Excluindo Tiago Pires, que está a competir noutra divisão, Frederico Morais foi o melhor português nos WQSs do início do ano. Tanto na China como na Austrália, Kikas tirou resultados sólidos que só não o vão ajudar a chegar ao WCT porque se tratavam de etapas pouco valiosas. Mesmo assim Morais encontra-se no 30º lugar no ranking e promete fazer estragos no circuito este ano. A ONFIRE falou com ele, já em Portugal, para saber as novidades todas!

Este “arranque” no teu primeiro ano inteiro no tour ficou dentro das tuas expectativas?
Acho que foi um bom começo de ano. Infelizmente os WQSs não eram os que tinham mais pontos mas eram sem dúvida dos mais conceituados em todo o tour e com um grande nível de surf. Acima de tudo acho que foi um importante início de ano, em que consegui tirar bons scores, consegui continuar a construir um nome lá fora. Vim da Austrália contente com o meu trabalho e com muita vontade para o resto do ano.

Qual foi o campeonato ou heat com que mais ficaste contente, e porquê?

O heat em eu fiquei mais contente foi em Burleigh Heads contra o Daniel Ross. Isto porque a disputa pelo segundo lugar foi uma luta directa entre eu e ele, onde eu o tive de marcar durante os últimos 7 minutos, o que eu achava intimidante antes deste heat, por ser um surfista que esteve no tour até ao ano passado e por ser um ícone no surf internacional e acho que me superei ” perdendo o respeito por ele”.

O que achas que é preciso para chegar mais longe?
Às vezes as coisas simplesmente não acontecem. Eu sei que houve campeonatos em eu podia ter ido ainda mais longe mas  a sorte no heat não teve do meu lado. Eu sei que em termos de surf estava-me a sentir muito bem, fisicamente e psicologicamente estava em óptima forma. Há muitos heats em que preciso de rever a minha estratégia e isso nos rounds mais altos são coisas decisivas, com certos surfistas não podes cometer esses erros. É uma coisa que tenho estado a trabalhar e que vou continuar a trabalhar durante todo este ano.

Muitos dos teus heats na Austrália foram durante a noite portuguesa mas muitos portugueses acompanharam à mesma. Tiveste percepção que os teus fãs em Portugal estavam a seguir-te?
É verdade. Tenho muito a agradecer a eles por todo o apoio, que faz muita diferença na nossa atitude. Dá-nos uma satisfação, prazer e orgulho acima de tudo saber que temos pessoas a seguir nos e a acompanhar nos de perto. Ficam noites acordadas a espera de um heat de 20 minutos. Eu valorizo muito isso e sei que tenho muita sorte de estar rodeado de pessoas que estão prontas a ajudar! Muito obrigado a todos!

Fala-me da experiência de surfar na China…
A China foi um sítio estranho. Definitivamente um país muito complicado, as pessoas não falam inglês e a principal razão de não ter sido a melhor viagem foram as ondas pois o mar estava mínimo durante todo o campeonato. Para mim foi um desafio surfar naquelas condições, acho que me superei durante cada heat e consegui dar a volta as condições do mar. Tivemos momentos muito engraçados como selecção e estávamos em boas companhia, o que acabou por tornar numa viagem divertida.

Como foi a temporada australiana no geral? Apanhaste boas ondas?
No geral foi óptimo, é um país que adoro e estou sempre rodeado de pessoas com quem gosto de viajar. As ondas não foram as melhore mas acabamos por apanhar umas ondas em Cronulla. Foi um mês e meio intensivo, treinei muito físico com o Richard e preparámos o resto do ano, fiz um treino específico em aéreos também. Foi muito boa esta temporada na Austrália.

Que pranchas estavas a usar?
Estive a maior parte do tempo com uma Ricardo Martins da Polen, a minha melhor prancha ate hoje. Está guardada apenas para os campeonatos importante. Tenho também um T.Patterson da Polen que tenho andado a por debaixo dos meus pés e estou muito contente com o resultado!

Consta que estás lesionado, o que tens e o que estás a fazer para melhor
?
Já faz um tempo que surfo com uma bota para o tornozelo e ando com o pé ligado mas realmente acabei por ainda não tratar porque não parei ainda de viajar desde que isto me aconteceu. Consigo surfar perfeitamente e isto não tem afectado a minha performance em qualquer campeonato ou no free surf. Estou me a tratar na Fisiotrauma e o pé esta prestes a largar a amiga bota que me protegia o tornozelo. Está praticamente bom mas o pé e um sitio muito frágil em que tem de ficar a 100% para que não volte a acontecer. Não há melhor consultório que este.

Sabemos que tens imagens incríveis deste inverno, quando sai o novo vídeo?

É verdade, da parte do Inverno em que cá estive houve sweis perfeitos e deu para fazer uma boas imagens, estou só a espera de acabar de filmar mais umas “combos” que eu quero fazer e por nos meus próximos clips por isso em breve irão ouvir falar de um novo clip para sair.

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