“A Direção da Federação Portuguesa de Surf vem por este meio esclarecer um conjunto de acusações infundadas com que foi confrontada em diversas plataformas de redes sociais e que levaram à elaboração de notícias e comentários que põem em causa o bom nome da FPS, da sua direção e dos seus parceiros. 

As acusações referem um projeto, que conta com o total apoio da FPS e que propõe uma visão disruptiva para o futuro da gestão do espaço publico onde as escolas e os clubes de surf atuam diariamente, bem como uma otimização da disponibilização desse mesmo espaço, algo que, compreendemos, possa mexer com diversos interesses instalados, avessos à mudança.

Este projeto denominado Gestão Nacional de Escolas de Surf que se encontra atualmente em fase de criação e consulta de todas as instituições envolvidas, foi alvo de uma calendarização consultiva agendada com os diversos intervenientes, tendo como prioridade a sua relevância institucional.

Assim e tendo como base a versão embrionária desenvolvida pelo consultor da FPS António Pedro Sá Leal – devidamente contratado para o efeito – o projeto foi apresentado com o aval da FPS ao Turismo de Portugal, a diversas Câmaras Municipais e às Autoridades Marítimas competentes. 

Estas apresentações – que tiveram como génese informações recolhidas junto dos Clubes e Escolas de Surf federados na FPS – serviram para avaliar a receção das principais autoridades às sugestões apresentadas no documento, bem como para recolher informações, condicionalismos ou melhoramentos que pudessem contribuir de forma positiva para uma versão final a ser apresentada aos destinatários finais – os Clubes e Escolas de Surf federados na FPS.

No seguimento destas reuniões, e com base numa calendarização previamente estipulada, foi comunicada aos Clubes e Escolas federados a data de 24 de Janeiro como dia para apresentação deste projeto de gestão de espaço público, momento esse que, tal como os anteriores já realizados, sempre foi encarado por todos os intervenientes como um momento de discussão aberta, troca de ideias, definição de conceitos e concertação entre todos os intervenientes para que se conseguisse chegar a uma solução futura para algo que tanto preocupa a comunidade surfística nacional, nas suas várias vertentes – a ocupação da orla costeira pelas Escolas e Clubes de Surf.

Desta forma, toda a direção da FPS, unida, vem assim repudiar as graves acusações de que foi alvo ao abrigo de anonimatos diversos, sem qualquer fundamentação, extemporâneas, lesivas do bom nome desta instituição e feitas propositadamente antes do momento definido para o seu debate, com o intuito de bloquear um processo embrionário que provavelmente virá lesar algumas das partes acusatórias.

Mais reiteramos que o propósito desta proposta é construir, em conjunto com todos os intervenientes, uma solução que sirva o surf em Portugal – os Clubes, as Escolas, os treinadores, os atletas, os praticantes e naturalmente todas as instituições envolvidas e também os territórios afetados. E que todos os contributos, desde que no fórum indicado e na data estipulada serão sempre bem-vindos e apreciados. 

Convidamos assim todos os Clubes e Escolas federados a prepararem as suas dúvidas, sugestões e melhoramentos para que os apresentem em sede própria no dia 24 de janeiro. Reiteramos que este projeto está em fase de desenvolvimento e o objetivo da FPS, dos seus parceiros e demais instituições é sempre melhorar e sobretudo tornar a oferta do surfing em Portugal cada vez mais profissional. Esse é o nosso projeto, a nossa visão para o futuro. Mas só o conseguimos todos em conjunto e não com ruturas e acusações infundadas que alimentam a desinformação.

A direção da Federação Portuguesa de Surf”

Comentários