Em Portugal o surf profissional ainda é uma realidade recente. Os primeiros surfistas a viver do surf, no nosso país, estão agora entre os 38 anos de idade e os 45. É a carreira de sonho de qualquer praticante mas, como em qualquer outro desporto, é uma profissão de curta duração. Hoje em dia, em Portugal, já existem surfistas com ordenados “chorudos” mas são muito poucos os que conseguem juntar dinheiro para viver o resto da vida com o que produziram seus anos áureos.

Por outro lado, recentemente, esta carreira parece ter aumentado ligeiramente a sua duração. Nos anos 90 um surfista de 28/30 anos já estava a caminho da reforma mas actualmente muitos são os que entram no auge das suas carreiras aos 27 anos e continuam a “dar cartas” pelo menos até aos 35 anos. O campeão mundial de 2011, um tal de Slater, continua na disputa do título mundial, o seu 12º, mesmo já tendo chegado aos 40 anos.

No nosso país muitos dos ex-profissionais de surf foram “absorvidos” pela indústria. Há quem se tenha tornado vendedor das marcas que o patrocinavam, outros trabalham no marketing ou nas mais diversas funções dentro das marcas. Há shapers, organizadores de eventos, proprietários de lojas de surf e surf camps, treinadores de surf e muito mais.

Muitos também mantiveram um “dedo” noutros trabalhos fora do meio, ou num curso. Há quem tenha reiniciado os estudos e quem se tenha dedicado à pesca (literalmente). A lista continua mas os que conseguiram antever o fim das suas carreiras foram os que se prepararam melhor.

Nos Estados Unidos a história é outra. O surf e a indústria são mais antigos e a sua dimensão muito maior. Há mais oportunidades e muitos casos de sucesso e de insucesso. O “film maker” Matt Wybenga fez uma pequena peça que (vale a pena ver) em que entrevistou três surfistas muito conhecidos (Peter Townend, Shane Beschen e Brad Gerlach) e outro menos conhecido para saber as suas experiências neste tema. Check it out!

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