12 heats marcantes de Tiago Pires no WCT | Parte 2

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Tiago Pires não só foi o primeiro surfista português a entrar no WCT, no ano de 2008, como continua a ser o único. Ao longo dos seus anos na elite do surf mundial Saca mostrou o seu valor várias vezes, derrotando grandes nomes com muito bom surf e boa estratégia. A ONFIRE seleccionou alguns dos momentos que considerou os mais marcantes até à data…

2009

– Quiksilver Pro France – Quartos de final VS Kelly Slater

Esta, que foi a sétima etapa do ano, foi possivelmente o melhor campeonato de Tiago Pires no WCT. Depois de um deslize no round 1, em que pontuou apenas 7 pontos e terminou em 3º lugar, Tiago mostrou-se em grande forma e foi batendo com facilidade os seus adversários até aos quartos de final. Logo no round 2 o seu adversário, Kekoa Bacalso, também surfou bem mas terminou dois pontos atrás do português. Damien Hobgood competia constantemente contra Pires nos seus primeiros anos no WCT e por várias vezes venceu, mas aqui não teve qualquer hipótese contra a incrível média de 16.43, a terceira melhor do round. De seguida foi o francês Tim Boal que ficou pelo caminho, mais uma vez por uma boa diferença.

Foi em esquerdas de meio metro que Saca defrontou mais uma vez Kelly Slater, nesta fase ainda de olho no título mundial de 2009. Slater cedo pontuou 9.33 numa sequência impressionante de batidas e snaps de backside. Pires soube esperar pela sua vez de brilhar e com uma série de pauladas, também de backside, conseguiu a nota de 9.57. Kelly contra-atacou com uma nota de 8.10 mas Tiago respondeu com 8.13 e conseguiu mais uma grande vitória em cima do melhor surfista de todos os tempos. No heat seguinte perdia para Mick Fanning, que acabou por vencer a etapa e, no fim do ano, o título mundial.

Billabong Pro Mundaka – Round 1 VS Phill MacDonald

Mesmo não sendo o resultado mais impressionante do surfista da Ericeira, nesta bateria mostrou muita mestria em ondas muito difíceis. Mundaka provou ser uma prova “madrasta” para os competidores e nesta fase ainda estava em vigor o formato sem repescagem. Isso significava que os competidores que perdessem no primeiro round eram de imediato eliminados, uma medida que criou muita controvérsia no tour, e uns anos mais tarde foi retirada. Phill MacDonald, ex-top 10 que estava de regresso ao tour, apanhou as ondas mais longas e praticamente dominou todo o heat. Quando a bateria já parecia perdida apareceu uma onda “milagrosa” e, apesar de pequena, Saca conseguiu dar um longo tubo de backside seguido de algumas manobras, virando assim o resultado a sua favor contra todas as expectativas.

No round seguinte, já no palanque alternativo de Bakio, o seu “carrasco” seria Taylor Knox, que vencia por uma diferença de 0.13.

2010

– Billabong Pro J-Bay – Round 1 VS Adriano de Souza e Timmy Reyes

Foi em Jeffreys Bay, 10 anos antes, que o português competiu pela primeira vez num WCT fora da Europa. Neste heat tinha pela frente um surfista que começava a disputar o título mundial, Adriano de Souza, e ainda Timmy Reyes, um mestre em point breaks de direita. Mas Saca é “rei” em ondas deste estilo e deu vários tubos e carves nas suas duas melhores ondas, para vencer com distinção.

No round 3 bateu ainda Kekoa Bacalso, sendo apenas eliminado nos oitavos de final por Taj Burrow que nesse heat fez a melhor média de toda a prova.

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