Está quase a começar um evento que se passa inteiramente fora de água mas que, em 2018, foi um dos que mais marcou a indústria do surf, a Surf Out Portugal. Será nos dias 21 e 22 de Setembro, novamente na Fiartil, no Estoril, que a comunidade surfista se irá juntar de novo para conhecer novos produtos, trocar conhecimentos e apresentar novidades. A ONFIRE falou com os irmãos Stilwell, os responsáveis pelo evento, para saber todas as novidades sobre a versão de 2019…

  
A segunda edição da Surf Out Portugal está quase a começar! Como foi o feedback geral da primeira?
O feedback foi muito positivo. Sentimos que após o evento a indústria, os expositores, as marcas, estavam realmente satisfeitos por terem tido este momento para estarem juntos do seu público, juntos entre a indústria, reunidos num só local para celebrar este desporto, o surf, que é o elo comum entre todas estas marcas. Logo nos dias do evento sentimos muita força dos expositores pois eles próprios estavam surpreendidos com a quantidade de buzz que se tinha gerado e com a quantidade de players diferentes que se tinha juntado no evento!

Quais serão as principais diferenças nas actividades e atrações do Surf Out Portugal de 2019?
Em primeiro lugar podemos dizer que o evento está mais internacional, que foi sempre um dos nossos objectivos. Em termos das Surf Talks teremos convidados a vir de fora para dar o seu input e feedback sobre esta indústria e acreditamos que será muito valioso para nós enquanto indústria do surf nacional, e todos os que gostam deste desporto, ouvir opiniões vindas de fora. Em termos das atracões, uma das grandes surpresas é também a nossa shapping bay, que estamos a construir de raiz e onde teremos sessões de live shapping e conversas com grandes nomes como o James Cheal, da Chilli Surfboards, Johnny Cabianca, shaper de Gabriel Medina, Nick Uricchio, da Semente, Donald Brink, que é um génio criativo sul africano, Almir Salazar da Polen Surfboards, Diogo Appleton e Lacrau. Será um dos grandes destaques do evento.

Este ano haverá mais oradores internacionais que no passado, a que se deve este facto?
Como mencionei anteriormente, a Surf Out Portugal tem o intuito de fortalecer a indústria do surf como um todo, e queremos destacar Portugal como um mercado de excelência, um mercado potencial do surf a nível global. Logo, acreditamos que a atenção de fora também deve estar virada para o nosso país, e que a vinda de grandes nomes, como Greg Healy, que é o presidente da Boardriders Global, que engloba a Quiksilver e Billabong, as duas maiores marcas de surf do mundo, a vinda do Paddy Cosgrave, CEO da Web Summit, a vinda do Garrett McNamara, do Nicolau Von Rupp, Tiago Pires, Kim Scholze, que é Senior Project Manager da ISPO, uma das maiores feiras de surf do mundo, será uma mais-valia. Acreditamos que a vinda de todas estas personalidades acaba por dar o maior destaque a este evento e por consequência um maior destaque às marcas nacionais e ao nosso país.

Como foi a adesão de expositores em comparação ao ano passado?
A adesão dos expositores foi excelente, temos expositores repetentes do ano passado com novas ideias, novo empenho, já a quererem fazer coisas novas em relação ao passado, que foi um bocadinho a descoberta deste evento. E depois temos muitas marcas novas também a participar este ano. O nosso trabalho comercial ficou um bocadinho mais facilitado pois, no ano zero, em 2018, não tínhamos nada para apresentar em termos de números, estatísticas, fotografias, vídeo, era ainda apenas uma ideia.

A Fiartil será sempre o local deste evento ou poderá haver necessidade de expandir para outros locais ou outras partes do país?
A Fiartil é um dos recintos mais especiais que existem em Portugal. É um recinto no coração do Estoril mas parece que estamos no meia da natureza, envolvidos no meio de árvores e é perto do mar, está a 500 metros do mar. É no município de Cascais, que acaba por ser um dos berços do surf em Portugal e, quando as condições certas se reúnem, é um recinto muito especial, com uma atmosfera mágica. Neste momento é o nosso recinto, mas nunca se sabe o que poderá acontecer com a evolução da Surf Out Portugal.

Quais foram os principais desafios em 2019?
Os principais desafios foram superar o que fizemos em 2018! Ou seja, acabou por correr muito bem o ano passado mas o difícil é continuar sempre a melhorar e a surpreender. Queremos que o evento seja melhor em termos qualitativos, e que a experiência, tanto para os expositores como para os visitantes possa ser cada vez melhor. Naturalmente isso acarreta alguns desafios, nomeadamente a vinda e a gestão de todos estes convidados de fora e de marcas que também mostraram o seu interesse em vir e não estão baseadas em Portugal. Por isso, à medida que as edições do evento se forem sucedendo, a nossa responsabilidade também é maior.

O que podemos esperar da Surf Out Portugal nos próximos anos?
A Surf Out irá sempre trabalhar e continuar no seu rumo para dar cada vez maior destaque a esta indústria. A Surf Out tem como principal missão unir/agregar e criar uma plataforma de dialogo para todos os agentes que compõe o sector do surf. Ou seja, a Surf Out é uma autêntica celebração do surf e, por consequência, queremos promover este desporto cada vez mais, queremos promover Portugal como destino de surf e como destino de implementação de negócios do surf cada vez mais. O que podemos esperar da Surf Out é muito trabalho para promover a indústria do surf como um todo.

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