Dois dias de muita acção nos Supertubos despacharam 36 heats, 24 dos 36 surfistas iniciais seguiram para casa e muitas disputas afunilaram no Championship Tour de 2017. A 15 heats do fim do MEO Rip Curl Pro Portugal fica patente que a prova já mexeu bastante com o ranking.

Para começar, o título mundial poderá ainda ser decidido em Portugal mas a disputa está mais limitada. Eis os cenários divulgados pela WSL:

– Se Florence vencer o evento, garante o título mundial;
– Se Florence chegar à final e Medina não, Florence garante o título mundial;
– Se Medina ganhar em Peniche, a decisão do título mundial passa para o Havai;
– Se Florence terminar em 3º lugar ou abaixo, a decisão do título mundial passa para o Havai;

Para Jordy Smith, que não substitui qualquer resultado na sua passagem por Portugal, os 52.150 pontos que John John já garantiu (se terminar em 9º lugar) ou 53.350 pontos que terá se ficar em 5º lugar, estão no limite do que lhe permite chegar ao Havai em contenção pelo título. Um 5º lugar de Florence no MEO Rip Curl Pro Portugal já obriga o Sul Africano a vencer no Havai e rezar que o havaiano não melhore o seu outro 13º lugar.

John John Florence só depende dos seus prórprios resultados…

Para Gabriel Medina os cenários são ainda mais complicados e ingratos. O brasileiro deita fora um 25º lugar em Portugal mas encontra-se mais de 9.000 pontos atrás do líder. No entanto, se Florence não fizer melhor que 5º lugar em Peniche e Pipe e Gabriel vencer as duas etapas, o título poderá ser seu. Long shot

 

Mas o que é certo é que está tudo nas mãos de John John Florence que, na verdade, em menos de 48 horas poderá estar com a taça na mão.

Outra disputa interessante é a de rookie do ano, que neste momento está entre Frederico Morais e Connor O’Leary. Joan Duru também é candidato mas poderá deixar de o ser no fim desta etapa caso os seus “concorrentes” cheguem às fases finais.

 

Frederico Morais tem passado os seus heats com tubos, mas sempre que pode encaixa os seus “carves”.

Kikas e Connor estão numa situação muito parecida, Morais lidera por uma diferença de 1.200 pontos e ambos descartam 25ºs lugares em Peniche e Pipe. Nesta fase do campeonato, quem avançar mais chega ao Havai na frente e na derradeira etapa quem estiver atrás terá de compensar essa diferença de pontos para levar este “título”.

Mick Fanning já venceu duas vezes em Portugal, será que está de olho no tri?

Olhando para o ranking “geral”, Frederico encontra-se em 13º lugar e já melhorou a sua pontuação nesta prova, substituindo um 25º (500 pontos) por, pelo menos, um 9º lugar (4.000 pontos). No entanto, isso não significa que irá escalar o ranking. Isto porque os 3 surfistas que se encontram mais imediatamente à sua frente, Mick Fanning, Kolohe Andino e Sebastian Zietz, também se encontram no round 4. Todos eles também substituem 25ºs lugares, o que obriga o português a avançar, pelo menos, mais uma fase que Fanning, e duas ou mais que Zietz e Andino. De seguida no ranking (8º e 9º) estão Filipe Toledo e Joel Parkinson, surfistas que Frederico só passa se chegar à final.

Miguel Pupo, on a mission!!

Em relação aos surfistas que estão na disputa pela qualificação, esta etapa está a ser positiva para Kanoa Igarashi e Miguel Pupo, que estão em vias de entrar dentro da “bolha”. O primeiro já está qualificado pelo QS mas para Pupo, que vem de um 5º lugar em França, esta recuperação poderá fazer toda a diferença para se manter no tour. Na posição oposta estão nomes como Conner Coffin, Wiggolly Dantas, Ítalo Ferreira e Ian Gouveia que não pontuaram em Portugal e chegam ao Havai a precisar de um resultado muito forte.

Um novo call para o MEO Rip Curl Pro Portugal feito amanhã, pelas 7:45. Acompanha a evolução da prova em directo AQUI!

 

Heats do round 4
Heat 1: Leonardo Fioravanti (ITL), Sebastian Zietz (HAW), Julian Wilson (AUS)
Heat 2: John John Florence (HAW), Kolohe Andino (USA), Connor O’Leary (AUS)
Heat 3: Josh Kerr (AUS), Frederico Morais (PRT), Kanoa Igarashi (USA)
Heat 4: Miguel Pupo (BRA), Mick Fanning (AUS), Gabriel Medina (BRA)

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