O australiano Luke Egan teve uma das carreiras mais “ilustres” do surf profissional, ficando a faltar apenas um título mundial. E se o título faltou, o reconhecimento dos seus colegas não tanto pois durante muitos anos foi considerado o surfista mais “underrated” do tour. As suas vitórias no circuito aconteceram em ondas pesadas como G-Land e Teahupoo e ainda na “high-performance” praia de Trestles, mas era no free surf que mais se destacava.

Mas não foi só no surf que este poderoso surfista se deu que falar pois o seu lado de “business man” também deu bons “frutos”. Luke era regularmente referenciado pela sua gestão de recursos e bons investimentos e esteve ligado a várias marcas, além de se ter tornado director de provas da Billabong e treinador de Joel Parkinson, funções que foi abandonando ao longo dos anos.

Egan poderia perfeitamente ter-se “reformado” e vivido dos seus rendimentos mas, segundo o próprio, precisava de um desafio. O seu amigo, Bruce Beach, estava num registo semelhante, tendo passado por várias marcas que patrocinaram Luke, incluindo a Arnette e Electric. Os dois juntaram-se a Tom Ruiz, que trabalhou na Volcom durante 16 anos, e os três investiram todas as suas poupanças numa nova marca.

Este projecto já tinha patrocinados mesmo antes de ter nome pois a credibilidade deste grupo foi suficiente para “roubar” o havaiano Mark Healey à Quiksilver, e contratar também Matt Meola e Ry Craike. Até que tudo foi revelado, num “trade show” recente na Califórnia. “DEPACTUS” será o nome mas ainda não se sabe muito sobre a estratégia e filosofia da marca, apenas que será muito focado em “boardshorts”.

DEPACTUS é a quarta marca nova a aparecer no mercado em menos de um ano e meio, surgindo numa fase em que a indústria do surf está bastante fragilizada. A V/SSLA/D’Blanc, Outer Known e Salty Crew são os outros potenciais “novos players” no mercado.

(Luke Egan & Friends no clássico da Billabong, “Bunyp Dreaming”)

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