Felizmente, tudo acabou bem no final!  Obviamente que um ataque de tubarão deixa sempre marcas gigantes quer fisicas quer psicológicas mas sem dúvida que se a vítima sobrevive se pode dizer que o final desse episódio foi bom.

Foi na praia de Muizenberg, em Cape Town, África do Sul, que um surfista de 20 anos foi atacado pelo que mais tarde foi confirmado como sendo realmente um tubarão-branco, um dos mais perigosos predadores dos nossos oceanos. O jovem estava a surfar quando o ataque aconteceu e foi mordido em ambas as pernas, sendo evacuado de helicóptero para o Hospital já numa situação estável.

Neste momento a praia de Muizenberg, uma praia que está inserida numa zona onde já existe um longo historial de avistamento e ataques de tubarões, está fechada até ordens em contrário, e neste momento a polémica está instalada. Isto porque, apesar de várias estratégias para evitar este tipo de desastres (como pessoas especializadas em procurar tubarões tanto em terra como no ar – Shark Spotter Program), o problema tem piorado nos últimos anos.

Além de estar situada numa zona com uma grande população de focas, o que por si já atrai os tubarões, esta zona é também o epicentro da indústria de mergulho em jaulas para ver tubarões. Muitos defendem que esta indústria é responsável pelo aumento do número de tubarões brancos (e consequentes ataques) pois para os turistas verem os tubarões esta empresas têm de colocar alimento (peixes-mortos cortados em bocados) na água para garantirem que os turistas obtêm o que procuram quando mergulham dentro das jaulas, um contacto o mais próximo possível (em segurança) com tubarões. Esta alimentação fácil deverá ter alterado os padrões naturais de alimentação dos tubarões, afirmam muitos.

Do lado oposto, a indústria de mergulho em jaulas afirma que a quantidade de alimento que é colocado na água para atrair tubarões não é suficiente para alterar esses padrões. No entanto, de acordo com um centro de organização na Austrália, foi feito um estudo em 2011 que mostrou que quando alimento é colocado na água nas zonas de mergulho em jaulas os tubarões ficam mais tempo que o normal nessa zona.

Mais uma vez uma questão monetária parece ter mais força que as provas científicas e enquanto este tipo de situações prevalecer quem continua a sofrer são, neste caso específico, os surfistas e banhistas.

 

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