João Kopke é um daqueles surfistas que ainda não conseguiu na Liga MOCHE resultados à medida do seu valor, mas que a qualquer momento pode “dar o salto”.

Infelizmente é possível que não seja na segunda etapa na Liga que isso vai acontecer, já que o surfista de Carcavelos teve um pequeno acidente que poderá ter acabado com as usas hipóteses de competir na etapa.

Press release:

“A menos de 24 horas do arranque do Allianz Caparica Pro, João Kopke e a equipa médica responsável pelo surfista da linha estão a efectuar um esforço de última hora para recuperar o atleta, que teve de se submeter a uma cirurgia ao pé esquerdo e está assim em risco de faltar à segunda etapa da Liga Moche.

Kopke está a lidar como pode com as consequências de um acidente quase caricato, na Bafureira, perto de casa: “Fui imprudente. Estava a surfar na Bafureira com a maré vazia, fiz uma manobra na junção e quando dei por isso, estava a correr em cima das pedras. Naturalmente pisei ouriços e os espinhos enterraram-se fundo no pé.”

Um incidente banal para quase todos os surfistas mas que teve contornos inesperados no caso do antigo campeão nacional de Esperanças, de 20 anos.

Fiz o que se faz habitualmente nestes casos e retirei os espinhos em casa sem perceber que alguns tinham ficado enterrados profundamente no pé. Segundo os médicos, esses espinhos provocaram uma reacção no corpo que se traduziu em quistos dolorosos que tiveram de ser removidos”, explica o surfista de Carcavelos, que confessa que já na primeira etapa da Liga Moche treinou e competiu condicionado:

Para a etapa da Liga Moche na Ericeira já não consegui treinar como queria e senti muitas dores a competir, mas tentei ir o mais longe possível apesar da dor.”

Na Ericeira, Kopke chegou aos quartos-de-final, terminando a prova em 13º lugar. Posição que procura ultrapassar de forma consistente este ano, com a Caparica a suscitar-lhe grandes expectativas que agora arriscam, quase literalmente, “morrer na praia”.

Queria muito competir na Caparica pois é um tipo de onda que favorece o meu surf, ao contrário do que acontece em Ribeira de Ilhas, pelo que estou muito frustrado com esta situação. Estamos a fazer tudo por tudo para que o pé cicatrize o suficiente para poder competir, mas é algo que não depende da minha vontade”, lamenta João Kopke.”

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