Foi no início do ano que Sally Fitzgibbons comunicou que já não fazia parte do team Roxy. Depois de muitos anos como patrocinada do gigante do surfwear feminino, a Roxy, Sally encontrava-se pela primeira vez em muitos anos sem patrocínio principal.

Mais ainda que nos homens, no surf feminino é bastante vulgar que mesmo surfistas de topo percam os seus patrocínios ainda longe do fim das suas carreiras. Foi o caso das ex-campeãs do mundo Sofia Mulanovich e Layne Beachley (mas houve muitas outras) que saíram de grandes marcas para patrocínios mais pequenos ou mesmo para o “desemprego”.

Sally de alguma maneira estava salvaguardada uma vez que os seus restantes patrocinadores (Red Bull, Land Rover, Garnier, Firewire, Samsung, FCS) mantinham-na como uma das surfistas mais bem pagas do mundo.

E, recentemente, Fitzgibbons deu ainda mais um passo para contornar o destino das suas colegas, ao assinar com a Piping Hot. Esta marca australiana existe desde os anos 70 e já foi um dos grandes “players” a nível mundial. Mas, por alguma razão que desconhecemos, deixou de ser vendida fora do seu país de origem (e poderia ter feito parte da nossa lista 5 GRANDES MARCAS QUE DESAPARECEM DO LINE UP). A Piping Hot é actualmente vendida principalmente em grandes armazéns, uma estrutura que garante bons números mas contribui negativamente para a imagem das marcas.

Com a actual número 3 do ranking da WSL no seu team a PH procura usar a sua forte imagem para “roubar” alguma cota de mercado às grandes marcas de surf e possivelmente entrar no mercado norte-americano. Será o regresso de um dos “gigantes” do passado?

 

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