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	<title>AN &#8211; ONFIRE Surf | Portugal</title>
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		<title>O “Ex-Melhor campeonato de surf de sempre”&#8230;</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/blog/o-ex-melhor-campeonato-de-surf-de-sempre/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Aug 2014 14:56:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Durante o Billabong Pro Tahiti de 2014, principalmente no último dia de prova, a mesma pergunta foi feita constantemente: “será este o melhor campeonato de surf de sempre?” Mesmo veteranos do circuito como Martin Potter, Ross Williams e Mark Occhilupo não hesitavam em confirmar que, na opinião deles, este estava de facto o melhor dia [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante o Billabong Pro Tahiti de 2014, principalmente no último dia de prova, a mesma pergunta foi feita constantemente: “será este o melhor campeonato de surf de sempre?”<span id="more-19714"></span></p>
<p>Mesmo veteranos do circuito como Martin Potter, Ross Williams e Mark Occhilupo não hesitavam em confirmar que, na opinião deles, este estava de facto o melhor dia de surf da história da ASP. Até que Slater os lembrou de um campeonato no México&#8230;</p>
<p>O Rip Curl Pro Search realizado “Somewhere in México” foi na altura unanimemente considerado como o melhor campeonato da história da ASP. Foi em 2006 que, através da “licença flutuante” da Rip Curl, o circuito passou nesta onda, depois de ter estado em Saint Leu, Ilha Reunião, no ano antes.</p>
<p>Não era uma onda totalmente desconhecida, muito menos um secret spot pois surfistas um pouco por todo o mundo (Portugal inclusive) já tinha passado por lá. Mas nunca tinham sido vista com ondas tão boas pois, mesmo num ano em que o circuito passou por Teahupoo, Fiji, Mundaka e Pipeline, “La Jolla” roubou o espectáculo.</p>
<p>Durante três dias este point break de direita quebrou com ondas perfeitas, tubos do início ao fim e surfistas a perder com notas excelentes, como foi o caso de Yuri Sodre que, mesmo com uma nota 10, acabou a prova com um 33º lugar.</p>
<p>Alguns dos maiores destaques deste campeonato ainda se encontram no tour hoje, foram eles Kelly Slater, Joel Parkinson, Bede Durbidge, Taj Burrow, juntando-se a alguns nomes que já estão fora como Dean Morrison, Bruce Irons, Taylor Knox e Andy Irons. Andy foi o melhor surfista do campeonato desde a primeira fase, fazendo incríveis “combos” entre longos tubos, carves e batidas em pesados lips.</p>
<p>No último dia de prova antecipava-se uma final (Andy) Irons VS Slater mas Taylor despachou o (na altura) 7X campeão mundial a caminho de uma final contra o havaiano. As ondas baixaram de épicas para excelentes mas os tubos já escasseavam nesta derradeira bateria.</p>
<p><a href="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2014/08/andy-big-air.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-19715" src="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2014/08/andy-big-air.jpg" alt="andy-big-air" width="728" height="428" srcset="https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2014/08/andy-big-air.jpg 728w, https://www.onfiresurfmag.com/wp-content/uploads/2014/08/andy-big-air-300x176.jpg 300w" sizes="(max-width: 728px) 100vw, 728px" /></a></p>
<p>Na final Knox usou todo o seu power surf para garantir uma forte liderança a caminho da sua segunda vitória no WCT. Até que Andy Irons protagonizou mais um momento histórico, na forma do maior aéreo que já se tinha visto em competição até aí e ainda hoje não fica atrás dos &#8220;voos&#8221; da nova geração.</p>
<p>Com essa onda Andy conseguiu a vitória, juntando-lhe no fim do ano mais uma no Pipeline Masters e ainda o título da Triple Crown of Surfing. Já o campeonato manteve-se na história como o melhor, <a href="https://www.onfiresurfmag.com/competicao/medina-vence-no-tahiti-melhor-campeontao-de-sempre/" target="_blank">até ontem</a>&#8230;</p>
<p><iframe title="Ultimate Rip Curl Pro Search Moment #3 - Taj&#039;s 10 That Was A 9.97" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/UH9rXfDmFSw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>High5 &#124; Andy Irons &#124; Se este &#8220;vídeo&#8221; fosse VHS&#8230; &#124; Blog</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/blog/high5-andy-irons-se-este-video-fosse-vhs-blog/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Dec 2013 20:02:55 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[AN]]></category>
		<category><![CDATA[Andy Irons]]></category>
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					<description><![CDATA[Para muitos dos nossos leitores o sistema VHS é algo que mal fez parte das suas vidas. Mas era assim que se via filmes de surf! Qual DVD, qual vídeo online! Quando saía um vídeo de surf novo era bom que fosses amigo de alguém que tinha a capacidade e hábito de gastar entre 3 [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para muitos dos nossos leitores o sistema VHS é algo que mal fez parte das suas vidas.<span id="more-14787"></span> Mas era assim que se via filmes de surf! Qual DVD, qual vídeo online! Quando saía um vídeo de surf novo era bom que fosses amigo de alguém que tinha a capacidade e hábito de gastar entre 3 e 5 contos pela cassete, que depois eram rodada vezes sem conta.</p>
<p>Ao fim de talvez 200 vezes, e dependendo da tua &#8220;versão&#8221; (aka cópia da cópia da cópia da cópia), a fita magnética começava a gastar e as secções mais vistas ficavam quase desfeitas. Este ritual faz parte de um passado cada vez mais distante, mas a verdade é que era uma época em que o filme de surf era algo muito mais especial do que parece ser hoje.</p>
<p>Não que os vídeos de agora sejam piores, mas com a quantidade de informação que é &#8220;bombada&#8221; diariamente, é impossível dar o mesmo valor. Há excepções e para mim uma das mais marcantes é esta secção do filme da TransworldSurf, &#8220;High 5&#8221;.</p>
<p>Quando &#8220;High 5&#8221; saiu Andy Irons tinha falecido poucos meses antes e conta a lenda que pouco antes do lançamento, &#8220;pingaram&#8221; estas imagens, cedidas pela Billabong. Assim o &#8220;High 5&#8221; tornou-se no vídeo que lançou a última grande secção de Andy Irons. O surf que AI fez em Desert Point nesta secção é do melhor que já se tinha visto até aí ou desde aí e o contributo que este surfista deu ao surf (na minha opinião) é tão grande que sempre que acompanho um WCT parece que falta algo&#8230;</p>
<p>15 anos (ou mais) depois de andar para trás e para a frente com as cassetes VHS, este é o vídeo que dou por mim a ver vezes sem conta, aquele que se fosse em VHS já mal daria para ver&#8230;</p>
<p>RIP AI&#8230;</p>
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		<title>Os Secret Spots e os seus “Locals”&#8230; &#124; Blog</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/blog/os-secret-spots-e-os-seus-locals-blog/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Sep 2013 08:39:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Há alguns anos atrás tínhamos uma surftrip planeada aos Açores com um grupo de surfistas algarvios. Infelizmente os apoios caíram na véspera e os “moços” ficaram em terra. Mas havia vontade de fazer alguma coisa por isso enviámos um dos nossos fotógrafos para o sul durante alguns dias para fazer um artigo. O pico escolhido [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns anos atrás tínhamos uma surftrip planeada aos Açores com um grupo de surfistas algarvios. Infelizmente os apoios caíram na véspera e os “moços” ficaram em terra. <span id="more-12867"></span>Mas havia vontade de fazer alguma coisa por isso enviámos um dos nossos fotógrafos para o sul durante alguns dias para fazer um artigo. O pico escolhido foi a Ponta da Agulha, ou Canal para os amigos, e durante mais de uma semana este grupo produziu um dos melhores conteúdos que saíram nas páginas da ONFIRE nesse ano.</p>
<p>Apesar de ser um pico mais resguardado e de difícil acesso a Ponta da Agulha está muito longe de ser um secret spot, excepto para alguns. São os Algarvios que surfam essa onda com mais regularidade mas entre os conheço ninguém se opôs a que o artigo fosse publicado, muito antes pelo contrário. O mesmo não se passou “aqui no centro” e várias foram as pessoas que se dirigiram a mim a “cordialmente criticar” a exposição que tínhamos dado ao pico. Vá-se lá entender porquê mas alguns sentem um estranho tipo de proteccionismo de um pico onde apenas são visitantes e que têm o privilégio de frequentar (nas férias?!) porque alguém, inicialmente, os levou lá e não por o terem descoberto pelos próprios meios.</p>
<p>Ontem tive um estranho dejá vu quando publicámos, em primeira mão em Portugal, o vídeo da <a href="https://www.onfiresurfmag.com/onfire-tv/esquerda-de-3-kms-descobera-em-angola-601/">incrível esquerda angolana que rola durante cerca de três quilómetros</a>. Ok, tenho de admitir que o título da notícia era ligeiramente sensacionalista pois, como seria de esperar, a onda não tinha acabado de ser descoberta, era impossível que tivesse. É boa demais! Mas foi pela primeira vez exposta a nível mundial e o post tornou-se viral rapidamente. A grande maioria dos surfistas ficaram simplesmente pasmados com a loucura que é esta onda mas juntamente apareceram os comentários dos tais protectores de picos distantes.</p>
<p>E claro que esses foram bastante verbais, os tais locais à distancia deste “secret spot” não pouparam criticas à exposição instantânea que esta onde recebeu. Afinal surfar estas ondas não é para todos, são para quem conhece alguém, que soube de alguém, que acha que conhece aquela onda&#8230;</p>
<p>A todos esses locals&#8230; desculpem lá, ok? Realmente as ondas não deviam ser para todos&#8230;</p>
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		<title>Adriano de Souza &#124; Julho de 2005 &#124; Blog</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/blog/adriano-de-souza-junho-de-2005-blog/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 May 2013 16:34:08 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Adriano de Souza]]></category>
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					<description><![CDATA[2005 foi o ano em que Adriano de Souza explodiu no surf profissional. Em Janeiro do ano anterior tinha ganho o World Junior Championships da ASP mas ainda era pouco conhecido fora do Brasil. Esta imagem foi captada durante o O’Neill Deep Blue Open de 2005, um WQS de 6 estrelas nas Maldivas. O staff [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>2005 foi o ano em que Adriano de Souza explodiu no surf profissional. Em Janeiro do ano anterior tinha ganho o World Junior Championships da ASP mas ainda era pouco conhecido fora do Brasil. Esta imagem foi captada durante o O’Neill Deep Blue Open de 2005, um WQS de 6 estrelas nas Maldivas. <span id="more-10192"></span>O staff da ONFIRE estava no local a convite da O’Neill para fazer a reportagem do evento e também presentes estavam Tiago Pires, Justin Mujica, David Luís (e cara metade), <a title="Kikas" href="https://www.onfiresurfmag.com/blog/carlos-pinto-e-frederico-morais-cokes-maldivas-2004-blog/" target="_blank">Frederico Morais</a> e Marlon Lipke (que não estava na “nossa” ilha) uns para competir, outros para absorver o melhor que o surf profissional tinha para oferecer.</p>
<p>Quem já esteve em Lohifushi (actual Hudhuranfushi) conhece a estranha regra do refeitório, em que a mesa que se escolhe para o primeiro pequeno almoço tem de ser a mesma até ao fim da viagem. Não sei dizer se Adriano foi parar à mesa dos portugueses por engano ou de propósito, o que é certo é que lá ficou até ao fim do campeonato. Através desse contacto ficou visível a incrível humildade e DRIVE que este brasileiro de 17 anos tinha. Bastou uma ou duas conversas e um ou dois heats para perceber que este fenómeno brasileiro tinha o talento e determinação para chegar ao topo.</p>
<p>Este imagem capta um momento em que Adriano relaxava entre heats no barco de apoio, a alguns metros do pico de Jails, onde se realizou este dia de prova. Adriano folheava uma ONFIRE quando parou nesta página e encontrou o adversário do seu heat seguinte, Marlon Lipke. Os dois acabariam por competir juntos várias vezes nos 24 meses que se seguiriam mas desta vez foi Marlon quem passou em primeiro. De volta a Lohis, Adriano acabaria em terceiro lugar no campeonato e na semana seguinte vencia um WQS 5 estrelas no Brasil. Um par de meses mais tarde vencia uma etapa SuperSeries, uma espécie de embrião de etapa Prime, e no fim do ano acabava o WQS disparado em primeiro lugar, chegando ao WCT com um certo estatuto!</p>
<p>Muitos, inclusivamente Kelly Slater, esperavam um ataque imediato ao primeiro lugar do ranking mas este raçudo brasileiro levou o seu tempo a chegar à “pole position”. Pelo caminho Adriano teve de trabalhar muito e neste momento encontra-se na liderança do circuito pela segunda vez na sua carreira. Passaram-se quase oito anos mas, pelo que vimos nas últimas etapas do circuito, Adriano parece estar pronto para explodir novamente e acabar o circuito em primeiro lugar!!! Os seus adversários que se cuidem!!!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O Heat Perfeito (3 ondas, 30 pontos) de Shane Beschen &#124; Blog</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/blog/o-heat-perfeito-3-ondas-30-pontos-de-shane-beschen-blog/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Mar 2013 16:22:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[10+10+10]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <a title="Quik Pro" href="https://www.onfiresurfmag.com/competicao/kelly-slater-vence-novamente-o-quiksilver-pro/" target="_blank">último dia do Quiksilver Pro Gold Coast </a>2013 foi realizado em Kirra, um local que já recebeu o circuito numa época em que a onda era mais consistente que hoje. <span id="more-8305"></span>Na altura era a Billabong que organiza a etapa do circuito mundial aqui, que começou como QS e ascendeu a CT. Kirra era uma verdadeira pérola do circuito mundial numa altura que o nome <em>dream tour</em> não se adequava.</p>
<p>Faziam-se filmes em Kirra, com<em> free surf</em> e competição, mas as adaptações feitas pelo homem a este pedaço de costa fizeram com que se tornasse mais num mito que uma onda, quebrando só em ondulações muito específicas.</p>
<p>Foi em 1996, no Billabong Pro Kirra, que o norte-americano Shane Beschen fez algo inédito no surf profissional ao conseguir média mais alta de sempre, 30 pontos no somatório das suas três melhores ondas. O seu descarte? Uma onda de 9.9! Alguns anos mais tarde a WSL mudava as regras, passando a contar apenas as duas melhores ondas no somatório em vez de três fazendo com que seja impossível (pelo menos até se mudar novamente as regras) alguém alcançar a média perfeita de Beschen.</p>
<p>Alguns surfistas já conseguiram algo semelhante dentro das regras actuais, duas notas 10 no mesmo heat para ficarem com a média perfeita de 20 pontos. Joel Parkinson conseguiu fazê-lo, no Pipeline Masters de 2009, Slater e Jeremy Flores repetiam a dose em Teahupoo, em 2005 e 2011 respectivamente e mais alguns repetiram o feito desde aí.</p>
<p>Mas história do heat perfeito de Shane Beschen poderá ter passado mais por um erro no julgamento do que um feito único na história do surf, como recordaria o surfista de San Clemente em entrevista uns anos mais tarde. Aparentemente mais cedo nesse dia a maré ainda não estava no seu melhor e os júris distribuíam notas altas sem grande hesitação. E quando Shane entrou no seu heat, com a maré a acertar, e deu o melhor tubo até aí os júris deram-lhe uma nota 10. No entanto, os tubos que se seguiram foram ainda melhores e os júris não tiveram outra hipótese senão continuar a dar notas 10, fazendo um total de 30 pontos nas suas três melhores. O 9.9, que ficou como descarte, segundo muitos, em nada ficou atrás das outras ondas mas aí o “painel” já foi mais reservado na nota.</p>
<p>Esse heat do round 3 era contra o brasileiro Fábio Gouveia e Beschen perderia algumas fases mais tarde, nos quartos de final contra o eventual vencedor do campeonato, o original &#8220;Kauai Boy&#8221; do circuito, Kaipo Jaquias. Kaipo venceria mais uma etapa nesse ano, acabando no top 5 do circuito e vencendo ainda o primeiro título da (agora VANS) Triple Crown of Surfing, o primeiro da história do Kauai.</p>
<p>Shane ainda venceu duas etapas do CT de seguida nesse ano, no Japão e G-Land (Java, Indonésia), mas Kelly tinha vencido a primeira etapa do ano e também começou a &#8220;limpar&#8221; etapas consecutivas. Quando chegou à etapa portuguesa do circuito, o <a title="Coca-Cola Figueira Pro" href="https://www.onfiresurfmag.com/noticias/joao-antunes-o-primeiro-portugues-a-vencer-um-heat-no-wtwct/">Coca-Cola Figueira Pro</a>, Beschen já se tinha rendido às evidências e nem veio ao nosso país (alegando ter uma lesão), oferecendo assim o título ao seu grande rival. Mas o seu feito no Billabong Pro Kirra, com ou sem erros dos júris, ficou para a história e serve ainda hoje de exemplo para os júris do CT!</p>
<p>(Arquivo de Fabio Gouveia, o heat de Shane Beschen aparece a partir do minuto 5.10)</p>
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		<title>Frederico Morais e Carlos Pinto &#124; Cokes, Maldivas &#124; 2004 &#124; Blog</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/blog/carlos-pinto-e-frederico-morais-cokes-maldivas-2004-blog/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Nov 2012 09:40:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Penso que o Carlos Pinto já tinha fotografado Frederico Morais antes desta viagem, mas na verdade foi aqui que tudo começou. O ano era 2004 e estávamos nas Maldivas para acompanhar O’Neill Deep Blue Open, um WQS de 6 estrelas. Tiago Pires e Justin Mujica também estavam por lá, a competir por precisos pontos do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Penso que o Carlos Pinto já tinha fotografado Frederico Morais antes desta viagem, mas na verdade foi aqui que tudo começou. O ano era 2004 e estávamos nas Maldivas para acompanhar O’Neill Deep Blue Open, um WQS de 6 estrelas.<span id="more-4591"></span></p>
<p>Tiago Pires e Justin Mujica também estavam por lá, a competir por precisos pontos do WQS, e David Luís tinha vindo &#8220;só&#8221; numa de surfar com os melhores do mundo. O Carlos e o Saca tinham ficado de dar um “olho” pelo Frederico, uma vez que na altura tinha apenas 12 anos e era a sua primeira viagem sem os pais. Mas todos nós não fizémos mais do que tentar acompanhar. Isto porque, como é típico da idade que tinha, o Kikas parecia ter uma energia inesgotável e só queria surfar, surfar e surfar. Foi também a primeira vez que conviveu tão perto de alguns dos melhores surfistas do mundo.</p>
<p>Olhando para trás, foi nesta viagem que se criou um elo entre o Carlos e o Frederico. Os anos foram passando e os dois continuam a viajar pelo mundo, a conviver com os melhores surfistas do planeta e a produzir altas fotos (e recentemente, clips de vídeo. Ver abaixo)!</p>
<p>Este imagem foi tirada dois dias depois do campeonato acabar. Quase todos os competidores arrancaram directamente para um WQS no Brasil, que estava quase colado a este no calendário. Isso deixou Lohifushi e todos os picos à volta quase ao abandono. E isso também explica a cara do Carlos quando tirei esta foto, depois de uma surfada em Cokes.</p>
<p>As últimas duas horas tinham sido passadas na água fotografar só com um editor “maçarico”  da ONFIRE e um Frederico Morais que ainda não tinha grande manha para os tubos deste dia! E claro que o resultado foi uma sessão muito pouco produtiva. Mas o Carlos ficou até ao fim sem se queixar, tirou uns bons shots mas quando voltámos ao barco a sua cara não escondeu o que sentia. Mas penso que ele terá olhado para esta sessão como o início de um longo processo que foi crescendo em qualidade e culminou no momento que fez “portada” da mais <a title="OF58" href="https://www.onfiresurfmag.com/revista/em-banca/" target="_blank">recente ONFIRE</a>! Good job guys!!!</p>
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		<title>Será que Jeremy Flores foi &#8220;ROUBADO&#8221;?</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/blog/sera-que-jeremy-flores-foi-roubado/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Aug 2012 16:32:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Julgar ondas e surfistas não é uma tarefa fácil. Por mais bem definidos que os critérios sejam há sempre muitas &#8220;variantes&#8221; a ter em conta. Ondas diferentes, estilos, approach e até porte físico fazem com que seja quase impossível comparar alguns surfistas. Em cada heat renhido, seja man on man ou de quatro surfistas, há [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Julgar ondas e surfistas não é uma tarefa fácil. Por mais bem definidos que os critérios sejam há sempre muitas &#8220;variantes&#8221; a ter em conta. Ondas diferentes, estilos, <em>approach</em> e até porte físico fazem com que seja quase impossível comparar alguns surfistas.<span id="more-1659"></span> Em cada heat renhido, seja man on man ou de quatro surfistas, há sempre 50% dos competidores que fica de fora e que quase por norma põe em causa o julgamento. Depois há a outra metade que acha que o julgamento foi correcto, e são mais as vezes que têm razão do que não.</p>
<p>Mas há casos que são difíceis de engolir, como foi no heat de <strong>Jeremy Flores</strong> contra <strong>Joel Parkinson</strong>, nos quartos de final do Billabong Pro Tahiti. O surfista da Ilha Reunião é neste momento considerado um dos melhores tube riders da actualidade. A comprovar isso destacam-se o título de campeão do Pipeline Masters de 2010 e o seu heat perfeito (20 pontos) no ano passado em Teahupoo pesado, mas há mais.</p>
<p>No Billabong Pro deste ano &#8220;Mimi&#8221; estava a fazer uma campanha impecável, tendo inclusivamente marcado uma nota 10 no penúltimo dia de prova. O seu heat contra Parkinson esteve longe de ser a sua melhor exibição nesta prova, mas tinha uma liderança sólida. Flores tinha começado o heat com uma nota de 8.5 graças a um tubo que, apesar de não ter sido longo, foi pesado. O seu back up era 7.93, nota recebida num tubo mais longo mas menos pesado. Joel não conseguiu melhor do que um curto 6.73 e chegou ao fim, depois de uma longa pausa nas ondas, a precisar de um pequeno milagre, uma onda de 9.7.</p>
<p>Nos últimos minutos usou a sua prioridade e apanhou uma boa onda, onde deu um longo tubo. Teria sido uma excelente maneira de acabar o heat mas como disse um dos comentadores imediatamente, &#8220;não vai ser a nota que precisa&#8221;. Está claro que os comentadores não são juízes, mas são entendidos e sabem o que é uma onda quase perfeita quando a vêm. O tempo vai passando, o heat acabou e Parkinson esperou pela nota no canal. Enquanto se esperava os comentadores repetiram várias vezes que não acreditam que a nota seja suficiente, mesmo depois de se comparar a imagem da melhor onda de Jeremy ao lado última de Parkinson.</p>
<p>Sai a nota, 9.77, e o australiano avança por 0.07. Joel sobe para o seu barco e pergunta ao entrevistador, supostamente <em>off the record</em>, &#8220;<em>Será que ganhei mesm</em>o?&#8221; Pouco depois já em directo para a &#8220;web land&#8221;, GT, o comentador, repete a conversa com Parko, mas este age como se nada fosse e fala no heat seguinte.</p>
<p>Jeremy não foi entrevistado mas mostrou a sua desilusão. Quem diz Jeremy, diz muitas das pessoas que assistiram, pois este foi um dos julgamentos difíceis de engolir dos últimos tempos. No seu twitter, umas horas depois, Jeremy escreveu o seguinte: &#8220;<em>Should i go in the judge tower? Or what can i do? I guess NOTHING&#8230;cannot believe what just happened&#8221;</em> (Tradução: Deveria ir à torre dos júris? O que posso fazer? Pelos vistos NADA, não posso acreditar no que acabou de acontecer).</p>
<p>E o resto é história, Joel foi avançando até à final onde encontrou um Mick Fanning imparável (ver notícia relacionada <a title="Billabong Pro Tahiti" href="https://www.onfiresurfmag.com/competicao/fanning-limpa-billabong-pro-tahiti-2012/" target="_blank">AQUI</a>). Mas algo me diz que ainda vamos ouvir falar mais sobre este heat!!!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>“Making Of” &#124; Capa ONFIRE 57</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jul 2012 13:19:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[AN]]></category>
		<category><![CDATA[blog onfire]]></category>
		<category><![CDATA[cover shot]]></category>
		<category><![CDATA[Marlon Lipke]]></category>
		<category><![CDATA[ONFIRE Surf]]></category>
		<category><![CDATA[Surfing Barcelona]]></category>
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					<description><![CDATA[A escolha, e paginação, da capa é sempre um momento de tensão em qualquer edição. Esta parecia fácil pois a imagem já estava escolhida há semanas. O nosso fotógrafo residente (Carlos Pinto) tinha caprichado no enquadramento, a manobra era digna de capa e o Marlon já não fazia a “portada” desde a edição 37. Até [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A escolha, e paginação, da capa é sempre um momento de tensão em qualquer edição. Esta parecia fácil pois a imagem já estava escolhida há semanas. O nosso fotógrafo residente (Carlos Pinto) tinha caprichado no enquadramento, a manobra era digna de capa e o Marlon já não fazia a “portada” desde a edição 37. <span id="more-197"></span>Até que o nosso designer meteu o logótipo em cima e, de repente, aquele edifício não ajudava e o “tombolo” muito menos. Ao fim de 169 minutos de tentativas desistimos daquela imagem.</p>
<p>O plano B era outro grande shot que tinha a particularidade de ser de um surfista que nunca fez capa. Tem sido motivo de orgulho da ONFIRE o facto de ter estreado uma série de surfistas diferentes na capa que nunca tinham tido esse desque. Tinha sido o caso das três últimas com Tomás Fernandes, Francisco Alves e Pedro Boonman e a perspecitva de fazer &#8220;4-in-a-row&#8221; era aliciante. Mas outra coisa que gostamos é que a capa tenha ligação a algum artigo da revista e essa fotografia não tinha.</p>
<p>Voltámos ao Marlon na &#8220;Loucura em Barcelona&#8221; e tentou-se pela primeira vez a imagem a preto e branco. Depois meteu-se uma moldura branca e algum grão na imagem. O logótipo da ONFIRE teria de ser algo “outside the box” para enquadrar. Tentou-se uma transparência, e quando passámos por esta cor foi unânime, tínhamos descoberto a capa. Mesmo assim ainda se fez algumas experiências com texturas e cores mas rapidamente voltámos atrás.</p>
<p>Quando imprimimos a revista o cor de rosa não ficou tão “chock” como no computador mas acabou por resultar igualmente bem nas bancas. Mais uma grande capa!</p>
<p>E venha a próxima!!!</p>
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