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	<title>Buondi Sintra Pro &#8211; ONFIRE Surf | Portugal</title>
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		<title>O caricato historial competitivo de Kelly Slater em Portugal</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/destaques/o-caricato-historial-competitivo-de-kelly-slater-em-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Nov 2025 18:01:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
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					<description><![CDATA[12 provas, uma vitória...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Kelly Slater é claramente o melhor surfista de todos os tempos, sendo inclusivamente o “dono” de muitos recordes na World Surf League. No entanto, por alguma razão, o seu historial competitivo no nosso país não reflecte o domínio no resto do tour. Para ter uma perspectiva mais realista do seus resultados a ONFIRE analisou cada uma das suas participações em prova realizadas em Portugal&#8230;</p>
<p><strong>Outubro de 1996 – Coca Cola Figueira Pro – 33º lugar</strong></p>
<p>A esta altura Kelly Slater já tinha conquistado 4 títulos mundiais mas Portugal nunca tinha recebido uma etapa do CT o que fez com que o surfista da Flórida nunca tivesse passado pelo nosso país. Até que se realizou o Coca Cola Figueira Pro e Slater veio, mas tarde. Aparentemente Kelly esperou até ao último momento para viajar e depois perdeu o seu passaporte. A prova começou sem ele mas também o seu único adversário na disputa pelo título mundial desse ano, Shane Beschen, não apareceu. A ASP deixou o heat de repescagem com o português Bruno Charneca para o fim, dando a Slater tempo para chegar, uma bateria que se realizou no fim do segundo dia. Kelly Slater simplesmente não conseguiu fazer o seu melhor surf, sendo eliminado por um inspirado “Bubas” mas saiu da água com mais um título mundial. No dia seguinte Kelly ainda fez uma sessão de free surf no Cabedelo e pouco depois voltou para casa.</p>
<p><strong>Setembro de 1997 – Buondi Sintra Pro – 17º lugar</strong></p>
<p>Esta prova, que foi a única etapa do Championship Tour realizada em Sintra, teve um arranque difícil. A ondulação era fraca e os fundos não ajudavam na Praia Grande, que por norma tem ondas o ano todo. O primeiro round ainda foi realizado na PG e Slater venceu com facilidade, deixando Mick Campbell em segundo e Ruben Gonzalez em terceiro. Entretanto a prova foi avançando a conta gotas, realizando apenas algumas baterias no pico da maré vazia. Até que um dos membros do (na altura) top44, Chris Gallagher, abordou/pressionou Renato Hickel para mudar a prova para outro pico onde dava para surfar todas as marés, a Aguda. No dia seguinte a prova passou para esse “ex-secret sport” mas <strong>Ruben Gonzalez</strong>, wildcard da prova juntamente com David Luís, Brad Gerlach e Didier Piter, não teve adversário no round 2 já que Shane Beschen, o número 2 do tour na época, pelo segundo ano consecutivo não apareceu para competir em Portugal. Isso significou que Ruben passou directamente para a fase seguinte, onde iria enfrentar o seed número 1, Kelly Slater. O dia da bateria começou com o boato de que Slater tinha andado bem soltinho pela noite lisboeta, algo pouco característico. De tal modo que chegou a hora do heat e Ruben remou para o <em>line up</em> sozinho e só minutos depois da bateria começa é que campeão mundial apareceu. Na altura ainda só com 4 títulos, Kelly desceu a correr as dezenas de escadas do acesso a essa praia e não parou pelo beach marshall, competindo sem fato e sem lycra. Gonzalez, que na altura tinha apenas 19 anos, não tinha feito qualquer onda de consequência mas assim que viu o melhor surfista do mundo a chegar ao pico começou a surfar ao seu melhor nível, com um<em> backside</em> tão afiado que, apesar de Slater também ter feito boas ondas, foi o suficiente para vencer a bateria. Ruben acabaria por ser eliminado pelo eventual vencedor da prova <strong>Mick Campbell</strong> e a disputa pelo título era adiada para a prova seguinte, na Figueira da Foz. No entanto, o 9º lugar que conquistou nesta etapa manteve-se como melhor resultado de um surfista português no CT <a href="https://www.onfiresurfmag.com/exclusivos/12-heats-marcantes-de-tiago-pires-no-wct-parte-1/" target="_blank" rel="noopener">até Agosto de 2008</a>.</p>
<p><strong>Setembro/Outubro de 1997 – Figueira Pro – 17º lugar</strong></p>
<p>Dias depois de terminar o Sintra Pro, o circuito seguiu para a Figueira da Foz neste que seria o único ano em que Portugal recebia duas provas do Championship Tour masculino. Slater competiu contra <strong>José Gregório</strong> e Peterson Rosa no round 1 e foi o brasileiro que surpreendentemente levou a melhor, vencendo a bateria e passando directamente para o round 3. Kelly e Gregório, que na altura faziam parte da mesma equipa, encontraram-se novamente no round 2 e desta vez o americano fez questão de não repetir erros do passado e não ser eliminado por mais um português. Gregório não se intimidou com a maior estrela do nosso desporto mas Slater estava na sua melhor forma e venceu com larga vantagem, eliminando pela primeira vez um surfista português. Na fase seguinte era surpreendo por um <strong>Danny Wills</strong> em grande ascensão mas a prova não acabava sem conquistar o seu quinto título mundial, algo que aconteceu quando Occy foi eliminado nos quartos de final.</p>
<p><strong>Outubro de 2009 – Rip Curl Pro Search – 17º lugar</strong></p>
<p>Passaram-se 12 anos desde a última passagem por Portugal de Kelly Slater. Já com 9 títulos mundiais, Kelly regressou quando se realizou o Rip Curl Pro Search em Peniche. Esta etapa começou no Molhe Leste, passou pelo Lagide e realizou-se em grande parte no Pico da Mota, antes de voltar para Supertubos onde se realizaram os últimos dois dias de prova. O round 1 foi de “morte súbita” para os menos bem rankeadas, o que fez com que Kelly apenas tenha competido no round 2 contra um <em>red hot wildcard</em> chamado <strong>Owen Wright</strong>, que venceu a bateria por muito pouco.</p>
<p><strong>Outubro de 2010 – Rip Curl Pro Portugal – 1º lugar</strong></p>
<p>Slater estava na disputa pelo seu 10º título mundial quando foi derrotado por Tom Whitaker no round 1, algo que não surpreendeu ninguém tendo em conta o seu historial no nosso país. No entanto a partir do round 2 o líder do ranking esteve imparável, vencendo todas as baterias até à final, onde derrotou <strong>Jordy Smith </strong>nos Supertubos. Semanas mais tarde vencia mais um título mundial no Rip Curl Pro Search de Porto Rico.</p>
<p><strong>Outubro de 2011 – Rip Curl Pro Portugal – 2º lugar</strong></p>
<p>Depois da vitória no ano anterior, Kelly parecia ter claramente deixado a maldição para trás vencendo todas as baterias com destaque até à final no que acabaria o melhor ano da história do evento. <strong>Adriano de Souza</strong> surpreendeu tudo e todos ao vencer a final, mas Slater na etapa seguinte conquistou o seu 11º e último título mundial.</p>
<p><strong>Outubro de 2012 – Rip Curl Pro Portugal – 13º lugar</strong></p>
<p>Depois de vencer o round 1 em Supertubos, contra Dillon Perillo e Damien Hobgood, Slater voltou a competir em condições marginais nos Supertubos, sendo eliminado por <strong>Raoni Monteiro</strong> numa bateria em que nenhum dos dois chegou aos 10 pontos de média. Mais tarde o veterano do tour comentou que se tivesse chegado mais cedo à praia teria abordado a WSL para não avançar com o evento nesse dia.</p>
<p><strong>Outubro de 2013 – Rip Curl Pro Portugal – 25º lugar</strong></p>
<p>Em 2013 Slater “conquistou” o seu pior resultado do ano ao seu derrotado pelo <em>wildcard</em> <strong>Jacob Willcox</strong> no round 1 e pelo (também <em>wildcard</em>) português <em>Frederico Morais</em>, no round 2 da prova. Os dois competiram em ondas de meio metro nos Supertubos e Morais foi claramente superior, acertando inclusivamente um bom aéreo reverse para acabar na frente, algo que muitos consideram ter-lhe custou o título mundial.</p>
<p><strong>Outubro de 2014 – MOCHE Rip Curl Pro Portugal – 13º lugar</strong></p>
<p>Depois de ter batido Matt Wilkinson e Nicolau Von Rupp no round 1, Slater foi superado por <strong>Aritz Aranburu</strong> no round 3, terminando mais uma vez em 13º lugar.</p>
<p><strong>Outubro de 2015 – MOCHE Rip Curl Pro Portugal – 13º lugar</strong></p>
<p>Pelo segundo ano consecutivo, KS venceu no round 1 e perdeu no round 3. Desta vez o seu carrasco foi <strong>Brett Simpson</strong>, que conseguiu aproveitar melhor as condições pouco tubulares dos Supertubos.</p>
<p><strong>Outubro de 2016 – MEO Rip Curl Pro Portugal – 13º lugar</strong></p>
<p>E como não há duas sem três, Kelly Slater voltou a vencer no round 1 e perder no round 3. Em 2016 <strong>foi Miguel</strong> Pupo que o eliminou em esquerdas divertidas no Point Fabril.</p>
<p><strong>Outubro de 2019 – MEO Rip Curl Pro Portugal – 9º lugar</strong></p>
<p>Depois de dois anos de ausência por se ter lesionado, Kelly voltou para melhorar ligeiramente o seu recorde. Depois de ter passado o round 1 em segundo lugar e de ter eliminado Sebastian Zietz no terceiro, foi surpreendido por um dos surfistas em maior ascensão da actualidade<strong>, Kanoa Igarashi</strong>, terminando pelo primeira vez em 9º lugar.</p>
<p><strong>Março de 2022 – MEO Pro Portugal – 9º lugar</strong></p>
<p>Já com o tour na normalidade depois dos confinamentos, o tour voltou a Portugal e com ele o GOAT. Depois de um round 1 muito fraco, KS bateu Connor O&#8217;Leary e Afonso Antunes em condições difíceis no round 2, e Caio Ibelli no round 3, sendo eventualmente eliminado pelo eventual campeão do evento, Griffin Colapinto, nos oitavos de final.</p>
<p><strong>Março de 2023 – MEO Rip Curl Pro Portugal – 17º lugar</strong></p>
<p>Sempre na eminência de não aparecer, algo que faria no ano seguinte, Slater teve na sua última passagem por Portugal como membro do CT um dos seus piores resultados de sempre. Mais uma vez o norte-americano foi eliminado pelo eventual vencedor da prova, João Chianca, depois de eliminar Frederico Morais para escapar ao round 2.</p>
<p><iframe title="Kanoa Igarashi vs. Kelly Slater - Round of 16, Heat 4 - MEO Rip Curl Pro Portugal 2019" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/xOAEodwKMfg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Os melhores resultados dos portugueses no Championship Tour</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/exclusivos/os-melhores-resultados-dos-portugueses-no-championship-tour/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Oct 2025 06:44:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Editor Picks]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[À Porta do Olimpo]]></category>
		<category><![CDATA[As vitórias de Frederico Morais no Championship Tour]]></category>
		<category><![CDATA[Buondi Sintra Pro]]></category>
		<category><![CDATA[Corona Open J-Bay]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Morais]]></category>
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					<description><![CDATA[Yo, Kikas, Vasco, Saca &#038; Ruben...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O historial de bons resultados por surfistas portugueses no Championship Tour é relativamente recente mas, ano após ano, vai aumentando. Fica com um apanhado dos melhores resultados da história do surf português no mais importante circuito de surf do planeta&#8230;</p>
<p><strong>Frederico Morais – 3º lugar no Rip Curl Narrabeen Classic &#8211; 2021<br />
</strong>A caminho da primeira presença lusa de um português no top10 no ranking final, Frederico começou por bater John John Florence e Alex Ribeiro no round 1, Michel Bourez no round 3 e depois Filipe Toledo e Ethan Ewing, sendo apenas eliminado por um inspirado Gabriel Medina, que acabou por vencer a prova.</p>
<p><strong>Frederico Morais – 3º lugar no Oi Rio Pro &#8211; 2019</strong><br />
Mesmo como <em>alternate</em>, Morais mostrou o quão perigoso é, batendo Sebastian Zietz, Ítalo Ferreira, Michael Rodrigues e Julian Wilson, sendo eliminado apenas pelo eventual campeão, Filipe Toledo.</p>
<p><strong>Frederico Morais – 2º lugar no Corona Open J-Bay – 2017</strong><br />
No seu ano de estreia Kikas provou que merecia estar na elite do surf mundial e conseguiu a única presença na final até agora por um surfista português. Frederico bateu Jadson André, Ian Gouveia, Connor O’Leary, John John Florence (2x), Mick Fanning e Gabriel Medina, perdendo apenas para Filipe Toledo no derradeiro heat da prova.</p>
<p><strong>Vasco Ribeiro – 3º lugar no MOCHE Rip Curl Pro Portugal – 2015</strong><br />
A primeira presença de Vasco Ribeiro no Championsip Tour foi a sua melhor até à data e também a melhor posição de sempre como<em> wildcard</em> por um surfista português. O ex-campeão mundial júnior derrotou Michel Bourez (2x), Owen Wright, Adriano de Souza, Keanu Asing e Jeremy Flores, sendo eliminado por Ítalo Ferreira nas meias finais.</p>
<p><strong>Tiago Pires – 3º lugar no Quiksilver Pro Gold Coast – 2011</strong><br />
Com o seu novo contrato com a Quiksilver ainda a cheirar a tinta, Tiago Pires fez algo que nunca mais foi repetido por um surfista português, ocupou a 3º posição no ranking do Championship Tour. A caminho de mais um resultado histórico, Saca derrotou Jadson André (2x), Damien Hobgood, Michel Bourez e Matt Wilkinson, sendo eliminado pelo eventual vencedor da prova, Kelly Slater.</p>
<p><strong>Tiago Pires – 3º lugar no Quiksilver Pro France – 2009</strong><br />
No seu segundo ano no tour Tiago Pires começou a ganhar consistência e a tirar resultados em etapas que teoricamente não o favoreciam. Foi o caso do Quik Pro France, onde Saca bateu surfistas como Kekoa Bacalso, Damien Hobgood, Tim Boal, e Kelly Slater nos quartos de final, no que seria não só um dos melhores heats da sua carreira como da história do surf europeu. Tiago foi eliminado na fase seguinte por Mick Fanning, que venceu a prova.</p>
<p><strong>Tiago Pires – 3º lugar no Rip Curl Pro Search – 2008</strong><br />
O 3º lugar de Tiago Pires em Bali foi a prova de que o surfista da Ericeira estava ao nível dos melhores surfistas do planeta. Até aí nenhum membro do Championship Tour tinha conseguido eliminar Kelly Slater em 2008 mas Saca, depois de bater Adriano de Souza e Pancho Sullivan, despachou Slater numa bateria muito disputada em Uluwatu. Pelo caminho ficaram ainda Dayyan Neve e Kieren Perrow, até que Fred Pattachia conseguiu parar o luso nas meias finais.</p>
<p><strong>Menções honrosas</strong><br />
<strong> Ruben Gonzalez – 9º lugar no Buondi Sintra Pro &#8211; 1997</strong><br />
Mesmo tendo apenas vencido uma bateria, o 9º lugar de Ruben só foi superado por outro português mais de 10 anos mais tarde, quando Tiago Pires passou do round 3 no Rip Curl Pro Search de Bali. O seu adversário no round 2 era Shane Beschen mas o californiano não pôs os pés em Portugal em 97 e Gonzalez avançou para se encontrar com Kelly Slater na fase seguinte. Foi na Praia da Aguda, em Sintra, que o confronto se realizou e Ruben, com uma das melhores prestações da sua carreira eliminou um ligeiramente “ressacado” Slater, sendo superado na fase seguinte pelo eventual vencedor da prova, Mick Campbell.</p>
<p><strong>Yolanda Hopkins</strong> &#8211; <strong>5º lugar no MEO Rip Curl Pro Portugal &#8211; 2023</strong><br />
Na sua primeira presença numa etapa do Championship Tour, como <em>wildcard</em>, Yolanda Hopkins conquistou o melhor resultado feminino da era moderna do CT, um 5º lugar. A Algarvia teve que superar a 5x campeão mundial, Carissa Moore, acabando por perder na fase seguinte para uma super inspirada Macy Callaghan. Um marco do surf nacional que ainda não foi ultrapassado.</p>
<p>Mais conteúdos da série <a href="https://www.onfiresurfmag.com/tag/a-porta-do-olimpo/" target="_blank" rel="noopener">“À Porta do Olimpo” AQUI</a>!</p>
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		<item>
		<title>O dia em que Ruben Gonzalez chocou o mundo (do surf)&#8230;</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/exclusivos/o-dia-em-que-ruben-gonzalez-bateu-kelly-slater/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2025 23:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[Aguda]]></category>
		<category><![CDATA[Anos 90]]></category>
		<category><![CDATA[Buondi Sintra Pro]]></category>
		<category><![CDATA[Mark Occhilupo]]></category>
		<category><![CDATA[Praia Grande]]></category>
		<category><![CDATA[ruben gonzalez]]></category>
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					<description><![CDATA[Praia da Aguda, Sintra]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quando se fala em provas do Championship Tour da World Surf League em Portugal, normalmente é uma conversa sobre Peniche, ou Figueira da Foz, onde se realizaram as primeiras provas.</p>



<p>A primeira vez que a primeira divisão do circuito mundial passou no nosso país foi em 1996, quando se realizou o <a href="https://www.onfiresurfmag.com/exclusivos/os-tres-campeonatos-mais-importantes-na-historia-do-surf-portugues/" data-type="link" data-id="https://www.onfiresurfmag.com/exclusivos/os-tres-campeonatos-mais-importantes-na-historia-do-surf-portugues/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Coca Cola Figueira Pro</a>. Esta (hoje) pouco falada <em>surf town</em> recebeu a elite do surf mundial 4 vezes, em 1996 e 97, 2000 e 2002. Em 2001 também estava agendada uma prova, mas a instabilidade resultante dos acontecimentos de 11 de Setembro fizeram com que a perna europeia fosse cancelada. O facto de no ano seguinte a prova não ter chegado ao fim na Figueira pode ter sido “machadada final” para acabar com a etapa portuguesa, que só voltaria em 2009, em Peniche, mantendo-se até aos dias de hoje.</p>



<p>Mas houve mais uma etapa, quase esquecida pela história do surf português, durante os “anos da Figueira”, o Buondi Sintra Pro. Realizada em 1997, o único ano com duas etapas do CT (na divisão masculina) em Portugal, a prova foi apontada para Setembro, na Praia Grande, semanas antes do tour seguir para a Figueira da Foz. Era uma daquelas etapas que tinha tudo para avançar sem grandes dificuldades mas… não! A Praia Grande é um dos surf spots mais consistentes da Europa, com pouquíssimos dias sem ondas durante todo o ano mas em Setembro de 1997 o oceano parecia estar em “modo boicote”. As ondas simplesmente não entravam na Praia Grande e nos primeiros dias apenas se realizaram uma mão cheia de heats na maré vazia e as perspectivas para o resto do período de espera não eram animadoras.</p>



<p>Nesta época o tour ainda era constituído por 44 surfistas e havia ainda espaço para quatro <em>wildcards</em>. <strong>Tiago Pires</strong> já era um dos grandes destaques do surf nacional mas nunca saberemos se seria convocado para esta etapa pois tinha compromissos anteriores para esta data, iria representar a selecção nacional na Irlanda como sénior, apesar de ainda ser júnior. Escolhidos para competir em Sintra foram então os campeões europeus de Sub16 e Sub18, <strong>David Luís</strong> e Ruben Gonzalez, <strong>Didier Piter</strong>, campeão do EPSA (circuito profissional europeu) e, curiosamente, <strong>Brad Gerlach</strong>, que estava a tentar fazer um <em>comeback</em> ao mais alto nível de competição, algo que não conseguiu concretizar.</p>



<p>De volta aos heats na Praia Grande, um dia, durante uma bateria com condições miseráveis, <strong>Chris Gallagher</strong> abordou Renato Hickel, a avisar que havia um spot um pouco mais a norte que estava a dar ondas boas durante todas as marés e no dia seguinte, organização, competidores e muito publico, desciam centenas de escadas para avançar com a prova na Praia da Aguda. Até aí esse pico era um <em>secret spot</em>, raramente surfado, mas os fundos estavam perfeitos e abdicou-se desse segredo. </p>



<p>Muito aconteceu nos dias que se seguiram nas esquerdas da Aguda, com destaque para a vitória de <strong>Ruben Gonzalez</strong> sobre <strong>Kelly Slater</strong>. Ruben tinha avançado para o round 3 devido à ausência do número 2 do ranking, <strong>Shane Beschen</strong>, que, pelo segundo ano consecutivo não compareceu na prova portuguesa. Pouco antes do tão esperado heat, Kelly VS Ruben, a conversa na praia era sobre a bebedeira que o campeão mundial tinha apanhado na noite anterior no Bairro Alto, e o que é certo é que quando Gonzalez entrou na água, Slater ainda não tinha chegado à praia. De facto Ruben apenas surfou uma onda, muito fraca, quando começou a comoção. Aparentemente Kelly corria de calções e prancha pela longa escadaria abaixo, chegando ao pico passados poucos minutos sem passar pelo<em> beach marshal</em> para apanhar a lycra, algo que a ASP deixou passar, provavelmente pela primeira e única vez na história do Championship Tour. E, para crédito de Ruben, foi aí que o heat realmente começou. Ambos fizeram várias esquerdas cheias de manobras e o português estava simplesmente inspirado, acabando por vencer para a alegria das milhares de pessoas presentes, com toda a justiça e mérito, continuando assim com o <a href="https://www.onfiresurfmag.com/destaques/o-caricato-historial-competitivo-de-kelly-slater-em-portugal/" data-type="link" data-id="https://www.onfiresurfmag.com/destaques/o-caricato-historial-competitivo-de-kelly-slater-em-portugal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">caricato historial competitivo de Slater em Portugal. </a></p>



<p>Outras acontecimentos não ficaram tão conhecidos, como os ataques de raiva de <strong>Mark Occhilupo</strong>. O <em>raging bull</em>, acabadinho de retornar ao tour depois de muitos anos de ausência, estava na ilusão de se encontrar na disputa pelo título mundial, uma vez que estava em segundo no ranking. Mas, claro, Kelly era o líder e ia bem lançado, com fortes hipóteses de “selar” o título em Portugal. Mesmo com uma derrota no round 3 de Slater, Occy precisava de um pequeno milagre para voltar a encostar-se a Slater, que na altura ainda “só” tinha 4 títulos mundiais.</p>



<p>Mark venceu alguns heats até se encontrar com <strong>Rob Machado</strong> nos oitavos de final man-on-man. Rob, por sua vez, era talvez o surfista do tour com um nível de surf mais próximo de Slater e em esquerdas de meio metro era claramente superior. Para “ajudar na festa” o <em>beach marshall </em>de serviço, sempre simpático com os competidores quando lhes entregava as lycras, teve a infeliz ideia de comentar algo com Occy como “<em>este heat vai ser um pouco mais difícil, boa sorte</em>”. E, claro, como não podia deixar de ser o australiano levou uma valente pazada e quando saiu da água atirou com a lycra à cara do <em>beach marshall,</em> acompanhando o gesto com um manguito e um “<em>fááák you</em>”. Pouco depois fazia justiça à alcunha de “touro enraivecido”, destruindo o seu quarto de hotel, até acalmar e seguir para a próxima etapa, onde acabaria por assistir à consagração do “penta” de Kelly Slater.</p>



<p>Nas semanas que se seguiram o banco de areia da Praia da Aguda proporcionou boas ondas a surfistas que pouco tempo antes nunca tinha ouvido falar desse pico mas, assim que entrou a próxima ondulação forte, a areia “movimentou-se” e nunca mais apresentou ondas com a mesma qualidade…</p>
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		<title>O historial dos surfistas portugueses no circuito QS &#124; Anos 90</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/destaques/o-historial-dos-surfistas-portugueses-no-circuito-qs-anos-90/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Feb 2019 14:26:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[De 1992 a 1999, o início da #portuguesestorm?]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Se na actualidade é bastante vulgar ver surfistas portugueses a dar cartas em provas QS e mesmo CT, nos anos 90 o circuito mundial estava num patamar ainda muito distante, mesmo para os maiores talentos do país. O ano de 1992 foi quando a ASP (actual WSL) instituiu as duas divisões do tour, o circuito de qualificação e o Championship Tour. Fica a conhecer o percurso do surf português* desde o início dos anos 90 até à actualidade.</p>
<p><strong>1992</strong><br />
<strong>Eventos realizados em Portugal:</strong> Zero<br />
<strong>Destaques portugueses:</strong> Zero<br />
<strong>Melhores posições portuguesas no ranking QS:</strong><br />
João Alexandre “Dapin” – 223º<br />
Rodrigo Herédia – 353º<br />
João Antunes – 431º<br />
Durante o ano de transição para os dois <em>tours</em> os surfistas portugueses estavam, e estariam quase até ao fim da década, mais focados nos circuitos europeu (EPSA) e nacional. Alguns tentaram a sua sorte nas provas mais próximas de casa, com pouco sucesso.</p>
<p><strong>1993</strong><br />
<strong>Eventos realizados em Portugal: </strong><br />
Staroup Pro | Viana do Castelo | 4 estrelas | Vencedor &#8211; Mike Parsons<br />
Buondi O’Neill Pro | Ribeira D’Ilhas | 3 estrelas | Vencedor &#8211; Barton Lynch<br />
<strong>Destaques portugueses: </strong><br />
<strong>João Alexandre “Dapin”</strong> &#8211; 17º lugar no Pukas Pro<br />
<strong>Marcos Anastácio</strong> &#8211; 25º lugar no Staroup Pro<br />
<strong>Melhores posições portuguesas no ranking QS:</strong><br />
Rodrigo Herédia – 207º<br />
Marcos Anastácio – 224º<br />
João Alexandre “Dapin” – 318º<br />
Com a oportunidade de competir em águas portuguesas foram vários os profissionais do nosso país que competiram entre os melhores do mundo. Em destaque estiveram tanto João Alexandre “Dapin” como Marcos Anastácio, que conseguiram chegar aos oitavos de final de uma prova.</p>
<p><strong>1994</strong><br />
<strong>Eventos realizados em Portugal: </strong><br />
Buondi O’Neill Pro | Ribeira D’Ilhas | 3 estrelas | Vencedor – Fábio Gouveia<br />
<strong>Destaques portugueses: </strong><br />
<strong>Rodrigo Herédia</strong> – 13º lugar no Costa Rica Challenge<br />
<strong>Nuno Matta</strong> – 9º lugar no Pantin Surf Classic<br />
<strong>João Antunes</strong> – 17º lugar no Buondi O’Neill Pro<br />
<strong>Melhores posições portuguesas no ranking QS:</strong><br />
Rodrigo Herédia – 176º<br />
1994 foi um ano que várias barreiras foram quebradas. Rodrigo Herédia “furou” o top200 e começou uma boa tradição de surfistas portugueses que venciam o título nacional e no ano seguinte apostavam no QS. Rodrigo tornou-se no primeiro luso a chegar aos quartos de final numa prova da ASP, um feito que foi repetido uns meses mais tarde por Nuno Matta. Mas foi a performance que melhor representou o surf português neste circuito foi a de João Antunes no Buondi O’Neill Pro.</p>
<p><strong>1995</strong><br />
<strong>Eventos realizados em Portugal:</strong><br />
O’Neill Buondi Pro | Ribeira D’Ilhas | 4 estrelas | Vencedor – Chris Brown<br />
Buondi Yoggi | Miramar | 3 estrelas | Vencedor – Renan Rocha<br />
Figueira Pro | Figueira da Foz | 3 estrelas | Vencedor – Pat O’Connell<br />
<strong>Destaques portugueses:</strong> Zero<br />
<strong>Melhores posições portuguesas no ranking QS:</strong><br />
João Antunes – 169º<br />
Rodrigo Herédia – 274º<br />
Marcos Anastácio – 376º<br />
Nem sempre a evolução dos portugueses no circuito QS se traduziu em resultados. 1995 foi um ano em que os lusos se foram aproximando do nível geral do circuito, ainda sem momentos expressivos.</p>
<p><strong>1996</strong><br />
<strong>Eventos realizados em Portugal:</strong><br />
O’Neil Buondi Pro | Ribeira D’Ilhas | 5 estrelas | Vencedor – Chris Gallagher<br />
Boundi Pro | Miramar | 3 estrelas | Vencedor – Mick Lowe<br />
Pepsi Buondi Pro | Praia Grande | 3 estrelas | Vencedor – Jake Patterson<br />
<strong>Destaques portugueses: </strong><br />
<strong>João Antunes</strong> – 13º lugar no Quiksilver Pantin Surf Classic.<br />
<strong>Melhores posições portuguesas no ranking QS:</strong><br />
João Antunes – 301º<br />
José Araujo – 399º<br />
Bruno Charneca – 444º<br />
Um ano semelhante ao anterior em que os lusos estavam mais dedicados aos circuitos nacionais e europeus.</p>
<p><strong>1997</strong><br />
<strong>Eventos realizados em Portugal:</strong><br />
RTP Buondi Pro | Miramar | 3 estrelas | Vencedor – Chris Davidson<br />
<strong>Destaques portugueses:</strong> Zero<br />
<strong>Melhores posições portuguesas no ranking QS:</strong><br />
João Antunes – 137º<br />
Bruno Rodrigues – 632º<br />
Ruben Silva – 632º<br />
Novamente um ano de poucos destaques excepto para os resultados de João Antunes, que tinha terminado no top4 do circuito europeu no ano anterior, o que lhe garantiu entrada em fases avançadas de todas as provas QS na Europa, culminando na melhor classificação de um português no ranking até à data.</p>
<p><strong>1998</strong><br />
<strong>Eventos realizados em Portugal: </strong><br />
Buondi Sintra Pro | Praia Grande | 5 estrelas | Vencedor – CJ Hobgood<br />
Scorpion Bay Buondi Pro | Salgueiros | 3 estrelas | Vencedor – Sean Holmes<br />
<strong>Destaques portugueses:</strong><br />
<strong>João Antunes</strong> – 13º lugar no Quiksilver Pantin Surf Classic.<br />
<strong>Melhores posições portuguesas no ranking QS:</strong><br />
Rodrigo Herédia – 162º<br />
João Antunes – 275º<br />
José Gregório – 307º<br />
Tiago Pires – 318º<br />
Tal como Antunes no ano anterior, também Rodrigo Herédia terminou no top4 da Europa e teve acesso a fases avançadas das provas, fazendo aí a que foi a última incursão ao QS da sua geração. Mas foi um muito jovem Tiago Pires quem realmente começou a dar que falar, passando várias baterias em diversas provas europeias. O plano já estava traçado, Saca iria vencer o circuito nacional aos 18 anos e o ano seguinte seria para apostar no circuito QS mas&#8230;</p>
<p><strong>1999</strong><br />
<strong>Eventos realizados em Portugal:</strong><br />
Scorpion Bay Buondi Pro | Gaia | 3 estrelas | Vencedor – Shane Powell<br />
O&#8217;Neill Buondi Pro | Ribeira D’Ilhas | 5 estrelas | Vencedor – Pat O’Connell<br />
<strong>Destaques portugueses:</strong><br />
Tiago Pires – 9º lugar no O&#8217;Neill Buondi Pro (5 estrelas), 13º lugar no Headworx Ballentines Classic (4 estrelas), 17º lugar no Hang Loose Pro Contest (3 estrelas), 25º lugar no Maresia Surf Floripa (6 estrelas)<br />
<strong>Melhores posições portuguesas no ranking QS:</strong><br />
Tiago Pires – 76º<br />
Marcos Anastácio – 222º<br />
Ruben Gonzalez – 369º<br />
Ao contrário do que se esperava, Tiago Pires não conseguiu vencer o circuito nacional de 1998 mas não fez o erro de ficar à espera de o conquistar para mais tarde se atirar de cabeça ao circuito mundial. Saca reunia uma série de características nunca antes vistas num só surfista em Portugal e logo no seu primeiro ano tirou vários resultados expressivos e entrou no top100. Mas isso seria apenas o começo&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*É de lembrar que<strong> Patrícia Lopes</strong> deixou a sua marca no circuito feminino muito antes de todos os surfistas da categoria masculina, tendo inclusive terminado em 17º do ranking final em 1993 e acabando por competir na ASP por mais de uma década.</p>
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