Nos últimos 28 anos, desde que surgiu a divisão QS/CT, apenas 11 surfistas diferentes conquistaram o título mundial masculino. Outros, como Shane Beschen, Rob Machado e Taj Burrow, chegaram a liderar o circuito mas, mesmo sem ter conseguido garantir o título, continuam com reconhecimento do publico pelos seus resultados do passado.

Outros caíram no esquecimento pouco depois de saíram do tour. Fica a conhecer 5 surfistas que a certa altura lideraram o mais importante circuito de surf do planeta..

Danny Wills (& Mick Campbell) – 1998

Entre todos os ex-líderes esquecidos do Championship Tour mencionados neste artigo, Danny Wills foi provavelmente o mais bem sucedido tanto na disputa pelo título como na sua carreira. Wills era o “menino de ouro” da Austrália e da Quiksilver, tendo aparecido ao lado de Tom Carroll em filmes de surf desde os seus 13 anos. Depois de alguns anos de pouco sucesso no tour, Danny venceu duas etapas de seguida no Japão, as únicas de pontuação mais elevada num ano em que o tour tinha 11 provas. Os pontos que arrecadou nestas etapas ofereceram-lhe uma liderança destacada mas não conseguiu manter a competitividade o resto do ano. Kelly Slater começou a “morder-lhe os calcanhares” com resultados consistentes mas foi o seu melhor amigo, Mick Campbell, quem lhe roubou a liderança a uma prova do fim e Slater quem ficou com o título no fim do ano depois de uma prova desastrosa para ambos os australianos em Pipeline. Em 2001, o ano em que os acontecimentos de 11 de Setembro reduziram o tour a 5 etapas, Danny chegou a liderar novamente quando foi finalista na primeira etapa do ano, o Rip Curl Pro Bells Beach. O vencedor da prova foi o wildcard Mick Fanning numa época em que os “convidados” não mantinham os pontos, o que deixou o segundo classificado com a liderança. Logo na etapa seguinte era Cory Lopez quem passava para a frente mas no fim do ano CJ Hobgood conquistou um título que será sempre acompanhado de um asterisco. Danny retirou-se do tour em 2008 e, apesar da sua longa ligação com uma das grandes marcas de surf, optou por não se manter ligado à indústria e caiu no esquecimento do publico fora da Austrália.

 

 

Mick Lowe – 2004

Mesmo sendo um dos mais pesados surfistas do tour, Mick Lowe teve uma longa carreira no circuito, com várias finais e algumas vitórias. 1999 foi o ano em que fez um sério ataque ao título, com muitos resultados sólidos e uma vitória impressionante. Nesse ano a vitória ficou com outro peso pesado australiano, Mark Occhilupo, enquanto que Lowe liderou o tour anos mais tarde. Foi uma liderança semelhante à de Beau Emerton em 1999, com uma vitória sobre Andy Irons na primeira etapa do ano, o Quiksilver Pro Gold Coast. Logo na prova seguinte Mick perdeu cedo e passou o resto do ano a “derrapar”, acabando por se reformar do tour no fim de 2007, aceitando um trabalho na área da gestão logo de seguida.

 

 

Menção honrosa
Shane Herring – 1992

A “resposta australiana a Kelly Slater” teve sucesso antes do actual 11x campeão mundial, com uma vitória no Coke Classic e a liderança do tour por alguns meses. A pressão e o álcool foram os seus inimigos e em 1994 este super talento já estava fora do tour e nunca tentou regressar. Ainda hoje o seu nome é referenciado como o maior “talento perdido” da história do circuito mundial.

 

 

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