De tempos em tempos recebemos um email de Al Hunt a pedir alguma revista que se perdeu no correio a caminho da sua casa na Austrália. Uma das primeiras comunicações que recebemos da ASP, mesmo antes da primeira ONFIRE ter sido lançada, foi um pedido que se enviasse um exemplar de cada edição para a colecção privada de Al, que é o mais antigo funcionário da ASP.  O seu contributo ao surf não pode ser contabilizado e as suas funções dentro da ASP já mudaram várias vezes. Hunt é aquela pessoa que está sempre disponível para responder a um email sobre os mais variados temas ligados à ASP, incluindo questões sobre títulos mundiais e qualificações para o WCT. Aproveitando a sua, aparentemente infindável, boa vontade, enviámos-lhe algumas perguntas sobre a sua colecção de revistas de surf e foi isto que conseguimos saber…

Quando e como começou a tua colecção?
Foi por volta de 1967, fui a Bells Beach com o Alby Falzon e o Bob Evans e parámos nos escritório da revista Surfing World. Aí havia pilhas de revistas, desde 1964 em frente, e eu tirei uma de cada e todas as que saíram desde então, cerca de 340 revistas, só da SW.

Quantas revistas tens actualmente?
Cerca de 17.000, mais umas 5.000 para a troca.

Tens tempo para ler alguma?
Não o suficiente, apenas folheio brevemente as cerca de 50 revistas que recebo todos os meses.

Quanto espaço é que a tua colecção ocupa?
Ocupa a sala de estar da minha casa, o meu escritório, a minha arrecadação e a minha garagem dupla. Não há espaço para meter o meu carro!

Quanto tempo dedicas, por norma, à tua enciclopédia?
Boa pergunta, às vezes tempo demais, mas recentemente não o suficiente. Tenho uma pilha de cerca de 200 revistas para catalogar em cima da minha secretária neste momento.

Dirias que é a maior colecção de revistas de surf do mundo?
De longe! Eu diria que até as 5.000 que tenho para a troca são a segunda maior colecção do mundo.

Conheces outras grandes colecções?
Algumas mas a maior parte das pessoas só coleccionam algumas eras, tipo os anos 60, ou revistas australianas.

Quem tem acesso à tua colecção?
As revistas nunca saem da minha casa mas há várias pessoas que passam lá para fazer alguma pesquisa nelas.

De todas as revistas que já passaram nas tuas mãos ao longo dos anos, houve algumas que se tenham destacado por alguma razão?
Eu sempre gostei dos guias de surf do fim dos anos 60 nos EUA e continuo a preferir a Surfing World da Austrália às outras. Também na Austrália há a Stab que é bastante controversa por isso essas normalmente são boas!

O que é a parte mais difícil de ter uma colecção destas?
Continuar a coleccionar aquelas que não me chegam pelo correio. Depois há umas que aparecem e desaparecem muito rápido, principalmente as edições de papel que apenas duram algumas edições.

Tens algum plano específico para elas no futuro?
Sim, são o meu fundo de aposentadoria. Eu gostava de fazer algo com elas que o público pudesse ter acesso ou alguém que as digitalizasse para acesso público. Há um grande mercado para isso, principalmente da parte das pessoas que apareceram nelas para fazer portfolios das suas carreiras ou clippings, e isso seria um serviço pago.

Para terminar, desde que começou a crise, sentiste que houve um grande decréscimo no número de revistas?
Sim, diminuíram mas muitas outras novas apareceram e algumas passaram para a versão digital!

Podes saber mais sobre esta colecção neste site – www.allsurfmagazines.com.

 

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