Marlon Lipke fala sobre a sua primeira vitória na Liga Moche | Mini-Entrevista

publicado há 4 anos por 0

Marlon-Lipke-mini-entrevita

Na carreira de Marlon Lipke não faltam títulos nem vitórias. Este surfista que nasceu em Lisboa e cresceu no Algarve foi campeão Europeu Pro-Junior, 3º classificado no mundial júnior da ASP, campeão Europeu Open e chegou a estar no WCT por um ano. No WQS venceu quatro vezes mas a vitória na liga Moche iludia-o! Foi no Guincho, no Allianz Cascais Pro, que Marlon se estreou e algo nos diz que o vamos ver a vencer mais vezes!

Marlon, foi a tua primeira vitória na Liga Moche?
Sim, primeira vitória e primeira final, não podia ter sido melhor. Eu gosto muito destas condições, mesmo sendo muito cansativo e tendo que fazer 500 “bicos de pato” para chegar lá fora outra vez, a final tinha ondas boas e dava para fazer o surf que eu gosto.

Porque achas que foi tão difícil vencer uma etapa neste circuito?
Não sei, uma das ultimas em que competi foi no Porto e comecei muito forte, com um 8 e um 9 mas depois faltou-me sempre alguma coisa. Mas antes deste evento falei com o Pyrrait (treinador) e disse-lhe que queria levar este circuito mais a sério, queria chegar à final e trabalhámos nisso. Preparei-me bem antes dos heats, analisámos bem as condições e agora tivemos resultados.

Desde o início da semana que se começou a ver imagens da esquerda do Guincho a funcionar na perfeição, isso motivou-te? Sei que é um tipo de mar em que tu te dás bem normalmente….
Não muito porque também estava a ver surfistas como o Vasquinho (Ribeiro), Zé (Ferreira), Gony (Zubizarreta), Nicolau (Von Rupp), Kikas (Frederico Morais) a surfarem muito neste mar e afinal não interessa que ondas estão a dar. Estava sempre com aquela dúvida se me ia dar bem ou não mas ter começado o campeonato com um 9.7 deu-me motivação e confiança.

Usaste a mesma prancha o campeonato todo?
Usei três pranchas diferentes neste campeonato, comecei com uma 6’3” que é “mágica” e estava a surfar com mais amplitude na onda. Pouco a pouco mudei para prancha mais pequena e nos quartos, meias e final usei uma 6’0” com um bocadinho mais de volume mas que me ajudou imenso!

Lideraste a bateria final toda, estavas consciente da tua posição no heat uma vez que não era fácil ouvir os comentadores lá fora?
A meio do heat saí para dar a volta a correr e ouvi que tinha um 9 e um 5. Mas também sabia que era muito perigoso ter um 5 como back up. O Nicolau fez não sei quantos 7s durante o campeonato e eu sabia que dois 7s iam mudar a situação. Eu tinha 14 minutos e a remada lá para fora demora cerca de 7 minutos e foi isso que fui fazer, melhorar o meu 5 para um 7 e se não o tivesse feito tinha perdido o heat.

Esta vitória dá-te confiança para tentar ganhar o circuito de 2014?
Sim, gostava muito de ganhar este circuito, acho que este resultado deu-me muito confiança, especialmente o heat com o Kikas. Claro que ele tinha acabado de ser campeão da Liga ele talvez tenha metido umas “mudanças” abaixo, mas mesmo assim acho que fiz um bom heat e esse foi o mais importante do campeonato para mim.

(As melhores ondas da final)

Comentários