Pedro Sousa, o surfista, não é uma cara estranha nas páginas da ONFIRE. Este ex-campeão nacional júnior aparecia com regularidade e parecia destinado a uma carreira no surf. Até que se começou a interessar por outros caminhos e, em 2008, ouvimos falar que seria o protagonista de um filme. Outros surfistas conhecidos também faziam parte do mesmo, mas na altura havia pouca informação disponível. Até que, recentemente, o filme chegou aos cinemas depois de ter feito um pequeno tour pelos festivais, onde “recolheu” muito reconhecimento.

O filme “Deste Lado da Ressurreição” encontra-se neste momento a passar em alguns cinemas mas, antes de ires ver, podes ler um pouco sobre a experiência deste surfista do lado de lá do grande ecrã!

Pedro, como foi a tua entrada no mundo do cinema?
O filme, “Deste Lado da Ressurreição” começou a ser escrito pelo realizador Joaquim Sapinho em 1998. Depois começou a parte de pesquisa que durou cerca de 5 anos. E ele tinha um dilema, queria filmar surf. Mas actores não eram surfistas, e os surfistas não eram actores. Havia falta de uma pessoa que conseguisse fazer as duas coisas e chegou a ter duas pessoas antes de mim a fazer o papel mas não estava contente. Entretanto encontrou-me num campeonato em Peniche. Eu tinha feito um casting mas não sei que seguimento teve com a produtora. Ele deve ter-me associado ao casting pois veio ter comigo e perguntou-me se eu podia fazer um casting mais a sério. Eu disse que sim e mais tarde perguntou-me se estaria disponível para ser o protagonista do filme.

Quando começaste a filmar?
Entrei em 2007, mas só comecei a filmar em 2008, e acabou em Abril de 2009. O filme só foi lançado agora porque o Joaquim é uma pessoa que gosta de fazer as coisas com tempo e não quer pôr o material num circuito comercial antes de estar perfeito.

Porque é que o filme não está nos cinemas todos nem se ouve falar muito dele?
Isto é a minha opinião mas, como o filme não tem a Soraia Chaves nua nem um guião sobre o Pinto da Costa, é difícil que as queiram ver o filme assim. O que o Joaquim fez foi estrear o filme em festivais internacionais e só depois dele coleccionar esses carimbos de qualidade é que quis meter o filme aqui em Portugal pois assim tinha algum motivo para os portugueses verem.

Foi uma experiência que gostaste?
Sim, foi uma experiência bastante interessante! Eu acabei o curso de actor entretanto, mas eu não me considero actor e, como sabes, sou surfista acima de tudo. Mas acho que foi uma experiência que me enriqueceu mais a nível pessoal do que profissional, não desvalorizando essa parte.

Que outros surfistas participaram no filme?
O Miguel e o André Mouzinho, o João Cardoso, a Vera Costa, o Pedro Barbudo e o Guilherme Garcia.

Na altura tinhas patrocínios e competias, ter feito parte do filme mudou muito o teu percurso?
A verdade é que não mudou muito, como estava no curso, já estava a largar um pouco o surf. Apesar de, na altura, ainda ser patrocinado e correr campeonatos.

Para terminar, o que podes revelar sobre o filme para quem ainda não viu? É um filme sobre surf?
As pessoas vêm os teasers e pensam que é sobre surf, mas não é sobre surf. O filme é sobre a fé, sobre uma crise espiritual, e o surf é um dos veículos que levam a minha personagem, que é o Rafael, a explorar esses lados da fé.

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