Raoni Monteiro foi em tempos considerado como um potencial candidato ao título mundial da ASP, possivelmente o primeiro do seu país. Patrocínios e apoios não faltaram no início da sua carreira e quando foi contratado pela Quiksilver, ainda júnior, entrou com grande estatuto e ganhou a alcunha de “Slaterzinho”.

Nessa fase teve grandes resultados, dominando os circuitos juniores do seu país e ainda derrotando Mark Occhilupo, na véspera deste se tornar campeão mundial da ASP. Mais tarde entrou para a Rip Curl, directamente para o A-Team, e antes de terminar os seus 21 anos já estava qualificado para o WCT.

Na elite, Monteiro conseguiu chegar várias vezes aos quartos de final man-on-man, mas foram resultados isolados no meio de algumas lesões e maus resultados, e ao fim de quatro temporadas estava de volta ao WQS. Entretanto perdeu o seu patrocínio principal e encontrou algumas dificuldades em se requalificar, o que aconteceu apenas quando a marca O’Neill apostou nele, em 2010.

Uma vez de volta ao mais importante circuito de surf profissional, o raçudo brasileiro encontrou-se novamente sem patrocínio, tendo inclusivamente faltado a algumas etapas por falta de disponibilidade financeira. Em 2013 foi apoiado por uma espécie de Crowd Funding, uma iniciativa criada para ajudar a financiar atletas brasileiros de grande valor mas com falta de apoios para concretizar os seus objectivos.

E foi em Janeiro deste ano que Monteiro voltou a usar “adesivo” no bico, da marca Pena que no ano anterior tinha apostado em Adriano de Souza. Mas, chegado a Setembro, Raoni já não usava o logótipo da marca na prancha, o que indica que a parceria chegou ao fim antes do tempo previsto. O ano competitivo não está a correr bem e conta apenas com um 9º lugar numa etapa Prime como bom resultado, já que no WCT ainda não passou do round 2.

Mesmo assim Raoni Monteiro poderá requalificar-se para o circuito do próximo ano, caso consiga bons resultados nas etapas Prime que estão por realizar. E, apesar de estar a ter um ano fraco, o seu surf e carisma falam mais alto, tanto que conseguiu um patrocínio inédito no meio do surf. Foi o canal brasileiro Woohoo que apostou neste talentoso surfista do seu país e é o autocolante deste meio que neste momento tem maior destaque a sua prancha. Será que ainda consegue salvar o seu ano e manter-se entre a elite?

 

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