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	<title>Lino Curado &#8211; ONFIRE Surf | Portugal</title>
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		<title>Lino Curado fala sobre uma nova tecnologia para pranchas de surf “Made in Portugal” &#124; Mini-Entrevista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Feb 2017 08:41:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[Flowtech]]></category>
		<category><![CDATA[Lino Curado]]></category>
		<category><![CDATA[Surfboard Technology]]></category>
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					<description><![CDATA[Apesar de não ser conhecido no meio do surf, Lino Curado tem um curriculum vitae impressionante numa modalidade muito próxima do nosso desporto, o skimming. Este local de S. João do Estoril foi, segundo muitos, o expoente máximo do skim no nosso país, com títulos nacionais e Europeus aos 15 anos e um 2º lugar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar de não ser conhecido no meio do surf, Lino Curado tem um <em>curriculum vitae</em> impressionante numa modalidade muito próxima do nosso desporto, o skimming. <span id="more-35958"></span>Este local de S. João do Estoril foi, segundo muitos, o expoente máximo do skim no nosso país, com títulos nacionais e Europeus aos 15 anos e um 2º lugar na Taça do Mundo em 2001. Em meados de 2006 começou a interessar-se pelo fabrico de pranchas, eventualmente chegando à fibragem de pranchas de surf. Foi durante esse processo que desenvolveu uma tecnologia que acredita que poderá mudar para sempre o fabrico das pranchas de surf. Fica a saber mais sobre Lino Curado e a tecnologia Flowtech&#8230;</p>
<p><strong>Lino, conta como tudo começou&#8230;</strong><br />
Quando meti na cabeça que ia começar a fazer pranchas (de skiming) todos os dias, durante algum tempo, guiava 40 minutos para Caneças, onde tinha um espaço, e fazia sempre qualquer coisa, um banho de resina, uma fibragem&#8230; Comecei a tentar usar o processo de vácuo, que na altura não era muito vulgar. Não tenho formação em engenharia, nem pouco mais ou menos, mas tinha algumas bases e noções, pois trabalhei vários anos na área de construção. Por isso tinha alguma facilidade em fazer as ligações dos materiais. Sempre tentei olhar para as coisas a 360 graus, de forma a perceber os mecanismos. Fiz algumas pranchas e verifiquei que a nível de performance era melhor do que as que eu estava a usar.</p>
<p><strong>Foi durante essas experiências que chegaste à tecnologia Flowtech? </strong><br />
Fazer bem e diferente sempre foi a minha filosofia mas o Flowtech nasceu um bocado ao acaso. Eu usava um processo de construção que me deixava umas marcas no fundo da prancha, uns vincos, então para compensar isso fui buscar a teoria das bolas de golfe. Com as irregularidades no fundo criei um fluxo turbulento, uma zona de separação que faz a prancha tornar-se mais rápida. Com a mesma energia a prancha vai mais longe, mais rápido. Mas não tinha o fundo perfeito, inicialmente era um quadriculado mas fui procurando aperfeiçoar, apesar de dar bastante trabalho. É no cansaço e no esforço que as pessoas vão à procura da solução. E consegui arranjar uma solução que, em termos de aplicação, era perfeita pois também reduzia o custo em relação ao que fazia antes.</p>
<p><strong>Podes falar mais um pouco sobre a tecnologia e resultados?</strong><br />
Ninguém vê uma bola de golfe lisa e o principio é igual para a água. Não vou questionar um principio básico da física, um fluxo laminar gera mais atrito que um fluxo turbulento. Posso dar exemplos básicos, um tubarão em velocidade as escamas viram a 90 graus para reduzir o atrito.</p>
<p><strong>Como vês a evolução e futuro desta aplicação?</strong><br />
A única coisa que digo é que ninguém se lembra de ver uma bola de golfe lisa mas durante anos muita gente não aceitou a bola assim. Existe uma transição, e estamos na altura.</p>
<div id="attachment_35960" style="width: 738px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2017/02/lino.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-35960" class="size-full wp-image-35960" src="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2017/02/lino.jpg" alt="Lino Curado &quot;at work&quot;..." width="728" height="428" srcset="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2017/02/lino.jpg 728w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2017/02/lino-300x176.jpg 300w" sizes="(max-width: 728px) 100vw, 728px" /></a><p id="caption-attachment-35960" class="wp-caption-text">Lino Curado &#8220;at work&#8221;&#8230;</p></div>
<p><strong>E qual é o processo, ou é uma técnica secreta?</strong><br />
É uma técnica que está com um pedido de patente pendente. Quando pensei em passar isto para o surf sabia como o fazia mas ia alterar as especificações das pranchas de surf. Não podes entrar no surf e alterar tudo, tinhas de alterar o método de construção, não iria acontecer. A primeira experiencia que fiz já foi numa prancha para o Filipe Jervis, mas a aplicação não ficou perfeita. Depois fiz uma para o Ruben Gonzalez, com laminação tradicional e aplicação Flowtech numa prancha para ondas de verão, uma 5´5” e ele logo de seguida tirou um dos melhores resultados dos últimos anos numa etapa QS, um 5º lugar.</p>
<p><strong>Qual foi o feedback do Ruben?</strong><br />
Ele disse que a prancha era super rápida, que em ondas pequenas tinha projecção acima da média. Eu já sabia que no skimming a aplicação funcionava, mas aí fiquei com uma referência dos resultados para as pranchas de surf. Uns meses mais tarde convidaram-me para fazer algumas pranchas para estarem expostas durante o CT de Peniche. Fizemos duas pranchas que fossem ao encontro de surfistas do campeonato, queríamos que o Mick Fanning e o Gabriel Medina as usassem (risos)! O CJ Hobgood queria levar uma e a equipa do (Filipe) Toledo levou uma, mas nunca chegaram a dizer nada. O feedback a nível geral do público durante a prova foi bom.</p>
<p><strong>Com que outros surfistas tens estado a trabalhar?</strong><br />
Foram muitos os atletas que mostraram interesse, mas ninguém tanto como o Ruben Gonzalez. Fizemos um modelo especifico para ele que, além do Flowtech, era laminado a vácuo e isso faz muita diferença. O Flowtech basicamente é uma aplicação, não uma fibragem. Se tu quiseres fazer um <em>upgrade</em> à tua prancha podes fazer.</p>
<p><strong>Qualquer prancha pode levar a aplicação?</strong><br />
Sim, qualquer prancha!</p>
<p><strong>Qual é a diferença quando se faz a fibragem de origem com o Flowtech em comparação a uma aplicação posteriormente?</strong><br />
Se for eu a fazer e se for em processo de vácuo vai ser mais leve. Se vier feita terei de adicionar mais qualquer coisa, fica ligeiramente mais pesada.</p>
<p>Queres saber mais sobre a tecnologia Flowtech ou encomendar uma prancha com esta aplicação? Podes entrar em contacto com o Lino Curado em &#8211; <span class="_5yl5">l.c.flowtech@gmail.com &#8211;</span> e seguir o seu trabalho no instagram <a href="https://www.instagram.com/linocuradotechnologies/" target="_blank">@linocuradotechnologies.</a></p>
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