O circuito de qualificação de 2018 chegou ao fim e o Championship Tour da WSL de 2019 já tem quase todos os seus integrantes confirmados. Fica a conhecer os novos surfistas do mais importante circuito de surf do mundo!

Nome: Seth Moniz
Idade: 21
Local: Kuliouou, Oahu, Havai
Patrocínios: Billabong, FCS, Dragon, Tokoro Surfboards

 

 

Resultados em 2018: 3º lugar Ballito Pro (QS 10.000), 5º lugar Vans US Open of Surfing (QS 10.000), 7º lugar Hawaiian Pro (QS 10.000), 2º lugar Ichinomya Chiba Open (QS 6.000), 49º lugar Vans World Cup of Surfing (QS 10.000)

No Havai fala-se muito de “Aloha” mas poucos agem no espírito da palavra. A família Moniz é uma espécie de realeza no meio do surf e uma das raras excepções neste tema. O patriarca da família, Tony, era um dos melhores em ondas como Sunset e Waimea durantes os anos 80 e 90 e os seus filhos, Micah, Isaiah, Kelia, Josh e Seth, desde cedo mostraram grande potencial. Era Josh, o irmão que é um ano mais velho que Seth, quem mostrava mais potencial de entrar no Championship Tour e fazer estragos, tendo inclusivamente vencido o Volcom Pipe Pro, mais cedo no ano, e seguido o resultado com mais uma presença sólida na Austrália. Mas a partir daí foi sempre a cair enquanto que o caçula da família foi ganhando forma.

A qualificação de Seth Moniz foi garantida com três resultados expressivos em provas QS 10.000. O seu segundo lugar em Chiba, Japão, também ajudou mas quando fez 3º em Ballito e seguiu com um 5º em Huntington Beach a sua vaga ficou praticamente garantida. O momento alto do seu ano foi um aéreo no Vans US Open of Surfing, uma manobra que parecia impossível mas que não só lhe garantiu a qualificação para fase seguinte como lhe proporcionou um “momentum” que não quebrou até agora. De facto os 17.750 pontos que tinha em início Agosto acabariam por ser suficientes para entrar no CT de 2019, mas o seu somatório chegou aos 22.300 pontos, mesmo tendo uma prova de 1.000 pontos entre as suas 5 melhores.

O que se deve esperar de Seth Moniz em 2019?
Apesar de ser o mais novo entre os estreantes, é um forte candidato ao prémio de rookie do ano. O seu repertório é um dos mais modernos da sua geração, com direito a backflips e outros voos muito altos, e em ondas tubulares também deverá estar entre os melhores. Os seus pontos fracos estão na categoria “power”, algo que poderá melhorar ao longo do seu percurso no circuito, e na competitividade, que não estará no mesmo patamar que os mais experientes do tour. Em primeira análise Seth não mostra potencial de fazer um percurso no Championship Tour como Filipe Toledo ou Gabriel Medina, mas poderá fazer estragos logo no seu ano de estreia.

 

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