Jervis and Vagabonds na Tailândia | Parte I

publicado há 2 anos por 0

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Os finalistas do Jervis and Vagabonds – Botelho, Blanco e Boonman – estão neste momento a descobrir as quentes ondas da Tailândia, numa surftrip com uma boa dose de competição online…

Depois de uma longa viagem de 16 horas, os finalistas do evento online Jervis and Vagabonds aterraram na paradisíaca Tailândia para descobrir os seus segredos de água salgada. Pedro Boonman e Alex Botelho, ambos finalistas da edição passada, juntaram-se a Miguel Blanco, o terceiro finalista, e ao mentor do evento, Filipe Jervis, para, juntamente com o fotógrafo da casa ONFIRE, Carlos Pinto, e um camera man, se lançarem nesta aventura asiática…

O desenrolar do primeiro dia foi o típico de quem vem de uma longa viagem: deixar malas no hotel e correr até à praia mais próxima para descobrir as ondas. E quando se viaja para um destino como a Tailândia, onde não há assim tanta informação disponível e a que há acabamos por ficar na dúvida se é muito ou pouco fiável, o suspense é maior. Mais maior que este é a força de vontade, e Blanco, Boonman, Botelho e Jervis saíram direitos do hotel, já de pranchas debaixo do braço, para atravessar a rua, percorrer um caminho de 100 metros e terem o primeiro vislumbre das ondas tailandesas!

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A única certeza que tínhamos neste dia era que havia swell – e que este ia ficar toda a semana e sempre a subir -, tudo graças aos vários sites de previsões. Apesar de ser um swell que vem com vento onshore, a verdade é que a costa de Pukhet é altamente recortada e com várias pequenas e grandes baías, assim como praias mais longas e expostas ao vento.

A praia mais perto do nosso hotel é Kata Beach que apesar de estar com vento onshore no primeiro dia – como previsto -, recebeu os Vagabonds com swell de um metrinho. Kata é um beach break bastante grande e com várias opções de surf. Foi só escolher o banco de areia que parecia ter as melhores ondas e os quatro Vagabonds deram a sua primeira surfada em água quente e soltaram o esqueleto, preso devido às horas quase intermináveis dentro dos três aviões necessários para chegar a Pukhet.

O segundo dia foi o dia do reconhecimento. Munidos de algumas informações, sabíamos que para norte haviam várias picos, sendo o (supostamente) mais consistente da ilha, o mais longe (a cerda de 40 minutos de Kata Beach). Durante a noite uma valente chuvada tinha caído – o período de mais swell na Tailândia coincide também com o das monções – e de manhã ainda se sentiam alguns restos dessa tempestade tropical. Quem mais mostrava sinais era o mar, que com fortíssimos ventos onshore estava bastante destruído. Uma maré muito vazia também não ajudava mas uma baías mais escondidas prometiam surf quando a maré enchesse.

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Fomos até Surin, o tal pico mais consistente, e desse seguimos um pouco mais para norte pois o Alex viu no Google Earth o que parceira ser uma boa baía. Surin era realmente o pico maior e onde as ondas pareciam ter bem mais força, mas o onshore ainda estava forte demais daí decidirmos continuar a procurar. A tal baía que o Alex viu no Google fica no meio de um Parque Natural e quando lá chegámos o vento já tinha acalmado… Ondas de um metro, água quente e um on shore mais do que surfável receberam os Vagabonds. Dois surfistas (iniciantes) apenas na água e em dois tempos já Jervis cravava o rail para a esquerda, Boonman e Botelho testavam o jogo aéreo e Blanco variava entre blow tails e aéreos, e começavam já a guardar-se algumas filmagens para os Vagabonds poderem, no final da viagem, escolher a sua melhor manobra para disputar a grande final…

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Tempo de comer num restaurante local – este longe do lado mais turístico de Pukhet – onde nos deliciámos com a comida tailandesa. Se uns optaram pelo prato mais picante, outros fugiram deles, mas todos se renderam à cozinha local, que conta com muitos vegetais, arroz e noodles. Bolas de peixe, espetadas de galinha em molho de amendoim e uns pequenos crepes de vegetais foram algumas das delicias que provámos. Como bom restaurante local – onde obviamente ninguém falava inglês – seis pessoas almoçaram por nada mais nada menos do que dois euros e oitenta cêntimos cada (com bebidas)!

Foi depois tempo de partir para o sul pois sabíamos que havia uma pequena baía, esta a 15 minutos do hotel, onde, teoricamente – a expressão que Blanco mais gostou nesta viagem até agora – rebentava uma esquerda à saída de uma lagoa. O vento soprava cada vez mais forte e o cansaço e o jet lag da viagem começava a deixar alguns resmungões aparecer. Mas a vontade de mais surf falava mais alto e lá chegámos a Nah Harn Beach… E lá estava um wedge de esquerda, que rebenta mesmo encostado a uma falésia e em frente à saída de uma lagoa, como prometido. A onda bate nas rochas e cria um triângulo para a esquerda, o que com vento meio side shore torna a onda perfeita para voar (esta praia como tem uma orientação diferente acaba por tornar o vento mais side shore do que onshore).

Os resmungos, o cansaço e o jet lag passaram de imediato, e em menos de dois minutos os Vagabonds descobriam aquele que consideraram como o melhor spot de todos os vistos deste primeiro dia de reconhecimento. O reconhecimento continuou mesmo depois do dia de surf terminar, mas esse foi feito nas massagens mesmo ao lado do hotel. Por 15 euros tens uma incrível massagem de uma hora e depois dessa descoberta, tal como ninguém falha o surf, ninguém falha a massagem ao fim do dia.

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Hoje, final do terceiro dia de viagem, a massagem nunca soube tão bem pois o amanhecer não foi para surfar mas para fazer um treino de Muy Thai, uma das várias surpresas que o Turismo e Autoridade da Tailândia nos reservou. Mais uma vez o dia amanheceu meio tempestuoso e a maré vazia ajudou a que ninguém pensasse que estava a perder surf! A aula que os Vagabonds tiveram foi uma aula de hora e meia de nível um mas eles serão os primeiros a dizer-vos que foi o treino mais intenso e puxado que já fizeram na vida… Seguiu-se um rápido snack e um novo ataque ao wedge de esquerda onde, mais uma vez sozinhos – é quase impossível surfar com crowd na Tailândia, apesar de haver! Apesar do cansaço, foi uma sessão de três horas e com muitos voos pelo meio! Mais mortos que vivos, os Vagabonds arrastaram-se para o seu segundo vício em terras tailandesas, a massagem, e essa, até agora, soube melhor que todas as outras!

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Revigorados, é agora hora de um jantar especial pois hoje é dia de festa… do grande Alex Botelho – ou sexy man como as simpáticas senhoras das massagens o chamam – afinal hoje é o dia em que celebra o seu 25º aniversário…

Nota: daqui a uns dias publicaremos uma crónica das aventuras dos Vagabonds na Tailândia onde estão para disputar o primeiro lugar do Jervis and Vagabonds assim como para fazerem uma reportagem para a ONFIRE Surf e produzirem para um vídeo da viagem.

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