Um produto que repele tubarões no Shark Tank

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A série “Shark Tank” (Largo dos Tubarões) tem se revelado como um grande sucesso de audiências a nível mundial. Este reality show reúne empreendedores, que precisam de investimento para financiar as suas empresas ou invenções, com alguns dos maiores homens de negócios do mundo e possíveis investidores.

Depois de apresentarem os seus produtos fica ao critério dos “tubarões” se vão investir ou não, quanto e como, dando muitas vezes origem a grandes reviravoltas e discuessões. Existem várias versões deste conceito, no Canadá e Reino Unido dá pelo nome de “Dragon’s Den” (Covil de Dragões) enquanto que o Shark Tank, que já teve várias temporada nos EUA (onde continua a existir), começou recentemente na Austrália e ainda este ano vai acontecer em Portugal.

E foi na versão australiana, mais propriamente no terceiro episódio da primeira temporada, que surgiu um curioso produto “de surfistas para surfistas (e não só)”. Dave Smith, um surfista de 46 de Perth, WA, farto de viver aterrorizado pelos tubarões criou um produto que se deve fibrar em dois locais das pranchas de surf para repelir o contacto com os “amigos dos dentes afiados”. Os dois eléctrodos criam um campo magnético que, segundo Dave, equivale a dar um murro no “nariz” do tubarão quando este entra num perímetro de 3 metros à volta da prancha.

Smith pedia 120.000 dólares australianos por 5% da sua empresa, detentora desta patente, e estimava que o seu mercado tinha potencial de atingir os 30.000 surfistas da Austrália, apontando ainda que o número de praticantes a nível mundial ronda o milhão. A seu favor estava o facto de nenhum dos cinco “tubarões” perceber de surf o suficiente para saber que incluir este produto na prancha poderá afastar muitos consumidores e limitar o seu mercado. Também a seu favor estava o potencial de utilização para outro tipo de “utilizadores do mar” como nadadores e pescadores.

Mas as vendas até esta fase eram fracas e Dave avaliou a sua empresa muito acima do que ela realmente valia, o que é sempre um grande impedimento no meio de investidores com tanta experiência. Mesmo assim ainda recebeu uma proposta para o valor que tinha pedido, mas para 45% da empresa, o que Dave recusou sem sequer fazer uma contraproposta que fosse acima dos seu 5% iniciais.

É caso para dizer que o produto funciona pois repeliu os tubarões no que toca a investir neste projecto, mas é provável que ainda se venha a ouvir falar muito sobre o SafeSurf no futuro.

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