José Gregório, director geral da Quiksilver em Portugal, fala sobre a falência da marca nos EUA

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O dia amanheceu em Portugal com uma notícia “pesada” sobre uma das maiores marcas de surf do mundo, a Quiksilver. Aparentemente o “gigante” do surfwear declarou falência, mas o resultado final pode não ser tão grave quanto aparenta à primeira vista!

Mas, para saber mais sobre o que realmente se passou, contactámos o director geral da Quiksilver em Portugal, José Gregório, que partilhou com a ONFIRE algumas novidades sobre o caso.

O que significa na prática o “Chapter 11 bankruptcy” e qual foi a razão que levou a marca a pedi-lo?
O significado do “Chapter 11” em detalhe é um assunto referente à lei americana que não sei explicar em detalhe. Mas sei que a Quiksilver América accionou esta protecção jurídica para estar protegida contra eventuais acções de compra hostis.

Qual será o papel da Oaktree Capital na gerência e posicionamento da marca?
A Oaktree é um fundo financeiro que emprestou dinheiro para Quiksilver América poder continuar a honrar os seus compromissos de operações do dia a dia.

Conta-nos como funciona a Quiksilver a nível de regiões e quais são as dependências entre elas?
Temos três regiões mundiais (América, EMEA e Australásia) que são financeiramente independentes entre elas.

Na prática, o que significa esta situação para a nossa região?
Nada, a Quiksilver Europa e Australásia continuam fortes tanto financeiramente como em termos de vendas, a reestruturação será apenas na Quiksilver América.

Qual é a estratégia para a recuperação financeira?
Ainda não foram divulgados os próximos passos que a marca vai tomar no entanto, com todo o controle de despesas e com os resultados apresentados pelo retalho, revenda e e-commerce, acredito muito no futuro das nossas três marcas.

Quais são os grandes perigos para a marca no momento?
Não enfrentamos perigos eminentes, apenas desafios que já são os mesmos de há 4/5 anos a esta parte.

Na tua opinião o que levou a que a marca chegasse a este ponto nos EUA?
São publicas as más decisões que foram tomadas no grupo desde 2004 aquando da compra da Rossignol, passando pela contratação de gestores de topo que vieram de quadrantes muito afastados do surf, skate e neve.

Quais foram as principais mudanças na marca desde que entrou o novo CEO?
Temos hoje em dia colecções muito melhores, aposta em novos talentos, muito mais rigor financeiro e um grande sentimento de confiança absoluta que o Pierre Agnés consegue passar a todas as equipas.

 

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