O dia final do MEO Vissla Pro Ericeira, segunda prova Challenger Series da WSL, teve ondas mais pequenas que o anterior, mas perfeitas para terminar o evento em grande.

O dia começou com os dois heats que faltavam dos quartos de final masculinos, onde se viu um Jackson Baker, que em momentos lembrou o surf de rail de Taylor Knox, a eliminar o seu conterrâneo Dylan Moffat e, logo de seguida, Imaikalani deVault eliminou o ex-top do CT Alejo Muniz.

Seguiram-se os quartos de final femininos, que começaram com uma vitória surpreendente da francesa Pauline Ado sobre outra ex-top do CT, Silvana Lima. Nas suas duas primeiras ondas Gabriela Bryan dominou o seu heat contra Shino Matsuda, e logo de seguida aconteceu uma das maiores surpresas do evento, a basca Ariane Ochoa virou na última onda o resultado contra a surfista mais bem rankeada no CT ainda em prova, Brisa Hennessy. Para terminar duas havaianas fizeram um super heat mas, no fim, Luana Silva foi bem superior a Bettylou Sakura Johnson, e avançou para a fase seguinte.

A primeira final masculina juntou os dois surfistas mais em forma do evento, Ezekiel Lau e Nat Young, ficando bem patente que o vencedor do heat seria o provável vencedor da prova. No final deu Havai, que com ondas de 9 e 8 eliminou o californiano que ficou com notas de 8 e 7. Do outro lado da grelha vinha um imparável Jackson Baker, que mais uma vez venceu com as suas últimas ondas, deixando Imaikalani deVault numa combinação.

As meias finais femininas tinham ainda duas europeias Pauline Ado e Ariane Ocha, que não conseguiram conter as havaianas Gabriela Bryan e Luana Silva, que surfaram num nível claramente mais alto. A final foi muito competitiva e perto do fim era Bryan, que já está qualificada para o CT de 2022, quem liderava. Mas Luana tinha começado o heat com uma nota de 9.8 pontos e, a precisar de uma nota de 7 pontos, fez o que precisava com facilidade e garantiu a sua 3º vitória no circuito de qualificação, colocando também um pé no CT do próximo ano.

Durante toda a semana Ezekiel Lau mostrou grande forma, sendo desde cedo um claro favorito apesar de ter ficado perto de perder numa das primeiras fases, virando o heat com um pequeno milagre na última onda. Na final deste evento Challenger Series, Lau simplesmente destruiu as duas primeiras ondas, Jackson Baker, que só surfou duas ondas, a correr atrás, acabando a precisar de uma onda de 9.3 pontos. E assim terminou um dos melhores eventos a nível de ondas da história da WSL em Portugal, mostrando o verdadeiro potencial de uma das ondas mais icónicas de Portugal.

 

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