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	<title>Almir Salazar &#8211; ONFIRE Surf | Portugal</title>
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		<title>Os recordistas de títulos nacionais de surf masculino</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/destaques/os-recordistas-de-titulos-nacionais-de-surf-masculino/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ONFIRE Surf]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Sep 2023 18:15:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[16 surfistas, 31 títulos...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Desde 1992, ano em que se realizou o primeiro circuito profissional de surf em Portugal, já foram atribuídos 31 títulos nacionais, divididos por apenas 16 surfistas. Fica a saber quem foram os campeões nacionais, e quantos títulos cada um conquistou&#8230;</p>



<p><strong>Vasco Ribeiro, o pentacampeão nacional</strong><br>Vasco conquistou o seu primeiro título aos 17 anos e só não venceu mais vezes devido ao seu foco estar em circuitos mais importantes. O surfista de São João do Estoril venceu a Liga MEO Surf nos anos de 2011, 2012, 2014, 2017 e <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.onfiresurfmag.com/destaques/vasco-ribeiro-sagra-se-5x-campeao-nacional/" data-type="URL" data-id="https://www.onfiresurfmag.com/destaques/vasco-ribeiro-sagra-se-5x-campeao-nacional/" target="_blank">2021</a>. Actualmente encontra-se fora das lides competitivas e não poderá aumentar o seu recorde tão cedo, mas ainda prevemos mais alguns títulos nacionais no futuro.</p>



<p><strong>Ruben Gonzalez, o tetracampeão</strong><br><a href="https://www.onfiresurfmag.com/destaques/top10-os-10-surfistas-preferidos-de-ruben-gonzalez/" data-type="URL" data-id="https://www.onfiresurfmag.com/destaques/top10-os-10-surfistas-preferidos-de-ruben-gonzalez/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Gonzalez</a> conquistou o seu primeiro título em 2004, e quarto e último em 2008. Apesar de ser considerado como um dos grandes talentos da história do surf nacional e de ter conquistado bons resultados ao longo dos anos, o seu primeiro título só surgiu aos 25 anos, começando aí um forte domínio neste circuito. O seu recorde de títulos nacionais durou até 2017, sendo superado em 2021.</p>



<p><strong>João Antunes, José Gregório e Frederico Morais, os tricampeões nacionais</strong><br>Mesmo “apenas” tendo conquistado três títulos, Antunes foi um dos mais dominantes surfistas de sempre em Portugal, disputando títulos ao longo de duas décadas. Por sua vez José Gregório foi durante alguns anos o &#8220;homem a abater&#8221; do surf nacional. Os seus confrontos com Antunes foram alguns dos mais interessantes da história deste circuito, algo que contribuiu muito para a competitividade deste circuito. Já Frederico Morais a esta hora podia ter pelo menos o dobro dos títulos case não tivesse tido alguns <em>close calls</em> com Vasco Ribeiro. O seu foco foi sempre o Championship Tour e houve anos em que nem podia correr a Liga por fazer parte da elite do surf mundial. É mais um surfista que poderá continuar a acumular títulos durante algum tempo quando se reformar do circuito mundial.</p>



<p><strong>Justin Mujica e Miguel Blanco, os bicampeões nacionais</strong><br>Justin Mujica aterrou em Portugal em 1999 e tratou de “limpar” o primeiro circuito da ANS. Mas, mesmo tendo conquistado mais um título, o venezuelano realmente deixou a sua marca pelo seu estilo de surf mais progressivo e radical, algo que até aí nunca se tinha visto no nosso país. Por sua vez Miguel Blanco dominou por dois anos consecutivos, mostrando que estava acima da média em termos de talento no nosso país, antes de se dedicar ao free surf.</p>



<p><strong>Surfistas com um título nacional:</strong><br><a rel="noreferrer noopener" href="https://www.onfiresurfmag.com/destaques/almir-salazar-primeiro-campeao-nacional-profissional-de-portugal-mini-entrevista/" data-type="URL" data-id="https://www.onfiresurfmag.com/destaques/almir-salazar-primeiro-campeao-nacional-profissional-de-portugal-mini-entrevista/" target="_blank">Almir Salazar</a>, <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.onfiresurfmag.com/halloffame/hall-of-fame-rodrigo-heredia/" data-type="URL" data-id="https://www.onfiresurfmag.com/halloffame/hall-of-fame-rodrigo-heredia/" target="_blank">Rodrigo Herédia</a>, <a href="https://www.onfiresurfmag.com/exclusivos/keeping-up-com-marcos-anastacio-uma-conversa-sobre-a-realidade-dos-patrocinios-em-portugal-nos-anos-90/" data-type="URL" data-id="https://www.onfiresurfmag.com/exclusivos/keeping-up-com-marcos-anastacio-uma-conversa-sobre-a-realidade-dos-patrocinios-em-portugal-nos-anos-90/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Marcos Anastácio</a>, <a href="https://www.onfiresurfmag.com/destaques/paulo-do-bairro-regressa-a-familia-polen/" data-type="URL" data-id="https://www.onfiresurfmag.com/destaques/paulo-do-bairro-regressa-a-familia-polen/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Paulo do Bairro</a>, Guga Gouveia, Tiago Pires, <a href="https://www.onfiresurfmag.com/destaques/os-5-destinos-preferidos-de-joao-guedes/" data-type="URL" data-id="https://www.onfiresurfmag.com/destaques/os-5-destinos-preferidos-de-joao-guedes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">João Guedes</a>, <a href="https://www.onfiresurfmag.com/onfire-tv/the-other-side-of-the-mountain-pedro-henrique-319/" data-type="URL" data-id="https://www.onfiresurfmag.com/onfire-tv/the-other-side-of-the-mountain-pedro-henrique-319/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pedro Henrique</a> e Guilherme Ribeiro.</p>
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		<title>28 anos de Campeões Nacionais de Surf em Portugal &#124; Parte 1 – Os anos 90</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ONFIRE Surf]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 May 2017 11:07:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[Almir Salazar]]></category>
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					<description><![CDATA[Dentro de poucos meses será definido um novo Campeão Nacional Open de Surf, o 26º desde que o nosso desporto se tornou profissional em Portugal. Para comemorar o momento a ONFIRE compilou os nomes de todos os campeões, os seus adversários e alguns pontos de viragem que culminaram no que é hoje a super competitiva [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Dentro de poucos meses será definido um novo Campeão Nacional Open de Surf, o 26º desde que o nosso desporto se tornou profissional em Portugal. <span id="more-38058"></span>Para comemorar o momento a ONFIRE compilou os nomes de todos os campeões, os seus adversários e alguns pontos de viragem que culminaram no que é hoje a super competitiva Liga MEO Surf.</p>
<p><strong>Os anos 90</strong></p>
<p>Antes de 1992 já se realizam provas nacionais de surf mas foi nessa temporada que o primeiro circuito verdadeiramente profissional aconteceu. Inicialmente organizado pela Adrenalina, o Circuito O’Neill Pisang Ambom foi o primeiro passo na direcção de uma nova fase, em que o surf se começava a equiparar a outros desportos mais estabelecidos no nosso país. Ao fim de alguns anos a Federação Portuguesa de surf passou a ficar responsável pela organização do circuito, algo que culminou numa pequena revolução do surf português entre 1998 e 1999.</p>
<p><strong>1992 –</strong> <strong>Campeão Nacional &#8211; Almir Salazar</strong> &#8211; Nuno Matta 2º lugar &#8211; João Antunes 3º lugar.<br />
Uma nova geração muito forte estava em ascensão mas na última etapa foi um veterano do surf brasileiro, Almir Salazar, que levou a taça e sagrou-se campeão nacional.</p>
<p><strong>1993 – Campeão Nacional &#8211; Rodrigo Herédia </strong><br />
Apontava-se para João Antunes como o mais provável sucessor de Almir, mas o primeiro título de campeão nacional “português de Portugal” foi para Rodrigo Herédia, que também era um dos grandes nomes dessa geração e na última etapa assegurou o seu primeiro e único título neste circuito.</p>
<p><strong>1994 – Campeão Nacional &#8211; João Antunes</strong><br />
À terceira foi de vez. Antunes conseguiu o seu primeiro título nacional e começou uma era de domínio que o colocou na disputa de quase todos os títulos dos 15 anos que se seguiram.</p>
<p><strong>1995 – Campeão Nacional &#8211; Marcos Anastácio</strong><br />
Marcos Anastácio abriu a sua temporada com duas vitórias e quase deitou tudo a perder quando foi eliminado nos oitavos de final da última etapa. Felizmente para ele mais ninguém capitalizou na sua derrota e o título voltou para Carcavelos.</p>
<p><strong>1996 – Campeão Nacional &#8211; João Antunes</strong> – José Gregório 2º lugar &#8211; Hugo Zagalo 3º lugar<br />
Antunes ganhou mais um título e, ao mesmo tempo, um adversário de peso, José Gregório. Os dois seriam uma pedra no sapato do outro durante mais de 10 anos, protagonizando algumas das melhores disputas da história do surf português.</p>
<p><strong>1997 – Campeão Nacional &#8211; José Gregório</strong> – Jó Bento 2º lugar &#8211; João Antunes 3º lugar<br />
Depois de ameaçar no ano anterior, Gregório finalmente conseguiu impor o seu poderoso estilo de surf e garantir o seu primeiro título nacional por uma grande margem para o segundo classificado.</p>
<p><strong>1998 – Campeão Nacional &#8211; João Antunes</strong> – José Gregório 2º lugar – João Alexandre “Dapin” 3º lugar.<br />
O ano acabou com ondas incríveis em Carcavelos e a etapa seria vencida por Tiago Pires, na véspera de atacar o circuito QS de corpo e alma. Da água saíam dois surfistas a celebrar o mesmo título, João Antunes e José Gregório. Este polémico momento foi a &#8220;gota de água&#8221; que originou a separação entre os melhores surfistas do país, através da recentemente criada ANS, e a Federação Portuguesa de Surf.</p>
<p><strong>1999 – Campeão nacional – Justin Mujica</strong> &#8211; João Antunes 2º lugar &#8211; José Gregorio 3º lugar.<br />
O campeão nacional oficial foi Freddy Brito, que competiu contra uma mão cheia de surfistas no circuito organizado pela Federação Portuguesa de Surf. Mas o campeão reconhecido pelos surfistas e indústria foi o recém chegado Justin Mujica. Nesse ano o circuito foi um dos mais fortes de sempre, sendo possível comparar com a actual Liga MEO Surf. Foram 9 etapas, 3 das quais organizadas pelo competidor Rodrigo Herédia, os Beach Games, realizados no Guincho, Praia Grande e Ericeira, que ofereciam um <em>prize money</em> sem precedentes para a época. Ainda se realizaram etapas na Linha, Pedra Branca/Reef, Caparica e Porto.</p>
<p>Mais sobre os 28 campeões nacionais do surf português brevemente <a href="https://www.onfiresurfmag.com/tag/curiosidades-surfisticas/" target="_blank" rel="noopener">AQUI</a>!</p>
<p>(Algumas imagens dos anos 90&#8230;)</p>
<p><iframe title="TOP Nacional 1993/1994" src="https://player.vimeo.com/video/65460175?dnt=1&amp;app_id=122963" width="500" height="400" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write"></iframe></p>
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		<title>Almir Salazar compete no Huawei Cascais Pro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ONFIRE Surf]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Sep 2016 13:09:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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					<description><![CDATA[Foi a pouco mais de uma semana do arranque do Huawei Cascais Pro, 5º e última etapa da Liga MOCHE 2016, entre os dias 6 e 8 de Outubro, que foi revelado o primeiro convidado da etapa de todas as decisões: Almir Salazar, o primeiro campeão nacional português de um circuito profissional organizado e um [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Foi a pouco mais de uma semana do arranque do Huawei Cascais Pro<span id="more-33905"></span>, 5º e última etapa da Liga MOCHE 2016, entre os dias 6 e 8 de Outubro, que foi revelado o primeiro convidado da etapa de todas as decisões: Almir Salazar, o primeiro campeão nacional português de um circuito profissional organizado e um dos impulsionadores da profissionalização do surf no nosso país.</p>
<p>É um regresso marcante. Depois de ter sido campeão nacional em 1992, Almir Salazar, na altura com 31 anos e hoje com 58, vai entrar nas águas do Guincho e Carcavelos para mais um desafio pessoal. “Aceitei este convite para mostrar às pessoas que eu estou cá, a surfar e a trabalhar. Vou até tentar competir (risos). Sei que é difícil porque a categoria masculina é bem avançada do meu tempo. Mas estou aqui pelo desafio!” explica o surfista luso-brasileiro.</p>
<p>Com transmissão para todo o Mundo e um prize money global acima de oitenta mil euros, a Liga MOCHE é hoje muito diferente daquela em que Almir se estreou em Portugal. “Naquela época, não havia sequer computadores ou telemóveis. As notas eram todas dadas manualmente&#8230; Não era tão desenvolvido. Hoje em dia, todos os desenvolvimentos mexeram com o interesse das pessoas em entender o surf. Não só aquelas que estão dentro do palanque, mas as que estão fora, em casa, a assistir à transmissão” destaca.</p>
<p>1991 foi o ano em que tudo mudou para o circuito nacional. Acompanhado pelos principais tops nacionais e munido da experiência de competir nos circuitos brasileiro e mundial, Almir percebeu que estava na altura de também o surf português dar um salto e começar a oferecer premiação e melhores condições às principais estrelas do surf português da época. Lembra o surfista que “a partir da altura em que o circuito nacional se profissionalizou, aquela geração que competia comigo em 90, viraram profissionais e começaram a competir em campeonatos europeus e até mundiais. Houve uma evolução muito grande no surf português”.</p>
<p>Depois de uma disputa renhida com os principais tops nacionais da altura, e sobretudo com o capariquense João Antunes, que já competiu na Liga MOCHE 2016, Almir foi então o primeiro campeão nacional profissional de Portugal, num momento que ainda guarda com carinho: “Foi muito bom e gratificante. Não só porque assim consegui representar bem as marcas que me patrocinavam na altura, mas sobretudo porque engradeceu o meu currículo. Tenho muitas memórias felizes e recordações daquela época. Marcou a minha vida”.</p>
<p>Mas a felicidade é partilhada com aqueles que ficaram atrás de Almir, hoje shaper em Cascais, no ranking de 1992. “Não foi só por ter sido o primeiro que fiquei feliz. A verdade é que quando vi toda aquela geração, os que ficaram em segundo, terceiro, a entrar na parte profissional do surf e a começar a ganhar dinheiro e viver do surf, vi que estavam a fortalecer a sua vida profissional. Dali para a frente, tudo foi diferente. Foi muito gratificante ver o circuito e o surf evoluir para gerações futuras como esta”.</p>
<p>O primeiro campeão nacional vai então medir forças com os candidatos ao título da Liga deste ano, nomeadamente, Frederico Morais (campeão em título), Pedro Henrique, Vasco Ribeiro, Tiago Pires, José Ferreira, Marlon Lipke e Filipe Jervis. Recorde-se que, nas senhoras, o título de 2016 foi já conquistado por Carol Henrique.</p>
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		<title>Shaper Talk &#124; Almir Salazar &#124; Primeiro campeão nacional profissional de Portugal</title>
		<link>https://www.onfiresurfmag.com/destaques/almir-salazar-primeiro-campeao-nacional-profissional-de-portugal-mini-entrevista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Nielsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jun 2016 16:06:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[Almir Salazar]]></category>
		<category><![CDATA[Anos 90]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[Está de volta ao nosso país alguém que foi muito importante na transição do surf português de uma fase amadora para profissional. Almir Salazar, um surfista que já tinha feito carreira como profissional no seu país, o Brasil, onde o surf estava muito mais evoluído, arrancou para Portugal no início dos anos 90 para trabalhar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Está de volta ao nosso país alguém que foi muito importante na transição do surf português de uma fase amadora para profissional. Almir Salazar, um surfista que já tinha feito carreira como profissional no seu país, o Brasil, onde o surf estava muito mais evoluído, arrancou para Portugal no início dos anos 90 para trabalhar como shaper na marca Polen e para tentar a sua sorte nos circuitos competitivos do nosso país e da Europa. O seu contributo nem sempre foi reconhecido mas é inegável e a ONFIRE desafiou o ex-campeão nacional relembrar histórias do passado e a fazer algumas comparações sobre o país que deixou há cerca de 20 anos e o que encontrou.</p>
<p><strong>Almir, o que o traz de volta a Portugal depois de tantos anos fora?</strong><br />
O que me traz a Portugal no momento é uma situação que o Brasil vem vivendo, uma insegurança, uma incerteza, tanto na política como na segurança. A economia do Brasil está me deixando muito confuso. Vim aqui fazer alguma coisa mas não imaginava que ia trabalhar novamente com o Álvaro (Costa, fundador da marca de pranchas Polen). Sabia que ele tinha fábrica mas que já tinha a equipe dele. Aí apareceu o convite, &#8220;vamos fazer alguma coisa&#8221;. Começámos a trabalhar e tenho estado, juntamente com o (Nuno Cardoso) “Surdo” ligado à produção, mas a intenção é fazer alguns modelos e algumas pranchas diferenciadas. Retro, malibu, longboard, para esse pessoal que sai das escolinhas, e até mesmo trabalhar com atletas, é a nossa intenção. Vou ficar aqui o máximo que eu puder.</p>
<p><strong>Quantos anos esteve por cá?</strong><br />
Eu fiquei aqui de 90 a 95 e quando voltei para lá eu vi que, na época do plano real, as coisas poderiam seguir. Com o tempo até que seguiram, mas ao longo dos anos vi que aquilo era ali era uma perda de tempo pois os poucos anos que passei em Portugal foram muito bons. Em termos de economia, segurança, educação. Naquela época eu sentia que daqui eu não sairia mais. Mas pelos problemas que a gente foi vivendo naquela altura eu acabei voltando. Passei por cá em 2002, 2003, 2008, 2013 e agora realmente quis voltar de vez. Eu tenho os meus filhos que são daqui e ficaram sempre cá e essa distância me fez perder uma boa fatia da educação deles. Hoje eu tento resgatar isso e vejo que Portugal é um país diferente daquele que conheci há 20 anos atrás.</p>
<p><strong>Quais são as diferenças que achou mais visíveis?</strong><br />
No surf houve uma evolução muito grande. Hoje vê-se muito mais praticantes de surf e na altura tinha muito bodyboarder e o longboard estava evoluindo. Hoje vê-se muito pouco de ambos. Outra coisa que vejo pouco aqui é o Stand Up Paddle. Juntamente com a evolução do surf também as marcas evoluíram, as pranchas evoluíram, os shapers e os praticantes. Hoje vemos muitos praticantes por aí despontando para o cenário mundial, coisa que não tinha naquela época.</p>
<p><strong>Era de esperar uma evolução destas, passados 20 anos, ou superou a expectativa com que ficou quando regressou ao Brasil?</strong><br />
Naquela minha época, quando eu vim “correr” (o circuito) aqui tinha uma barreira muito grande. Se não fosse português eu não conseguia competir. E isso era muito ruim porque não só eu como poderia ter vindo um californiano, um peruano, um mexicano&#8230; outro atleta de outro país e não poderia ter corrido o circuito. Podia correr o circuito europeu, mas não o nacional. Por você fechar as portas dentro do seu país&#8230; podia até colocar nas regras que ia correr e não podia levar o título e o prémio, apenas ia correr. Esse surfista ia fazer evoluir o surf do país. Na minha altura parecia que eu vinha aqui para levar o prémio de alguém, na verdade eu vivia do surf e vivia no país. E eu penso assim, quando você trava tudo isso, você também deixa de evoluir o teu desporto. Comigo foi assim, depois foi o mesmo com o Justin (Mujica) e assim sucessivamente. Eu acho que se travava a evolução do desporto no país. Com o tempo isso aí foi se moldando. Não surgiram tantos atletas porque o país também é menor que o Brasil, Estados Unidos e Austrália. Para o tempo que passou poderia ter muito mais atletas, mas eu acho que de há cinco anos para cá o número aumentou muito e agora parece que esta geração vai despontar e tirar frutos do surf português como nunca.</p>
<p><strong>Como é o surf português hoje visto no Brasil? Que informação de Portugal chega lá fora?</strong><br />
Olha só, acho que Portugal começou a aparecer um pouco mais com o Tiago (Pires) porque ele foi para o CT. Isso deu um <em>upgrade</em> na história do surf português. Ele era muito amigo do “Mineirinho” (Adriano de Souza) e isso falava-se muito nos media lá. Todas as matérias eram em cima dele. Logo de seguida, depois desse tempo do CT, apareceu a Nazaré com o (Garrett) McNamara. E esses novos surfistas profissionais que estão a competir e estão aparecendo e incomodando os “caras” lá fora. Junto com essas ondas que eles não acreditavam que podiam pegar aqueles Supertubos quebrando perfeito, os caras ficaram malucos, aquele primeiro ano foi maravilhoso. Todo ano tem uma etapa forte aqui em Portugal e acho que o país entrou de vez no cenário do surf mundial.</p>
<p><strong>A sua presença foi &#8220;instrumental&#8221; na transição do surf português de uma fase amadora para profissional. Pode nos contar como se procedeu essa evolução?</strong><br />
Antes de vir, eu nunca imaginava que um dia iria para Portugal. Eu tinha o patrocínio da Lightning Bolt na época e me fizeram a proposta de vir para competir e shapear. Na altura não estava bem no circuito mundial nem no brasileiro e “topei”. Cheguei aqui, o Álvaro me recebeu, e comecei a trabalhar na Polen e a competir. Logo no primeiro campeonato que corri eu vi que era uma prova bem estruturada mas tinha uma premiação em roupa e pranchas. Eu vinha já de um profissionalismo no Brasil onde já existia esse lado financeiro, qualquer campeonato, paulista, brasileiro, internacional&#8230; “rolava grana”. Só não havia “grana” nos campeonatos amadores e foi isso que eu encontrei aqui em Portugal. Esse campeonato na Praia Grande tinha ondas de 2 e 3 metros. Foram dois dias remando para subir no pódio e ganhar uma placa, uma medalha, uma camisa e um chinelo. Depois me convidaram para ir em outro campeonato, no Norte e fui com o Álvaro, João Antunes e Dapin. No caminho eu expliquei para eles que nós éramos a atracção do campeonato e que tinha de ter dinheiro. Mesmo que fosse 100 ou 150 euros para o primeiro, 50 para o segundo, 30 para o terceiro, já pagava a viagem. Eu expliquei que nós estávamos a pagar a inscrição, gasolina, hotel, alimentação&#8230; Gastar isso tudo para ganhar uma camiseta? A gente chegou na praia e reivindicou tudo isso e o cara mudou a história, já deu dinheiro para a gente. Os portugueses começaram vendo a coisa de maneira diferente. E eu fazendo toda essas reuniões para ver se se mudava o surf de amador para profissional pois já não era “molecada”, já não eram miúdos de 16 anos a competir. No ano seguinte já havia dinheiro e quando “virou” o ano de 91 para 92 fizeram o circuito nacional. Fizeram cinco etapas, todas com prize money. Foi aí que os outros competidores, quando começaram a ver mais dinheiro, começaram a ver que eu era um cara que ia atrapalhar eles. Eu que os ajudei a mudar o pensamento, já incomodava porque tinha possibilidades de ganhar as etapas.</p>
<p><strong>E o que se seguiu?</strong><br />
No meio do ano houve uma reunião e queriam que eu apresentasse um BI português, pois se não fosse português realmente eu não poderia mais correr. Mas como eu era casado e a minha mulher era filha de portugueses a gente averbou o nosso casamento aqui e automaticamente fiquei com passaporte e BI português. Quando chegou a etapa seguinte tinha 10 ou 15 surfistas &#8220;botando&#8221; o organizador contra a parede. Quando chegou o meu heat ele veio ter comigo e me disse que se não tivesse BI não ia entrar. Eu disse que tinha, tirei do bolso e entreguei, “está aqui”. Entrei na água e ganhei a etapa, a de Santa Cruz.</p>
<p><strong>E como foi garantir esse primeiro título nacional?</strong><br />
A etapa final era na Ericeira, em Ribeira D’Ilhas. O mar estava grande, devia estar uns 3, 4 metros. Nesse campeonato acabei por ganhar o título, não pelo meu mérito, pois eu estava mal na bateria, mas o João Antunes fez uma interferência e acabou em 4º. No fim do heat não se sabia se tinham dado interferência ou não, mas deram e eu passei para segundo e fiquei com o título. Foi um ano muito marcante na minha vida, e talvez na história do surf português. Em 95 decidi voltar para o Brasil. Deixei o circuito quando estava liderando o circuito, vendi tudo e fui. Hoje, para mim, penso que foi um erro, devia ter ficado aqui.</p>
<p><iframe title="TOP Nacional 1993/1994" src="https://player.vimeo.com/video/65460175?dnt=1&amp;app_id=122963" width="500" height="400" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe></p>
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		<title>Um acontecimento que mudou o surf profissional em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ONFIRE Surf]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2015 12:01:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria]]></category>
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					<description><![CDATA[Na mais recente edição da ONFIRE (#71) poderás ver uma análise da história do surf profissional desde o início até à actualidade. Mas há mais “peças” importantes a acrescentar neste longo e complexo percurso até ao momento que vivemos na actualidade. Álvaro Costa, proprietário da marca Polen, está ligado à indústria há várias décadas e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na mais recente edição da <a href="https://www.onfiresurfmag.com/revista/em-banca/" target="_blank" rel="noopener">ONFIRE (#71)</a> poderás ver uma análise da história do surf profissional desde o início até à actualidade. <span id="more-22929"></span>Mas há mais “peças” importantes a acrescentar neste longo e complexo percurso até ao momento que vivemos na actualidade. Álvaro Costa, proprietário da marca Polen, está ligado à indústria há várias décadas e partilhou com a ONFIRE um dos momentos que, segundo o próprio, foi muito importante neste “trajecto”.</p>
<p>Foi em 1989 que chegou ao nosso país, para trabalhar na sua fábrica como shaper, o surfista brasileiro Almir Salazar. A “Geração de Ouro” do surf português estava em grande ascensão e tinha do seu lado uma técnica de surf muito moderna e uma grande margem de progressão. Mas Salazar, que já era um veterano no surf profissional, tinha uma experiência competitiva muito acima de qualquer surfista português o que lhe garantiu o título do primeiro circuito profissional de surf em Portugal (1992). Esta vitória “feriu” o orgulho nacional mas foi uma grande lição no que toca a competitividade e profissionalismo. Mas a sua contribuição para o surf português começou logo à chegada&#8230;</p>
<p>“<em>Um momento que para mim foi o início do surf profissional em Portugal foi o dia em que saí daqui (fábrica da Polen) com o Almir Salazar e o João Alexandre “Dapin” a caminho de um campeonato no Porto, que era o Mustang. Isto passou-se no fim dos anos 80 ou início da década de 90 e no caminho o Almir, que já tinha sido surfista profissional no seu país perguntou ao Dapin como era a premiação pois era o seu primeiro campeonato cá e ainda não sabia como se processava. Quando soube que os prémios eram roupa e fatos perguntou qual era a lógica disso pois íamos gastar dinheiro no gasóleo, alimentação e estadia. Ganhavam roupa e iam vender a roupa para pagar as despesas? Onde estava o profissionalismo nesse campeonato? O promotor ia ganhar dinheiro com o evento e os únicos que iam fazer espectáculo, que eram os atletas, iam ganhar roupa?</em></p>
<p><em>Depois desta conversa chegámos ao Porto e eles promoveram uma reunião com os outros competidores. Reuniram-se e exigiram uma premiação monetária que não me lembro bem mas deve ter ido tipo 50 contos (250 euros) para o vencedor. Ameaçaram um boicote e os organizadores angariaram um prémio monetário além da roupa e eu acho que foi aí que o profissionalismo português deu o pontapé inicial! Foi quando eles tiveram noção que podiam exigir alguma coisa pela participação em campeonatos. É possível que antes desse campeonato já tenha havido outros com prize money, mas a partir deste tornou-se obrigatório. Começou uma consciência que os atletas tinham de ser profissionais para viver do surf, tinham que ganhar dinheiro.</em>”</p>
<p>(Os anos 90)</p>
<p><iframe title="Old School - Carcavelos" src="https://player.vimeo.com/video/67052865?dnt=1&amp;app_id=122963" width="500" height="400" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write"></iframe></p>
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