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	<title>Bruno Charneca &#8211; ONFIRE Surf | Portugal</title>
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		<title>O primeiro português a vencer um heat no Championship Tour</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/destaques/o-primeiro-portugues-a-vencer-um-heat-no-championship-tour/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 08:31:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Charneca]]></category>
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					<description><![CDATA[Coca-Cola Figueira Pro]]></description>
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<p>Foi durante o Coca-Cola Figueira Pro em 1996, a primeira etapa do WCT realizada em Portugal desde a transição para duas divisões (WQS e WCT) em 1992, que João Antunes conquistou o feito único de ser o primeiro português a vencer um heat na elite do surf mundial.</p>



<p>Antunes era <em>wildcard</em> junto com <a href="https://www.onfiresurfmag.com/exclusivos/5-dos-mais-improvaveis-wildcards-de-sempre-em-provas-do-championship-tour/" data-type="link" data-id="https://www.onfiresurfmag.com/exclusivos/5-dos-mais-improvaveis-wildcards-de-sempre-em-provas-do-championship-tour/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Miguel Diniz (Frey Tuck)</a>, <a href="https://www.onfiresurfmag.com/halloffame/hall-of-fame-bruno-charneca/" data-type="link" data-id="https://www.onfiresurfmag.com/halloffame/hall-of-fame-bruno-charneca/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Bruno Charneca</a> e <a href="https://www.onfiresurfmag.com/halloffame/hall-of-fame-rodrigo-heredia/" data-type="link" data-id="https://www.onfiresurfmag.com/halloffame/hall-of-fame-rodrigo-heredia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Rodrigo Herédia</a>, que foram os quatro primeiros surfistas portugueses a competir entre a “elite”. Bruno Charneca foi o primeiro a competir, contra Barton Lynch apenas, pois Kelly Slater ainda não tinha chegado a Portugal.</p>



<p><strong>Miguel Diniz</strong> competiu com Rob Machado e Jake Paterson enquanto que <strong>Rodrigo Herédia</strong> foi com Sunny Garcia e Nathan Webster. No entanto, dos quatro, apenas o último a entrar, <strong>João Antunes</strong>, venceu o seu heat. Em boas ondas de um metro no Cabedelo, o mais internacional surfista da sua geração, Antunes, conseguiu superar John Shimooka e Luke Egan e assim tornou-se no primeiro português a vencer um heat na elite do surf mundial.</p>



<p>Este incrível feito de Antunes foi ofuscado no dia seguinte, quando <strong>Bruno Charneca</strong> eliminou Kelly Slater. O (na altura) tri-campeão mundial da ASP, Slater, tinha perdido voos consecutivos devido a problemas de “logística”, faltando ao seu heat da primeira fase.</p>



<p>Nessa altura o único surfista que tinha hipóteses de passar Slater no ranking era Shane Beschen, mas precisava de um pequeno “milagre” para o fazer. Acusando a pressão, Shane não competiu neste etapa e Kelly só precisou de entrar na água, no round 2, para garantir o seu quarto título mundial.</p>



<p>E foi o que aconteceu, mas não sem ter sido derrotado por Bruno Charneca, que surfou muito bem e soube gerir o heat. Assim, mesmo com a eliminação de Rodrigo Herédia e Miguel Diniz, face e Luke Egan e Rob Machado, dois portugueses qualificaram-se para o round 3.</p>



<p>Antunes e Charneca foram eliminados de seguida por Sunny Garcia e Luke Egan, acabando ambos em 17º lugar, mas fizeram da primeira “passagem” portuguesa pelo WCT um grande sucesso!</p>



<p>Cerca de 25 anos depois foi a vez do filho de João, Afonso Antunes, se <a href="https://www.onfiresurfmag.com/competicao/vasco-ribeiro-e-afonso-antunes-recebem-wildcards-para-o-meo-pro-portugal/" data-type="link" data-id="https://www.onfiresurfmag.com/competicao/vasco-ribeiro-e-afonso-antunes-recebem-wildcards-para-o-meo-pro-portugal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estrear no Championship Tour como <em>wildcard</em></a>. O resultado não foi o esperado mas Afonso, com apenas 20 anos, ainda poderá ter outras oportunidades de superar o resultado do seu pai&#8230;</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Kelly Slater knocked out by Portuguese surfer (WCT Figueira Pro 1996)" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/yVaxVPG0Dvk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>O caricato historial competitivo de Kelly Slater em Portugal</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/destaques/o-caricato-historial-competitivo-de-kelly-slater-em-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Nov 2025 18:01:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[À Porta do Olimpo]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Charneca]]></category>
		<category><![CDATA[Buondi Sintra Pro]]></category>
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					<description><![CDATA[12 provas, uma vitória...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Kelly Slater é claramente o melhor surfista de todos os tempos, sendo inclusivamente o “dono” de muitos recordes na World Surf League. No entanto, por alguma razão, o seu historial competitivo no nosso país não reflecte o domínio no resto do tour. Para ter uma perspectiva mais realista do seus resultados a ONFIRE analisou cada uma das suas participações em prova realizadas em Portugal&#8230;</p>
<p><strong>Outubro de 1996 – Coca Cola Figueira Pro – 33º lugar</strong></p>
<p>A esta altura Kelly Slater já tinha conquistado 4 títulos mundiais mas Portugal nunca tinha recebido uma etapa do CT o que fez com que o surfista da Flórida nunca tivesse passado pelo nosso país. Até que se realizou o Coca Cola Figueira Pro e Slater veio, mas tarde. Aparentemente Kelly esperou até ao último momento para viajar e depois perdeu o seu passaporte. A prova começou sem ele mas também o seu único adversário na disputa pelo título mundial desse ano, Shane Beschen, não apareceu. A ASP deixou o heat de repescagem com o português Bruno Charneca para o fim, dando a Slater tempo para chegar, uma bateria que se realizou no fim do segundo dia. Kelly Slater simplesmente não conseguiu fazer o seu melhor surf, sendo eliminado por um inspirado “Bubas” mas saiu da água com mais um título mundial. No dia seguinte Kelly ainda fez uma sessão de free surf no Cabedelo e pouco depois voltou para casa.</p>
<p><strong>Setembro de 1997 – Buondi Sintra Pro – 17º lugar</strong></p>
<p>Esta prova, que foi a única etapa do Championship Tour realizada em Sintra, teve um arranque difícil. A ondulação era fraca e os fundos não ajudavam na Praia Grande, que por norma tem ondas o ano todo. O primeiro round ainda foi realizado na PG e Slater venceu com facilidade, deixando Mick Campbell em segundo e Ruben Gonzalez em terceiro. Entretanto a prova foi avançando a conta gotas, realizando apenas algumas baterias no pico da maré vazia. Até que um dos membros do (na altura) top44, Chris Gallagher, abordou/pressionou Renato Hickel para mudar a prova para outro pico onde dava para surfar todas as marés, a Aguda. No dia seguinte a prova passou para esse “ex-secret sport” mas <strong>Ruben Gonzalez</strong>, wildcard da prova juntamente com David Luís, Brad Gerlach e Didier Piter, não teve adversário no round 2 já que Shane Beschen, o número 2 do tour na época, pelo segundo ano consecutivo não apareceu para competir em Portugal. Isso significou que Ruben passou directamente para a fase seguinte, onde iria enfrentar o seed número 1, Kelly Slater. O dia da bateria começou com o boato de que Slater tinha andado bem soltinho pela noite lisboeta, algo pouco característico. De tal modo que chegou a hora do heat e Ruben remou para o <em>line up</em> sozinho e só minutos depois da bateria começa é que campeão mundial apareceu. Na altura ainda só com 4 títulos, Kelly desceu a correr as dezenas de escadas do acesso a essa praia e não parou pelo beach marshall, competindo sem fato e sem lycra. Gonzalez, que na altura tinha apenas 19 anos, não tinha feito qualquer onda de consequência mas assim que viu o melhor surfista do mundo a chegar ao pico começou a surfar ao seu melhor nível, com um<em> backside</em> tão afiado que, apesar de Slater também ter feito boas ondas, foi o suficiente para vencer a bateria. Ruben acabaria por ser eliminado pelo eventual vencedor da prova <strong>Mick Campbell</strong> e a disputa pelo título era adiada para a prova seguinte, na Figueira da Foz. No entanto, o 9º lugar que conquistou nesta etapa manteve-se como melhor resultado de um surfista português no CT <a href="https://www.onfiresurfmag.com/exclusivos/12-heats-marcantes-de-tiago-pires-no-wct-parte-1/" target="_blank" rel="noopener">até Agosto de 2008</a>.</p>
<p><strong>Setembro/Outubro de 1997 – Figueira Pro – 17º lugar</strong></p>
<p>Dias depois de terminar o Sintra Pro, o circuito seguiu para a Figueira da Foz neste que seria o único ano em que Portugal recebia duas provas do Championship Tour masculino. Slater competiu contra <strong>José Gregório</strong> e Peterson Rosa no round 1 e foi o brasileiro que surpreendentemente levou a melhor, vencendo a bateria e passando directamente para o round 3. Kelly e Gregório, que na altura faziam parte da mesma equipa, encontraram-se novamente no round 2 e desta vez o americano fez questão de não repetir erros do passado e não ser eliminado por mais um português. Gregório não se intimidou com a maior estrela do nosso desporto mas Slater estava na sua melhor forma e venceu com larga vantagem, eliminando pela primeira vez um surfista português. Na fase seguinte era surpreendo por um <strong>Danny Wills</strong> em grande ascensão mas a prova não acabava sem conquistar o seu quinto título mundial, algo que aconteceu quando Occy foi eliminado nos quartos de final.</p>
<p><strong>Outubro de 2009 – Rip Curl Pro Search – 17º lugar</strong></p>
<p>Passaram-se 12 anos desde a última passagem por Portugal de Kelly Slater. Já com 9 títulos mundiais, Kelly regressou quando se realizou o Rip Curl Pro Search em Peniche. Esta etapa começou no Molhe Leste, passou pelo Lagide e realizou-se em grande parte no Pico da Mota, antes de voltar para Supertubos onde se realizaram os últimos dois dias de prova. O round 1 foi de “morte súbita” para os menos bem rankeadas, o que fez com que Kelly apenas tenha competido no round 2 contra um <em>red hot wildcard</em> chamado <strong>Owen Wright</strong>, que venceu a bateria por muito pouco.</p>
<p><strong>Outubro de 2010 – Rip Curl Pro Portugal – 1º lugar</strong></p>
<p>Slater estava na disputa pelo seu 10º título mundial quando foi derrotado por Tom Whitaker no round 1, algo que não surpreendeu ninguém tendo em conta o seu historial no nosso país. No entanto a partir do round 2 o líder do ranking esteve imparável, vencendo todas as baterias até à final, onde derrotou <strong>Jordy Smith </strong>nos Supertubos. Semanas mais tarde vencia mais um título mundial no Rip Curl Pro Search de Porto Rico.</p>
<p><strong>Outubro de 2011 – Rip Curl Pro Portugal – 2º lugar</strong></p>
<p>Depois da vitória no ano anterior, Kelly parecia ter claramente deixado a maldição para trás vencendo todas as baterias com destaque até à final no que acabaria o melhor ano da história do evento. <strong>Adriano de Souza</strong> surpreendeu tudo e todos ao vencer a final, mas Slater na etapa seguinte conquistou o seu 11º e último título mundial.</p>
<p><strong>Outubro de 2012 – Rip Curl Pro Portugal – 13º lugar</strong></p>
<p>Depois de vencer o round 1 em Supertubos, contra Dillon Perillo e Damien Hobgood, Slater voltou a competir em condições marginais nos Supertubos, sendo eliminado por <strong>Raoni Monteiro</strong> numa bateria em que nenhum dos dois chegou aos 10 pontos de média. Mais tarde o veterano do tour comentou que se tivesse chegado mais cedo à praia teria abordado a WSL para não avançar com o evento nesse dia.</p>
<p><strong>Outubro de 2013 – Rip Curl Pro Portugal – 25º lugar</strong></p>
<p>Em 2013 Slater “conquistou” o seu pior resultado do ano ao seu derrotado pelo <em>wildcard</em> <strong>Jacob Willcox</strong> no round 1 e pelo (também <em>wildcard</em>) português <em>Frederico Morais</em>, no round 2 da prova. Os dois competiram em ondas de meio metro nos Supertubos e Morais foi claramente superior, acertando inclusivamente um bom aéreo reverse para acabar na frente, algo que muitos consideram ter-lhe custou o título mundial.</p>
<p><strong>Outubro de 2014 – MOCHE Rip Curl Pro Portugal – 13º lugar</strong></p>
<p>Depois de ter batido Matt Wilkinson e Nicolau Von Rupp no round 1, Slater foi superado por <strong>Aritz Aranburu</strong> no round 3, terminando mais uma vez em 13º lugar.</p>
<p><strong>Outubro de 2015 – MOCHE Rip Curl Pro Portugal – 13º lugar</strong></p>
<p>Pelo segundo ano consecutivo, KS venceu no round 1 e perdeu no round 3. Desta vez o seu carrasco foi <strong>Brett Simpson</strong>, que conseguiu aproveitar melhor as condições pouco tubulares dos Supertubos.</p>
<p><strong>Outubro de 2016 – MEO Rip Curl Pro Portugal – 13º lugar</strong></p>
<p>E como não há duas sem três, Kelly Slater voltou a vencer no round 1 e perder no round 3. Em 2016 <strong>foi Miguel</strong> Pupo que o eliminou em esquerdas divertidas no Point Fabril.</p>
<p><strong>Outubro de 2019 – MEO Rip Curl Pro Portugal – 9º lugar</strong></p>
<p>Depois de dois anos de ausência por se ter lesionado, Kelly voltou para melhorar ligeiramente o seu recorde. Depois de ter passado o round 1 em segundo lugar e de ter eliminado Sebastian Zietz no terceiro, foi surpreendido por um dos surfistas em maior ascensão da actualidade<strong>, Kanoa Igarashi</strong>, terminando pelo primeira vez em 9º lugar.</p>
<p><strong>Março de 2022 – MEO Pro Portugal – 9º lugar</strong></p>
<p>Já com o tour na normalidade depois dos confinamentos, o tour voltou a Portugal e com ele o GOAT. Depois de um round 1 muito fraco, KS bateu Connor O&#8217;Leary e Afonso Antunes em condições difíceis no round 2, e Caio Ibelli no round 3, sendo eventualmente eliminado pelo eventual campeão do evento, Griffin Colapinto, nos oitavos de final.</p>
<p><strong>Março de 2023 – MEO Rip Curl Pro Portugal – 17º lugar</strong></p>
<p>Sempre na eminência de não aparecer, algo que faria no ano seguinte, Slater teve na sua última passagem por Portugal como membro do CT um dos seus piores resultados de sempre. Mais uma vez o norte-americano foi eliminado pelo eventual vencedor da prova, João Chianca, depois de eliminar Frederico Morais para escapar ao round 2.</p>
<p><iframe title="Kanoa Igarashi vs. Kelly Slater - Round of 16, Heat 4 - MEO Rip Curl Pro Portugal 2019" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/xOAEodwKMfg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Hall of Fame &#124; Bruno Charneca</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/halloffame/hall-of-fame-bruno-charneca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jan 2023 20:11:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Hall of Fame]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Charneca]]></category>
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					<description><![CDATA[Um ícone dos 90...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Nome –</strong> Bruno Charneca<br><strong>Alcunha &#8211; </strong>Bubas<br><strong>Idade –</strong> 51 anos<br><strong>Base – </strong>Regular<br><strong>Local – </strong>Caparica<br><strong>Ponto forte –</strong> Linha de Surf, power<br></p>



<p>Um dos primeiros prodígios do surf nacional, Bruno Charneca conquistou o título nacional em 1989, antes da circuito profissional mais organizado se ter iniciado. “Bubas” fez parte da mesma geração de grandes surfistas da Caparica que João Antunes, Tiago Oliveira, Nuno Matta, entre outros, obtendo sucesso muito cedo no seu percurso. Dono de uma imagem muito forte e de uma linha de uma das melhores linhas de surf da sua época, era claramente o dos grandes nomes do início dos anos 90, tendo mostrando a sua popularidade ao vencer o primeiro SurfPortugal Poll e conquistando bons patrocínios. Foi o primeiro surfista em Portugal a ser 100% patrocinado pela Quiksilver e também o primeiro a ser patrocinado por um banco, a Nova Rede, actual Millenium BCP. Outros patrocínios que teve ao longo da sua carreira foram a Semente, Waterline, Redley, O’Neill, Polen, Life’s a Beach/Bad Boy, Headworks e Kanabeach.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="642" height="428" src="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2023/01/Bubas-642x428.jpg" alt="" class="wp-image-69101" srcset="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2023/01/Bubas-642x428.jpg 642w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2023/01/Bubas-264x176.jpg 264w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2023/01/Bubas-768x512.jpg 768w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2023/01/Bubas.jpg 1140w" sizes="(max-width: 642px) 100vw, 642px" /><figcaption class="wp-element-caption">Photo by Nuno Fontinha</figcaption></figure>



<p>Charneca venceu a primeira etapa do circuito da Adrenalina em 1992, mas seria também a sua última vitória. Durante parte da sua carreira dividiu o seu tempo entre o circuito EPSA, Circuito Nacional e o curso universitário. A divisão de foco e falta de &#8220;instinto matador&#8221; em competição, algo atípico na sua geração, impediram que tivesse garantido mais títulos mas, mesmo assim, foi top do Circuito Europeu durante muitos anos e várias vezes candidato ao título no circuito nacional.</p>



<p>O ponto mais alto da sua carreira aconteceu em 1996, ano em que foi wildcard na primeira prova do Championship Tour no nosso país. O seu adversário no round 2 Coca Cola Figueira Pro era Kelly Slater, na época já com três títulos mundiais, que tinha perdido vários voos para Portugal, falhando o seu heat da primeira fase. Para conquistar o seu 4º título, Kelly apenas tinha que vestir a lycra de competição e entrar na água e foi o que fez. No entanto teve enfrentar um inspirado “Bubas”, que surfou melhor e venceu o histórico heat, começando aí um <a href="https://www.onfiresurfmag.com/destaques/o-caricato-historial-competitivo-de-kelly-slater-em-portugal/" data-type="URL" data-id="https://www.onfiresurfmag.com/destaques/o-caricato-historial-competitivo-de-kelly-slater-em-portugal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">caricato historial nas provas portuguesas</a> para o GOAT do surf mundial.</p>



<p>Outra contributo importante para o surf português foi o seu papel na fundação da Associação Nacional de Surfistas no final dos anos 90, época em que os melhores surfistas do país deixaram de competir no circuito nacional da Federação Portuguesa de Surf, depois de muitos anos de conflito, criando esta organização que acabou por revolucionar o surf nacional. A credibilidade deste surfista, que chegou a ser presidente, contribuiu muito para que a ANS representasse a quase totalidade de competidores de destaque do surf nacional.</p>



<p>Eventualmente Bruno retirou do surf profissional, dedicando-se a tempo inteiro à sua verdadeira profissão, na área da gestão, inicialmente na IBM. Mais tarde esteve ligado a vários negócios na indústria do surf, como a gestão da marca Polen e a criação da sua própria marca de pranchas de surf. Actualmente divide o seu tempo entre a Califórnia e Portugal, mantendo-se uma presença bem activa em alguns line ups.</p>



<p></p>



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<iframe loading="lazy" title="Kelly Slater knocked out by Portuguese surfer (WCT Figueira Pro 1996)" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/yVaxVPG0Dvk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Os 5 maiores feitos competitivos dos surfistas portugueses</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/destaques/os-5-maiores-feitos-de-competitivos-dos-surfistas-portugueses/</link>
					<comments>https://www.onfiresurfmag.com/destaques/os-5-maiores-feitos-de-competitivos-dos-surfistas-portugueses/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2020 22:37:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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					<description><![CDATA[Saca, Vasco, Kikas e não só...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O surf português tem estado em grande crescimento nas últimas duas décadas. Para comemorar essa ascensão a ONFIRE isolou 5 acontecimentos, e algumas menções honrosas, que na nossa opinião sobressaíram de todos os outros&#8230;</p>
<p><strong>O segundo lugar de Tiago Pires em Sunset &#8211; 2000</strong><br />
Antes de Tiago Pires se atirar de cabeça ao circuito mundial, nunca um surfista português tinha chegado sequer às meias finais de uma prova QS. Por isso, quando Saca foi vencendo bateria atrás de bateria numa das etapas mais tradicionais do tour, o Rip Curl World Cup, em Sunset, com premiação máxima, levou o surf português a um patamar onde nunca tinha estado. Tiago ficou em segundo lugar e caso tivesse vencido teria entrado no CT no seu primeiro ano a <em>full time</em> no tour. Mas na verdade o resultado foi apenas a cereja no topo do bolo num ano histórico para o surf português já que antes Pires foi vice-campeão mundial júnior na ASP e venceu uma etapa do circuito QS em Portugal. Pouco depois ainda foi considerado o terceiro melhor surfista com menos de 20 anos pela revista SURFER no suplemento &#8220;<a href="https://www.onfiresurfmag.com/tag/hot100/" target="_blank" rel="noopener">Hot100</a>&#8220;.</p>
<p><strong>A qualificação de Tiago Pires para o Championship Tour – 2007</strong><br />
Depois de uma estreia incrível no circuito QS previa-se que a qualificação para o Championship Tour fosse rápida mas o nosso <em>portuguese tiger</em> passou uns anos difíceis, ficando por várias vezes a poucas baterias de entrar na elite do surf mundial. Foi em 2007 que tudo mudou e Tiago Pires não só liderou o circuito como acabou o ano em 5º lugar no ranking e provou que não há impossíveis. O seu percurso no Championship Tour durou 7 anos consecutivos, colocando o surf português na boca do mundo como nunca antes.<br />
<strong><br />
A vitória de Vasco Ribeiro no World Junior Championship – 2014</strong><br />
Depois de ter vencido o circuito nacional e o Pro Junior Europeu, Vasco Ribeiro fez algo que nenhum surfista português tinha conseguido, sagrar-se campeão mundial de surf. Saca já tinha sido vice-campeão mundial tanto na ISA como na ASP (actual WSL) e também Vasco já tinha sido vice na ISA, mas no fim de Outubro de 2014, Ribeiro, que na altura se encontrava sem patrocínio principal, bateu Ítalo Ferreira na final para garantir um título inédito em Portugal até aos dias de hoje.</p>
<p><strong>A qualificação de Frederico Morais para o Championship Tour – 2016</strong><br />
Entre 2007 até algures em 2016 mais nenhum surfista tinha ficado perto de entrar no Championship Tour além de Tiago Pires, fazendo muitos duvidar se mais alguém alguma vez o faria. E mesmo Frederico tão tarde como Setembro de 2016 parecia ter poucas hipóteses. Até que conseguiu alguns resultados para juntar a uma vitória mais cedo no ano, a sua primeira, e fez duas incríveis finais no Havai para não só entrar no CT como o fazer em grande forma, colocando-se de imediato como um nome a ter em conta entre os 32 melhores do mundo.</p>
<p><strong>A vitória de Frederico Morais no circuito QS – 2019</strong><br />
Depois de um bom ano de estreia, Frederico perdeu a sua vaga no final do segundo, por apenas um lugar e com a agravante de se ter lesionado antes da última etapa. No ano seguinte teve alguns <em>wildcards</em>, tendo conquistado um 3º lugar no Brasil mas, mais importante que isso, foi construindo o seu ano ao longo da temporada, vencendo uma etapa de 3.000 pontos, uma de 6.000 e uma de 10.000 pontos, esta última no Havai, que foi mais uma estreia para o surf português, acabando em primeiro no ranking de qualificação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Menções honrosa:</strong><br />
<strong> Bruno “Bubas” Charneca e Ruben Gonzalez derrotam Kelly Slater</strong><br />
Kelly Slater veio pela primeira vez ao nosso país em Outubro de 1996 para competir no Coca Cola Figueira Pro mas foi uma visita curta. Slater chegou atrasado, competiu contra Bubas no round 2, foi eliminado, fez uma sessão de <em>free surf</em> no Cabedelo e voltou para casa. Em Portugal ficou o seu “escalpe” com o surfista da Caparica, que conseguiu o resultado mais expressivo de uma carreira sólida a nível nacional. No ano seguinte Ruben Gonzalez repetia a dose, nas esquerdas da Praia da Aguda durante o Buondi Sintra Pro, também uma etapa do CT, começando uma ligação com o nosso país que se dizia &#8220;amaldiçoada” durante muitos anos.</p>
<p><strong>O 3º lugar de Tomas Fernandes no World Junior Championship</strong><br />
Vasco Ribeiro venceu o título mundial mas também Tomás Fernandes fez um resultado histórico no Allianz World Junior Championship de 2014. A prova aconteceu na praia que o viu crescer, Ribeira D’Ilhas, e Tomás foi vencendo baterias até perder, por muito pouco, para o (eventual) campeão mundial de 2019, Ítalo Ferreira. Como prémio Fernandes teve acesso às provas mais valiosas do primeiro semestre de 2015.</p>
<p><strong>O surf feminino em destaque</strong><br />
Depois de Patrícia Lopes ter conseguido entrar no top16 do circuito mundial feminino no início dos anos 90, passaram décadas até às surfistas portuguesas se voltarem a equiparar às melhores do mundo. Foi a geração actual, de onde se destacam Teresa Bonvalot, Yolanda Hopkins, Carol Henrique, Camilla Kemp e Mafalda Lopes, entre outras, que voltou a conquistar resultados expressivos. Finais e uma vitória no QS, títulos Pro Junior e Europeu Open e resultados expressivos no World Junior Championship foram alguns dos mais impressionantes e mais vêm a caminho.</p>
<p><strong>As presenças portuguesas em finais do Big Wave Tour</strong><br />
Tudo começou com João Macedo e tanto ele como Alex Botelho e António Silva fizeram finais em provas do circuito mundial de ondas grandes, juntando a bandeira portuguesa à elite do Big Wave Surfing.</p>
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