12 heats marcantes de Tiago Pires no WCT | Parte 4

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Tiago Pires é o surfista português mais conhecido dentro e fora do nosso país. Mesmo antes de entrar no WCT quebrou barreiras e derrotou “lendas”. No World Championship Tour continua o seu trabalho e a ONFIRE fez uma selecção entre os heats que considerou mais marcantes até hoje na elite do surf mundial.

2012

– Billabong Rio Pro – Round 4 VS Jordy Smith e Michel Bourez

Depois de uma estreia positiva na Austrália, Saca rumou ao Rio de Janeiro e logo no primeiro round mostrou muito bom surf. O seu heat, contra Miguel Pupo e Michel Bourez, foi realizado na esquerda do Arpoador, o “berço do surf brasileiro”. Fora de competição este é um dos picos mais difíceis de surfar devido à forte presença de surfistas extremamente localistas. E mesmo em competição a onda não é fácil, Tiago Pires que o diga pois fez a melhor onda da bateria mas não conseguiu um “back up” devido ao posicionamento de Miguel Pupo.

Já no round 2 Tiago fez o seu heat mais “fraquinho”, passando por muito pouco por Kai Otton. Mas a partir daí tudo bateu certo e menos de duas horas depois estava a derrotar Owen Wright em condições bastante “marginais”. No round 5 tinha pela frente Jordy Smith e Michel Bourez e mais uma vez venceu e garantiu-se nos quartos de final. O momento alto do heat foi um tubo pesado, provando assim, mais uma vez, a sua mestria nos tubos. Na fase seguinte fez um heat bastante equilibrado com Joel Parkinson, mas o australiano levou a melhor.

– Hurley Pro – Round 2 VS Kai Otton

O heat do segundo round do Hurley Pro, contra Kai Otton, foi um dos mais controversos da carreira de Tiago Pires. O português mostrava grande forma e parecia estar a caminho do seu melhor resultado em Trestles. Mas Kai Otton também se mostrou muito forte e a bateria foi muito disputada. Saca surfou com mais “power”, encaixando fortes carves e grandes batidas para acabar com a média de 16,27, que teria sido suficiente para vencer quase todas as baterias desta fase.

Otton respondeu com muito “flow”, transitando de manobra para manobra sem qualquer quebra de linha. E mesmo tendo sido um pouco repetitivo de backside em Trestles os júris acharam que tinha sido superior e atribuíram-lhe a média de 16,50, e a vitória. Mesmo tendo sido derrotado, justa ou injustamente, foi nesta etapa que o português fez uma das suas melhores performances e saiu dos EUA bastante motivado.

2013

– Rip Curl Pro Bells Beach – Round 2 VS Michel Bourez

O ano de 2013 foi um dos pontos baixos da carreira de Tiago Pires, mas apenas porque se lesionou logo após a segunda etapa e não voltou a competir no WCT até ao ano seguinte. Mas antes de se lesionar ainda “nos deixou” um grande heat, o round 2 em Bells Beach contra Michel Bourez. Em ondas que faziam lembrar Ribeira D’Ilhas, nos dias maiores de on-shore, Saca sentiu-se em casa e surfou com tal. Apesar de passar dos dois metros Tiago “atacou” o lip, deu fortes carves e terminou com poderosas manobras na junção. E mesmo com a excelente média de 17,57, o seu adversário nunca baixo os braços e quase virou o resultado nos últimos minutos, terminando com a média de 17,27.

Na fase seguinte Saca acabou por perder para Mick Fanning, que fez uma das melhores médias do campeonato (18,50) contra a (também alta) média de 14,73 de Tiago Pires.

(a partir do minuto 3:24)

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