Depois de algumas semanas de build up e de um lay day, o Rip Curl WSL Finals foi à água em Lower Trestles para coroar dois campeões mundiais.

A prova feminina e masculina iam alternando, eliminando um title contender de cada vez. O primeiro heat na água foi entre Stephanie Gilmore, seed número 5, e Brisa Hennessy, número 4. Os primeiros dois terços da bateria foram dominados por Brisa, até que Gilmore voltou à disputa com uma onda boa e virou o heat a seu favor na sua última onda. A partir daí Stephanie parece ter deixado os nervos de lado, transformando-se pela primeira vez este ano, numa séria candidata ao título. No heat seguinte a confiança estava em alta e, mesmo tendo que combater um bom início de Tatiana Weston-Webb, que fez 8 pontos na sua segunda onda, Gilmore voltou a vencer.

Johanne Defay simplesmente não conseguiu responder a uma super charged Stephanie Gilmore, perdendo por combinação. Ficou então e faltar Carissa Moore, proporcionando um incrível heat, 5 títulos mundiais VS 7 título mundiais. Pelo quarto heat consecutivo, Steph venceu, abrindo com uma longa direita de 8 pontos enquanto que Moore não conseguiu quebrar a barreira dos 6 pontos e perdeu este primeiro confronto. À semelhança do evento de 2021, Carissa ficou com a obrigação de vencer os dois heats seguintes mas o momentum de Stephanie Gilmore só aumentou, vencendo com ainda mais destaque a bateria seguinte, sagrando-se campeã mundial pela 8ªa vez!

A prova masculina começou com um confronto entre a grande esperança de uma geração Kanoa Igarashi, e um surfista que poucos consideravam um sério candidato à vitória deste ano, Ítalo Ferreira. De facto o campeão mundial de 2019 teve um ano muito abaixo das expectativas, sem fazer qualquer final, chegando inclusive ao último evento antes do “finals” sem a sua vaga 100% garantida. Para “vender” as suas hipóteses de conquistar o título, os comentadores falavam na sua energia como o seu trunfo especial mas o que é certo é que Ferreira usou mesmo isso a seu favor mais tarde na prova. O heat contra Igarashi teve poucas ondas surfadas, mas Ítalo esteve melhor e venceu. Ethan Ewing surfou bem no heat seguinte, mas não conseguiu acompanhar o ritmo de Ítalo, sendo eliminado.

Jack Robinson era considerado como o mais provável spoiler do título de Filipe Toledo mas, neste heat, mostrou-se completamente fora do seu elemento. De facto o australiano só “acordou” na sua última onda, pontuando 8.7 pontos mas foi pouco, e tarde. Seguiu-se então o primeiro confronto com Filipe Toledo, que foi dominado pelo líder do circuito, apesar de ter caído em algumas finalizações. Na sua última onda Ítalo Ferreira precisava de uma nota de 7.13 pontos e apesar de ter feito uma direita cheia de manobras fortes, ficou a faltar uma manobra mais expressiva, mesmo assim recebendo o requisito necessário de 2 dos 5 juízes. Toledo ficou então a um heat de conquistar o seu título e a 6 minutos do fim liderava, com Ítalo a precisar de 7.18 sem prioridade. Ambos arrancaram na mesma onda, Filipe para a direita e Ítalo para a esquerda, ambos arrancando notas de 8 pontos, o que segurou a liderança de Filipe Toledo. Mais nenhuma onda de consequência entrou até ao final heat garantindo a Toledo o seu muito merecido primeiro título mundial!

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