Filipe Jervis sobre os bastidores de Jervis and Vagabonds

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Esta mini-entrevista marca o fim oficial da edição deste ano de Jervis and Vagabonds (na República Dominicana).

Foi o segundo ano que o surfista Filipe Jervis lançou o concurso de vídeo online em Portugal que idializou, o Jervis and Vagabonds, e que como sabes nesta segunda edição passou, nas fases finais, pela República Dominicana.

Jervis teve assim de dividir as suas sessões de free surf, treinos, viagens e competição com a organização do evento, um papel a que aos poucos se começa a habituar uma vez que já contava com uma ano de experiência.

Não poderíamos terminar o concurso deste ano sem publicar esta mini-entrevista a Jervis onde ele nos faz um resumo sobre a edição deste ano, desde os bastudores até a viagem à República Dominicana, e onde levanta ainda um pouco do que lá vem para 2015…

Jervis, este ano, ao contrário do ano passado, o de estreia do Jervis and Vagabonds, decidiste não participar como surfista. Porque tomaste essa decisão?
Decidi não entrar porque sendo o organizador achei correcto “ver de fora”, deixar mais um lugar para um convidado e assim podia concentrar-me a 100% na organização do evento.

Conta-nos um pouco sobre como foi gerir a edição deste ano tendo em conta que havia ainda o “bónus” de uma viagem para a República Dominicana para coordenar?
Honestamente e comparativamente ao ano passado foi mais complicado. Os surfistas cooperaram um bocado menos e infelizmente tive que andar a insistir para me enviarem filmagens… Toda a gente sabe que são pessoas ocupadas e que viajam muito e por vezes é complicado arranjar filmagens consoante o critério que peço. Graças à grande ajuda do meu Pai, o evento andou para a frente e conseguimos cumprir todos os prazos. O facto de ter o turismo da República Dominicana a investir em mim e num evento como o meu, dá uma pressão acrescida porque queremos tornar isto o mais profissional possível para que aos olhos deles tenha sido um evento onde correu tudo bem!

O que foi  então mais difícil na organização do evento este ano?
Como disse acima, penso que tenha sido conseguir filmagens e conseguir cumprir calendário!

Como foi organizar a viagem para República Dominicana sabendo que não é o sítio mais comum para um surfista viajar?
Quando fui abordado sobre o assunto fiquei um pouco reticente, admito. Nunca tinha ouvido falar em surf na República, mas sabia que era uma ilha e que em algum lado tinha que haver uma onda para surfar. Com o tempo fui-me informando e descobri que chegou a ser um grande destino de surf português nos anos 90 e que havia boas ondas.

Como viveste a viagem à Dominicana, tendo em conta que foste não só como surfista mas também como organizador?
Como surfista posso dizer que vou lá voltar de certeza, porque aquilo tem um potencial inacreditável e tem uma esquerda, a onda que mais surfámos, que encaixa com o meu surf na perfeição. Como organizador, foi das melhores viagens que já fiz na minha vida, tive a oportunidade de ir a um país novo com um grupo de surfistas que considero bons amigos. Tivemos muita sorte com o well que entrou, bateu tudo certo, porque só tinhamos 3 dias de surf pois nos outros dias íamos ter que visitar os sítios mais importantes da zona, e foi nesses 3 dias que houve swell, o que fez com “despachássemos” as filmagens para o evento num instante! Sei que todos os surfistas deram o seu melhor, independentemente das condições. Fiquei feliz com o resultado final, foi uma experiência incrível, fomos tratados como uns reis, fizemos rafting, visitámos uma cultura diferente, surfámos de calções e com um calor descomunal e tivemos refeições óptimas. O que é que um surfista pede mais? Não conheço nenhum surfista que não goste de passar uma semana surfar de calções o dia todo, seguido de umas cervejas e de um jantar fenomenal!

Quais as melhores e mais divertidas memórias que trazes de lá?
Foi uma viagem inesquecível, acho que vai ser difícil escolher uma memória especifica. O rafting, o jantar na marisqueira na praia – El Papi -, a esquerda perfeita para dar aéreos e alguns momentos proporcionados pelo convidado especial, graças ao passatempo da Sumol, o Rodrigo. Foi sem dúvida a revelação da viagem e quem deu muita alegria aos nossos dias e noites.

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Que conselhos darias a quem quisesse ir surfar à Dominicana?
Vão sem medos!! Tem muitas opções, desde ondas para aprender a ondas para profissionais… Surfem bem cedo porque o vento acaba por entrar por volta das 11 da manhã!

Este ano eras também um dos júris do evento. Como foi esse papel?
Foi giro porque houve muita disputa ao longo do evento!

E qual foi para ti o heat mais difícil de julgar?
Um dos mais difíceis foi os quartos de final entre o Pedro Boonman e o Pedro Coelho. E na ronda dos tubos, o heat do Pedro Boonman, Tomás valente e Zé Ferreira.

Qual o feedback final da edição deste ano dos surfistas envolvidos, pessoas que acompanharam evento e patrocinadores?
Penso que o feedback foi muito positivo. Os patrocinadores ficaram contentes com o trabalho e em especial o Turismo da República Dominicana felicitou-me bastante e ficaram muito contentes com o resultado final! No geral, os surfistas deram me um feedback bastante positivo também. Mas penso que o que me dá mais felicidade é ouvir os parabéns de pessoas que fazem surf mas que não estão no mundo da competição, os surfistas de “fim-de-semana”. É bom saber que o meu evento está a chegar a essas pessoas.

No primeiro ano do Jervis and Vagabonds tivemos um evento nacional, este ano o evento teve um upgrade que lhe deu um carisma um pouco internacional com a viagem dos finalistas para um destino em águas não portuguesas. O que esperar da edição de 2015, assumindo que esta aconteça e que possas levantar o véu de alguma forma?
Não posso revelar muita coisa, apenas que o evento vai continuar em 2015 e que vai haver mais uma viagem envolvida!…

Ok… Vagabonds à parte, podes revelar alguns dos teus planos/objecitvos para 2015?
Ainda estou a analisar, mas gostava de conseguir viajar um bocado mais e lançar mais clips para a web. Tenho algumas viagens na cabeça, sítios um pouco alternativos, para fugir ao cliché de lançar clips sempre dos mesmo sítios. Spots como Escócia, Panamá, México, estão debaixo de olho, vamos ver… Tenho outro projecto a ser desenhado que não pode ser revelado ainda, mas se correr bem vai ser mais uma coisa divertida e diferente para 2015.

(Jervis and Vagabonds na República Dominicana | O Filme)

 

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