Vasco Ribeiro está a um par de resultados de transformar um ano sólido de competição num ano fantástico. Já garantido está o recorde de 4 títulos nacionais, um feito que partilha com Ruben Gonzalez, e algumas prestações sólidas no circuito QS. Em conjunto com a sua nova equipa de trabalho, Ribeiro parece pronto para enfrentar o mundo e entrar no Championship Tour da WSL, um circuito onde seguramente irá fazer estragos. A ONFIRE falou um pouco com o ex-campeão mundial júnior entre sessões de free surf nas Maldivas para saber um pouco mais sobre a fase que atravessa.

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US Open of Surfing – Photo by Morris / WSL

Foste campeão da Liga MEO Surf pelo quarto ano, quantos títulos mais te vês a ganhar?
Não sei, cada vez a Liga está com mais nível. Tinha como objectivo chegar ao quarto título mas ainda não pensei no ano que vem, por um lado espero não poder fazer a Liga muitos mais anos. Era bom sinal. (NR: Se conseguir a qualificação para o Championship Tour Vasco deixa de poder competir na Liga MEO Surf).

Como tem sido trabalhar com o Tiago Pires? Em que consiste o acompanhamento que ele te dá?
Tem sido óptimo trabalhar com o Tiago. Ele é o meu manager, ajuda-me em praticamente tudo. Como treinador tenho o Zé Seabra, que também estou a gostar imenso e com quem tenho trabalhado várias coisas mas com o Tiago é também passar um bocadinho toda a informação e experiência que ele juntou em muitos anos de circuito mundial. Consiste muito nisso.

 

Quais foram as grandes mudanças em termos de preparação para este ano em relação aos anos anteriores?
Houve muitas mudanças, basicamente em tudo. Desde toda a preparação física, psicológica, a parte técnica e mesmo na parte de planear o calendário. Houve mudanças em praticamente tudo, tive que ajustar as coisas, ver o que estava a correr bem e o que estava a correr mal e partir daí.

Tens um resultado forte no QS, qual é o game plan daqui para a frente para cumprires o objectivo de entrar no CT?
O game plan é o mesmo que no início do ano, focar-me campeonato a campeonato, heat a heat, fazer o meu melhor. Não vai ser fácil (entrar no Championship Tour de 2018) mas eu acredito que é possível. É continuar a trabalhar para isso, treinar e chegar aos campeonatos preparado da melhor maneira possível. E se não for este ano, há de ser para o ano que vem. O importante é continuar a trabalhar e a fazer o meu caminho e no fim do ano logo vemos.

Haleiwa 2016 - Photo by Cestari / WSL

Haleiwa 2016 – Photo by Cestari / WSL

Visto de fora, na etapa de Cascais do QS, parece que a tua derrota deveu-se mais à escolha de ondas que a nível de surf. Qual é a tua análise dessa prova/heat?
Cascais foi uma derrota difícil. Estava a sentir-me muito bem, estava a competir em casa, mas realmente o mar estava muito complicado e a escolha de ondas era difícil. Não dava para ouvir os scores e não dava para ter muita noção do que estava a fazer. No fundo foi um campeonato negativo, mas por outro lado fiquei contente com o surf que tenho vindo a apresentar e que apresentei neste campeonato também, mas em relação ao resultado, não era o que eu queria.

Garantiste o teu segundo wildcard para o CT, quais são as tuas expectativas? Achas que consegues melhorar o resultado de 2015?
As minhas expectativas são boas, é basicamente aproveitar toda aquela experiência de estar com os melhores surfistas do mundo. Aprender e divertir-me. Melhorar o resultado de 2015 não vai ser fácil mas pronto, era muito bom, vemos daqui a umas semanas.

Liga MEO Surf - Photo by Pedro Mestre / ANS

Liga MEO Surf – Photo by Pedro Mestre / ANS

O que tens achado da prestação do teu amigo e eterno rival (Frederico Morais) no CT e que motivação te dá?
As prestações dele têm sido mesmo incríveis, o surf e toda a experiência que ele tem mostrado no CT. É incrível poder estar a apoiá-lo, termos lá um português e ser o Kikas. Obviamente que me dá muita motivação para trabalhar e treinar cada vez mais para o mais cedo possível estar lá a surfar ao lado dele.

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