Casa cheia na antestreia mundial do filme de Tiago Pires

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Tiago Pires é considerado o surfista português mais bem sucedido de todos os tempos, com uma carreira que culminou no circuito mundial. Este percurso ímpar é o tema do documentário “SACA – O filme de Tiago Pires” – um trabalho com realização de Júlio Adler e argumento de João Valente que chega às salas de cinema em novembro.

Foram cerca de 1200 convidados que encheram ontem (17 de outubro) por completo o Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, para assistir à antestreia mundial de “SACA – O filme de Tiago Pires”. Um momento em que a comunidade do surf esteve presente em peso, incluindo muitos nomes do circuito mundial, bem como figuras de outras áreas do desporto, da moda e da cultura.

Todos os especialistas na matéria são unânimes em reconhecer: na história do Surf em Portugal a linha cronológica considera essencialmente dois momentos. Os primórdios da modalidade e o período que coincide com a carreira de Tiago Pires. Ao longo de mais de duas décadas, “Saca” transformou-se na referência da modalidade, inspirando as novas gerações.

Este percurso único é o tema central do documentário “SACA – O filme de Tiago pires”, um trabalho da autoria dos jornalistas especializados em surf Júlio Adler (Brasil) e João Valente (Portugal). O primeiro assegura a realização e o segundo o argumento. Com estreia nos cinemas em novembro, o filme analisa a progressão do herói do surf português até aos grandes palcos internacionais, numa parceria de Tiago Pires e da Red Bull Media House com produção da GO-S.TV.

O surfista viveu intensamente todo o processo: “Este projeto significa muito pois é o meu primeiro grande compromisso depois de ter abandonado o Circuito Mundial. Estou confiante que a minha história irá cativar o público em geral e espero que depois deste filme as pessoas possam realmente perceber o meu percurso. Também acredito que vai inspirar muitos jovens talentos que aspiram a ser profissionais.”. No dia da antestreia Saca mostrou-se “orgulhoso de um ano e meio de trabalho em equipa e muito feliz pelo resultado final”.

A marca deixada por Tiago Pires é destacada no documentário pelo testemunho de grandes nomes do surf mundial, como Kelly Slater, Mick Fanning ou Adriano de Souza e também personalidades de outros quadrantes, como é o caso de Luís Figo.

Além da carreira e da nova vida de Tiago Pires, depois da WSL (World Surf League), o filme pretende responder a questões centrais do desporto, como a pressão na competição, a reação perante a derrota, o relacionamento com os adversários e como saber quando parar. Júlio Adler estreou-se neste projeto na realização a solo e usou os seus conhecimentos sobre surf para marcar a diferença; Conheço o Tiago desde o início da carreira e como jornalista escrevi muitas vezes sobre ele. Neste trabalho procurei fugir ao retrato típico dos filmes de surf e estou satisfeito com as escolhas que fiz. Nunca pensei que o filme fosse parar aos cinemas e neste momento estamos também a estudar a participação em vários festivais internacionais de cinema documental”.

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