Pelo terceiro dia consecutivo a Praia de Leça da Palmeira, no Porto, recebeu o Joaquim Chaves Saúde Porto Pro, segunda etapa da Liga MEO Surf de 2022.

Para este que seria o dia final de prova estavam “guardados” apenas 10 heats, dos quartos de final man on man em frente na categoria masculina e das meias finais de duas surfistas à final na feminina. O dia começou com um confronto entre dois surfistas muito inspirados ao longo de toda a prova, Guilherme Fonseca e Eduardo Fernandes. Fonseca tem estado em grande evidência em todo o tipo de provas recentes, mas Fernandes, apesar da sua postura low profile fora de água, continua a ser um dos melhores surfistas da Liga e acabou por deixar o seu adversário a precisar de uma nota de 8 pontos. Um requisito semelhante, um pouco maior, 8.75, foi o que Tomás Fernandes ficou a precisar na bateria seguinte, contra o surfista mais em forma do evento, Vasco Ribeiro. Mesmo Tomás mostrou muito bom surf e bom ritmo, depois de um resultado abaixo do seu habitual na etapa anterior.

Guilherme Ribeiro também tinha pela frente um duro adversário, Halley Batista, que tinha em 2021 feito o seu primeiro grande resultado na Liga MEO Surf nesta etapa, a sua primeira final. Mesmo a surfar muito o surfista brasileiro residente em Portugal foi parado pela “bombinha” da Caparica, que assim garantia o seu segundo bom resultado consecutivo. Para fechar a fase assistiu-se a mais um grande confronto entre Luís Perloiro e Afonso Antunes, dois surfistas que já se encontraram anteriormente em fases avançadas. Mais uma vez Afonso acabou na frente por muito pouco, seguindo para as meias finais.

Na categoria feminina Carolina Mendes fechou a primeira meia final com uma onda muito boa, recebendo uma nota de 8.25. A campeã nacional em título, Francisca Veselko, foi eliminada, empatando assim com o seu pior resultado de 2021, mesmo assim um sólido 3º lugar. De facto, no ano passado “Kika” chegou a todas as finais, menos uma, e já não perdia um heat na Liga desde a final do Miss Costa Nova Cup, em Agosto do ano passado. Também Teresa Bonvalot teve que dar o seu melhor para bater uma inspirada Carolina Santos que, no final, só precisava de uma nota de 6.25 para superar a campeã europeia.

Vasco Ribeiro tinha vindo a “atropelar” tudo e todos neste evento, até que defrontou Eduardo Fernandes num dos heats mais equilibrados do dia. No final “Edu” acabou a apenas 0.1 pontos de marcar presença em mais uma final, mas foi Ribeiro quem avançou. Seguiu-se o que, no papel, seria um superheat entre os dois melhores surfistas de uma geração, Afonso Antunes e Guilherme Ribeiro, mas acabou por ser uma bateria um pouco mais parada do que se esperava, com Antunes mais sincronizado com as ondas, tendo passado para a final com alguma margem.

Foi Carolina Mendes quem começou melhor a final feminina, surfando duas boas direitas de seguida. Até que Teresa Bonvalot apanhou uma longa esquerda, cheia de manobras fortes, para receber uma nota de 7.75 pontos. Pouco depois fez um back up de 5 pontos, que seria suficiente para vencer esta etapa pela 7ª vez mas, não satisfeita, foi aumentando a sua liderança até deixar Mendes a precisar de uma nota de 8.20.

Já o confronto final da categoria masculina teve um resultado surpreendente. Afonso Antunes surfou bem durante toda a prova mas Vasco Ribeiro parecia estar um nível acima de todos os competidores deste evento e era o favorito à vitória. No entanto Antunes fez a aposta certa para as condições desta final, investiu nos aéreos logo na primeira secção, seguidos de mais algumas manobras. Assim garantiu logo duas notas fortes, deixando Ribeiro a precisar de uma nota de 8.35, algo muito difícil com as ondas que tinha disponíveis. Contas feitas, Afonso Antunes conquistou a sua quarta vitória na Liga, impedindo ainda que Vasco empatasse com o recorde do seu pai de 16 vitórias na Liga.

O circuito segue agora para a Ericeira, onde se realiza o Allianz Ericeira Pro, de 10 a 12 de Junho.

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