Etapa da WSL de 2014 em Portugal com audiência global de mais de 300 milhões

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Realizou-se hoje (quarta-feira, dia 3 de Junho) a confêrencia com “O Impacto em Portugal” como tema. Em análise esteve o impacto das provas World Surf League (WSL) em Portugal.

“Press release

Portugal é actualmente um dos países no mundo que acolhe mais provas dos circuitos mundiais de surf. Em 2014, a entidade máxima do surf a nível mundial sancionou 5 provas em Portugal:

·         Sata Airlines Azores Pro, do World Qualifiying Series (WQS) masculino;
·         Cascais Women’s Pro, do World Championship Tour (WCT) feminino:
·         Cascais Billabong Pro, do World Qualifiying Series (WQS) masculino;
·         Moche Rip Curl Portugal Pro World Championship Tour (WCT) masculino;
·         Allianz World Junior Championships, onde foram atribuídos os títulos de campeão mundial júnior feminino e masculino;

As três provas de seniores masculinos, o Moche Rip Curl Portugal Pro, o Cascais Billabong Pro e o Sata Airlines Azores Pro compõem a Portuguese Waves Series, uma iniciativa do Turismo de Portugal que apenas tem equivalência em dimensão na histórica Triple Crown, no Havai.

Em 2014, as três provas de seniores realizadas em Portugal Continental (Moche Rip Curl Portugal Pro, Cascais Billabong Pro, Cascais Women’s Pro) tiveram um retorno mediático total de €46 milhões. Só na prova de Peniche, o Moche Rip Curl Pro Portugal, as transmissões televisivas atingiram uma audiência global de 299,5 milhões de pessoas, tendo a transmissão online registado mais de 19 milhões de visualizações.

Segundo Adolfo Mesquita Nunes, Secretário de Estado do Turismo, “desde 2012 que o Turismo de Portugal tem apostado no surf como um eixo de comunicação privilegiado, de tal modo que Portugal é hoje reconhecido internacionalmente como o melhor destino de surf da Europa. Mais do que um desporto, o Surf representa um estilo de vida e de relação com o mar e com a natureza.”

“Para além do contributo direto do surf para os fluxos e receitas turísticas este produto assume relevância na capacidade de relacionar Portugal como um destino turístico jovem, criativo, moderno, animado, respeitador da natureza. Mais do que apoiar eventos, que devem ser apoiados pelos agentes locais e regionais, temos usado o surf para activar a marca Portugal, com forte presença nos meios de comunicação social e no marketing digital. O turismo de surf é um óptimo exemplo da economia do mar”, concluiu.

O Moche Rip Curl Pro Portugal é também um dos eventos com maior assistência no local da prova. Em 2014, durante os dias em que decorreu o evento, passaram pelo areal de Peniche 138.000 pessoas, um aumento significante face às 100.000 pessoas que estiveram no evento em 2010.

Francisco Spinola, CEO da Ocean Events, organizador da prova, afirmou “Portugal é uma das provas com mais público na praia durante o circuito. O público português adere em massa, gosta de surf e percebe o que se passa, tanto dentro de água como nos rankings. Temos cada vez mais público na praia, o que é uma mensagem de sucesso forte para quem nos apoia: Patrocinadores, governo, camaras municipais. Sem este apoio, as nossas provas não teriam o impacto que têm”.
“Temos uma vantagem competitiva única: As nossas ondas. É isto que faz com que o investimento faça sentido. Na Europa, somos o país com a melhor consistência de ondas, com as melhores condições para acolher este tipo de eventos.”

Os resultados preliminares da pesquisa feita sobre o impacto económico do Moche Rip Curl Pro Portugal apontam para uma receita total de quase €13,6 milhões, apenas durante o período do evento, na zona de Peniche.
“Se olharmos para o Moche Rip Curl Portugal Pro em Peniche, cujo retorno mediático em 2014 foi de mais de €28 milhões, é como se tivéssemos investido €28 milhões em promoção do país, dada a visibilidade que proporciona a Portugal, às suas ondas e não só”, afirmou Francisco Spinola. “ O impacto que devemos ter em conta vai para além da zona de Peniche. Estamos a falar em impacto mundial”.

Mark Noonan, Chief Comercial Officer global da WSL, esteve presente para mostrar o novo modelo de operação do circuito. Destacou a verticalidade da nova organização, que engloba a competição de surf desde o nível de formação, com os juniores, até à elite do surf mundial, no World Championship Tour. Falou sobre a dimensão da indústria do Surf, que nos EUA representou um volume de negócios de $6,3 mil milhões (€5,6 mil milhões), e que deverá atingir os $13 mil milhões (€11,6 mil milhões) em 2017.

“A forma como o público do surf interage com o desporto é notável. Há uma interacção muito importante nas redes sociais: 84% dos adeptos de surf usam as redes sociais, são um dos públicos desportivos mais comprometidos e que mais interagem com o desporto online.
Os nossos adeptos são muito ativos, sendo que 94% participam activamente nas nossas redes sociais pelo menos uma vez por semana.

“Em 2014, tivemos mais de 180 mil novos seguidores por mês nas redes sociais, o que mostra que a WSL está no bom caminho para trazer o surf a um público cada vez mais alargado. Em Portugal temos um caso de sucesso, em que o surf atinge públicos de demografias muito distintas. Chegamos a um ponto, através da nova estrutura da WSL, em que o surf pode desenvolver-se e chegar ao patamar de outros desportos de elite a nível mundial. Temos os melhores surfistas nas melhores ondas,” concluiu.”

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