseguir aparecer no mercado. Brincando com a situação, se o surfista que é um bom surfista entra numa surfshop com Channel Islands, JSs, DHDs e Firewires, ele vai encher os olhos. E vai estar lá Cabianca até por um preço mais acessível e vai ser talvez a última prancha que ele olha. Mas está lá, e tem saído, e eu tenho muito a agradecer ao Pedro isso. Estando aqui na Europa, em Espanha, a gente sofre muito com o preço. Para ser competitivo a nível mundial de trabalho, ou seja, para você fazer uma exportação, já é mais complicado com o preço que pratica. Todo o nosso material tem que atravessar o oceano, o bloco, fibra, resina. Quando você vê o preço da prancha não é talvez competitivo, mas a gente tem aberto novos mercados, Coreia, Israel, Austrália e EUA, mas com vendas muito &#8220;tímidas&#8221; exportando daqui. Na Austrália hoje eu tenho que agradecer muito ao pessoal da Surfboards Empire, lá da Gold Coast. O Dave Tarentino faz um trabalho muito bom também, mas devagar porque eu não estou lá. Ele faz a minha marca lá na Austrália e vende mas foi muito ruim com a pandemia, porque eu não me pude deslocar à Austrália. Estamos a começar, é um embrião que está a começar a crescer, estamos indo para a frente.</p>
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<p><iframe loading="lazy" title="The Best of Gabriel Medina… ARE YOU NOT ENTERTAINED!! - WSL Highlights" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/_a8MFyKSc1s?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Shaper Talk &#124; Marcello Zani &#124; O shaper por detrás das marcas Sequoia e Aloha</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/destaques/keeping-up-com-marcello-zani-o-shaper-por-detras-das-marcas-sequoia-e-aloha/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ONFIRE Surf]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jun 2021 19:47:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[Aloha Surfboards]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Keeping up]]></category>
		<category><![CDATA[Marcello Zani]]></category>
		<category><![CDATA[Sequoia Surfboards]]></category>
		<category><![CDATA[Shaper Talk]]></category>
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					<description><![CDATA[Um fabricante de pranchas italiano...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Marcello Zani é um shaper natural de Cesena, Itália, que dedicou grande parte da sua vida ao automobilismo, como piloto profissional. Nas corridas Marcello desenvolveu uma mentalidade focada em alcançar o máximo desempenho através de pesquisa, análise, atenção aos detalhes e grande determinação. Enquanto criança Zani era fascinado pela cultura do skate punk e o seu amor pelo mar levou-o a começar a fazer surf. Em 2014 começou a envolver-se no design e produção de pranchas de surf sob a marca Sequoia Surfboards. Em apenas dois anos conheceu e trabalhou com alguns dos mais relevantes fabricantes de pranchas da Europa e América do Norte e em 2016 iniciou uma colaboração com o professor Riccardo Rossi, que desenvolveu uma tecnologia dedicada às pranchas de surf utilizando simulação computacional. Marcello investiu nessa tecnologia e tornou-se no primeiro shaper no mundo a usar CFD, (Computational Fluid Dynamics), no design de pranchas de surf. Fica a saber mais sobre este carismático shaper&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Podes falar um pouco sobre o teu percurso como surfista?</strong><br />
Comecei a surfar aos 30 anos, muito tarde, mas desde pequeno costumava de andar de skate. Foram 27 anos a praticar, ainda hoje ando nos skateparks e nos bowls de minha cidade natal. A minha abordagem ao surf é tentar fazer sempre power surf, principalmente de shortboard, e adoro surfar em Supertubos, por isso a minha marca aposta muito em pranchas para esse tipo de condições.</p>
<p><strong>A Itália é tão inconsistente como se pensa?</strong> <strong>Conta-nos sobre a experiência italiana de surf&#8230;</strong><br />
Na Itália temos bons spots, mas raramente há boas condições. Toscana e a Ligúria são bastante consistentes, em outro lado é mais difícil encontrar um surf decente. Temos que viajar muito e fazer muitos surf checks, desnecessários e muito frustrantes e muitas vezes voltamos sem entrar na água. As ondas têm pouco power, com certeza é uma grande diferença para Portugal e Peniche.</p>
<p><strong>Quando te começaste a envolver com o mundo do shape?</strong><br />
Comecei a shapear apenas um ano depois de começar a surfar, e foi algo muito mágico porque foi um tempo de mudança na minha vida, naquele período, e encontrei algo que realmente me completou. Trabalhar na Itália é muito difícil em tudo. Encontrar materiais, aprender e desenvolver shapes, é muito complicado. Decidi viajar muito, principalmente para a Califórnia, onde aprimorei a minha técnica e aprendi muito. Portugal foi uma consequência normal, está perto de Itália e existir uma grande cultura de surf, muitas fábricas de pranchas e o ambiente perfeito para testar e desenvolver as minhas pranchas. Aqui encontrei muitos amigos que me ajudaram muito, como o pessoal da Vulture Surfboards.</p>
<p><strong>O que te fez investir em materiais mais “</strong><strong>state of the art” na construção de pranchas</strong><strong>? </strong><br />
Um dos pontos fortes da Sequoia é mesmo a construção <em>high performance</em>. Na minha experiência no automobilismo aprendi como é importante usar tecnologia avançada e sou apaixonado por materiais. Desde o início da Sequoia, temos uma construção personalizada. Passei muito tempo a pesquisar e projectar a construção e design de pranchas.</p>
<p><strong>Podes falar um pouco dos teus modelos com mais sucesso?</strong><br />
O meu <em>best seller</em> é sem dúvida a <a href="https://www.sequoiasurfboards.com/shop/surfboards/enzo-x/" target="_blank" rel="noopener">Enzo, que é um shape de <em>high performance</em> híbrido</a>. Normalmente, ondas pequenas e pranchas de verão flutuam bastante, mas nem sempre são muito divertidas de surfar. A Enzo combina <em>power surf</em> com uma prancha muito fácil de surfar e acessível também para condições fracas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-61033" src="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/06/DSC_7777.jpg" alt="" width="728" height="485" srcset="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/06/DSC_7777.jpg 728w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/06/DSC_7777-264x176.jpg 264w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2021/06/DSC_7777-642x428.jpg 642w" sizes="auto, (max-width: 728px) 100vw, 728px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Fala um pouco sobre os surfistas que usam as tuas pranchas&#8230;</strong><br />
Não tenho muitos <em>team riders</em> na equipe, prefiro mostrar a <em>performance</em> das minhas pranchas e evoluir com o <em>feedback</em> dos meus clientes. As pranchas são para as pessoas comuns e trabalho muito para dar a melhor performance também aos surfistas medianos. Tenho alguns competidores na equipe, o que também é muito importante. Marcelo Nunes é um ex-top do CT brasileiro e um surfista ultra experientes, perfeito para o desenvolvimento das pranchas. O Max Doucet é um team rider americano que vive em Portugal, também é muito bom em testes de pranchas. Também estou a trabalhar com o <a href="https://www.onfiresurfmag.com/exclusivos/stu-kennedy-junta-se-ao-team-aloha-surfboards/" target="_blank" rel="noopener">Stu Kennedy, da Austrália</a>. Ele competiu este ano no CT de Rottnest Island em Maio. Eles dão-me muita confiança quando lanço um design algo novo.</p>
<p><strong>Por falar em Stu Kennedy, como surgiu uma <a href="https://www.sequoiasurfboards.com/sequoia-x-aloha/" target="_blank" rel="noopener">parceria com uma marca de pranchas </a>tão icónica como a Aloha? </strong><br />
A Aloha estava à procura de jovens shapers para fazer colaborações. Sou o primeiro shaper no mundo a usar a tecnologia CFD para o design de pranchas de surf e todo o mercado a nível mundial está interessado em alta tecnologia. A Aloha acredita no meu trabalho e vão usar três dos meus shapes, a nova <a href="https://www.sequoiasurfboards.com/shop/sequoia-x-aloha/cfd-fish-sequoia-x-aloha/" target="_blank" rel="noopener">CFD FISH</a>, a <a href="https://www.sequoiasurfboards.com/shop/sequoia-x-aloha/toro-sequoia-x-aloha/" target="_blank" rel="noopener">Toro</a> e a <a href="https://www.sequoiasurfboards.com/shop/sequoia-x-aloha/twin-peaks-sequoia-x-aloha/" target="_blank" rel="noopener">Twin Peaks</a>.</p>
<p><strong>Qual é o futuro de Sequoia e Aloha? </strong><br />
Como italianos, temos uma vasta experiência em design de desempenho. Misturado com a experiência de uma marca estabelecida como a Aloha, tenho certeza que podemos fazer grandes shapes.</p>
<p><strong>Como se pode encomendar uma prancha? </strong><br />
Temos a nossa loja principal em Peniche, podem visitar-nos e tomar uma cerveja ou fazer uma encomenda <a href="https://www.sequoiasurfboards.com/" target="_blank" rel="noopener">através do nosso site</a>!</p>
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<p><iframe loading="lazy" title="Enzo explained by Marcello Zani" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/ogXYrrKbqlc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Shaper Talk &#124; Jason Stevenson, shaper da JS Surfboards, fala sobre os seus team riders e mais&#8230;</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/destaques/jason-stevenson-shaper-da-js-surfboards-fala-sobre-os-seus-team-riders-e-mais-entrevista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Sep 2019 08:55:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[58surf]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Jason Stevenson]]></category>
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		<category><![CDATA[Shape]]></category>
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					<description><![CDATA[Antes de ser um dos melhores shapers do mundo, Jason Stevenson fez um percurso normal como qualquer outro surfista australiano. Tendo crescido em North Stradbroke Island, uma pequena ilha na Austrália conhecida por ter sido o “berço” de alguns dos melhores surfistas do mundo, como Bede Durbdige e Ethan Ewing, eventualmente Jason mudou-se para a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de ser um dos melhores shapers do mundo, Jason Stevenson fez um percurso normal como qualquer outro surfista australiano. Tendo crescido em North Stradbroke Island, uma pequena ilha na Austrália conhecida por ter sido o “berço” de alguns dos melhores surfistas do mundo, como Bede Durbdige e Ethan Ewing, eventualmente Jason mudou-se para a Gold Coast, onde se baseia grande parte da indústria do surf. Algumas décadas mais tarde tornou-se num dos líderes do competitivo “mundo” do shape, com direito a uma das melhores equipas de patrocinados da actualidade. Jason esteve recentemente na Europa e, a convite da Despomar, desceu até Portugal para fazer uma sessão de Live Shapping na loja 58 Surf da Ericeira. No meio de muita solicitação do público e media, a ONFIRE falou com JS para ficar a conhecer um pouco do seu percurso e algumas novidades&#8230;</p>
<p><strong>Como tudo começou para si como shaper?</strong><br />
No shape foi aos 23 anos, quando fui para a Gold Coast e comecei a trabalhar numa fábrica de pranchas. Murrey Bourton, da Pipe Dreams, fazia as minhas pranchas e comecei trabalhar para ele. Ao fim de um ano a trabalhar na fábrica peguei nuns blocos que haviam para ali e numa plaina e comecei a shapear. Comecei por ajudar a debastar um pouco os blocos para o Darren Handley e depois a fazer a curvatura e a cortar as pranchas dele e de outros, fui <em>o ghost shaper</em> dele por cerca de cinco anos até que comecei a fazer as minhas. Ele fazia pranchas para muitos dos talentos australianos e eu também comecei a fazer algumas para eles. O Dean Morrison foi o meu primeiro patrocinado. Ele usava pranchas da marca Nev, depois do Darren, e depois começou a pedir-me pranchas e gostou delas.</p>
<p><strong>Como foi evolução do trabalho o Dean?</strong><br />
Quando comecei a minha marca, a JS Surfboards, ele veio comigo e qualificou-se para o Championship Tour a surfar com as minhas pranchas. Depois veio o Luke Egan, que vinha de uma disputa pelo título com o Andy Irons. Ele veio ter comigo para fazer umas pranchas e ficou na equipa. E da parte dele vieram surfistas como Andy Irons, Sunny Garcia, Occy e outros.</p>
<p><strong>Fala-nos da equipa agora, quem são os principais patrocinados?</strong><br />
É uma equipa grande, temos o Julian Wilson, Adrian Buchan, Frederico Morais, Jeremy Flores, Ryan Callinan, Mikey Wright, Mateus Herdy, Sally Fitzgibbons e provavelmente estou a esquecer-me de alguns (risos). (Nota, esqueceu-se de Joel Parkinson, Occy, Hiroto Ohhara, Dusty Payne, entre outros)</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-52486" src="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2019/09/wilson_j8697BALI19dunbar_n.jpg" alt="" width="1140" height="760" srcset="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2019/09/wilson_j8697BALI19dunbar_n.jpg 1140w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2019/09/wilson_j8697BALI19dunbar_n-264x176.jpg 264w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2019/09/wilson_j8697BALI19dunbar_n-768x512.jpg 768w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2019/09/wilson_j8697BALI19dunbar_n-642x428.jpg 642w" sizes="auto, (max-width: 1140px) 100vw, 1140px" /></p>
<p><strong>Qual deles te dá o melhor feedback?</strong><br />
São todos muito bons. O Frederico e o Ryan, como trabalham com o Richard &#8220;Dog&#8221; Marsh dão-me muito f<em>eedback</em>, a Sally também é muito boa, e o Julian&#8230; quase todos dão. Até o Mateus Herdy, que vive do outro lado do mundo, manda mensagens de voz muito detalhadas a falar sobre as pranchas.</p>
<p><strong>Muitos deles estão a competir no CT, uns com os outros, é difícil lidar com a competitividade entre eles?</strong><br />
Às vezes é complicado, os patrocinados que agora competem entre eles sempre foram meus patrocinados. Eles não aceitariam que eu fizesse pranchas para alguém novo que estivesse a disputar títulos eles. Não se importam com os que já são da equipa, mas novos não. Com o Mateus Herdy não houve problema pois ele ainda é um <em>grom</em>, só se vão preocupar com ele quando chegar ao CT.</p>
<p><strong>Sabemos que o Andy Irons era um surfista complicado como patrocinado, como foi trabalhar com ele?</strong><br />
O Andy era o pior (risos). Eu conto muitas vezes a história do dia em que fui surfar com ele e o Joel Parkinson num dia perfeito em Greenmount e tinha feito uma prancha muito boa para mim. Ele quis experimentar e ficou com ela (risos). Ele era incrível mas achava que as pranchas dos outros eram sempre as melhores. Estava a disputar títulos mundiais, queria o melhor. Queria ser o melhor e queria ter as melhores pranchas. Ele era o surfista favorito de todos nós, e era o nosso ser humano favorito também. Era muito boa pessoa.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-52487 alignleft" src="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2019/09/Js-Live-Shaping-58-Store18.jpg" alt="" width="1140" height="760" srcset="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2019/09/Js-Live-Shaping-58-Store18.jpg 1140w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2019/09/Js-Live-Shaping-58-Store18-264x176.jpg 264w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2019/09/Js-Live-Shaping-58-Store18-768x512.jpg 768w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2019/09/Js-Live-Shaping-58-Store18-642x428.jpg 642w" sizes="auto, (max-width: 1140px) 100vw, 1140px" /></p>
<p><strong>Como começou a ligação com o Frederico Morais? Ele testou muitas pranchas e muitas marcas até ficar a surfar exclusivamente de JS&#8230;</strong><br />
Já lá vão alguns anos. Não me lembro exactamente como começou a nossa ligação mas por ser da Billabong e provavelmente através do Joel ou do pessoal na Billabong. As primeiras pranchas que fiz para ele eram cópias das pranchas favoritas do Joel Parkinson. Eles têm algumas semelhanças, a estatura, o surf de rail, e o trabalho com ele correu bem desde o início.</p>
<p><strong>Como é a sua prancha do dia a dia?</strong><br />
Ele é um bocado diferente da maior parte dos <em>team riders,</em> ele usa muito o modelo “Forget Me Not 2”, que muitos surfam em ondas boas, mas a prancha funciona em todas as condições e o quiver dele é quase todo baseado nesse modelo. Se for para um campeonato no Japão, ou algum campeonato em que o mar está muito pequeno, usa uma &#8220;Monsta Box&#8221; em epoxy, ou a &#8220;Black Box&#8221;. No CT, onde a maior parte das ondas são muito boas, ele usa a &#8220;Forget Me Not 2&#8221;.</p>
<p><strong>Quais são os modelos mais recentes, ou que estão a ter mais sucesso nesta altura, os <em>best sellers</em>?</strong><br />
O nosso <em>best seller</em> a nível mundial é a &#8220;Monster Box&#8221;. Eu acho que as suas dimensões servem para a maior parte das pessoas, e é uma prancha fácil de surfar, de 2 a 6 pés. É de longe a prancha que mais sai. E a nossa tecnologia, a HYFI, tem tido um sucesso incrível. Quando a comecei a desenvolver fiz a minha primeira e achei muito boa logo. A maior parte das pessoas não gostam de epoxy porque acham que, se estiver vento, ou aos saltos, não são boas. Mas a nossa tecnologia EPS está preparada para todas as condições. Estive agora em Fiji e estavam a surfar com elas em Cloudbreak de 6 a 8 pés, o que me surpreendeu. Não seria o que eu escolheria para surfar mas eles estavam lá e diziam-me que era as melhores pranchas que já usaram.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-52488" src="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2019/09/Frederico-Morai_sDSC_6925_PSCN019_Mestre.jpg" alt="" width="1140" height="760" srcset="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2019/09/Frederico-Morai_sDSC_6925_PSCN019_Mestre.jpg 1140w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2019/09/Frederico-Morai_sDSC_6925_PSCN019_Mestre-264x176.jpg 264w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2019/09/Frederico-Morai_sDSC_6925_PSCN019_Mestre-768x512.jpg 768w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2019/09/Frederico-Morai_sDSC_6925_PSCN019_Mestre-642x428.jpg 642w" sizes="auto, (max-width: 1140px) 100vw, 1140px" /></p>
<p><strong>O que poderá estar para vir no mundo do shape? Já foi tudo feito? Será mais uma questão de aperfeiçoar o que já há ou ainda há espaço para grandes mudanças?</strong><br />
Eu tenho uma equipa de surfistas de alto nível, no CT, e colocando numa perspectiva de pranchas como se fossem carros, temos carros tipo formula 1 para esses surfistas, o Ferrari das pranchas, que é o que fazemos. Isso é uma direcção, mas quero que a marca faça também pranchas muito boas para o surfista “normal”. Algo fácil de surfar, que o surfista normal, que tem um trabalho, tem família, surfa menos vezes, eu quero fazer a prancha perfeita para esse surfista, além das pranchas F1 que já fazemos.</p>
<p><strong>Para terminar, o que achou do nosso país?</strong><br />
É incrível. Tem sido muito divertido. Hoje foi a primeira vez na Ericeira. No outro dia fui a Peniche, vi Supertubos, que estava <em>flat</em> mas nunca tinha tido o privilégio de vir cá antes. Um dos meus principais patrocinados (Frederico Morais) vive cá e há o CT mas nunca tinha vindo cá. Desde que cheguei surfei todos os dias sozinho, sem ninguém na água, há tantos sítios para ir, tem sido muito bom!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe loading="lazy" title="58 SurfXJS" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/ny96yBcZWfk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Shaper Talk &#124; Um shaper clássico numa Era Moderna &#124; Bernardo Sodré</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/exclusivos/37011/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ONFIRE Surf]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Apr 2017 14:33:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[Bernardo Sodré]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Polen]]></category>
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					<description><![CDATA[Nem todos os shapers têm a convencional shortboard como base do seu trabalho. Bernardo Sodré, shaper residente na Polen, é um exemplo perfeito&#8230; Nota: Faz scrool down em cima da imagem para navegar Um Shaper Clássico, numa Era Moderna by ONFIRE Surf on Exposure]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nem todos os shapers têm a convencional shortboard como base do seu trabalho. Bernardo Sodré, shaper residente na Polen, é um exemplo perfeito&#8230;<span id="more-37011"></span> Nota: F<em>az scrool down em cima da imagem para navegar</em></p>
<p><iframe loading="lazy" style="width: 100%; height: 650px; margin-bottom: 5px; border: solid 1px #ccc; border-radius: 2px;" src="https://onfiresurf.exposure.co/um-shaper-classico-numa-era-moderna?embed=true" width="300" height="150"></iframe><br />
<a href="https://onfiresurf.exposure.co/um-shaper-classico-numa-era-moderna">Um Shaper Clássico, numa Era Moderna</a> by <a href="https://onfiresurf.exposure.co/">ONFIRE Surf</a> on <a style="text-transform: uppercase;" href="https://exposure.co">Exposure</a></p>
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		<title>Shaper Talk &#124; Almir Salazar &#124; Primeiro campeão nacional profissional de Portugal</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/destaques/almir-salazar-primeiro-campeao-nacional-profissional-de-portugal-mini-entrevista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jun 2016 16:06:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[Almir Salazar]]></category>
		<category><![CDATA[Anos 90]]></category>
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		<category><![CDATA[Shaper Talk]]></category>
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					<description><![CDATA[Está de volta ao nosso país alguém que foi muito importante na transição do surf português de uma fase amadora para profissional. Almir Salazar, um surfista que já tinha feito carreira como profissional no seu país, o Brasil, onde o surf estava muito mais evoluído, arrancou para Portugal no início dos anos 90 para trabalhar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Está de volta ao nosso país alguém que foi muito importante na transição do surf português de uma fase amadora para profissional. Almir Salazar, um surfista que já tinha feito carreira como profissional no seu país, o Brasil, onde o surf estava muito mais evoluído, arrancou para Portugal no início dos anos 90 para trabalhar como shaper na marca Polen e para tentar a sua sorte nos circuitos competitivos do nosso país e da Europa. O seu contributo nem sempre foi reconhecido mas é inegável e a ONFIRE desafiou o ex-campeão nacional relembrar histórias do passado e a fazer algumas comparações sobre o país que deixou há cerca de 20 anos e o que encontrou.</p>
<p><strong>Almir, o que o traz de volta a Portugal depois de tantos anos fora?</strong><br />
O que me traz a Portugal no momento é uma situação que o Brasil vem vivendo, uma insegurança, uma incerteza, tanto na política como na segurança. A economia do Brasil está me deixando muito confuso. Vim aqui fazer alguma coisa mas não imaginava que ia trabalhar novamente com o Álvaro (Costa, fundador da marca de pranchas Polen). Sabia que ele tinha fábrica mas que já tinha a equipe dele. Aí apareceu o convite, &#8220;vamos fazer alguma coisa&#8221;. Começámos a trabalhar e tenho estado, juntamente com o (Nuno Cardoso) “Surdo” ligado à produção, mas a intenção é fazer alguns modelos e algumas pranchas diferenciadas. Retro, malibu, longboard, para esse pessoal que sai das escolinhas, e até mesmo trabalhar com atletas, é a nossa intenção. Vou ficar aqui o máximo que eu puder.</p>
<p><strong>Quantos anos esteve por cá?</strong><br />
Eu fiquei aqui de 90 a 95 e quando voltei para lá eu vi que, na época do plano real, as coisas poderiam seguir. Com o tempo até que seguiram, mas ao longo dos anos vi que aquilo era ali era uma perda de tempo pois os poucos anos que passei em Portugal foram muito bons. Em termos de economia, segurança, educação. Naquela época eu sentia que daqui eu não sairia mais. Mas pelos problemas que a gente foi vivendo naquela altura eu acabei voltando. Passei por cá em 2002, 2003, 2008, 2013 e agora realmente quis voltar de vez. Eu tenho os meus filhos que são daqui e ficaram sempre cá e essa distância me fez perder uma boa fatia da educação deles. Hoje eu tento resgatar isso e vejo que Portugal é um país diferente daquele que conheci há 20 anos atrás.</p>
<p><strong>Quais são as diferenças que achou mais visíveis?</strong><br />
No surf houve uma evolução muito grande. Hoje vê-se muito mais praticantes de surf e na altura tinha muito bodyboarder e o longboard estava evoluindo. Hoje vê-se muito pouco de ambos. Outra coisa que vejo pouco aqui é o Stand Up Paddle. Juntamente com a evolução do surf também as marcas evoluíram, as pranchas evoluíram, os shapers e os praticantes. Hoje vemos muitos praticantes por aí despontando para o cenário mundial, coisa que não tinha naquela época.</p>
<p><strong>Era de esperar uma evolução destas, passados 20 anos, ou superou a expectativa com que ficou quando regressou ao Brasil?</strong><br />
Naquela minha época, quando eu vim “correr” (o circuito) aqui tinha uma barreira muito grande. Se não fosse português eu não conseguia competir. E isso era muito ruim porque não só eu como poderia ter vindo um californiano, um peruano, um mexicano&#8230; outro atleta de outro país e não poderia ter corrido o circuito. Podia correr o circuito europeu, mas não o nacional. Por você fechar as portas dentro do seu país&#8230; podia até colocar nas regras que ia correr e não podia levar o título e o prémio, apenas ia correr. Esse surfista ia fazer evoluir o surf do país. Na minha altura parecia que eu vinha aqui para levar o prémio de alguém, na verdade eu vivia do surf e vivia no país. E eu penso assim, quando você trava tudo isso, você também deixa de evoluir o teu desporto. Comigo foi assim, depois foi o mesmo com o Justin (Mujica) e assim sucessivamente. Eu acho que se travava a evolução do desporto no país. Com o tempo isso aí foi se moldando. Não surgiram tantos atletas porque o país também é menor que o Brasil, Estados Unidos e Austrália. Para o tempo que passou poderia ter muito mais atletas, mas eu acho que de há cinco anos para cá o número aumentou muito e agora parece que esta geração vai despontar e tirar frutos do surf português como nunca.</p>
<p><strong>Como é o surf português hoje visto no Brasil? Que informação de Portugal chega lá fora?</strong><br />
Olha só, acho que Portugal começou a aparecer um pouco mais com o Tiago (Pires) porque ele foi para o CT. Isso deu um <em>upgrade</em> na história do surf português. Ele era muito amigo do “Mineirinho” (Adriano de Souza) e isso falava-se muito nos media lá. Todas as matérias eram em cima dele. Logo de seguida, depois desse tempo do CT, apareceu a Nazaré com o (Garrett) McNamara. E esses novos surfistas profissionais que estão a competir e estão aparecendo e incomodando os “caras” lá fora. Junto com essas ondas que eles não acreditavam que podiam pegar aqueles Supertubos quebrando perfeito, os caras ficaram malucos, aquele primeiro ano foi maravilhoso. Todo ano tem uma etapa forte aqui em Portugal e acho que o país entrou de vez no cenário do surf mundial.</p>
<p><strong>A sua presença foi &#8220;instrumental&#8221; na transição do surf português de uma fase amadora para profissional. Pode nos contar como se procedeu essa evolução?</strong><br />
Antes de vir, eu nunca imaginava que um dia iria para Portugal. Eu tinha o patrocínio da Lightning Bolt na época e me fizeram a proposta de vir para competir e shapear. Na altura não estava bem no circuito mundial nem no brasileiro e “topei”. Cheguei aqui, o Álvaro me recebeu, e comecei a trabalhar na Polen e a competir. Logo no primeiro campeonato que corri eu vi que era uma prova bem estruturada mas tinha uma premiação em roupa e pranchas. Eu vinha já de um profissionalismo no Brasil onde já existia esse lado financeiro, qualquer campeonato, paulista, brasileiro, internacional&#8230; “rolava grana”. Só não havia “grana” nos campeonatos amadores e foi isso que eu encontrei aqui em Portugal. Esse campeonato na Praia Grande tinha ondas de 2 e 3 metros. Foram dois dias remando para subir no pódio e ganhar uma placa, uma medalha, uma camisa e um chinelo. Depois me convidaram para ir em outro campeonato, no Norte e fui com o Álvaro, João Antunes e Dapin. No caminho eu expliquei para eles que nós éramos a atracção do campeonato e que tinha de ter dinheiro. Mesmo que fosse 100 ou 150 euros para o primeiro, 50 para o segundo, 30 para o terceiro, já pagava a viagem. Eu expliquei que nós estávamos a pagar a inscrição, gasolina, hotel, alimentação&#8230; Gastar isso tudo para ganhar uma camiseta? A gente chegou na praia e reivindicou tudo isso e o cara mudou a história, já deu dinheiro para a gente. Os portugueses começaram vendo a coisa de maneira diferente. E eu fazendo toda essas reuniões para ver se se mudava o surf de amador para profissional pois já não era “molecada”, já não eram miúdos de 16 anos a competir. No ano seguinte já havia dinheiro e quando “virou” o ano de 91 para 92 fizeram o circuito nacional. Fizeram cinco etapas, todas com prize money. Foi aí que os outros competidores, quando começaram a ver mais dinheiro, começaram a ver que eu era um cara que ia atrapalhar eles. Eu que os ajudei a mudar o pensamento, já incomodava porque tinha possibilidades de ganhar as etapas.</p>
<p><strong>E o que se seguiu?</strong><br />
No meio do ano houve uma reunião e queriam que eu apresentasse um BI português, pois se não fosse português realmente eu não poderia mais correr. Mas como eu era casado e a minha mulher era filha de portugueses a gente averbou o nosso casamento aqui e automaticamente fiquei com passaporte e BI português. Quando chegou a etapa seguinte tinha 10 ou 15 surfistas &#8220;botando&#8221; o organizador contra a parede. Quando chegou o meu heat ele veio ter comigo e me disse que se não tivesse BI não ia entrar. Eu disse que tinha, tirei do bolso e entreguei, “está aqui”. Entrei na água e ganhei a etapa, a de Santa Cruz.</p>
<p><strong>E como foi garantir esse primeiro título nacional?</strong><br />
A etapa final era na Ericeira, em Ribeira D’Ilhas. O mar estava grande, devia estar uns 3, 4 metros. Nesse campeonato acabei por ganhar o título, não pelo meu mérito, pois eu estava mal na bateria, mas o João Antunes fez uma interferência e acabou em 4º. No fim do heat não se sabia se tinham dado interferência ou não, mas deram e eu passei para segundo e fiquei com o título. Foi um ano muito marcante na minha vida, e talvez na história do surf português. Em 95 decidi voltar para o Brasil. Deixei o circuito quando estava liderando o circuito, vendi tudo e fui. Hoje, para mim, penso que foi um erro, devia ter ficado aqui.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="TOP Nacional 1993/1994" src="https://player.vimeo.com/video/65460175?dnt=1&amp;app_id=122963" width="500" height="400" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe></p>
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		<title>Shaper Talk &#124; Timmy Patterson</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/destaques/timmy-patterson-top-shaper-em-mini-entrevista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ONFIRE Surf]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Feb 2016 15:28:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[Mini-Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Polen]]></category>
		<category><![CDATA[Shaper Talk]]></category>
		<category><![CDATA[Timmy Patterson]]></category>
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					<description><![CDATA[Timmy Patterson está de volta. O shaper californiano tem passado no nosso país todos os anos de modo a abastecer os quivers de muitos surfistas portugueses. A ONFIRE visitou-o na fábrica da Polen e ficou a saber todas as novidades sobre este que é apelidado de “o guru” pelos outros shapers! Timmy, tens feito muitas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Timmy Patterson está de volta. <span id="more-30118"></span>O shaper californiano tem passado no nosso país todos os anos de modo a abastecer os quivers de muitos surfistas portugueses. A ONFIRE visitou-o na fábrica da Polen e ficou a saber todas as novidades sobre este que é apelidado de “o guru” pelos outros shapers!</p>
<p><strong>Timmy, tens feito muitas mudanças nos teus shapes ou o foco tem sido em refinar o que já tinhas desenvolvido no passado?</strong><br />
Tenho feito pequenas mudanças. Há tantos modelos bons que temos feito no passado, modelos com 10 ou 15 anos que sempre funcionaram bem. Team riders como o Ítalo e outros estão a usar e gostam por isso temos refinado esses um pouco mais. Estamos a meter mais espessura e mais foam no nose. E é isso, talvez mais um pouco de rocker no tail, eles funcionaram tão bem no passado que estou a tentar não mudar o que funciona bem!</p>
<p><strong>Quais são os modelos de pranchas que tens produzido mais?</strong><br />
O “<a href="http://www.polensurf.com/surfboardstock/surfboardmodel.php?id_surfboardmodel=304" target="_blank">The Rising Sun</a>” e o “<a href="http://www.polensurf.com/surfboardstock/surfboardmodel.php?id_surfboardmodel=257" target="_blank">Spud</a>” têm saído muito, o “<a href="http://www.polensurf.com/surfboardstock/surfboardmodel.php?id_surfboardmodel=298" target="_blank">Scorpian</a>” também, mas em geral temos feito os nossos modelos todos. O Ítalo, tem servido de referência para surf high performance, e para as nossas step ups, para o Havai, temos trabalhado muito com o Gavin Beschen. Ele tem muita experiencia nos picos onde toda a gente quer surfar e é a nossa referência nesse tipo de pranchas.</p>
<p><strong>O que estão a pedir os surfistas portugueses em termos de modelos?</strong><br />
Muitas “<a href="http://www.polensurf.com/surfboardstock/surfboardmodel.php?id_surfboardmodel=257" target="_blank">Spud</a>”, algumas “<a href="http://www.polensurf.com/surfboardstock/surfboardmodel.php?id_surfboardmodel=736" target="_blank">Ítalo</a>” e outros que já tínhamos feito cá como o &#8220;<a href="http://www.polensurf.com/surfboardstock/surfboardmodel.php?id_surfboardmodel=550" target="_blank">XXX</a>&#8220;. Esse é um modelo antigo mas foi refinado para o tipo de surf feito actualmente.</p>
<p><strong>Fala-nos da tua ligação com o Ítalo Ferreira&#8230;</strong><br />
Ele é um ser humano incrível. Humilde e agradecido. Com ele estamos a usar uma tecnologia nova chamada Varial Foam e está a gostar muito. É algo novo para nós este ano. A prancha típica dele é 5’9” x 18 ½ x 2 3/16, com tail round ou squash. As pranchas maiores dele são semelhantes, talvez uma polegada ou duas maiores.</p>
<p><strong>Há quanto tempo estão a trabalhar juntos?</strong><br />
Há muitos anos, desde os seus 13 anos. Ninguém sabia quem ele era e eu dizia às pessoas para o verem surfar porque ele é diferente. Teve um ano incrível, surfa com power e manobras modernas. Ele está muito contente e é muito agradecido por estar ali, a competir contra os seus heróis. E reflecte-se no seu surf.</p>
<p><strong>Quantas pranchas é que um surfista desse calibra recebe por ano?</strong><br />
Fazemos algumas no Brasil e outras na Califórnia mas acho que passam por ele umas 80 pranchas. Há sempre uma, num grupo de 15, que é mágica e ele fica com essas.</p>
<p><strong>A Stab recentemente fez um artigo em que indicou um modelo da Firewire, uma prancha sem nose desenvolvida pelo Daniel Thomson, como o mais vendido de 2015. Sentes que há procura para este tipo de prancha que é um shape bastante “alternativo”?</strong><br />
Nós fazíamos um modelo semelhante que os irmãos Fletcher gostavam, eles são skaters, foi assim que os aéreos começaram a aparecer. O pai deles, Herbie, surfa com o longboard de nose quadrado, eles sempre andaram com isso e nós sempre fizemos pranchas assim, não é nada de novo. Mas o marketing resulta (risos)!</p>
<p><strong>Para terminar&#8230; vi uma prancha enorme shapeada por ti recentemente, fala-nos dela&#8230;</strong><br />
O Nic Lamb, da Califórnia, vem cá por isso fiz uma gun para ele, uma 10’6”. Gosto de fazer estas pranchas depois do trabalho, quando toda a gente se vai embora, aproveito para “sujar as mãos”. Dá muito prazer desenhar essas pranchas e saber que vai ser usada em ondas de 20 metros. Ele quer surfar na Nazaré, espero que se divirta (risos).</p>
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		<item>
		<title>Shaper Talk &#124; Jon Pyzel fala sobre a prancha que venceu o Drug Aware Margaret River Pro</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/exclusivos/jon-pyzel-fala-sobre-a-prancha-que-venceu-o-drug-aware-margaret-river-pro-mini-entrevista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ONFIRE Surf]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2014 15:26:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Jon Pyzel]]></category>
		<category><![CDATA[Michel Bourez]]></category>
		<category><![CDATA[Shaper Talk]]></category>
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					<description><![CDATA[Apesar de ser conhecido há muito tempo na indústria do surf, o nome Jon Pyzel ganhou visibilidade nos últimos anos por ser o shaper do surfista que muitos consideram o melhor da actualidade, John John Florence. Mas as suas pranchas têm andado nos pés de muitos outros surfistas de topo e a prova disso é [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar de ser conhecido há muito tempo na indústria do surf, o nome Jon Pyzel ganhou visibilidade nos últimos anos por ser o shaper do surfista que muitos consideram o melhor da actualidade, John John Florence<span id="more-17191"></span>. Mas as suas pranchas têm andado nos pés de muitos outros surfistas de topo e a prova disso é que o vencedor do recente Drug Aware Margaret River Pro, Michel Bourez, estava a usar um dos seus shapes. Para saber um pouco mais sobre esta e outras pranchas de Jon Pyzel aproveitámos a sua presença na fábrica portuguesa de pranchas, Polen, para lhe fazer algumas perguntas.</p>
<p><b>Quais eram as dimensões da prancha que o Michel Bourez estava a usar?</b><br />
Ele estava a usar uma 6’0” x 18 5/8 x 2 1/2, Firewire. Equivale ao modelo “Flash” nas pranchas “normais”, são medidas normais para um surfista com as características dele, como estariam numa prancha de prancha de stock. A diferença com a Firewire é que tenho de lhes enviar um ficheiro com as medidas refinadas com maior pormenor possível.</p>
<p><b>Há quanto tempo estás envolvido com a Firewire e o que achas da tecnologia?</b><br />
Estamos a trabalhar juntos há alguns meses, estou a desenvolver dois modelos para eles, a “PyzAlian”, que sai em Junho e a “Slab” que está pronta para produção. No início da temporada havaiana desenvolvi algumas pranchas para o Michel Bourez, Filipe Toledo e Sally Fitzgibbons e correu bem por isso pediram-me para lhes fazer um quiver. Com a empresa em si estou muito contente, acho que é a melhor opção que existe para produção de pranchas em massa. Primeiro experimentei as pranchas e gostei mas estava hesitante até perceber bem o tipo de empresa que é. Fui conhecer melhor e gostei, a fábrica deles é na Tailândia e produz cerca de 85 pranchas por dia. Eles usam os materiais mais amigos do ambiente possíveis,  como resina biológica, e não usam acetona para limpar os materiais mas sim uma mistura com produtos à base de cítrico. E como têm de empacotar todas as pranchas usam muito material para embalar mas optaram por gastar 10 vezes mais num material mais biodegradável. Eu identifico-me com este tipo de escolhas e estou contente de estar a trabalhar com eles.</p>
<p><b>Como te sentes por ter outra prancha desenhada por ti a vencer uma etapa do WCT?</b><br />
É incrível, estou muito contente. Se estivesse com dúvidas se as pranchas iam funcionar bem, ou não, iria deixar de as ter. Não sabia se ele as ia usar então foi uma surpresa muito agradável.</p>
<p><b>Além do John John, Michel, Filipe e Sally Fitzggibons, para que surfistas tens estado a fazer pranchas?</b><br />
Ao longo dos anos tenho feito para vários, do WCT tenho feito pranchas para o Jadson André e Raoni Monteiro. Tenho uma excelente relação com o Ricardo Martins, shaper principal deles, e ele manda os team riders à minha fábrica quando vão ao Havai. Além disso tenho uma fábrica de pranchas na Austrália e o Jay “Bottle” Thompson que agora é team rider exclusivo. O também Nathan Hedge usa muitas pranchas Pyzel, além dos havaianos Kai Barger, Koa e Alex Smith, Mark Heally, Koa Rothman, Eli Olsen e o Nathan Florence, que voltou para o a equipa. O Frederico Morais também faz algumas pranchas comigo e o Tiago Pires está a fazer um pequeno quiver de 6 pranchas para as próximas etapas do WCT.</p>
<p><b>Por onde tens estado a shapear recentemente?</b><br />
Estive na fábrica australiana durante o Quiksilver Pro, agora estou pela Polen e nos próximos meses vou estar em Bali, Japão e Chile.</p>
<p><b>Que pranchas tem o John John usado e quais são as principais diferenças para o que estava a usar num passado recente?</b><br />
Ele tem usado muito a “Flash” nos últimos 3 anos, que é um modelo que temos refinado mas sem mudar a essência da prancha. Também tem usado a “Bastard” e foi nela que conseguiu a nota de 9.87 no round 1 do WCT de Margaret River. Outra prancha que ele gosta é a “Slab”, mas não a usa em competição.</p>
<p><b>Há alguma razão especifica para não a usar?</b><br />
Sim, como é uma prancha muito pequena ele acha que os júris poderão não achar as manobras tão expressivas, que é algo que achamos que tem acontecido, pois ele tem um tipo de surf que faz as manobras parecem mais fáceis do que são.</p>
<p><b>Como tem sido a tua estadia no nossa país?</b><br />
Estou a gostar muito, a temperatura está muito boa e tenho surfado um pouco na Cresmina (Praia ao lado do Guincho, perto da fábrica da Polen).</p>
<p><b>Para terminar, a <a href="https://www.onfiresurfmag.com/noticias/entrevista-a-jon-pyzel-shaper-de-john-john/" target="_blank">outra vez que uma prancha tua venceu um WCT</a> também estavas por cá, isso quer dizer que nos vais visitar mais vezes?</b><br />
Sim, aqui estou rodeado de boa energia, foi bom acordar e ver que ele tinha ganho. A primeira coisa que vi foram algumas mensagens pelo skype a dar-me os parabéns, depois vi no site da ASP e no facebook também!</p>
<p>http://youtu.be/pdkdgr-At1I</p>
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		<item>
		<title>Shaper Talk &#124; Darren Handley, shaper da DHD</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/industria/darren-handley-shaper-da-dhd-em-mini-entrevista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ONFIRE Surf]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jan 2013 10:26:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria]]></category>
		<category><![CDATA[Darren Handley]]></category>
		<category><![CDATA[DHD]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Shaper Talk]]></category>
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					<description><![CDATA[O Rip Curl Pro Portugal não trouxe apenas os melhores surfistas do mundo ao nosso país. Com eles vieram alguns “key players” do indústria, que aproveitam este evento para ver o que o nosso país tem para oferecer enquanto acompanhavam uma das provas de maior sucesso no tour. Entre eles estava um dos melhores shapers [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Rip Curl Pro Portugal não trouxe apenas os melhores surfistas do mundo ao nosso país. Com eles vieram alguns “key players” do indústria, que aproveitam este evento para ver o que o nosso país tem para oferecer enquanto acompanhavam uma das provas de maior sucesso no tour. <span id="more-6463"></span>Entre eles estava um dos melhores shapers do mundo, o australiano Darren Handley. Shaper da DHD, Handley é o responsável pelas pranchas de surfistas como Mick Fanning (com quem trabalha há mais de 15 anos), Stephanie Gilmore, Adriano de Souza, Alejo Muniz, Kieren Perrow, entre outros. A ONFIRE aproveitou a oportunidade para saber mais um pouco sobre este famoso shaper.</p>
<p><b>Darren, o que te trouxe a Portugal?</b><br />
A razão principal foi para ver o campeonato. A Rip Curl convidou-me e o Mick estava de olho no título por isso vim dar o meu apoio. Mas também queria ver o que se passa por Portugal e pela Europa a nível de pranchas e vendas, pois já não vinha cá há mais de 20 anos!</p>
<p><b>Quando foi a outra vez que estiveste em Portugal?</b><br />
Em 1980 ou 81, acho eu. Estive na Figueira da Foz onde apanhei boas ondas mas quando desci a Peniche as ondas estavam pequenas. Quando me estava a ir embora toda a gente queria comprar os shops, capas e calções de banho que eu tinha pois não havia nada por cá.</p>
<p><b>O Mick Fanning é um dos surfistas com quem mais trabalhas, o que pede ele numa prancha neste momento?</b><br />
Ele pede tudo numa prancha (risos). As medidas que ele está a usar são 5’11” x 18 3/4 x 2 1/4 e faço-lhe muitas iguais durante o ano. Ao todo devo fazer 100 pranchas para ele&#8230;</p>
<p><b>E ele consegue experimentar todas?</b><br />
Sim! Tens de perceber que ele surfa duas vezes por dia, 360 dias por ano, e ele gosta de surfar com pranchas novas. Ele usa pranchas de outros shapers também às vezes, só para sentir a diferença. Depois traz-me a prancha e diz o que gosta e o que não gosta.</p>
<p><b>Quais são as maiores diferenças entre as pranchas que lhe fizeste em 2012 em comparação às de 2011?</b><br />
O volume! Em 2012 ele estava a surfar com mais volume do que em 2011.</p>
<p><b>Como está o mercado de pranchas na Austrália neste momento, achas que está saudável?</b><br />
O mercado de pranchas no mundo está saudável. Agora, com a crise, as pessoas já não vão comprar roupa na quantidade que compravam antes, nem outras coisas que não eram 100% necessárias. Mas compram uma prancha e um fato! Pranchas e fatos são o que chamamos “hardwear” e isso é o que está a funcionar melhor dentro das lojas. As próprias lojas estão a virar-se mais para o material técnico e menos para o têxtil.</p>
<p><b>Para terminar, quais são os planos da DHD para Portugal?</b><br />
Os planos mais imediatos são de enviar um contentor de pranchas para cá. Mas em 2013, talvez e Maio ou Abril, venho cá shapear 100 pranchas “custum order” para os surfistas portugueses e mais tarde quero enviar outro contentor.</p>
<p>A DHD é representada em Portugal pela empresa <a title="MINDLX" href="http://www.mindlx.com/" target="_blank">MINDLX</a>.</p>
<p>(Mick Fanning e Kyuss King, dois team riders DHD)</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Mick Fanning and Kyuss King Snapper Rocks session" src="https://player.vimeo.com/video/56620500?dnt=1&amp;app_id=122963" width="727" height="409" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe></p>
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